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eu tb resisti o que pude.
detesto esses apetrechos da vida moderna. A gente sai de casa, e nem tem o direito de sacodir os braços livremente: é bolsa no ombro, carteira, relógio no pulso, chave de casa, chave do carro (ou passe de onibus) controle remoto do portão,os óculos escuros, cartões e (ufa!)o bendito celular!!!!!!
fabi |
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04.04.03 - 2:10 pm | #
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fabi, você saiu de casa sem o batom!
Fora ter que carregar mais uma tralhinha, eu ainda acho falta de educação atender o celular no restaurante ou outro lugar enquanto a outra pessoa fica com cara de tacho esperando.
Mas esquecendo o celular, estou é mais preocupada com a guerra hoje :- (
Olivia |
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04.04.03 - 8:43 pm | #
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Bom, eu não tenho celular, não quero ter e sinceramente, nem sei direito como usar. Incompetência total! (e também desejo de não ser rastreada..)
Quanto à guerra, acho que nem consigo mais espaço pra indignação e nojo..
Alba |
04.04.03 - 9:53 pm | #
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Branka, eu moro em Itanhaém, sim, mas temos um apartamento em Sampa. é meio longe, mas quebra o galho na hora de ir à cidade.. 
Alba |
04.04.03 - 9:57 pm | #
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Ainda sobre a guerra, que é um assunto que acho dos mais importantes, tenho lido muita coisa e como já disse acima, estou cada vez mais enojada com a combinação de matança de inocentes com perseguição descarada de lucros através da "reconstrução do Iraque". Mas pra não ser mais sombria, quero sugerir que quem não viu, assista a um filme chamado Três Reis. A história se passa na Guerra do Golfo e inesperadamente, é crítica. Um filme bem interessante e se acha fácil nas locadoras.. 
Alba |
04.04.03 - 10:28 pm | #
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Alba, também eu estou meio sombria hoje...
Mas de repente pego esse filme amanhã 
Olivia |
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04.04.03 - 11:04 pm | #
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Oly 
E agora tô saindo, graças ao revezamento Amanhã tenho fé que essa meleca acaba!
Beijos!
Alba |
04.04.03 - 11:09 pm | #
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Alba, desculpe, escrevi Itanhem, mas eu sei que é Itanhaém, viu! 
Deve ter sido por causa da Elane do BBB que era de Itanhem na Bahia... :/
Legal ter ap em sampa! Onde fica? Eu já morei na Casa Verde, Bairro do Limão, sei lá, um dos dois (em frente à TV Manchete) e Higienópolis.
Vem cá: comé que uma pessoa que tem uma redinha doméstica em casa não tem um celular???

Branka |
04.04.03 - 11:42 pm | #
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Gente, tô me sentindo um lixo em termos de criatividade....lembram de um post que coloquei num domingo, pouco antes da guerra, que dizia "give peace a chance" ?
Pois olhem o que achei num blog chamado "Mundo Perfeito", onde inventam as notícias para que o mundo fique perfeito:
Rio de Janeiro, 21/03/2003 - As redes de TVs brasileiras serão obrigadas a exercitar suas criatividade. Depois de 30 anos sempre usando "Imagine", "Give Peace a Chance" e outras babas para ilustrar protestos anti-guerra e cenas de violência, a TV brasileira vai ter que apelar para outra saída: o Ministério da Comunicação acabou de baixar um decreto que determina que a emissora de TV deverá pagar uma multa de 50 mil reais cada vez que um editor tiver a brilhante e inovadora idéia de fazer esse tipo de clip. Se o material ainda intercalar cenas de violência em preto e branco com cenas de momentos de paz em cores, a multa aumentará para 100 mil reais. E, finalmente, se o clip usar a música "Rosa de Hiroshima" e o apresentador do telejornal declarar que o autor da poesia que originou a canção é Carlos Drummond de Andrade (como já aconteceu há alguns anos), a multa chegará a 500 mil reais.
O dinheiro arrecadado irá financiar cursos de criatividade e de reciclagem cerebral em faculdades federais de jornalismo e RTV.



Sentiram meu drama?
:/
Branka |
04.04.03 - 11:47 pm | #
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Também eu resisti ao celular enquanto pude. Hoje tenho um, mas tá sempre desligado. Só uso em emergências e NUNCA dou o número para ninguém. Como disse uma pessoa que conheço: "não sou pronto socorro nem corpo de bombeiros...quem quiser falar comigo tem que esperar que eu esteja num telefone fixo".
Da guerra nem falo mais...
Diana Palme® |
04.05.03 - 1:34 am | #
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Guerra é horror. Esta, particularmente, além de enterrar definitivamete nossas esperanças de viver o novo milênio regido pela diplomacia na busca da paz, parece a mais estúpida de todas. Cada vez que leio algum artigo falando sobre as consequências desta guerra, mais me desconsolo... 100 mil Bin-Ladens, Guerra Santa, re-surgimento da guerra fria.
Eles podem até matar Sadam, até tomar o Iraque. Mas a reação do povo árabe surpreende à todos... ai, ai, ai (suspiro).
taw |
04.05.03 - 8:16 am | #
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Quanto ao celular, eu não gosto. Tenho, mas não gosto. TÔ assim de amiga que vive pendurado nele - talvez por força da profissão - mas, não gosto.
Me sinto segura tendo um do lado, vai que quebra o carro numa madrugada fria num bairro escuro qualquer, tenho como ligar, pedir ajuda, sei lá.
