Diz aí :-)

Gravatar Ontem mesmo estava pensando em algo parecido.....não com um serviço que funcione (até sei de alguns), mas meu caso foi político.

Eu sou economista e por sê-lo, costumo repensar certas posições economicas do país. Em relação a reforma tributária, eu fico indignado nas propostas que se discutem onde um puxa o cobertor do outro e não parece que vão entrar num acordo.

Então tenho minha reforma na cabeça (não vou entrar em tecnicidades)e ela vai direto em quem não paga imposto (economia informal etc).

Não é que ontem, assistindo a TV Câmara, vejo um deputado defendendo uma emenda que é justamente a minha idéia de reforma...

Deputado Sergio Mabel PMDB-GO.

Aí fui pesquisar sobre o referido e vi coisas incríveis pelas quais ele briga. Um deputado que praticamente só conheço, porque é herdeiro das fabricas de biscoito de mesmo nome, e que trabalha sério.

Há muita coisa escondida no Brasil...


Gravatar Pois é. Lembram de como era o DETRAN? Antigamente pagava-se para tirar carteira e era uma zorra. Eu paguei antes mesmo de levar bomba (sem gruja n-i-n-g-u-é-m passava!). Hoje em dia, dizem que o DETRAN é um exemplo de decência, bom atendimento e organização.

Tem muita coisa dando certo! Que mais?


Gravatar Não que esteja dando certo, mas o que a Marta está fazendo com a máfia dos transportes coletivos aqui de São Paulo é interessante também.
Os usuários estão pagando caro - e muito. Faltam linhas, falta espaço, falta um monte de coisas por conta do enfrentamento com a tal máfia mas, pelo menos, estão tentando desarticular um esquema de décadas que era uma draga de dinheiro. O nosso.


Gravatar CORREIOS: sou fã. Não sei se é em todo lugar, mas uso correio profissional e pessoalmente há muitos e muitos anos e não tenho queixas; pelo contrário tudo chega, nunca deixei de receber nada, mesmo do exterior; tudo que mandei também sempre chegou direitinho.Nem precisa mandar registrado, nada; sempre chega; sedex 10 então é uma tranquilidade.Fico até com medo de elogiar e deixar de funcionar


Gravatar Oly, me sinto pessimo em discordar de voce, mas embora esteja melhorando,
O Metro do Rio ainda precisa muita coisa para se igualar aos do primeiro mundo. Por exemplo :
1. Se aquele ticket magnetizado de papelao amassar, voce perde seu dinheiro - eles nao trocam.
2. Nao funciona de madrugada. E pra mim nao importa se eh antieconomico - tem que funcionar - e com seguranca - pois eh servico publico.
3. Nao funciona em fins de semana e feriados - seria um excelente transporte para o povo ir a praia, agora que existem estacoes em Copacabana e integracao para Ipanema.
4. Na hora do rush (entre 17:30 e 19:00) fica superlotado entre a Cinelandia e Estacio de Sa (integracao com a linha 2) - precisavam colocar mais carros.
5. Nunca viajei na linha 2 - mas dizem que o padrao eh bem inferior.
6. Os ventiladores industriais que instalaram na estacoes (que foram mal planejadas no tocante a exaustao e ventilacao) sao terriveis. Espalham ar quente, muita poeira e bacilos).
7. Nao existe integracao com a rodoviaria - ramal que deveria ter sido um dos primeiros.
8. As linhas da Barra da Tijuca e Niteroi estao no papel ha decadas.

Beijo,


Gravatar Monarca: não se sinta mal, eu concordo com tudinho que você falou e já tinha pensado em tudo isso (exceto a questão dos ventiladores, que nunca havia reparado). O Metrô sozinho não resolve o problema dos transportes no Rio, que é gravíssimo. Poderia ajudar muuuuito mais, você está certíssimo, mas já beneficia milhares de pessoas que, como eu, depois de tanto penar, adquiriram maior qualidade de vida e liberdade de ir e vir com tranquilidade na cidade.

Ainda precisamos de mais linhas, como Rodoviária, Barra, Recreio, Aeroporto etc., enfim, que levem a todo canto, mas não se pode negar que o que já existe ajuda em muito.

