se funcionarem já não é nada mau

Gravatar Como eu te compreendo bem,Catarina,pode não mudar muita coisa já,mas pode ser que acabe o medo e o negócio..até de alguns que por um lado se mostram indignados e defendem grandes princípios, mas vão recebendo com a mão escondida,por quantas mandam lá para esses tais "vaõs de escada".
Por tudo isso,hoje,caminhei para a assembleia de voto,orgulhosa na companhia das minhas duas filhas,conscientes que com o nosso voto,ajudariamos a que pelo menos as da sua geração, se se virem nessa situação tão difícil,(que nenhuma mulher deseja,certamente)não sejam "coisas", mas Pessoas tratadas condignamente.


Gravatar Nem imaginas como fiquei contente de ter visto a expressão da vitória. Finalmente, embora tardio. Também tenho as minhas memórias e lembro-me perfeitamente, era eu miúdo, do sofrimento alheio. Acabou. Beijos.


Gravatar eu acho que há gente que ainda nem lhe passa o que é que aconteceu sabes?
também chorei de alegra....

beijinhos


Gravatar ...


Gravatar Foi um virar de página. Como dizes, os preconceitos sociais não mudam com referendos ou leis, mas pelo menos damos-lhes uma marretada na cabeça.
Xicoração.


Gravatar Medos, tantos medos...

Também chorei e também senti revolta com tamanha abstenção


Gravatar Peguei no papel e na caneta e estive ali tanto tempo a olhar e a pensar. e, arrepia-te, querida, rebentei num choro tal que uma das meninas da mesa me levou ao carro.


Gravatar Ignorei tudo e todos e fiquei a assistir à contagem decrescente na TV, com um cigarro nervosamente fora da janela. Quando o cara/coroa ditou o resultado senti os olhos marejados de lágrimas. Surpreendi-me comigo própria.


Gravatar Eu fugi a ouvir os debates para não me irritar, porque sabia que não adiantava nada. Contudo aqui pela net tropeçava em muitos argumentos sonsos, porque os sinceros eu respeito, irrita-me a hipocrisia. E a manipulação de factos que são apresentados como verdades. E a uma questão jurídica virmos com argumentos emocionais. Se nunca senti na pele essa dor acompanhei quem o sentiu e vi o que se sofreu. Ainda acreditei que se ultrapassasse a barreira da abstenção, e esse ponto entristeceu-me um pouco. Contudo a Europa está cada vez mais a uma só cor e esse ponto já se pode marcar com uma pedrinha branca.
Falta agora o dar condições para que quem o deseje possa ter os filhos que quiser e criá-los com alegria e tranquilidade.


Gravatar Eu a mim não me aqueceu nem arrefeceu. Sempre achei que isto era um problema geracional. Quanto mais tempo passasse, maior era a probabilidade de esta lei vir a ser alterada. E julgo que isso foi o que acabou por suceder.

Felizmente (e algum juízo à mistura, diga-se também de passagem, mas não digo que desta água não beberei) nunca tive que passar por tal. Que eu saiba, entre familiares e amigos mais chegados só tive conhecimento de uma situação destas (quando a mesma estava a suceder, note-se), pelo que é algo com que nunca estive a conviver muito de perto.

No entanto, votei (sim, que se há coisa que eu não admito é malta que não vote numa coisa destas) de acordo com aquilo que achava mais acertivo, mesmo com todas as campanhas de desinformação e de hipócrisia que ambas as partes nos bombardearam e com todo sígilo com que o Governo, infelizmente para mim, se remeteu. Votei naquilo que acho que pode ajudar a resolver parte do problema e a não deixar tudo na mesma, que basicamente é o que defendia a malta do "Não".

Infelizmente o Governo e a maltosa do "Sim", nunca se predispôs a responder a algumas questões que tenho, como por exemplo:

1-A IVG vai ser gratuita, tendencialmente gratuita ou comparticipada? Isto pode parecer mesquinho, mas tenho para mim que a coisa deve ser comparticipada e bem por quem a faz.

2-Os profissionais de saúde que se abstenham de as realizar, terão esse direito consagrado na lei? Isto, palavra de honra que me parece importante.

3-Haverá acompanhamento? É que se é para aceitar todos os pedidos, acho mal. Tal como acharia mal, se se aprovesse a lei, houvesse aconselhamento e depois burocracias mil, entupissem o sistema por completo

4-Como vão ser tratadas as IVG de menores? Esta é a parte que me preocupa mais, palavra de honra. Haverá sígilo? Poderá uma menor fazer uma IVG, sem dar cavaco a ninguém, dentro do SNS? É que se assim não fôr, parece-me que é meio caminho andado para que grande percentagem do aborto clandestino continue a existir (que eu não me acredito que ele acabe de todo, somente espero que desça drásticamente).

Enfim, há mais, mas estas parecem-me as mais importantes aqui para o bronco.

Obviamente, ainda há aqui outra coisa que conta. É que eu sou gaijo. E gaijo que é gaijo não chora!


Gravatar Alô vizinha, já li todos os comentários ao teu post. este fica só para te dizer que por cá também fiquei assim, à flor da pele, feliz.


Gravatar Hoje tive de ler de uma amiga que era sim no outro, dizer-me: "Sabes, hoje sou pro-life". Como se eu fosse against life! Fiquei triste com esta mudança, muito triste.
Ainda bem que alguma coisa mudou.


Gravatar Obrigada por todos os comentários. Beijinhos para todos.


Gravatar exactly.




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