Estou com a Diana, só para emergências e recadinhos rápidos.
taw |
04.05.03 - 8:18 am | #
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Branka:
E eu que fiz um cartão de natal com o "So This Is Christmas"? Criatiiiiiva eu, né? (risos)
por acaso esse blog que você leu sobre "Give Peace a Chance" é feito por profissionais de comunicação? (risos).
Eles devem estar cansados de editar matérias sonorizadas com essa música, nénão?
Mas uma coisa a gente não pode negar: John Lennon foi super feliz - pra variar - e não tem outra que consiga atingir o objetivo tão rápido!
Melhor ficar ouvindo, falando, escrevendo e cantando "Give Peace a Chance" do que não fazer nada, eu acho.
taw |
04.05.03 - 8:22 am | #
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Branka, fica tranquila. Milhares de pessoas acham que Give peace a chance pode e deve ser usado agora e muito, até porque o pentágono se utilizou da campanha "give war a chance", querendo fazer da civilidade e das pessoas que acreditam nela uma coisa obsoleta, arcaica e ridícula. Até isso o Bush conseguiu usar para o mal...
Mais uma do blog Mundo Perfeito(http://mundoperfeito.blogspot.com): clonaram, com permissão do original, vários Chicos Buarques que já estão à venda nas melhores lojas para o mulherio hehehehehe
Celular eu também uso pouco mas acho muito útil. Aliás, eu não gosto de falar ao telefone de um modo geral. Contato telefônico é tão um diretamente no ouvido, não?
Olivia |
Homepage |
04.05.03 - 9:42 am | #
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Taw: pois é né, "estúpida" é a palavra da hora pra definir essa guerra-invasão, tanto como violência quanto como burrice.
Afinal, por falar em clone, aquele cara do vídeo de ontem era ou não era o Saddam?
Olivia |
Homepage |
04.05.03 - 9:48 am | #
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Fiz um teste, acho que na Folha Online, pra tentar adivinhar qual das fotos de clones era o Sadam verdadeiro. Errei.
São idênticos. Eles ainda vão irritar muito os americanos com esses sósias, viu?
taw |
04.05.03 - 10:10 am | #
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ups!
clones = sósias
taw |
04.05.03 - 10:10 am | #
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Give war a chance, então, é a coisa mais estúpida desta estúpida guerra.
taw |
04.05.03 - 10:12 am | #
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Estou colando aqui uma crônica do Tutty Vasquez do nomínimo.com.br pra levantar o debate sobre o boicote a produtos americanos:
Com gelo e limão, por favor!
29.Mar.2003 | Pela lógica dos pacifistas, se dia desses Lula resolver dominar o mundo, Ronaldinho vai atuar o resto da vida para estádios vazios. O boicote a marcas registradas de um país ocasionalmente mal governado parece coisa de criança. Ou seja, viva a Coca-Cola!
Tudo que tenho contra o McDonald’s é aquele maldito pepino em conserva entre o pão e o bife de hambúrguer. Desisti da Nike no dia em que paguei uma fortuna por algumas bolhas no calcanhar. Se não tenho Cherokee é porque, injustificavelmente, me sentiria ridículo ao volante desse Jeep. De Coca-Cola, confesso, eu gosto – gosto pra caramba - e não há guerra que me faça abrir mão desse prazer. Eu fumo, também, mas esse é outro conflito.
Bebo, não nego, e estou pouco me lixando para a política externa da Escócia quando a ocasião pede uísque. Que seja da Rússia a vodka que me servem e, no caso das bandejas de vinho, viva a França, a Itália e a Espanha. Aqui uma viadagem de marca maior: amo as roupas da Loft, não me importa se compradas em Nova York, Londres ou Paris. Não há outro motivo que me faça passar uma noite no avião senão renovar meu guarda-roupa de camisetas cinzas da grife.
Se a senhora é emergente - até mais que eu – e não consegue ficar seis meses sem fazer um arrastão nos shoppings de Miami, vai fundo, não se deixe intimidar por essa falsa expectativa de que a abstinência consumista pode salvar o mundo. Bloqueio econômico é uma coisa tão absurda que não conseguiu ser eficaz nem quando planejado contra Cuba pelo governo americano, que costuma ser mais eficiente nesse tipo de sordidez do que na guerra.
Aqui um parêntese delicado. Achar que as pessoas vão parar de beber Coca-Cola para não financiar a guerra é tão ridículo quanto cobrar abstinência de quem se destrói pelo prazer das drogas em nome do combate ao narcotráfico. Quando o mundo for menos hipócrita – ou imbecil -, voltarei ao assunto. Fecha parêntese cheio de dedos.
Não ouvi nenhuma argumentação melhor contra a guerra do que a do documentarista Michael Moore, ao sustentar os desaforos contra Bush na noite do Oscar: “Eu sou americano!” – justificou seu protesto. Não há antiamericanismo – ou provincianismo politicamente correto - que me afaste dele ou da Coca-Cola.
Rezo todos os dias para que a Internet não eternize as bobagens que tenho recebido de amigos via e-mail a respeito da guerra. Tem gente achando que está fazendo guerrilha no computador. Conspira-se contra marcas registradas, denunciam-se horrores imaginários, nunca vêem a tragédia humana como ela é, absolutamente patética: um bando de tarados cuspindo fogo no berço da civilização.
