De Puta Madre

Gravatar AH! LINDO! Solidariedade q.b.: participa, mas não desce à rua.

Parabéns, primeira manifestação. Já és quase um homem!


Gravatar Claro que não desço à rua, Monastero. Há que estabelecer limites.
Aquilo era mesmo deprimente, e os camaradas estavam - eles próprios - menos empenhados que eu no seu ideal.

Sim, a mulher do megafone era uma excepção.

Aquilo é que era gritar palavras de ordem.

Mas notava-se uma tristeza, um cansaço, frustração até, nos camaradas. Aquela devia ser a Manif # 524 e o que ganharam eles com as 523 anteriores?

Foi por isso que me juntei, no conforto do lar (aquecedor na potência máxima e chá quente obligent) à manif. Achei até que os camaradas se recordariam de Abril ao verem um jovem, supostamente cheio de força revolucionária, a apoiá-los à janela.

Mas não me parece que tenha sido eficaz. Portugal é assim: as manifs (mesmo as não-silenciosas!) parecem marchas fúnebres. À cabeça, os parentes mais próximos - uma meia-dúzia - gritam, em vez de chorarem convulsivamente; atrás os primos afastados escondem a frustração que é perder um sábado porque o tio obscuro morreu atrás dos óculos de sol (ou seja, vão caminhando).

Acho que foi a minha boa acção do dia, pena que os camaradas já não estejam com muita paciência.


Gravatar As pessoas precisam de "situações" que as tire do estado letárgico em que se encontram a viver o seu dia-a-dia-sempre-igual.

Para a próxima, da tua janela, em vez de haver uma aristocrática juventude a participar numa manifestação popular com a chávena de chá na mão, poderias tentar algo mais dissonante... não, não, referia-me a algo que não use o sobretudo.

Algo a reflectir futuramente.


Gravatar O que o Povo quer é Paz, Pão, Saúde, Habitação! Ainda me lembro do refrão.




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