(O Metrô funciona sim aos sábados e feriados, até 11 da noite. Só não funciona domingo, o que realmente é uma lástima.)


Gravatar E o Polenguinho, hein, gente? Não é uma gracinha? Bom design, bela embalagem, abre fácil e é uma delícia! E agora na versão light...


Gravatar Sdorsi,

Tenho acompanhado de perto a Reforma Tributária desde 1992. Seu diagnóstico é perfeito - sem reduzir a economia informal e aumentar a base tributária não há saída

Eu estava na sessão da comissão em que o Sandro Mabel defendeu (acredito que é a tese a que você se refere) a limitação da tributação na constituição a 35% do PIB. A idéia é muito boa, mas impossível de ser aplicada. O problema é aonde reduzir para retornar o nível de tributação a patamar inferior.
Existem outras teses, que levam ao mesmo efeito, mais fáceis de serem implementadas.
1) Limitar as alíquotas do ICMS a 25% - hoje não existe limite;
2) Limitar a parcela total de tributos contida em qualquer preço a consumidor final de produtos e serviços em 50%. Verificado o excesso, a União deverá reduzir o IPI para retornar a nível inferior ao limite constitucional.

A grande questão da Reforma Tributária, é que os Estados querem aumentar sua arrecadação, os Municípios também, e a União quer, pelo menos manter o nível atual de arrecadação - dificilmente escapamos de ter um aumento de tributos. O único caminho viável que identifico, é a participação da população através de e-mails aos deputados, para que sejam inseridos na constituição instrumentos de defesa dos contribuintes contra a voracidade fiscal.

Abraço,


Gravatar ----- Original Message -----
From: Sandro Mabel
To: sdorsi@superig.com.br
Sent: Saturday, June 28, 2003 11:34 AM
Subject: REFORMA TRIBUTÁRIA


CARO SYLVIO
ESTAMOS EM UMA LUTA GRANDE PARA TENTAR FAZER O GOVERNO ENTENDER QUE PRECISAMOS BAIXAR A CARGA TRIBUTÁRIA.
UM DOS MECANISMOS, SERIA EXATAMENTE ESTA COMPENSAÇÃO DO CPMF, TAXANDO ASSIM O INFORMAL E ALIVIANDO QUEM PAGA OS IMPOSTOS NORMALMENTE, EVITANDO A BI TRIBUTAÇÃO OU EM CUMULATIVA COMO TAMBÉM É TRATADA.

ESTOU PARTICIPANDO ATIVAMENTE DA COMISSÃO, E APRESENTEI 28 EMENDAS, TENTANDO MELHORAR O SISTEMA TRIBUTÁRIO.
LEVAREI UMA CÓPIA DESTA SUA OPINIÃO AO RELATOR DA REFORMA TRIBUTÁRIA, DEPUTADO VIRGILIO GUIMARÃES
um forte abraço
Sandro mabel

_____________________________________

Por isso acredito que se o a Carga Tributária fosse baseada em CPMF, com a economia formal podendo abater desta, os impostos que hoje recolhe, poderíamos ter uma carga menor.

A conta é simples...
Hoje: 38% do PIB de carga tributária e 40% de economia informal.

Depois: 25% de carga tributária e 100% da economia "formalmente" pagando imposto...

O grande problema deste enfoque, é que muitas transações passarão a ser pagas em dinheiro. Cheques endossados várias vezes, etc....


Gravatar Ancelmo Gois, hoje:

"Era uma vez...

Dia desses, um carioca praticava a arte milenar de falar mal da Telemar. Indignado com o telefone cortado em Laranjeiras, Lao Zi, vamos fingir que este é seu nome, cobrou providências.

Foi atendido com gentileza, ouviu da funcionária um pedido de desculpas e a explicação de que havia um problema no bairro a ser resolvido em dois dias.

O nosso herói desligou o telefone e, horas depois, ao conferir a caixa do correio, descobriu que tinha sido injusto com a 31. Na verdade, tinha esquecido, meses atrás, de pagar uma conta do telefone.