Achar que tudo começou na Mesopotâmia para acabar em Coca-Cola, francamente, não me parece pertinente nem ao ideário da década de 60. Nós somos contra a guerra – isso está mais que claro -, mas, se não houver outro jeito, que a gente suba às montanhas e redescubra a vida no melhor estilo da época do desbunde. Vai plantar batatas, rapaz!
Ficar aqui gritando contra a Coca-Cola, vou logo adiantando, tô fora!
Olivia |
Homepage |
04.05.03 - 11:06 am | #
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Alba: mandei vir o dvd Três Reis )
Olivia |
Homepage |
04.05.03 - 4:12 pm | #
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Olívia: concordo com tudo isso. Já concordava antes. Isso sem falar dos milhares de trabalhadores que o McDonald's emprega no Brasil. E, amei o Tutty quando ele fala do "pepino no meio". É a minha grande diferença com o Mac também... viuge, é horrível!.
taw |
04.05.03 - 4:48 pm | #
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Taw, onde você pegou aquele anti-vírus?
Oly, legal que alugou o filme. Acho que vai gostar...
Branka, o ap. é no Tremembé, no sopé da Serra da Cantareira.
Quanto ao boicote, acho que tinha mais uma função simbólica, porque não se esperava (acho) que as pessoas fossem desistir completamente de produtos americanos tão entranhados no way of life de tanta gente.
Jamais acreditei que pudesse ser um movimento lá muito efetivo por muito tempo. E, claro, no caso do Mac Donalds, a maioria das lojas é franqueada pra gente que não tem nada a ver com isso e que dá empregos. Mas volto a esse assunto depois...
Alba |
04.05.03 - 6:11 pm | #
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Uma vez disse ao Sdorsi qual é a minha posição a respeito dos EUA. Acho que sob muitos pontos de vista, os EUA são um país admirável. Conseguiram forjar uma democracia multirracial que deu várias lições ao mundo, produziram artistas que nos deram visões inovadoras e na ciência, poucos países lhes fazem sombra.
A questão não e'ser contra os americanos, apesar da sua extensa história de abusos, principalmente na América Latina. Essencial é denunciar um governo escassamente legítimo como o de Bush que abriu um precedente perigosíssimo em nome de interesses inconfessáveis.
Alba |
04.05.03 - 6:30 pm | #
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Alba, esse filme Três Reis é fucking brilhante! É muuuito fucking cômico e patético. Agora somos duas recomendando. Genial 
Desculpa aí gente, ainda não saí do espírito do filme e tô usando a fucking palavra mais fucking usada no fucking exército dos estados unidos!
(acabo de perder meus 2 leitores hahahaha)
Olivia |
Homepage |
04.05.03 - 9:19 pm | #
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Quanto ao boicote, tem um bar famosíssimo aqui no Rio, o Semente, que não está vendendo coca-cola, só guaraná.
A princípio parece uma ótima idéia, afinal a única coisa que atinge os EUA é $$$. Mas a economia atinge a todos e seria como prejudicar gente inocente. O MacDonald's e a coca-cola empregam milhares de pessoas no mundo inteiro. Hay boicote, soy contra.
Agora, sobre o pepino em conserva do BigMac, proponho um levante: longa vida ao Tutty Vasquez! Morte ao pepino em conserva! Um por todos, todos por um! 
Olivia |
Homepage |
04.05.03 - 9:31 pm | #
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2 dias sem net e estava tendo ataques....pior que caco de vidro assimetrico e ataque anafilático.
Bom, celular.....já fui viciado, meu primeiro, eu simplesmente desisti dele, por causa de uma conta de 850 dólares. Mas isto foi na época que trabalhava...
Dia 26, postei isto aqui num forum e causei o maior rebu
Postado em 26/3/2003 12:38:22
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Estou certo de que antes de conseguir algo de relevante no corte do fluxo de royalties para uma Coca Cola, por exemplo, vai-se conseguir um ou mais brasileiros desempregados.
Num mundo globalizado, não se esqueça que uma empresa, multinacional, gera mais riqueza no país em que está instalada, do que em Royalties para sua matriz.
Se alguém aqui, tem emprego numa empresa americana, me diga que pediu demissão antes de fazer tal boicote.
Meu argumento não é infantil.
Simplesmente imagine a seguinte situação:
Trabalhei 20 anos como funcionário para juntar um pé de meia e resolvia abrir uma franquia do McDonald's.
Sou Brasileiro, com capital brasileiro, empregando brasileiros. Ai, o pessoal da região onde estou resolve fazer um boicote destes.
1) Eu vou a falência.
2) Todos os meus empregados serão mandados embora.
Sou sim defensor do capitalismo e da democracia. Isto, jamais significará que sou a favor de Bush ou de guerras e muito menos desta guerra. Apenas enxergo este tipo de boicote proposto, algo tão vil quanto a mobilidade dos capitais no mundo. Políticos canhestros não significam que se deva esquecer a história de um povo.
Pensem bem antes de fazer este tipo de boicote, vocês podem estar defendendo um iraquiano sem sucesso e matando seu vizinho, com sucesso.
Sdorsi |
04.05.03 - 9:48 pm | #
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Comã? 850 dólares de celular???
E já pensou, boicote a produtos americanos inclui o Ruindows e o Blogspot! Ai ai ai...
Olivia |
Homepage |
04.05.03 - 10:08 pm | #
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ehehehhe...é verdade...também tem isso !
