|
|
|
Meyer Lansky, um fabuloso gangster judeu da América dos anos 20 aos 50 quando sequestrou o governo ditatorial de Cuba no tempo de Fulgêncio Batista, afirmava taxativamente: "com o meu cérebro de judeu consigo ver as coisas mais à frente"
Portanto, não são as outras raças que têm menos capacidades - eles, os do lobie Judeu, é que são sobredotados.
Posta a questão nestes termos, pergunta-se:
Como se poderá pôr um termo às acções de gangsterismo politico-militar dos sobredotados?
xatoo |
Homepage |
18.10.07 - 2:37 pm | #
|
|
Resumindo o seu comentário, xatoo: "Estúpidos do mundo, uní-vos!"
Admito que não me apetece aderir ao seu convite...
Lutz |
Homepage |
18.10.07 - 3:32 pm | #
|
|
Chamo a atenção que para a vox populi dos países "evoluidos" Europeus esta asserção é verdadeira, mas não assumida.Logo Watson está a meu ver a ser mais "politicamente" correcto do que o contrario.
Já agora como esteve em Cabo Verde gostava de saber a sua opinião.
antonior |
18.10.07 - 4:24 pm | #
|
|
Não me parece que reproduzir a "vox populi" é ser politicamente correcto...
Mas respondendo a sua pergunta:
As minhas experiências pessoais com pessoas de raça negra, seja em Cabo Verde, seja em Portugal, não me deram a menor razão para concluir pela sua inteligência inferior.
O que há, são diferenças culturais, diferenças de mentalidade, que são inegáveis, e que me levam a uma conclusão nada original de que, de modo geral, as sociedades(!) europeias são mais organizadas que as africanas que conhece. O que se reflecte também nos hábitos dos indivíduos. Mas estou certo que um branco que cresce nestas sociedades adquire exactamente os mesmos hábitos. Ou seja: a questão não é genética.
Mas não quero excluir, a partida, a possibilidade de que possam existir diferenças genéticas, também ao nível de capacidades cognitivas. Pois outras diferenças sabemos que existem. Desde a cor da pele até a aparente melhor aptidão física dos negros para determinados desportos. Não sei se existem, e estou certo que elas, a existir, seriam negligenciáveis em comparação à variação que há entre os indivíduos dentro de cada raça.
A pergunta que coloquei neste post é outra, se estas diferenças, a existir, devem ser mantidos em segredo ou não, por razões políticas.
Tenho sérias dúvidas que deviam, embora acho justificado o temor de um aproveitamento de "resultados científicos" neste domínio para fins políticos. Porque estaria em todo o caso firmemente contra um tal aproveitamento.
Para a ilustração uma história: Um conhecido meu defendeu há tempos a dominação colonial do povo de Zimbabwe com o óbvio declínio da economia e da causa pública deste país desde que foi retirado o poder aos brancos.
Perguntei-lhe se, tendo esta opinião, estaria também defender a entrega da governação de Portugal aos alemães? Ou, já agora, aos judeus.
Curiosamente, não defendeu.
Lutz |
Homepage |
18.10.07 - 5:13 pm | #
|
|
Não vêem que é tudo cultural? O que é que interessa a cor para a rapidez da cuca? Então e os indianos? Jogam xadrez que se farta e têm os melhores matemáticos do mundo, mas são meio escuros. Balelas.
TE |
18.10.07 - 5:29 pm | #
|
|
"Se ele tivesse apresentado um estudo científico sério, elaborado com rigor e segundo as regras, que demonstrasse que os negros fossem, em média, mais estúpidos que os brancos?"
Nesse caso, caso a questao nos interessasse, deveriamos tentar compreender o estudo; nunca censura'-lo.
Acrescento tambem que um estudo estatistico acerca da performance de certas populacoes em certos testes nao se pode nunca considerar como um estudo cientifico completo do problema de atribuicao do nivel (distribuicao) de inteligencia das populacoes.
Simplesmente, os resultados estatisticos por si so' nao desvendariam os factores envolvidos e, por esse motivo, nao chegariam para dizer que *compreendemos* o problema.
Por fim, seria ainda necessario definir em concreto o que queremos dizer por 'inteligencia' e por 'preto'.
A interpretacao dos resultados desses estudos - se existirem e tiverem sido feitos de uma forma nao obviamente enviesada - sera', essencialmente, dado os conhecimentos limitados acerca do funcionamento do cerebro e da cognicao, e das incertezas conceptuais envolvidas (qual e' o bom marcador para a inteligencia, a questao fara' sentido, etc etc), de tipo especulatico. Uma especie de: e' capaz de ser isto, sim era uma boa hipotese; mas por outro lado poderia ser aantes aquilo ... excepto para aqueles que ja' conheciam a resposta a priori.
Em vez de andar a querer dar pseudo-respostas (cientificas, ainda por cima) a pseudo-questoes que sao essencialmente ideologicas, seria mais interessante explorar o mundo e a natureza de forma livre. Nao sera' um pouco infantil, do genero: o meu pai e' mais forte e inteligente do que o teu?
