Faça uma bolha

(é mentira, aquilo lá do dia bonito, mas não conta pra ninguém)


Minha linda, meu amor, meu pedacinho.

tu fez uma teia de saudade em mim.


tem gente que tá igual a pinto em merda!

[eu sei, eu sei]

amo. sau. muita.

beijo


éoque?tendinada.beijo.curió.


lua, tu tem que voltar logo, mozim, que a lella tá só um trisquim, já.


Gravatar Às vezes ele demora tanto a passar, né?


Gravatar Ruas da Aldeota



perfeitas de carro
essas ruas não são

nada, a não ser o
branco do olho

Mas se vistas
à pé, à sombra

espessa de oitis
o olho a seguir

na luminosa tarde
as velhas fachadas

as formas da história
uma senha de noite

cai sobre as palavras

( ruy vasconcelos)


Gravatar adoro óquê's


Gravatar ooh.. tem um arrasta pé bem ali. tu vai com o teu de trancinha que eu vou com o meu de oncinha. chique no último! saudades :*


Gravatar Ficaram prontos, os dias?


Gravatar oh, pequena, essa teia dói, eu sei, mas é linda. e é já que tu chega.

beijos cheios da saudade que não passa.


Gravatar eu vê a lua hoje, vê?


Gravatar garooooooooota de deus!!! quêde tu, lua?

[tá ali deitadiha na rede e filiz!]

beijo e mando beijo de longe,
daqui do cratim.

chego já.


Gravatar povo sumido, barão.


Gravatar Oi! Venho aqui há um tempo ler seu blog e agora decidi fazer o meu. Coloquei um link do seu lá, tem problema?
Dê uma olhada no meu blog. Só não repare, a casa ainda não está em ordem já que é uma casa nova, mas já tem morador.
Um grande beijo!


Gravatar O INFERNO



Quando somos crianças, o inferno não é outra coisa senão o nome do diabo posto na boca de nossos pais. Depois, essa noção se complica, e então reviramos no leito, nas intermináveis noites da adolescência, tratando de apagar as chamas que nos queimam – as chamas da imaginação! Mais tarde, quando já não nos olhamos nos espelhos porque nossos rostos comecam a se parecer com o do diabo, a noção do inferno resolve-se em um temor intelectual, de maneira que, para escapar a tanta angústia, nos pomos a descrevê-lo. Já na velhice, o inferno se encontra tão à mão que o aceitamos como um mal necessário, e até deixamos ver nossa ansiedade por sofrê-lo. Mais tarde ainda (e agora, sim, estamos em suas chamas), enquanto queimamos, começamos a entrever que talvez poderíamos nos aclimatar. Passados mil anos, um diabo nos pergunta com cara circunspeta se sofremos ainda. Respondemos que a parte da rotina é muito pior que a parte do sofrimento. Por fim chega o dia em que poderíamos abandonar o inferno, mas energicamente rechaçamos tal oferecimento, pois quem renuncia a um costume querido?


Virgílio Piñera , Cuentos Frios, ed.Iluminuras, 1991.
( aldir brasil)




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