Este é o verdadeiro imperialismo, não vivemos sem as coisas de lá.
VC vê que absurdo esta conta....Mas foi no mê que me casei, ou na véspera dele, estava fazendo um projeto no Piaui, outro no Recife e ainda outro no Rio....e ainda tive de achar tempo de aparecer em Sampa, para chá de cozinha, matrimônio, estas coisas...
Ainda bem que tinha acabado de surgir a BCP por aqui, assim peguei um e entreguei meu número antigo (o saudoso 982 8211, para não ter de pagar a dívida).
Sdorsi |
04.05.03 - 10:11 pm | #
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Taí, Sdorsi, gostei! Nada como a voz de quem entende do assunto! 
Alba |
04.06.03 - 1:12 am | #
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Ah! A quem interessar possa: a redinha voltou a funcionar!!!! Oba!

Alba |
04.06.03 - 1:13 am | #
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Pois é, vejam a situação: não há nada que possamos fazer contra a guerra. Nada!
Numa primeira leitura o boicote parece ótimo, a gente pensa que é a saída. Mas daí, parando pra entender as consequencias, boicotar é pior do que não fazer nada pois vai prejudicar brasileiros e pessoas em geral que nada tem a ver com a guerra. E também prejudica a nós mesmos pois se até o Windows nosso de cada dia é americano!
Mundo globalizado é isso, praticamente não existe mais nacionalidade, falando em termos de mercado empresarial.
Sobre a guerra, não sei mais o que pensar. Por mais que me esforce, não consigo entender o que faz com que pessoas que nunca se viram e que nada tem uma contra a outra, inclusive moram até em continentes diferentes, ficarem se enfrentando em batalhas mortais, em situações de medo absoluto, como se suas vidas não valessem nada. Tudo em nome de um cara que assim decidiu, por motivos que nem sabemos exatamente quais. Meninos de 18 anos, morrendo aos montes. Na minha brutal opinião, esse Bush não é nada menos que um assassino.
Branka |
04.06.03 - 1:57 am | #
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Sobre celular, acho o maior barato, dentro dos limites da educação. Acho feio falar alto na frente dos outros, atender à mesa e etc...Tem muitos contras mas os prós são tão bons que ganham. E tem sempre a opção de desligar ou "esquecer em casa"`.
Adoro falar no telefone. 
Branka |
04.06.03 - 3:17 am | #
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Meninas, muito obrigada pela solidariedade.
No próximo post de guerra colocarei "what a wonderful world"....ainda não é exatamente criatividade, mas ao menos não é John Lennon!
Taw, não fique assim, Natal é sem opção mesmo! 
Branka |
04.06.03 - 3:27 am | #
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Alba: A primeira coisa que fiz pra identificar o vírus, foi usar um anti-vírus online, na Trendmicro.com
Vá em "house call", eles perguntam umas bobagens(zinhas) (nada de endereço nem e-mail) e pronto.
Tá com "pobrema" aí, amiga? Jogou a rede e pescou vírus, foi? (risos).
Branka, no meu próximo cartão de Natal vai rolar Eminem. ôla, que tál? (risos)
Anonymous |
04.06.03 - 4:00 am | #
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Anonymous = tawous
taw |
04.06.03 - 4:00 am | #
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Bem, sem querer encher o saco mas já enchendo, colo abaixo uma carta espetacular. Só pra quem ainda estiver interessado... é tão boa que, apesar de longa, não resisti a trazer pra cá...
Carta ao Presidente Bush de Mia Couto
(27-3-2003)
A legitimidade da guerra no Iraque numa carta de Mia Couto dirigida ao Presidente George W. Bush.
Senhor Presidente:
Sou um escritor de uma nação pobre, um país que já esteve na vossa lista negra. Milhões de moçambicanos desconheciam que mal vos tínhamos feito. Éramos pequenos e pobres: que ameaça poderíamos constituir ? A nossa arma de destruição massiva estava, afinal, virada contra nós: era a fome e a miséria...
Alguns de nós estranharam o critério que levava a que o nosso nome fosse manchado enquanto outras nações beneficiavam da vossa simpatia. Por exemplo, o nosso vizinho - a África do Sul do "apartheid" - violava de forma flagrante os direitos humanos.
Durante décadas fomos vítimas da agressão desse regime. Mas o regime do "apartheid" mereceu da vossa parte uma atitude mais branda: o chamado "envolvimento positivo". O ANC esteve também na lista negra como uma "organização terrorista!". Estranho critério que levaria a que, anos mais tarde, os taliban e o próprio Bin Laden fossem chamadas de "freedom fighters" por estrategas norte-americanos.
Pois eu, pobre escritor de um pobre país, tive um sonho. Como Martin Luther King certa vez sonhou que a América era uma nação de todos os americanos. Pois sonhei que eu era não um homem mas um país. Sim, um país que não conseguia dormir. Porque vivia sobressaltado por terríveis factos. E esse temor fez com que proclamasse uma exigência. Uma exigência que tinha a ver consigo, Caro Presidente. E eu exigia que os Estados Unidos da América procedessem à eliminação do seu armamento de destruição massiva.
