certos laços com o passado não se perdem nem se cortam nunca... afinal de contas, dialogar com o mundo real e documentá-lo também é 'tarefa' da ficção, assim como muita coisa é criada/inventada nessa conversa com o cotidiano. não achas?


Eu acho, sim! Mas eu creio que disse aqui que estava começando a achar mais legal ler os contos dos outros do que criar os meus, justamente porque esse cotidiano mais em estado bruto me interessa mais como relato do que criar uma ficção.


caracoles! Antes de ler o texto vi a foto e pensei (porra, não me entenda mal): "A Ana tá mandando melhor na foto do que na literatura"... Pq tenho mesmo notado sua ausência mocinha! mas veja bem, a poesia conitinua intocável, viu? é ela que junto com seus olhos tiram estas foténhas maravilhosas... Boa sorte e mantenha a gente informado para que acompanhemos teu sucesso!


hauhauhauhauhauhuahua
Adorei!
Sabia que estava no caminho certo =D
Obrigada pelo elogio. Ganhei minha madrugada...ahahahaahahhahaah =D


Incrível ver como os teus anseios estão bem delimitados. Não sei bem se escolhi a palavra certa quando usei "delimitados", porque esta acaba passando uma idéia de limite, não é mesmo? E na verdade eu não acho que vc enxugou suas vontades, pelo contrário. Você tornou-se esponja convicta do que quer absorver, ciente de que o conteúdo é mais importante que o meio de comunicação.

Acho mesmo que o país precisa de pessoas com esse senso de realidade. Confesso não me interessar propriamente pelo cinema documental, mas admiro a fotografia que denuncia a rotina caótica do mundo. Parabéns pelas determinações pessoais e sucesso!


Gravatar Ai, eu amo fotografia! Tenho muita vontade mesmo de aprender um pouco

Já me prometi que farei um curso esse ano

Saudades, moça!

Beijos anônimos


Gravatar Acho que fazer o corte da carne do passado dolorido. A nervura do real tortura quando "a realidade em estado bruto" é puro reflexo de uma verdade "sem firulas", sem "estética". Seu texto me fez lembrar do meu gosto por um realismo avesso à fantasia, mas profundamente "trans-forma-dor" da realidade no texto. A "ficção-confissão" de um Graciliano na década de 1930, o cinismo visionário de um Rubem Fonseca... Não é horrendo gosta de tudo isso? Entendo sua transição, mas espero que atine para as fronteiras entre esses mundos antinômicos... O real, a verdade, a realidade, nunca deixaram de ser um grande fetiche para arte também. E a estética, o irreal, o imaginado... fetiches da ciência. Saudações anônimas.


Gravatar Desfazer os laços é muito, muito difícl. Estou fazendo exatamente isso agora. Você me serve se inspiração sempre, Ana.


Gravatar A vida é mesma feita de escolhas e não dá para abraçar tudo ao mesmo tempo é verdade! O importante é ter foco e investir naquilo que realmente te dá prazer, que te faz voar mais longe...

Eu também tenho gosto por fotos do cotidiano e morro de vontade de fazer um curso de fotografia e investir nisso, porque gosto de dar "cliques" e gosto de ver e mostrar coisas mundanas, coisas reais. Mesmo gostando muito de histórias fantásticas, acho que atualmente ando com sede de verdade, realidade, movimento.

Boa sorte nas suas escolhas ^^




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