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EU ACREDITO EM MILAGRES.
No limiar do terceiro milênio, volta à discussão o orgasmo feminino. É natural. Certas tragédias humanas jamais terão fim, seja a fúria destruidora dos vulcões, os estragos terríveis gerados por tornados, os avassaladores maremotos ou os inesperados furacões, vendavais e geadas. Enfim, toda uma série de eventos desastrosos que sempre marcaram a saga existencial da espécie humana.
Talvez, pelo fato do homem ainda não ter controlado de forma definitiva, nenhum destes terríveis fenômenos da natureza, ele sempre procura tentar soluções que lhe pareça, mais próximas, menos penosas e fáceis de resolver. Retoma-se então, a sofrida questão do orgasmo feminino!
Se, tudo o que já foi escrito sobre tão excitante, e controversa matéria, fosse condensado e publicado numa só destas revistas femininas, daria para fazer um número especial com centenas de páginas, só de informações introdutórias.
Neste tipo de publicação, os temas, são sempre acompanhados de muitos gráficos, diagramas e desenhos multicoloridos muito bem explicados, dando a impressão que nossas parceiras são, absolutamente, débeis mentais, como provam esta seqüência de figuras, recentemente publicadas numa revista especializada, e elaborada sob a forma de quadrinhos pedagógicos, nos quais eram apresentados os órgãos genitais masculinos e femininos e, algumas das suas possíveis utilidades:
Figura1 - “esta é a sua”;
Figura 2 - “este é o dele”;
Figura 3- “o dele deve penetrar na sua e, neste caso, temos o tradicional, comportado e pouco criativo, papai e mamãe”;
Figura 4 – “ele pode, também, pedir (?) para botar o dele, por traz, posição conhecida como retaguarda em pânico, o que já é uma atitude mais de vanguarda”;
Figura 5 – “ou também, calar a sua boca, que é o que todo homem gosta”;
Figura 6 – “finalmente, você pode solicitar reciprocidade, calando-o também”.
Como vocês notaram, estes seriam os módulos mais singelos, primários e básicos, de fazer Kama Sutra morrer de tédio!
No entanto, à partir destas simplórias introduções, múltiplas variações, sobre o mesmo tema, poderiam ser acrescentadas.
Particularmente, nosso enfoque, na abordagem desta secular tragédia feminina, será bem distinto destas inconsistentes diagramações pedagógicas desenvolvidas nestas revistinhas semanais que, além de não resolverem este crucial problema da mulher, somente às compelem a comprar o próximo número, prometendo-lhes mais... quadrinhos!
Nossa abordagem metodológica, aqui desenvolvida, será uma investigação, absolutamente, científica, sobre este dramático tema e, funcionará com total objetividade, transparência e definições muito precisas.
Senão vejamos: sempre que uma mulher nos pede aconselhamento sobre sua vida sexual, vamos diretamente ao âmago da questão e, logo de cara perguntamos se, realmente, o negócio daquela mulher é: a) homem; b) também é homem ou c) tanto faz. Se ela for sapatão não perderemos tempo com inúteis questiúnculas filosóficas e apenas a apresent
Paulo |
07.27.07 - 10:49 pm | #
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