Por razão desses terríveis perigos eu exigia mais: que inspectores das Nações Unidas fossem enviados para o vosso país. Que terríveis perigos me alertavam? Que receios o vosso país me inspiravam? Não eram produtos de sonho, infelizmente. Eram factos que alimentavam a minha desconfiança. A lista é tão grande que escolherei apenas alguns:
- Os Estados Unidos foram a única nação do mundo que lançou bombas atómicas sobre outras nações;
- O seu país foi a única nação a ser condenada por "uso ilegítimo da força" pelo Tribunal Internacional de Justiça;
- Forças americanas treinaram e armaram fundamentalistas islâmicos mais extremistas (incluindo o terrorista Bin Laden) a pretexto de derrubarem os invasores russos no Afeganistão;
- O regime de Saddam Hussein foi apoiado pelos EUA enquanto praticava as piores atrocidades contra os iraquianos (incluindo o gaseamento dos curdos em 199 ;
- Como tantos outros dirigentes legítimos, o africano Patrice Lumumba foi assassinado com ajuda da CIA. Depois de preso e torturado e baleado na cabeça o seu corpo foi dissolvido em ácido clorídrico;
- Como tantos outros fantoches, Mob
Olivia |
Homepage |
04.06.03 - 5:37 am | #
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- Como tantos outros fantoches, Mobutu Seseseko foi por vossos agentes conduzido ao poder e concedeu facilidades especiais à espionagem americana: o quartel-general da CIA no Zaire tornou-se o maior em África. A ditadura brutal deste zairense não mereceu nenhum reparo dos EUA até que ele deixou de ser conveniente, em 1992;
- A invasão de Timor Leste pelos militares indonésios mereceu o apoio dos EUA. Quando as atrocidades foram conhecidas, a resposta da Administração Clinton foi "o assunto é da responsabilidade do governo indonésio e não queremos retirar-lhe essa responsabilidade";
- O vosso país albergou criminosos como Emmanuel Constant um dos líderes mais sanguinários do Taiti cujas forças para-militares massacraram milhares de inocentes. Constant foi julgado à revelia e as novas autoridades solicitaram a sua extradição. O governo americano recusou o pedido.
- Em Agosto de 1998, a força aérea dos EUA bombardeou no Sudão uma fábrica de medicamentos, designada Al-Shifa. Um engano? Não, tratava-se de uma retaliação dos atentados bombistas de Nairobi e Dar-es-Saalam.
- Em Dezembro de 1987, os Estados Unidos foi o único país (junto com Israel) a votar contra uma moção de condenação ao terrorismo internacional. Mesmo assim, a moção foi aprovada pelo voto de cento e cinquenta e três países.
- Em 1953, a CIA ajudou a preparar o golpe de Estado contra o Irão na sequência do qual milhares de comunistas do Tudeh foram massacrados. A lista de golpes preparados pela CIA é bem longa.
- Desde a Segunda Guerra Mundial, os EUA bombardearam: a China (1945-46), a Coreia e a China (1950-53), a Guatemala (1954), a Indonésia (195 , Cuba (1959-1961), a Guatemala (1960), o Congo (1964), o Peru (1965), o Laos (1961-1973), o Vietename (1961-1973), o Camboja (1969-1970), a Guatemala (1967-1973), Granada (1983), Líbano (1983-1984), a Líbia (1986), Salvador (1980), a Nicarágua (1980), o Irão(1987), o Panamá (1989), o Iraque (1990-2001), o Kuwait (1991), a Somália (1993), a Bósnia (1994-95), o Sudão (199 , o Afeganistão (199 , a Jugoslávia (1999).
- Acções de terrorismo biológico e químico foram postas em prática pelos EUA: o agente laranja e os desfolhantes no Vietname, o vírus da peste contra Cuba que durante anos devastou a produção suína naquele país.
- O Wall Street Journal publicou um relatório que anunciava que 500 000 crianças vietnamitas nasceram deformadas em consequência da guerra química das forças norte-americanas.
Acordei do pesadelo do sono para o pesadelo da realidade. A guerra que o Senhor Presidente teimou em iniciar poderá libertar-nos de um ditador. Mas ficaremos todos mais pobres. Enfrentaremos maiores dificuldades nas nossas já precárias economias e teremos menos esperança num futuro governado pela razão e pela moral. Teremos menos fé na força reguladora das Nações Unidas e das convenções do direito internacional. Estaremos, enfim, mais sós e mais desamparados.
Senhor Presidente:
O Iraque não é Saddam. Sã
Olivia |
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04.06.03 - 5:40 am | #
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Senhor Presidente:
O Iraque não é Saddam. São 22 milhões de mães e filhos, e de homens que trabalham e sonham como fazem os comuns norte-americanos. Preocupamo-nos com os males do regime de Saddam Hussein que são reais. Mas esquece-se os horrores da primeira guerra do Golfo em que perderam a vida mais de 150 000 homens...
O que está destruindo massivamente os iraquianos não são as armas de Saddam. São as sanções que conduziram a uma situação humanitária tão grave que dois coordenadores para ajuda das Nações Unidas (Dennis Halliday e Hans Von Sponeck) pediram a demissão em protesto contra essas mesmas sanções. Explicando a razão da sua renúncia, Halliday escreveu: "Estamos destruindo toda uma sociedade. É tão simples e terrível como isso. E isso é ilegal e imoral". Esse sistema de sanções já levou à morte meio milhão de crianças iraquianas.
Mas a guerra contra o Iraque não está para começar. Já começou há muito tempo. Nas zonas de restrição aérea a Norte e Sul do Iraque acontecem continuamente bombardeamentos desde há 12 anos Acredita-se que 500 iraquianos foram mortos desde 1999. O bombardeamento incluiu o uso massivo de urânio empobrecido (300 toneladas, ou seja 30 vezes mais do que o usado no Kosovo).
