quase em português

Lutz
não li o artigo do JPP, mas por aquilo que aqui contas, presumo. Li, sim, um no DN do António Ribeiro Ferreira, do passado dia 12. Onde ele chama os pacifistas de "idiotas úteis". E, também ele manifesta, uma convicção enorme de que o fim do terrorismo está já aí. Como se combater o terrorismo fosse, como tu dizes, combater o nazismo e Hitler.
Este modelo de terrorismo tem facetas completamente novas e verdadeiramente preocupantes. Caso destes últimos suicidas, jovens aparentemente integrados na cultura ocidental. Já não são uns árabes, nascidos nas "pedras do deserto", são jovens como os nossos filhos ou vizinhos, que crescem sem amor a eles próprios e aos outros.Crescem, ou desenvolvem esse modo de ser e agir.
O combate ao terrorismo tem de se fazer em todas as frentes. Nas que já temos e dispomos, e nas que teremos de inventar.
A porra, do mal da direita é que pensa que já sabe tudo. Basta agarrar-se aos velhos manuais.
Isto é o que penso, mas parece que sou "uma idiota útil".

Só para terminar, na minha terra, diz-se; enfiar o carapuço, ou barrete. Depende das regiões. Depois não digas que não te ensino nada.


Mantenho exactamente o que disse nos meus 2 comentários anteriores.Que não estamos numa Guerra no seu sentido clássico pois não é entre 2 povos,2 paises , 2 estados, 2 religiões,etc.
Acredito que a aniquilação definita é impossível, isto é,o combate durará mais que o nosso tempo, mas tem que se dizer que "tem que ser até ao ultimo", caso contrário nunca estaremos suficiente empenhados.
Acredito que este terrorismo nada tem a ver com a pobreza do 3º mundo.Isto é simplesmente uma mentira usada nos 2 campos, num caso como justicação do próprio ódio á Democracia, noutro caso,o do lado de cá,para justificar a autocomplacência pelos erros politicos do passado.
Temos é uma luta Global de 2 ideias antagónicas sobre o que é a Humanidade.
A)a minha, é do Estado de direito com todas as garantias e obrigações, eternamente em conflito, conflito que é o pricipal elemento civilizacional da Democracia.
b)A outra é de um Estado absoluto sem conflitos sociais.
Nota: ontem, na TV, ouvi um Paquistanês, ou inglês de etnia paquistanesa a queixar-se que o morticinio de Londres que matou 50 pessoas passa horas na televisão, e que o choque de comboios no Paquistão, com 150 mortos, só teve direito a 2 minutos.
Aqui estão as 2 concepcções antagónicas da Humanidade.
Acredito que vêem dias muito sofridos a breve prazo.
O que aconteceu até agora é uma simples picada de mosquito.É fácil resistir, por enquanto.
Acho que já é perfeitamente exequível um ataque quimico que de uma vez liquide dezenas de milhares de pessoas.Penso que ainda não aconteceu simplesmente porque tácticamente ainda não chegou o dia oportuno.
E aí sim, terei muito medo pelo Pavor que se vai instalar na cabeça das pessoas, pela tentação de claudicar, pelo sentimento de derrota, e também porque se sabe que o MEDO PROLONGADO NO TEMPO leva a mente das pessoas, num mecanismo automático de defesa, a identicar-se com o agressor.
A unica arma que temos é ,juntarmo-nos ombro a ombro ,e resistir á destruição do Estado de Direito em nome da defesa desse mesmo Estado.
É como eu suicidar-me para que o meu inimigo não me assassine.
Deve-se igualmente combater que este Mundo seja mais justo, já que a larga maioria quase nada tem e alguma culpa nossa é ,convencer quantos mais for possível que Todos somos simplesmente Pessoas.
Mas confesso que estou pessimista.
Estamos demasiado materializados.


P.S.: Mário Soares está enganado redondamente sobre as causa deste terrorismo, mas não é cobardola. Caso contrátio estava a dar aulas em França.


