se funcionarem já não é nada mau
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Como eu te compreendo bem,Catarina,pode não mudar muita coisa já,mas pode ser que acabe o medo e o negócio..até de alguns que por um lado se mostram indignados e defendem grandes princípios, mas vão recebendo com a mão escondida,por quantas mandam lá para esses tais "vaõs de escada".
Por tudo isso,hoje,caminhei para a assembleia de voto,orgulhosa na companhia das minhas duas filhas,conscientes que com o nosso voto,ajudariamos a que pelo menos as da sua geração, se se virem nessa situação tão difícil,(que nenhuma mulher deseja,certamente)não sejam "coisas", mas Pessoas tratadas condignamente.
monalisa |
02.12.07 - 1:56 am | #
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Nem imaginas como fiquei contente de ter visto a expressão da vitória. Finalmente, embora tardio. Também tenho as minhas memórias e lembro-me perfeitamente, era eu miúdo, do sofrimento alheio. Acabou. Beijos.
miguel |
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02.12.07 - 4:22 am | #
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eu acho que há gente que ainda nem lhe passa o que é que aconteceu sabes?
também chorei de alegra....
beijinhos
cristina |
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02.12.07 - 9:11 am | #
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AntónioCostaAmaral (AA) |
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02.12.07 - 9:57 am | #
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Foi um virar de página. Como dizes, os preconceitos sociais não mudam com referendos ou leis, mas pelo menos damos-lhes uma marretada na cabeça.
Xicoração.
carlos |
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02.12.07 - 10:26 am | #
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Medos, tantos medos...
Também chorei e também senti revolta com tamanha abstenção
méri |
02.12.07 - 11:15 am | #
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Peguei no papel e na caneta e estive ali tanto tempo a olhar e a pensar. e, arrepia-te, querida, rebentei num choro tal que uma das meninas da mesa me levou ao carro.
Rita Q. |
02.12.07 - 1:20 pm | #
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Ignorei tudo e todos e fiquei a assistir à contagem decrescente na TV, com um cigarro nervosamente fora da janela. Quando o cara/coroa ditou o resultado senti os olhos marejados de lágrimas. Surpreendi-me comigo própria.
Cool Mum |
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02.12.07 - 3:02 pm | #
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Eu fugi a ouvir os debates para não me irritar, porque sabia que não adiantava nada. Contudo aqui pela net tropeçava em muitos argumentos sonsos, porque os sinceros eu respeito, irrita-me a hipocrisia. E a manipulação de factos que são apresentados como verdades. E a uma questão jurídica virmos com argumentos emocionais. Se nunca senti na pele essa dor acompanhei quem o sentiu e vi o que se sofreu. Ainda acreditei que se ultrapassasse a barreira da abstenção, e esse ponto entristeceu-me um pouco. Contudo a Europa está cada vez mais a uma só cor e esse ponto já se pode marcar com uma pedrinha branca.
Falta agora o dar condições para que quem o deseje possa ter os filhos que quiser e criá-los com alegria e tranquilidade.
Emiéle |
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02.12.07 - 3:13 pm | #
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Eu a mim não me aqueceu nem arrefeceu. Sempre achei que isto era um problema geracional. Quanto mais tempo passasse, maior era a probabilidade de esta lei vir a ser alterada. E julgo que isso foi o que acabou por suceder.
Felizmente (e algum juízo à mistura, diga-se também de passagem, mas não digo que desta água não beberei) nunca tive que passar por tal. Que eu saiba, entre familiares e amigos mais chegados só tive conhecimento de uma situação destas (quando a mesma estava a suceder, note-se), pelo que é algo com que nunca estive a conviver muito de perto.
No entanto, votei (sim, que se há coisa que eu não admito é malta que não vote numa coisa destas) de acordo com aquilo que achava mais acertivo, mesmo com todas as campanhas de desinformação e de hipócrisia que ambas as partes nos bombardearam e com todo sígilo com que o Governo, infelizmente para mim, se remeteu. Votei naquilo que acho que pode ajudar a resolver parte do problema e a não deixar tudo na mesma, que basicamente é o que defendia a malta do "Não".
Infelizmente o Governo e a maltosa do "Sim", nunca se predispôs a responder a algumas questões que tenho, como por exemplo:
1-A IVG vai ser gratuita, tendencialmente gratuita ou comparticipada? Isto pode parecer mesquinho, mas tenho para mim que a coisa deve ser comparticipada e bem por quem a faz.
2-Os profissionais de saúde que se abstenham de as realizar, terão esse direito consagrado na lei? Isto, palavra de honra que me parece importante.
3-Haverá acompanhamento? É que se é para aceitar todos os pedidos, acho mal. Tal como acharia mal, se se aprovesse a lei, houvesse aconselhamento e depois burocracias mil, entupissem o sistema por completo
4-Como vão ser tratadas as IVG de menores? Esta é a parte que me preocupa mais, palavra de honra. Haverá sígilo? Poderá uma menor fazer uma IVG, sem dar cavaco a ninguém, dentro do SNS? É que se assim não fôr, parece-me que é meio caminho andado para que grande percentagem do aborto clandestino continue a existir (que eu não me acredito que ele acabe de todo, somente espero que desça drásticamente).
Enfim, há mais, mas estas parecem-me as mais importantes aqui para o bronco.
Obviamente, ainda há aqui outra coisa que conta. É que eu sou gaijo. E gaijo que é gaijo não chora!
Joaquim Varela |
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02.12.07 - 5:47 pm | #
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Alô vizinha, já li todos os comentários ao teu post. este fica só para te dizer que por cá também fiquei assim, à flor da pele, feliz.
M&M |
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02.12.07 - 7:58 pm | #
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Hoje tive de ler de uma amiga que era sim no outro, dizer-me: "Sabes, hoje sou pro-life". Como se eu fosse against life! Fiquei triste com esta mudança, muito triste.
Ainda bem que alguma coisa mudou.
Crezia |
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02.12.07 - 8:39 pm | #
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Obrigada por todos os comentários. Beijinhos para todos.
cat |
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02.12.07 - 11:15 pm | #
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exactly.
f. |
02.15.07 - 9:44 pm | #
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Commenting by HaloScan
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