Livrar-nos-emos de Saddam. Mas continuaremos prisioneiros da lógica da guerra e da arrogância. Não quero que os meus filhos (nem os seus) vivam dominados pelo fantasma do medo. E que pensem que, para viverem tranquilos, precisam de construir uma fortaleza. E que só estarão seguros quando se tiver que gastar fortunas em armas.
Como o seu país que despende 270 000 000 000 000 dólares (duzentos e setenta biliões de dólares) por ano para manter o arsenal de guerra. O senhor bem sabe o que essa soma poderia ajudar a mudar o destino miserável de milhões de seres. O bispo americano Monsenhor Robert Bowan escreveu- lhe no final do ano passado uma carta intitulada "Porque é que o mundo odeia os EUA ?"
O bispo da Igreja Católica da Florida é um ex--combatente na guerra do Vietname. Ele sabe o que é a guerra e escreveu: "O senhor reclama que os EUA são alvo do terrorismo porque defendemos a democracia, a liberdade e os direitos humanos. Que absurdo, Sr. Presidente ! Somos alvos dos terroristas porque, na maior parte do mundo, o nosso governo defendeu a ditadura, a escravidão e a exploração humana...
Somos alvos dos terroristas porque somos odiados. E somos odiados porque o nosso governo fez coisas odiosas. Em quantos países agentes do nosso governo depuseram líderes popularmente eleitos substituindo-os por ditadores militares, fantoches desejosos de vender o seu próprio povo às corporações norte-americanas multinacionais ? E o bispo conclui: O povo do Canadá desfruta de democracia, de liberdade e de direitos humanos, assim como o povo da Noruega e da Suécia.
Alguma vez o senhor ouviu falar de ataques a embaixadas canadianas, norueguesas ou suecas? Nós somos odiados não porque praticamos a democracia, a liberdade ou os dir
Olivia |
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04.06.03 - 5:41 am | #
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Alguma vez o senhor ouviu falar de ataques a embaixadas canadianas, norueguesas ou suecas? Nós somos odiados não porque praticamos a democracia, a liberdade ou os direitos humanos. Somos odiados porque o nosso governo nega essas coisas aos povos dos países do Terceiro Mundo, cujos recursos são cobiçados pelas nossas multinacionais."
Senhor Presidente:
Sua Excelência parece não necessitar que uma instituição internacional legitime o seu direito de intervenção militar. Ao menos que possamos nós encontrar moral e verdade na sua argumentação. Eu e mais milhões de cidadãos não ficamos convencidos quando o vimos justificar a guerra. Nós preferíamos vê-lo assinar a Convenção de Quioto para conter o efeito de estufa. Preferíamos tê-lo visto em Durban na Conferência Internacional contra o Racismo. Não se preocupe, senhor Presidente.
A nós, nações pequenas deste mundo, não nos passa pela cabeça exigir a vossa demissão por causa desse apoio que as vossas sucessivas administrações concederam apoio a não menos sucessivos ditadores. A maior ameaça que pesa sobre a América não são armamentos de outros. É o universo de mentira que se criou em redor dos vossos cidadãos.
O perigo não é o regime de Saddam, nem nenhum outro regime. Mas o sentimento de superioridade que parece animar o seu governo. O seu inimigo principal não está fora. Está dentro dos EUA. Essa guerra só pode ser vencida pelos próprios americanos. Eu gostaria de poder festejar o derrube de Saddam Hussein. E festejar com todos os americanos. Mas sem hipocrisia, sem argumentação e consumo de diminuídos mentais. Porque nós, caro Presidente Bush, nós, os povos dos países pequenos, temos uma arma de construção massiva: a capacidade de pensar.
Olivia |
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04.06.03 - 5:41 am | #
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Nossa, ficou ENORME!!!! E esses oclinhos escuros ficaram sinistros.
Bem, tá feito 
Olivia |
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04.06.03 - 5:43 am | #
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Viuxe...
De novo...
O copo está metade cheio, metade vazio, vou falar sobre a metade vazia........
Bla-bla-bla.....
Achei que este tipo de radicalismo estivesse ficado no passado, mas nesa guerra, odiosa guerra, vejo tantas mentes perdidas...
Sdorsi |
04.06.03 - 5:57 am | #
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siminino, o que você está fazendo aqui às 5 da manhã? 
Olivia |
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04.06.03 - 6:01 am | #
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Ué...se uma adorável fala...tenho que estar aqui para responder....
Sdorsi |
04.06.03 - 6:10 am | #
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Sdorsi: eu também não gosto do tom "sr presidente" isso, "sr presidente" aquilo, mas achei que tem umas verdades inegáveis no texto do cara!
Olivia |
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04.06.03 - 6:11 am | #
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ainda por cima, uma adorável-master !!!
Sdorsi |
04.06.03 - 6:11 am | #
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Olha só, um Adorável Sedutor... )
Olivia |
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04.06.03 - 6:13 am | #
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Meninos, também estou aqui às 6 da manhã. Vixe! Isso é que é uma farra! E concordo (como seria de esperar) com a Oly. Aliás, aproveito pra colar meu textinho também..A bandeira e a mortalha
RIO DE JANEIRO - Outro dia, em texto para a Pensata (Folha Online), expressei a tristeza (a minha, evidentemente) pela histeria generalizada contra os Estados Unidos. É bem verdade que há motivos de sobra para a queima das bandeiras com listras e estrelas, aliás, uma bandeira bonita, bem diagramada, com excelente combinação de cores.