Gostei muitíssimo. Acredito também que a nossa civilização requer (escreveria esta última palavra em itálico, se conseguisse) o combate dessa maneira e foste muito dialogante na ordem que deste às três frentes. Acredito que a nossa civilização baseia-se no primado da razão; sobre o medo, por exemplo. O ethos da nossa civilização reclama-se de um discurso racional (significativa disto é a frequência com que surge a invocação de contradição no oponente de uma discussão; é nesse aspecto "procedimental", mais do que na discussão axiológica, que vemos correr os debates, este inclusive). Os procedimentos excepcionais em que nos revemos - que são aqueles que são circunscritos, minimalizados ao essencial - não são só para os amigos e compinchas, ou para nós próprios até, nos casos em que desafiamos o sistema; e negação de tais "luxos" para a escumalha é, mais do que qualquer outra coisa que possa também ser, uma sabotagem do sistema de ideias no qual nos revemos e ganhamos identidade. Ao qual estou a chamar "nossa civilização", com surpresa minha, pois nunca pensei vir a dizer coisas com esta toada, embora as venha pensando ultimamanete. Não é por ela, a nossa civilização, ser superior que tem de ser defendida, é porque cada um de nós é ela e ela é cada um de nós, não sabemos quem somos, não somos nada, não somos, sem ela. (E isto não conduz ao relativismo, ao tudo-igualzismo-dos-impasses mas isso fica pra outra altura) Aliás, no caso, nem sequer do outro lado, do lado de onde vem a ameaça, temos outra civilização; do outro lado temos, sim, anomalias produzidas no contacto de duas, ou mais, civilizações - anomalias como aquelas seitas de inspiração cristã que nos ofereceram alguns espectáculos macabros de suicídio colectivo que há uns anos, e não é por acaso que em revoada). A ameaça à nossa civilização é nossa; a ameaça do terrorismo é uma ameaça às pessoas.

Para finalizar: receava já (tenho ideia de que tiraste a frase com que inicialmente terminava o comentário, uma frase extrema, falando em estupidez, que, ridicularizando a posição desenvolvida no texto dava uma chava clara de se tratar de declaração não séria) que pensassses mesmo aquilo do "perceber tem limites", embora isso me surpreendesse e andava precisamente a matutar no que terias visto para preferir esse caminho. Bom, resultou-me, pois, um certo conforto ao confirmar neste teu post que não aconteceu essa eventual viragem.´

As ideias apresentadas com compostura têm sempre bom aspecto; e, contudo, podem ser más ideias, como é o caso de que "há limites para a compreensão!". Não há!, pode haver é discordância, mesmo assim.


PARABÉNS, amigo Lutz! Assim, em maiúsculas. Infelizmente, o relativismo de que os defensores da guerra (nos) acusam os que defendem a paz morre com esta relativização extrema de Hitler (e Estaline), associado(s) a Bin Laden, ou a Che Guevara (sim, é verdade: o historiador-ícone da direita, Rui Ramos, fê-lo). Cito-te: «A suspensão temporária da moral, e, não nos esqueçamos, dos direitos cívicos, e ainda a proscrição do pensamento "traidor", por um tempo indefinido, é algo que a nossa civilização não pode suportar.»


Lutz, peço um esclarecimento:
-Como impedir a distribuiação de armas de distribuição maciça?
Creio eu,que estas armas não se distribuem.Fabricam-se em qualquer lado.São preciso meio duzia de técnicos competentes, os materiais e o equipamento.Ora, tudo isto se compra!
Claro que se podem comprar já prontas a usar.
No Ocidente há muita desta tecnologia, cuja segurança é de confiança mas não total.Contudo no Leste da Europa não será muito dificil adquirir o que antes referi, quer biológicos,quer radioctivos, quer quimicos.No Japão não aplicaram o Sarim?
Pode estar dentro de um contentor num barco acostado em Roterdão!
Complicado é o seu manuseamento, sim.
Mas não creio que este perigo pessoal faça parte das preocupações destes terroristas.
Por aqui acho que não se vai a lado nenhum, apesar de concordar que se deve fazer toda a vigilãncia possível.
Temos é que estar preparados para as consequências de um ataque destes.
Que penso que acontecerá brevemente.
Afinal,porque não pode acontecer????


Susana, coloquei lá a estupidez outra vez. (Embora que é chato ter de meter um aviso "atenção: ironia!")

Já viste que o teu comentário naquele post foi elogiado na Natureza do mal?
_______


C.Indico:
Também não acredito que o terrorismo tem a ver com a pobreza, e claro que não acho o Mário Soares nem cobarde nem ingénuo.

