De Puta Madre

Gravatar Não podiam arranjar contratenores para fazer os papeis dos castrati?? ficava com mais piada!


Gravatar Ó Pastelinho, mas que raio de edições andas tu a ver? Não sabes já que a melhor Alcina é a Renée Fleming e o melhor Ruggiero é a Susan Graham? Tenho o cd, mas penso que não existe em dvd...

Estou em pulgas para a posta de amanhã...

Por acaso discordo do Musicólogo... penso que estes papéis interpretados por mulheres saem beneficiados... Mas ele é que é o musicólogo, não é?!


Gravatar Eu até comprava, mas não tenho grandes possibilidades económicas para isso, por isso tenho que me render ao que a biblioteca da escola possui.
Em relação aos contra-tenores/sopranos, estavamos a discutir isso agora mesmo.
E sinceramente também prefiro com mulheres.
Mas que bem, uma apreciadora de ópera, é que este musicólogo, alem de não gostar de ópera (Blasfémia, já para a fogueira), não sabia que Händel tinha óperas (tem uma carrada delas)...


Gravatar Pode ser, pode ser... mas ao menos se fosse um contra-tenor aquela mãozinha esquerda estaria realmente num sítio apelativo MWAHAHAHAHAH =P


Gravatar Não gosto nã senhor, tenho todo o direito a admitir que toda a encenaçao e todo o conceito em si agride um cadinho o meu gosto pessoal... até pq gosto mais de vozes cruas que colocadas, mas pronto isso são subjectividades... o que estava aqui em causa era simplesmente uma opinião a ver com a aproximação ao original, já que se o papel original era de homem, poderia mt bem agora ser interpretado por um tb... como disse ao moço, o papageno original tb era director do teatro nem cantor era e hoje nao cabe na cabeça de ng por um amador a fazer o papel de papageno, no entanto seria mais aproximado do original... tal como nao cabe na cabeça de ng ter instrumentos desafinados e uma orquestra com 3 ensaios a tocar uma sinfonia do sec XVIII com gaffes e tudo, mas era provavelmente o que se ouvia na altura... hoje em dia é tudo muito em busca do Purismo e das melhores condições possíveis! Será que isso é que é sinónimo de qualidade? Será que é isso o desejável? Aparentemente para os apreciadores


Gravatar contemporâneos é.
Eu como sou mt anarca, qq interpretação é válida e subjectiva, posso gostar mt de uma interpretaçao de uma menina de 15 anos e acha-la melhor que de um pianista profissional com 30 anos de carreira... tem tudo a ver com a sensibilidade de cada um e ng me convence que ESTA é melhor que AQUELA só pq DEVIA ser assim... isso não existe... é tudo questão de subjectividade e sensibilidade pessoal, afinal de contas a música e o espectáculo servem acima de tudo para transmitir e recepcionar sensações! hihi **


Gravatar Concordo, Musicólogo. Não com isso dos contra-tenores, mas com a subjectividade da interpretação... consigo distinguir uma boa interpretação de uma má, mas aquilo da genialidade etc... passa-me ao lado.
Tem tudo a ver com visceralidade, arrepio e vertigem.
E um miudo pode provocar isso!


Gravatar Musicólogo, estamos de acordo num aspecto - a sensibilidade pessoal de cada um é que deve ditar aquilo que ouvimos, ou seja, não devemos torturar-nos com a interpretação "X" só porque recebeu o Diapason d'Or se apreciamos mais a "Y" que não foi premiada.

Outra coisa radicalmente diferente são os requisitos da qualidade. Acredito que devem estabelecer-se um conjunto de pressupostos mínimo para que possa considerar-se uma interpretação boa ou não. Isto, evidentemente, origina uma hierarquia, que classifica as interpretações como melhores ou piores consoante elas estejam mais ou menos próximas desses requisitos de qualidade. Se assim não fosse, não haveria distinção entre o que é correcto e errado e a evolução do ensino e dos resultados finais ficaria irremediavelmente comprometida.

(cont.)


Gravatar Penso que as interpretações não devem seguir estritamente aquilo que se fazia à data da estreia, embora seja intransigente na interpretação de música com instrumentos da época. Agora lá porque o cantor da estreia reunia estas ou aquelas características, ou porque a sala tinha estas ou aquelas dimensões, não creio que isso deva manter-se rígido! Mal seria! A liberdade da criação intelectual e a liberdade de interpretação é que enriquecem a paleta da oferta na música como em qualquer outra arte. Mas isto é uma coisa e outra coisa diferente é a avaliação da qualidade do resultado final produzido por essas liberdades - aqui já não devem surpreender-nos os juízos de valor.

Penso que o Purismo não deve ser levado ao extremo, mas defendo o refinamento como via da qualidade. E não creio que isto seja uma tendência dos apreciadores contemporâneos. Se a busca da perfeição não estivesse sempre na mira dos músicos, o ensino da música e todo o mercado que gravita em volta desta área não existiri


Gravatar (...)

existiriam, não pelo menos nas proporções que atingem hoje.

A evolução significa superação, a superação pressupõe melhoramento da qualidade.

P.S. - Arre! Estas limitações de caracteres interferem com a minha liberdade de expressão!


Gravatar E não gostar de ópera não é uma blasfémia, não senhor! Todos nós temos os nossos gostos pessoais e eles devem ser respeitados. Compreendo perfeitamente que o Musicólogo não aprecie o género - eu também não tenho pachorra nenhuma para quartetos de cordas...




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