Além da bandeira que aprendemos a admirar e a respeitar, não acredito que haja um único habitante do planeta Terra que não deva, direta ou indiretamente, alguma coisa aos Estados Unidos. Citei a lâmpada elétrica, o gramofone, a dupla Fred Astaire e Ginger Rogers e poderia citar mil outros produtos que nos melhoraram a vida e o humor.
Justamente por isso, pelo respeito que temos àquele pedaço de pano que tanto admiramos, é dolorosa essa queima universal de bandeiras norte-americanas em todos os países do mundo, inclusive no próprio território dos Estados Unidos.
Lembro aquele verso exaltado de Castro Alves, no final de famoso poema: "Andrada! Arranca este pendão dos ares! Colombo! Fecha a porta dos teus mares!".
Invocando o auriverde pendão da sua terra, o poeta diz que preferiria ver a sua bandeira rota na batalha antes que servisse a um povo de mortalha. E é por aí, nessa função de mortalha, que se explica e até certo ponto se justifica a manifestação pirotécnica contra as listras e estrelas da bandeira norte-americana.
Esmagar um povo sob o pretexto de dar-lhe liberdade, de livrá-lo de um tirano, não convenceu a opinião pública de nenhuma nação civilizada. Em dezenas de países dominados por tiranos iguais, a atitude dos Estados Unidos foi a de apoio militar, econômico e político.
E, com a proximidade do fim de uma guerra absurda, ficou nítida a verdadeira motivação do massacre. O butim, embora dividido com a Inglaterra, é mesmo a segunda maior reserva de petróleo do mundo.
( o autor é Carlos Heitor Cony)
Alba |
04.06.03 - 6:24 am | #
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Well, já que estou no clima, lá vai mais uma:
CLÓVIS ROSSI- 05/04/2003
A "saddamização" dos EUA
SÃO PAULO - Em recente entrevista coletiva no QG das forças norte-americanas no Kuait, Arnim Stauth, enviado enviado da rede pública alemã ARD, protestou contra o que considera discriminação no tratamento de jornalistas de países que se opuseram à invasão.
"Não esperaríamos nada diferente de Saddam Hussein", esbravejou Stauth, com toda a razão, segundo o relato do jornal "Financial Times".
Comportamento à Saddam Hussein também teve Otto Reich, enviado especial da Casa Branca para o hemisfério Ocidental.
Em visita a países do Caribe, Reich passou um tremendo sermão nos governantes dos 15 países da Comunidade Caribenha por terem divulgado nota de condenação ao uso unilateral da força no caso do Iraque.
Reich disse que os Estados Unidos estavam "muito desapontados" e ameaçou: "Estudem muito cuidadosamente não apenas aquilo que dizem, mas as consequências do que os senhores dizem".
A chanceler Billie Miller, como o jornalista alemão, deu resposta à altura: "O embaixador Reich pareceu incapaz de aceitar que a expressão de um ponto de vista oposto por qualquer Estado soberano não é um ato hostil, mas, ao contrário, o mais vibrante exemplo de tradições democráticas e de liberdades que ambos esposamos".
A escritora canadense Margaret Atwood começa a duvidar de que os Estados Unidos continuem "esposando" democracia e liberdade. Em "Carta à América", publicada por "The Globe and Mail", Atwood diz:
"Você (América) punha-se de pé pela liberdade, honestidade e justiça; você protegia os inocentes. Eu acreditava nisso. Acho que você também acreditava. (...) Se você continuar ladeira abaixo, as pessoas no mundo todo vão parar de admirar as boas coisas sobre você. (...) Vão pensar que você abandonou o reinado da lei".
Ganhar a guerra está sendo fácil. Difícil será recuperar a admiração.
Alba |
04.06.03 - 6:35 am | #
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É tudo tão arbitrário que falar em "pequenos" direitos de qualquer coisa deve fazer o Bush dar gargalhadas...
Olivia |
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04.06.03 - 6:46 am | #
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Ninguem dorme nessa casa???
Branka |
04.06.03 - 11:50 am | #
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Achei essa crítica (um pedaço dela) sobre o filme "Tres Reis":
O espectador que for ver um filme de ação, deverá sair satisfeito com a contagem de cadáveres, ultra-violência e explosões. Já o espectador que puder enxergar o "contrabando", no entanto, verá um filme que nos diz, com todas as letras, que os EUA são um país ladrão, do tipo que rouba pirulito de uma criança em cadeira de rodas. Isso talvez não seja exatamente uma novidade, mas é interessante ver e ouvir tal mensagem numa super-produção hollywoodiana (Warner).
Vou pegar pra ver...será que tem em vídeo?
Branka |
04.06.03 - 11:56 am | #
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Tem sim, Branka! E é ótimo! 
Alba |
04.06.03 - 2:55 pm | #
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Branka: estou te ligando no celular pra você vir aqui ver em dvd antes d'eu devolver hehehehe
(matei os dois assuntos numa frase só) 
Olivia |
Homepage |
04.06.03 - 2:57 pm | #
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Tá tocando "imagine" na rádio...não pude deixar de rir e comentar!

Olivia, pode ser uma boa pedida para a tarde que promete chuva.