Não tenho solução para impedir a proliferação ou fabricação de armas químicas,infelizmente, mas estou convencido que uma proibição de pensamento não ajuda, muito pelo contrário.
_____

Obrigado Miguel!


Lutz

Gostei muito.

Para mim a frase de JPP "Não há causalidade que me interesse porque ela institui uma nobreza de pensamento qualquer" contrasta, embora num plano diferente, com a dignidade humana que os católicos reconhecem a qualquer homem.

O facto de os suicidas estarem integrados na cultura ocidental exige uma compreensão aprofundada das causas da sua opção. Isto é uma exigência básica de segurança e não tem nada a ver com moral.


Excelente, e necessário, post. Pela clareza e inteligência da argumentação, e pela denúncia das soluções aparentemente "infalíveis", muito problemáticas a prazo.

Uma coisa: Portugal tem uma comunidade islâmica ínfima (e bastante integrada, na maior parte dos casos), em comparação com outros países próximos, como por exemplo Espanha. Pergunto-me se, se não fosse assim, se a argumentação dos "patriotas ocidentais" portugueses seria tão segura.


Mr. de Brueckelmann, ... que de emoções as deste salão... !
Este bicho-da-sombra-do-blogue saúda a refulgência do Presqu'-em -Ptgais - bem como, daqui, a benevolência da Natureza do Mal.

Mas, também, ainda:
O atentado de dia 13, que atingiu aquele grupo de crianças em Bagdad, é ou não é algo "do mesmo saco" do atentado de Londres?
E teriam sido articulados? - Terrível...
Ou teriam sido desarticulados entre si? (creio ser o caso) - Pior ainda...
Cada vez acho isto tudo mais parecido com a cena da Guiana Francesa. Do ponto de vista do que se imola. (Cá estamos nós na "percebição"... )


Mas, Lutz, olha que sem a estupidez aquilo ficava giro, era um desafio maior para o leitor. A mim, criou-me sérias dúvidas, como já disse. Levou-me a reflectir principalmente sobre a justeza, ou não, de ser treta "aquela de quem tem confiança no seus valores pode permitir-se perceber" pois a auto-confiança não admitiria que se saiba demais. É que isto parece-me verdade - perceber não é compatível com uma auto-confiança inabalável; perceber pode levar a depor valores. E mesmo assim, não há outra alternativa, pois não?


Isso mesmo, Susana! Não é irónico que dei razão aos que defendem o "não perceber", quando reparei que, ao escrever os argumentos deles, me perguntei se não estão certos?!

Mas concordo: Não temos alternativa ao tentar tão lúcidos e honestos connosco como possível. Pois a alternativa tira nos o tapete, não só moralmente, mas também intelectualmente! Se admito capar o meu pensamento, para assegurar a minha motivação - e admito que existe uma relação entre saber e (des)motivação, - como posso assegurar que não me perco irremediavelmente na floresta dos equívocos? E nem teria um método para sair de lá!

Uma outra alternativa seria reservar o privilégio do direito de "perceber" à uma elite, que se julga estar preparada para a "verdade", ao contrário do povo. Assim o JPP podia permitir-se perceber o inimigo, mas proibí-lo ao "povo". Acredito que essa é uma solução mais popular na direita do que se pensa. Claro que não defendo isto.


SE houver pachorra explica-me bem o que é "proibição de pensamento" no teu entendimento.Penso que estamos a interpretar de modo diferente as palavras.


Lutz, gostei muito da sua análise. Realmente parece um disparate não procurar compreender o ódio do inimigo, apenas procurando cercear os seus movimentos e possibilidades. Aliás, confunde-me a diferença entre os muçulmanos fundamentalistas e os muçulmanos "razoáveis". Onde nasce a diferença entre uns e os outros? Da diferente interpretação do Corão? Mas o que significa essa diferente interpretação? Terão os fundamentalistas vidas mais desesperadas, menos integradas nas sociedades que habitam? Realmente é tudo muito estranho, e mais vale tentar compreender. Serão aqueles desgraçados da serra algarvia, pais e responsáveis de uma desprotegida Joana, contemporâneos de um progresso que os exclui, que alimentam os veraneantes no Fórum Algarve, também potenciais bombistas? Se eles tivessem acesso a umas mochilas gordas e pesadas também se fariam explodir algures? Realmente é tudo muito confuso.