MP-S |
18.10.07 - 6:51 pm | #
|
|
A pergunta "E se os Negros fossem mesmo mais estúpidos que os Brancos" é uma pergunta racista porque tem implícita em si a admissão da possibilidade de classificar cada ser humano de forma dicotómica em um de dois conjuntos: o dos Brancos e o dos Pretos. Nem percebo como é que o Lutz tem lata para fazer esta pergunta. Porque não fazer esta outra pergunta: e se um estudo provasse que os seres humanos com menos de 1,68 m de altura são mais inteligentes que os com mais de 1,68 m de altura? Embora me pareça que qualquer estudo para responder a esta última pergunta não deva ser subsidiado pelo dinheiro dos contribuintes pelo menos em cada momento era fácil saber a que conjunto pertencia cada ser humano.
José Amarante |
19.10.07 - 12:14 pm | #
|
|
Há o conceito cultural (e racista, pois sim) de "branco" e de "preto".
Há o conceito (branco, ou pelo menos "esbranquiçado") de "inteligência".
Qual é o espanto?! O cientista até suscitou a possibilidade de "comprovação empírica" com a referência ao facto de que todos os que já tiveram empregados de cor saberem do que ele está a falar...! Foi uma opinião totalmente clara! Branquinha de todo.
Por outro lado, também acho que o escabeche em torno das tontas declarações é uma beatice.
Uma crítica, acho, pode ser feita, enquanto acto de discussão ou argumentação.
Um escândalo, não. Só por beatice ou por se acreditar que a sagrada ciência gera seres humanos da classe alfa. Neste caso, é, caridosamente falando, inocência.
Tátá |
19.10.07 - 1:03 pm | #
|
|
José Amarante,
coloquei o título do post consciente da sua carga provocatória.
O que me interessa neste caso, não é a questão se os negros (os brancos, as mulheres, os altos, os baixos etc.) são menos inteligentes ou não, mas os limites da liberdade de expressão e da investigação científica.
Com o seu comentário o José já respondeu a parte das perguntas que coloquei no fim do post.
Não considera legítimo colocar esta questão. Ficam ainda algumas:
Deve ser proibida legalmente ou só condenada moralmente?
Entende uma eventual investigação científica, que pretende descobrir características específicas de um grupo só moralmente ilícita ou acha a cientificamente incorrecta?
Há por exemplo estudos, que atribuam uma maior propensão para determinadas doenças a grupos: mulheres, brancos, negros, etc.
Estes estudos são cientificamente incorrectas? Ou não têm interesse? Ou só inconvenientes?
Admito que não vejo interesse em estabelecer quais as nuances
no domínio de inteligência eventualmente existem entre determinadas raças. Ou melhor, vislumbro interesses, mas moralmente condenáveis.
Todavia: Discordo da disposição geral para colocar certas questões sob tabu, ainda mais se tratam à partida de questões factuais.
Pode ser conveniente, neste caso, e noutros, para defender posições morais e políticos que também são as minhas, como esta de que ninguém deve ser prejudicado pela sua condição racial, de género etc.
Mas ao longo prazo, num contexto mais lato, isto ajuda para subordinar o próprio raciocínio sob critérios que não são racionais, mas a-priori morais. Isso afastar-nos-á inevitavelmente de um discurso racional e torna nos refém de um pensamento limitado por zonas tabu.
É preciso ter coragem. Dou o exemplo na questão do género:
Por um lado, é inegável que existem diferenças substanciais entre homens e mulheres.
Por outro lado defendo, julgo tal como o José, de forma intransigente a igualdade de direitos de homens e mulheres.
Vamos então impedir a descoberta ou enunciação das diferenças biológicas porque podiam servir de argumento a quem defende a desigualdade dos direitos por razão de género?
Claro que não. Mas nada me impede de continuar a lutar para direitos iguais.
Lutz |
Homepage |
19.10.07 - 1:27 pm | #
|
|
Tem razão. O que eu queria dizer não era bem "politicamente" correcto, mas sim mais comummente aceite.
De resto e pelo que já li os testes medem mais niveis de aculturação e desvio à norma instituida ou a certos padrões, do que a inteligência.
Se um individuo for inteligente e não souber ler o mais provável é ser etiquetado como estúpido, porque o analfabetismo está culturalmente conotado com a falta de inteligência.
antonior |
19.10.07 - 3:33 pm | #
|
|
Porque é que ninguém liga nenhuma a um comentário assinado por "Tátá"?
Uma pessoa que assina "Tátá" é presumivelmente menos inteligente?
)
bom, a verdade é que o comentário também não era grande coisa....
Tátá |
19.10.07 - 3:44 pm | #
|
|
Caro Lutz
No seu comentário das 5:13 foca a essencia da questão - Diferenças culturais e de mentalidade adaptadas a uma dada situação, que fazem cm que existam diferenças no funcionamento cognitivo.