Branka |
04.06.03 - 3:13 pm | #
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Alba, num passado longínquo, conheci uma menina que morava em Nova cantareira, mas nunca estive lá.
Branka |
04.06.03 - 3:19 pm | #
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Branka, é a Serra da cantareira, onde fica o Horto Florestal...Muito bonito e arborizado, mas longe..
Alba |
04.06.03 - 3:38 pm | #
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Boa noite, amigos do esporte.
Mais uma dupla de estúpidos, vindos do boçal BBB (Big Bronha Brasil), despontam para o anonimato. Se bem que o Domini até que se deu bem e está colhendo as louras da vitória. Saiu direto de um fim de mundo, lá no interior de Goiás, direto para o interior da Sabrina. Quero dizer, dizem que rolou sexo entre eles lá na Casa dos Autistas da Globo. Eles garantem que era armação. Aliás, dava para ver o edredon armado...
Quanto à F1, o que valeu hoje foi o Safety Car. O nosso arrojado piloto com cara de Gugu Liberato confirmou: uma vez pé de chinelo...
No mais, é como disse o showman Roberto Cabrini, no Diário da Guerra, da Band: "Esses ataques noturnos acontecem à noite..."
(pano rápido)
Chuac
Chuvisco Nit |
04.06.03 - 9:39 pm | #
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ERRATA: onde se lê "despontam", leia-se "desponta".
Chuvisco Nit |
04.06.03 - 9:42 pm | #
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Risos. Chuv, adorei a crônica do dia! Supimpa!! 
Alba |
04.06.03 - 10:41 pm | #
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que conste em ata:eu gosto do Chuvisco. 
Diana Palme® |
04.06.03 - 10:53 pm | #
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Eu também gosto do Chuvisco! 
Alba |
04.06.03 - 11:04 pm | #
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TUTTY VASQUEZ II - A VINGANÇA:
“Quando te encontrar, te mato”
06.Abr.2003 | Rola um clima estranho na rede. O palco de interatividade que distinguia a Internet pela saudável troca de idéias está virando arena de ofensas pessoais movidas pela intolerância. Já há quem se manifeste pela paz com promessas de sopapo e ameaça de morte.
As hostilidades contra a livre manifestação de pensamento poderiam até se justificar pelo estado de exceção de ânimos em tempos de guerra, não tivessem dia desses fuzilado Zuenir Ventura pelo crime de um artigo em NoMínimo sobre a celebrada pachorra baiana. “Se o colunista não gosta da Bahia, que fique no Rio para ser assaltado ou seqüestrado”, sentenciou-se.
Mais não disseram em respeito ao “velho”. No meu caso, que transgredi a lógica pacifista de boicote à Coca-Cola, mandaram-me enfiar os pepinos dos sanduíches do McDonald’s naquele lugar que na terra do Ancelmo Gois chamam de fiofó. Desejaram que bombas caíssem na minha cabeça e, menos figurado em seus modos, o leitor Alesandre Edson Gomes dos Santos foi direto ao assunto: “Quando te encontrar, te mato.”
Isso é assustador, não particularmente pela segurança pessoal de um cretino como eu. Estarrece, no caso, a arquibaldização da rede, com os internautas divididos em torcidas organizadas nos moldes dessas que se manifestam em estádios de futebol. Coros impublicáveis correm a web, tanto faz se a crítica é contra ou a favor de Lula. Gostar ou não gostar do presidente é assim como ser torcer para o Corinthians ou Palmeiras, Vasco ou Flamengo... Uns querem que os outros morram.
A Internet dá a qualquer um a incrível possibilidade de falar o que quiser, a hora que quiser e a quem quiser - cabe a cada um conter os instintos primitivos que nos diferenciam dos animais. Não há porque ser menos civilizado no computador do que no trânsito. Os internautas perderam o freio e, ainda que as trombadas sejam inevitáveis na velocidade da banda larga, não há porque xingar a mãe de quem lhes cruze a frente.
Criou-se um monstro. Um tipo de leitor que ama ou odeia o que lê, dependendo se o texto traduz exatamente o que ele pensa ou não. O
pensamento único, no caso, não é o de todos, mas o dele. E ai de quem ouse discordar. Filho disso, filho daquilo, vai pra...
Menos grave, porém tão patético quanto, é o internauta igualmente intolerante, porém respeitoso. Esse é um tipo que te considera menos brasileiro, consciente, solidário, justo, articulado, menos, enfim, polititicamente correto que ele. Em suas missivas, o total desprezo pelo autor do texto que motiva a interação.
Faz tempo não recebo um e-mail injuriado acusando o que de fato no meu caso interessa evitar: a piada torpe. O humor parece não caber nos dias de hoje. Ainda assim, vou insistir. Fazer o quê?
Olivia |
04.07.03 - 5:35 pm | #
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Muito bom esse tópico sobre... bem... não era sobre celular?
Teve de tudo: um ferino (e grande) texto postado pela Oly; dois belos editoriais dos dois maiores cronistas da Folha; duas ótimas crônicas do hilário Tutty; o bem humorado Chuvisco com seu pano rápido; comentários de filme; e até sobre celular falaram...(no final, nem se falava mais sobre o aparelhinho, coitado)
Brincadeira, mas adorei esse tópico.
Nem preciso dar minha opinião sobre a guerra, né?
Abraços!!
billsac |
04.22.03 - 8:38 am | #
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Commenting by HaloScan
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