Quanto ao combate bélico penso que é quase consensual. O terrorismo veio para ficar. Os terroristas querem que o Ocidente, laico e tolerante, pura e simplesmente deixe de existir, ou pelo menos, constitua uma ameaça aos seus projectos teocráticos. Perante isto é impossível qualquer tipo de acordo ou conversações. Mesmo que os terroristas desejem "apenas" que o Ocidente não interfira nos locais onde eventualmente sejam implantados regimes fundamentalistas, o Ocidente nunca poderá aceitar esse acordo. O nosso projecto é global. Liberdade para toda a Humanidade. Não podemos entregar uns milhões de seres humanos nas mãos dos terroristas em troca de paz para nós.
Por isso o combate é inevitável. Poderá não ser uma guerra clássica, mas é, pelo menos, um estado de guerra. E como tal, exige algumas medidas excepcionais. Mas temos que ser muito cautelosos nos passos a dar. É uma situação nova, provavelemnte cometer-se-ão alguns exegeros (como Guantanamo, a primeiríssima reação), mas acredito que o tempo permitirá chegar ao equilíbrio desejado.

P.S. - É interessante ver como as coisas vão sendo deturpadas. Mário Soares falou em "dialogar". E isso parece-me de todo inaceitável.
"Entender", "perceber", o adversário é obviamente um dos gestos fundamentais para o sucesso em qualquer guera.


Susana do mesmo saco, do GRANDE, são.Agora articulados acho que não. Penso que operacionalmente há 2 regiões mudiais.Iraque e o Resto.

Já agora, o nº 2 da Al Quaeda, egipcio, a mente teórica da organização.foi o inspirador do assassinato de Nasser, portanto já há décadas. Não de antes agorazinha,não.Como medimos o tempo pelo nosso tempo de vida, pensamos que tudo é quase já.O Bin Ladem é só o Vilão, e tesoureiro, da Al Queda.Posso estar enganado.


Vitor

Sim, a sua cabeça está muito confusa. Provavelmente porque a cartilha com que o ensinaram a ler o mundo está completamente desajustada da realidade. Os jovens que se fizeram explodir em Londres tinham vidas completamente integradas na sociedade britânica. Gostavam de Cricket, trabalhavam em Jardins de Infância... O padrasto e a mãe da Joana, de seis anos, que a torturaram, violaram e mataram, tinham a saúde e o nível de vida de centenas de milhares, talvez milhões, de outros portugueses...
Se calhar no ser humano há mais do que simples dialética materialista.


Arsénio:
Em relação a deturpação: O presente post refere ao artigo de Pacheco Pereira, e a frase citado logo no início do post.
Não sou eu que inventei o ataque ao "perceber".

Em relação ao "dialogar": Se ler o Post do Rimbaud Warrior, que cita duas vozes de talvez não mesmo simpatizantes dos terroristas, mas o ambiente psicológico e social em que ele encontra o seu fermento, tem aí pessoas com quem acho importantissimo dialogar! Para perceber e para prevenir.


Arsénio

Obrigado pelos seus esclarecimentos. Portanto nada temos a temer dos milhões (é o seu quantitativo) de portugueses que vivem miseravelmente, num meio rural que perdeu o sentido, sem rendimentos, em casas onde carpetes se misturam com excrementos segundo li num jornal a propósito dos pais da Joana. A maldade virá apenas dos muçulmanos, até bem integrados em sociedades ocidentais. Os portugueses miseráveis, se calhar, apenas se desforrão no vinho, nas suas mulheres e nos filhos indefesos. Fiquei mais descansado Arsénio.


Arsénio,
os jovens terroristas londrinos estavam APARENTEMENTE integrados. Isso de jogarem crikett, serem simpáticos, não quer dizer absolutamente nada!Fechavam-se em casa?
E acredito que até verdadeiramente gostava muito de crikett!O que tem uma coisa a ver com a outra? Nos filmes do cóbois é que os maus saõ topados logo á primeira. E os bons são impolutos, perfeitos, bonitos.
Um terrorista está na fila, ao lado de ti,para o bilhete do filme no qual está o actor preferido de ambos.


Vitor

Não é uma questão de temer ou ficar descansado. Apenas lhe dei a minha opinião de que a confusão que confessou se deve a uma visão do mundo desajustada.

