ao longe os barcos de flores

só consigo ler a estrofe do meio


Estranho...eu leio tudo.
No entanto aí lhe vai o poema completo:

Deixa-me amar-te com ternura, tanto
Que nossas solidões se unam
E cada um falando em sua margem
Possa escutar o próprio canto.

Deixa-me amar-te com loucura, ambos
Cavalgando mares impossíveis
Em frágeis barcos e insuficientes velas
Pois disso se fará a nossa voz.

Deixa-me amar-te sem receio, pois
A solidão é um campo muito vasto
Que não se deve atravessar a sós.


Lya Luft


O amor, a solidão, a tentativa da partilha...

Que belo poema!




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