Diz aí :-)

Gravatar Putz Oly...estou seriamente preocupado com você.

Falando sério, até onde "alcancei" é a velha discussão se a felicidade está em nós mesmos, ou no ambiente que nos rodeia.

Ou seja, é possível ser feliz ignorando os outros ou isso só seria possível "a nivel de" cumunidade, sociedade.

Pessoalmente, sempre me considerei altruista. Sempre tive o defeito de não medir consequencias de certos atos meus, em relação ao meu prórpio futuro...mas quando envolvia outro alguém, sempre avaliei todas as mais as repercussões...

Eu tenho uma leve noção do que (mais) gostaria de fazer solidariamente, mas cofesso que noatual momento, penso muito mais na minha estabilidade do que neste segundo (?) objetivo.

Sei lá mil coisas....como você anda difícil !!!


Gravatar Lendo o texto só uma coisa me veio à mente: tenho uma amiga que tem um único bordão para tudo: O MAL SEMPRE VENCE.


Gravatar Sdorsi: tá ótimo, acho que muita gente pensa parecido com você. Não é tão inalcançável assim! Que mais?

Di: o nosso lado mau ou o que a gente julga que é mau dos outros?


Gravatar É essa a equação do Konder?

individualidade = egoísmo = falta de moral?

Bom, não sou egoísta, mas tenho uma boa dose de consciência do que acontece à minha volta, o que não significa que eu tenha que estar comprometida por cada palavrão que um motorista solta na rua, ou um suspiro de um ambulante, ou uma cuspida de um motoqueiro na rua.

Ta certo que falta mais ação em todos nós, falta - guardadas as devidas proporções do tempo com relação à frase - "o povo unido jamais será vencido". Falta mesmo. Nós podemos mudar as coisas, sim. Juntos.
Mas não assim do jeito que ele coloca no texto.
Não somos egoístas. Somos oprimidos numa sociedade que vem corrupta e impunimente nos empurrando pra dentro de nós mesmos (sobrevivência).
Eu, até os 18 anos, fazia trabalhos em periferia, ajudava crianças carentes e velhinhas à atravessar a rua. Hoje, tenho que segurar firme a mão da minha filha pra ela não ser atropelada (na calçada), dar apoio à minha mãe (e afins...)pagar uma infinidade de contas e impostos (sobrando muito pouco para o assistencialismo). Mesmo assim, ainda olho em volta e sonho com um mundo melhor, embora tenha poucas condições de fazer alguma coisa.
Isso me faz uma pessoa amoral??

Acho que o Konder tava revoltado com algum político ou chefe...
Esse texto não se aplica à nós, mortais, maiores vítimas da falta de moral dos que mandam, dos que decidem, dos que nos separam uns dos outros.

Ó, Oly... achei o modo como ele colocou um tanto quanto radical.
Parece que quer ferir nosso orgulho para "nos unir". Affe...

À não ser que eu não tenha entendido nadica de nada do texto (risos)


Gravatar Na verdade, a discussão tem a ver - acho - muito mais com regras sociais que garantam uma convivência minimamente civilizada do que com impulsos e idiossincrasias pessoais. Uma sociedade que estimule o narcisismo cedo ou tarde terá problemas, independente das questões morais ou mesmo das boas intenções. Se todos se comportarem exclusivamente visando o seu próprio bem estar, necessariamente alguém sairá ferido. Sempre há consequências, mesmo que a médio ou longo prazo. Será que consegui explicar o que pretendia?


Gravatar Só pra tentar esclarecer melhor: não se trata de "obrigar" as pessoas à solidariedade, ou exigir boas ações.Pelo pouco que conheço de Kant, o imperativo categórico é inflexível, do tipo: se "não matarás" é uma regra, eu estaria impedida, por exemplo, de matar para defender um filho, por exemplo.Mas não acho que seja nesse sentido. Posso estar muito enganada, mas me parece bem mais uma questão de bom senso: tentar evitar fazer aos outros o que não queremos que nos façam e, sempre que possível, tentar medir as consequências do que fazemos, o que não é fácil, porque a tendência natural é olhar mesmo o próprio umbigo..


Gravatar Amoralidade não significa exatamente egoísmo ou valorização dos próprios interesses, mas alienação - ausência de qualquer freio moral ou ético. Nesse sentido, para Konder, o narcisismo que é estimulado na nossa sociedade levaria à amoralidade.
Bom, já falei demais e ainda estou conectada num horário proibitivo pra quem tenha conexão discada..:-(


Gravatar Gente, dá gosto ter comentaristas assim tão inteligentes e participativos!

Alba: o narcisismo ou a competição?