C. Indico

O que me preocupa mais no caso destes terroristas londrinos é que, e tanto quanto sei, passaram, em poucos meses, de jovens britânicos banalíssimos a fanáticos suícidas.


A tentação da autodestruição, apocalitica, está muito dessiminada.
Estou a falar dos executantes ocidentais da Al Qaeda - pois periódicamente assistimos aos suicidios colectivos, como agora está a acontecer no Japão com jovens de classe média -, os quais podem adquirir esta "mania" apenas por simpatia intelectual, sem o filtro da racionalidade, uma infecção intelectual.Nada de religioso.E quanto mais abrirem telejornais, com muitos corpos rebentados, mais candidatos haverá.Os mandadores são lucidos, sabem perfeitamente o que estão a fazer e quem tem objectivos a cumprir não tem espirito suicidário.Talvez fossem banalíssimos, seriam?, interiormente, digo eu.Os jovens de que antes falei, penso que apenas estavam á espera da 1ª oportunidade. E deram-lhes.
É claro que o caldo moral onde cresceram também é importante.E qual é?É vulgar haverem matanças, com suicidas e sistemáticamente é que não.


É uma posição de que não discordo, Lutz, embora incompleta. Além do mais, falta-lhe o salto para o futuro, a compreensão no devir histórico que é o tempo.

Penso, entretanto, que esteja emigrado noutro país, por sua livre escolha ou de seus pais, ou por escolha de nós todos, que o(s) obrigamos a partir, a si, ou a eles, e a muitíssimos, como sabe. Ah, não digo mais nada, só agora reparei no título do blogue. Mas faça um esforço, as suas ideias merecem-no.


MG:
Dê uma vista de olhos um pouco mais apurada, sem se prender com um ou outro conjuntivo idiossincraticamente rebelde aos que têm o alemão como língua materna (dê este desconto em troca da correcção ortográfica, muito superior à média dos portugueses - vejo, por exemplo, pf, não se amofine, que deu um erro na palavra "obrigámos" - ou em troca da riqueza e expressividade do vocabulário, já para não mencionar a destreza na transmissão apurada de ideias, a largueza do léxico.
Não deveria ser preciso acrescentar que o Lutz nunca teve aulas de português mas faço-o, para que se aperceba da magnitude do esforço. Já experimentou escrever numa língua estrangeira? Conhece muitas pessoas que o façam assim? Eu não.

Não digo estas coisas para o/a desconfortar mas sim porque, conhecendo o grau de exigência do Lutz consigo próprio, sei como o seu comentário (superficial, acontece a todos!)iria ser lido, com grande injustiça, com grande distorção das razoáveis proporções.


HO boy o que eu gostei muito, foi as afirmaçôes desses tipos que nos chamamos Bullshiteurs, eu traduzo! O que dizem é so para que a assembleia os tome como valentes.No fundo ,nem as minhocas sâo tâo cobardes, para te dar um exemplo o Ceaucescu. Pior ainda,escondidos debaixo a roupa,so dizem enormidades!Repara, quando esse grupo da esquerda raptou a filha do milionario,éla mais tarde adapetou a causa d'eles! Houve crimes, e foi apanhada. Éra do terrorismo que fazia,ticonne, falas para nada dizer,o outro éra um heroi do Iraque, fes péter o bloco com 190 vitimas inocentes,ti conne..e outros creio que escreves para um jornal,ti conne mas alem de nâo seres experto,para de te vangloriares, é mau para a saude,ti conne


Susana

Esse "obrigamos" é do presente do indicativo, porque é um tempo que não cessou, continuamos a obrigar à emigração e ainda não deixamos de fazê-lo, e não só a emigrar como a permanecer no país de destino. O pensamento liga-se obviamente à generalidade temporal que se mantém no presente. Não é pois o pretérito perfeito como diz quando, com a sua esferográfica vermelha, me troca o meu "obrigamos" pelo seu "obrigámos". Seria imensamente redutor do sentido. Oxalá o não fosse.

Se é exigível escrever bem na língua materna (não a Lutz, que eu pensava ser português, as minhas sinceras desculpas), isso, a meu ver, não se alcançará se primeiro não se aprender ou nunca se ter aprendido a saber ler.