Se aplicarmos um teste do QI desenvolvido por um Norte-Americano branco e urbano, indiferenciadamente, veos que os que possuem maior QI são os Norte-Americanos, brancos e urbanos. Os negros terão menor QI, bem como os brancos que vivem em zonas rurais. Se foram africanos, as diferenças serão ainda maiores. Isto foi muito usado no passado para justificar políticas de segregação.
No caso do Zimbabué é uma questão diferente e não tem nada a ver com inteligência. è apenas uma mera questão de enriquecimento de uma determinada clique associada ao poder em prejuízo da maioria da população.
No entanto, a mudança de paradigma feita em tão pouco tempo (Sociedade tribal - Sociedade Colonial - Libertação) pode fazer com que a maioria da população não possua, ainda, os factores cognitivos necessários para "triunfar" na nova ordem social que existe desde há muito pouco tempo.
Note-se que num grau completamente diferente, o mesmo se passa em Portugal, onde a nossa sociedade não está a conseguir acompanhar o ritmo e os desafios na "Europa Unida".
Em suma Watson deve ter alguma forma de Alzheimer. Ninguém pode dizer o que ele disse sem pelo menos ter alguma evidência cientifíca, deturpada ou não. E Watson não é um cidadão comum, é um Cientista Laureado e muito importante.
Luís Bonifácio |
Homepage |
19.10.07 - 6:53 pm | #
|
|
A pergunta do Lutz era uma provocação mas particularmente irritante porque coloca mal dois temas: no primeiro, relacionado com a côr da pele, ignora olimpicamente os seres humanos "bronzeados" e os testes ridículos feitos na África do Sul do apartheid para ver se a porcaria do lápis caía da cabeleira da pessoa em teste; no segundo admite que se pode estabelecer uma relação entre a inteligência de uma pessoa e um conjunto de números ordenados. No primeiro tema os Portugueses até deram uma contribuição muito positiva para o tornar mais ridículo ao misturar-se com todas as "raças" que lhes apareceram pela frente nas suas viagens, dificultando assim a delimitação de eventuais "raças". No segundo tema está patente a tentação de seriar as pessoas de uma forma unidimensional. O assunto está mais que debatido e embora seja possível em casos extremos dizer que uma pessoa será consistentemente mais inteligente do que outra,o normal é que existam muitas dimensões em que numas é melhor o sujeito A enquanto noutras será melhor o sujeito B. Esta obstinação nos conjuntos ordenados observa-se muito nas actividades desportivas onde parece ser necessário dizer que uma equipa ganhou à outra nem que seja a penaltis, quando é evidente para os não adeptos que as equipas têm valor equivalente.
Portanto, neste caso específico, que envolve "brancos", "negros" e inteligência, o programa de investigação é indigno, merece condenação política, moral e, como acabei de referir, também condenação científica por usar conceitos que a ciência mostrou serem incapazes de descrever a realidade.
A probabilidade de um estudo nesses termos ter qualquer validade não é assim muito pequena mas exactamente nula. Neste sentido, é irrelevante saber se devia ser proibido chegar a tal conclusão porque usando métodos científicos sabemos "a priori" que não pode chegar a tal conclusão.
Não pretendo no entanto fugir às perguntas do Lutz e admito que existam temas em que nos podemos ver confrontados com estudos que contestem opiniões politicamente correctas.
Em relação a essa eventualidade a história mostrou-nos que não é bom ignorar o que nos traz a ciência. Por exemplo quando se constatou que a Terra não era o centro do Universo, ao contrário do politicamento correcto de então. Nessas alturas, e como diria uma bloguista conhecida, azarucho, lá será preciso adaptar o politicamento correcto às novas descobertas.
José Amarante |
19.10.07 - 7:55 pm | #
|
|
Em relação às diferenças entre homens e mulheres que são óbvias em muitos aspectos, e considerando o que disse em relação à inteligência, não nme parece merecer qualquer interesse um estudo que tentasse estabelecer uma ordenação de inteligências entre homens e mulheres. São diferentes e têm os mesmos direitos. Aqui chegámos (ou quase) e assim devemos continuar.
José Amarante |
19.10.07 - 8:02 pm | #
|
|
Luis Bonifácio:
Excelebte coentário!
José Amarante:
Seguramente pode não fazer sentido, do ponto de vista científico, definir arbitrariamente um grupo e recolher dados empíricos dos seus membros em relação a critérios também arbitrariamente escolhidos, e tirar daí conclusões.
E nem isso Watson fez. O racismo de Watson não é aqui a questão, não está em dúvida.
Também concordo que é sempre conveniente interrogar-se sobre os motivos de um cientista que apresenta um estudo sobre alegados características raciais.
Não estou tão convencido que o valor científico do seu estudo seria necessariamente nulo. Pode ser politicamente indesejável. Mas não há só análises estatísticos que se pode fazer.
Mas repito: acho bem que se caiu em cima de Watson.
Lutz |
Homepage |
19.10.07 - 9:00 pm | #
|
|
Commenting by HaloScan
|