Gravatar A competição que é estimulada pelo narcisismo, Oly. Uma das expressões que mais me incomoda é "porque eu mereço!" Quem decide quem merece o que? Quais os critérios? E merecer é se achar pronto para bens de consumo? Isso, sem dúvida é estimulado e acho que em parte, explica o aumento da violência, já que tudo na sociedade do marketing agressivo parece tão fácil de alcançar. Há alguns anos fiquei bem impressionada com um trecho de reportagem no Jornal Nacional, se não me engano. Um bandido sequestrou uma senhora com um filho pequeno no Recife e foi cercado pela polícia. Apontava a arma para a criança e dizia: "eu tenho que ter porque mereço", "tenho que ser alguém na vida". Ou seja, e os valores que deveriam preceder essa declaração?


Gravatar Alba, a competição é estimulada pelo narcisismo por natureza, mas essa mesma natureza quando muito esperta aproveita pra estimular mil vezes mais na sociedade capitalista selvagem, não acha?

Porque eu mereço eu também sempre detestei! É o lema da L'Oreal (nosso próximo post, preparem-se, será só sobre futilidades hehehehe).

A primeira coisa que me veio à mente quando li o artigo foi a lei de gerson: "gosto de levar vantagem em tudo, certo?" A segunda foi: como a sociedade em que vivemos é injusta e desigual e como isso é lucrativo.

Esse texto pra mim é que é inalcançável... leio, leio, entendo mas não compreendo porque não consigo alcançar onde tudo começou e traçar uma ordem cronológica que explique a situação de forma lógica. Parece algo inerente ao ser humano e, portanto, muito mais complexo.

Fico pensando que esse texto é ao mesmo tempo universal e tupiniquim. Se aplicaria também aos países escandinavos? Ou terão estes países conseguido, através da educação e da cidadania, avanços incríveis nas questões do bem, do mal e da consciência? Por outro lado, existem tribos canibais por aí e a consciência das pessoas quanto ao que é ou não é imoral nessas sociedades é outra...

Muuuuito confuso pra minha cabecinha de vento; vocês já ajudaram muito mas ainda sinto falta de colocar uma ordem cronológica nos eventos!


Gravatar Tive uma professora de antropologia que me incentivou a pesquisar um tantinho o papel das religiões nas sociedades. Daí, descobri ( e não é uma descoberta original) que as religiões, não importa o que se acredite, foram responsáveis por estabelecer limites para a selvageria da lei do mais forte. O que , aliás, era necessário até para garantir a sobrevivência do grupo.
Se vocês repararem, até em filmes ultra-violentos, como Cidade de Deus, chega um momento em que o Zé Pequeno, chefe do tráfico na favela diz: ninguém mais estupra, rouba ou mata aqui! É preciso estabelecer algum tipo de ordem, até para garantir os lucros, numa sociedade capitalista..


Gravatar Di: o nosso lado mau ou o que a gente julga que é mau dos outros?
Olivia

Pior é que não é o mau, nem o mal Oly.É o MAL. E o MAL, no fim, sempre vence. Se ainda não venceu é porque ainda não é o fim.


Gravatar p.s.: e não stou falando de gramática...


Gravatar Acho que o bem sempre vence...

Mas esou sempre de olho na máxima " Se combates o mal com o mal...o mal sempre vencerá..)

Isto vale pra uerra que assistimos..

Não vale pra vida que eu vivo....

Esta semana mesmo vi o bem vencer....e eu estava do lado certo !


Gravatar Como diria Jack, o Estripador: vamos por partes:

Alba: se no texto Konder relaciona amoralidade e alienação (usando Kant), fica tudo muito mais claro pra mim. Mas, confesso, só depois que li seu comentário - muito legal - é que abri possibilidades de outras interpretações. Se tivesse lido sozinha, continuaria achando e relacionando amoralidade com ausência de moral mesmo, não alienação.

Um por todos:
Também, custava pra ele colocar os "pingos nos as"? Porque chamar alienação de amoralidade, ou se não chamou, porque fazer tal relação?

Todos por um:
Num tema tão importante quanto o futuro da vida em comunidade (e sociedade, e cidadania, e justiça, e ética etc. etc.), ele deveria ser um pouco menos elitista no uso da língua lusa. Talvez com mais pessoas compreendendo o texto, mais chances de auto-crítica e crítica mesmo a gente poderia ter.

Pretérito preterido:
Não gosto de textos "inalcançáveis" (com a licença do Sdorsi), a não ser que seja obrigada. Nunca leio por prazer. No máximo por curiosidade e interesse pelo tema.

Futuro mais que perfeito:
taca ovo ni mim


Gravatar Tô contigo e não abro, Taw. Quando é artigo publicado em revista científica, que vai ser lido por outros malucos da mesma profissão, pode falar a língua que quiser e até usar formulinhas que ninguém entende que eu não vou comprar a revista mesmo. Mas em artigo de jornal de grande tiragem e que tem leitores de diversas classes sociais, tem que ser bem claro, por mais complexo que seja o assunto. Senão só atinge mesmo a elite.


Gravatar Gente, muito obrigada pela colaboração, foi muuuito interessante e eu sei que é chatinho! Quem quiser ainda comentar, está aberto




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