Se não ficou convencida do acerto da aplicação do tempo verbal, consulte um bom professor de Português. Olhe que é preciso ser mesmo competente e de ideias arejadas no seu ofício, isto é, que não seja um gramático, no sentido reaccionário do termo. É preciso “sentir” as subtis ductilidades da Língua, e há muita gente que não as sente, inclusive professores de Português, e mais ainda gramáticos maniqueístas.

No mais, a ninguém é exigível que escreva tão bem noutra língua quanto na materna, tendo em conta, cumulativamente, que um blogue pode ser considerado mais um meio efémero de expressão pessoal do que um meio onde a escrita fica guardada em espaço público como, por exemplo, o papel ou um suporte electrónico numa biblioteca (os blogues inactivos, quanto saiba, estão sujeitos a prazo de permanência nos alojadores).

Não só me não desconforto com o que escreve, como insisto em que se aprenda a ler. É justo que eu não me sinta folgado em escrever em linguagem de bê-á-bá, como seria injusto para quem me lê que eu o fizesse. Sei, no entanto, que não é esta a prática de muitos que têm o dever de escrever bem, e escrever bem é dominar com à-vontade e criatividade uma língua.

Lutz aqui está fora de questão. Muito bem já escreve, e (para que não haja confusões) estou em sintonia com o que leio no seu blogue.

Chama superficial ao meu comentário, quando deveria ter-lhe chamado curto. Gostaria era de ter lido, na entrada em questão, o "salto" para as consequências do presente no nosso futuro. Só isso, e não seria nada pouco. E depois a Susana não sabe se o meu pensamento é superficial e embotado, se indutivo e lúcido. Querer um pouco mais além, num assunto tão grave como este, só deve ser encarado como uma crítica construtiva. Nele, e no meu caso, não há lugar para cavaleiros ou cavaleiras andantes, nem muito menos para tentar diminuir quem se não conhece, esse velho estratagema de crescer a olhos alheios. Para quê? Uma tolice, digo eu. Pode suceder porém que tenha as suas razões, não as queira naturalmente dizer, e, assim, o seu comentário não seja tolice nenhuma. Ficaria portanto só a questão sintáctica, para a qual se mostrou inábil, mesmo e sobretudo se for professora de Português.


Péço desculpa de me intrometer num blog com tantas figuras notaveis na escrita ortografica Portuguesa,nâo vos chateio para que possam reflechir no sossego,das vossas bibliotécas! Em esperando calmamente a dispariçâo de mais uma,sâo so 50 por ano.O tipo a quem eu me adreçava José Pacheco Pereira cai-me nos nervos,ele e os seus semelhantes mongoloides.Os quatro milhôes e seus descendentes de Portugueses,nâo sâo todos iletrados,ainda menos que nâo conhecem as grandes figuras d'arte ,musica,letras,medecina,etc,etc,mas fecharam-se numa incognita respeitosa! Esse MG pensa que sâo todos ignorantes, e que nâo conhécem a musica classica ou que nâo sabem que Beethoven compunha mesmo sendo surdo . Espéro que ele me conpreemda, que quando alguem da pôdre classe politica, veem esmolar para que eles continuem a sair o veneno dentro d'eles,que nâo podem nada fazêr!Portugal esta Kaput!Corrupçâo favoritismo,incompetências, roubalheira, mais tarde vai o terrorismo,e nâo vai demorar muito!Se tem alguma noçâo em economia,ok agora podeis contar os êrros,que vou vêr xi campeonatos de nataçâo, em que uma Portuguesa ;e ainda nâo acabou.PS nascida aqui ,vai ser uma das ganhantes. PS a vos Parabens pelo vosso blog! hyenas existe em todo o lado DEIXEM-NAS ignorem-nas


MG,
Retiro, naturalmente, o reparo sobre o erro ortográfico; já percebi que pretendia mesmo usar o presente do indicativo do verbo "obrigar".

Não quis dizer que o seu comentário era curto, nem que o seu pensamento é superficial.
Apenas quis dizer o que disse, que achei o comentário superficial ("acontece a todos"!).
No entanto, na resposta que me dirige tenho também alguma dificuldade em seguir o seu pensamento.

E não, não sou professora de português mas sinto-me honrada por mais esse lapso.


quem se atreve a ler outra opinião e participar numas perguntas e repostas?
http://homem-ao-mar.blogspot.com

que contribuição damos para percebermos as motivações dos que fazem matar, matando?


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