Moral taoísta: você pode até não saber por que bate na Telemar. Mas ela sabe por que está apanhando."



Gravatar Mas continuem o debate sobre a reforma tributária, estou interessada, ainda que caladinha


Gravatar Sylvio,

A tributação antecipada em indícios de renda ou atividade econômica, sem dúvida é a única saida para aumentar a base tributária. Tentei interessar alguns interlocutores na questão, mas não fui suficientemente persuasivo para conseguir. As antecipações, tanto por Pessoa Física quanto Jurídica poderiam ter (pelo menos) 3 bases:

1) Débitos (total mensal) em conta bancária em valor superior a R$ 1.500,00. A franquia seria necessária para deixar fora do campo de incidência os pequenos correntistas. Acima de R$ 1.500,00 seria retido, a título de antecipação de imposto de renda 1% do valor movimentado. Esta retenção poderia ser imediatamente deduzida de recolhimentos de imposto de renda do titular da conta, não podendo ser transferida e nem restituída. Após 360 dias sem compensação, as antecipações seriam transformadas em tributação definitiva;

2) Antecipações (não confundir com o ICMS, que continuaria existindo e cobrado normalmente) sobre consumos de energia elétrica superiores a 300 Kw por mes. Acima deste nível de consumo pode-se concluir que, ou trata-se de consumidor que tem renda que deveria estar sendo declarada, ou existe atividade econômica conectada ao relógio. Esta antecipação poderia chegar a 20% do consumo excedente, e também seria compensado com o imposto de renda (Pessoas Físicas) ou qualquer tributo federal (Pessoas Jurídicas).

3) Antecipações (também não confundir com o ICMS) sobre contas telefônicas na parcela que exceder a R$ 300,00 por mês. Razões, percentual de antecipação e forma de compensação idênticas a aplicada para energia elétrica.

Outros indicadores de renda ou atividade econômica (viagens ao exterior, registro de automóveis novos nos Detrans, etc.) poderiam servir como base para antecipações; mas os 3 acima seriam suficientes.

Abraço,

Sergio


Gravatar Bem interessante seu enfoque Monarca. É pena que boas idéias tenham tão pouca ressonância neste país.


Gravatar O Poupatempo - instituição do Governo do Estado de São Paulo que é uma grande central de serviços burocráticos (DETRAN, EXPEDIÇÃO DE DOCUMENTOS, JUNTA COMERCIAL, etc) funciona muito bem.


Gravatar A idéia é interessante mas, vamos especular... e se a base estipulada for aumentada para dar uma folga à classe média, que me parece estar sendo atingida na mosca com esse limite, e contássemos mais com a classe média alta e alta?


Gravatar A minha idéia, maluca por excelencia, o que é imposto hoje, vira dedução.

Assim, sobre um salário de R$ 10 mil, que hoje paga IR de aprox. R$ 2.600 e ainda gasta R$38 de CPMF, para sair da conta (consumo).

Com a minha CPMF de 25%, você com os mesmos R$ 10 mil, ia pagar R$ 2.500 para tirá-lo da conta, mas teria uma dedução de R$2.600 !

Ou seja, um salário de R$ 10 mil, seria isento de imposto !!!!

Em compensação, o ATACADISTA DE CD´S PIRATAS, se ele fatura R$ 1 milhão, ela ia pagar R$ 2.500 de imposto. Ou comprar um carro da Brinks para ficar rodando com esta grana no bolso.

E o grande empresário que ganha R$ 100 mil por mês e se utiliza de empresas de serviços, tributaristas e etc, para pagar R$ 1.000 de R$ 5 - R$ 10 mil de IR, iria pensar duas vezes antes de fazê-lo.


Gravatar Sdorsi: psicologicamente, a idéia de pagar 25% a cada retirada assusta bastante...

Poxa, se quem ganha 10.000 fica isento de imposto, quem vai sustentar o Brasil?


Gravatar Eita......ALOOOOOOOOO !!!!

Quem hoje não paga imposto !

Economia Informal e sonegadores (saiu meio borrada as letrinhas lá em cima) ?


Gravatar Lerei os comentários anteriores com mais atenção, pois sim?




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