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Forma curiosa de olhar para a guerra. Considero perfeitamente acertada a referência que fazes à hipocrisia, dos estados, dos povos, de todos os que se preocupam com ela sem agir. Não concordo, de todo, com responsabilidade que atribuis a “todos” da guerra, por si só. Repara, que culpa tenho eu que J. W. Bush tenha enviado tropas para invadir o Iraq ou o Afeganistão? Eu que nem sequer contribui para a sua atribuição de poderes? Ou, então, que culpa tenho eu de Palestinianos ou Israelitas não se entenderem desde sempre e, de tempos a tempos, desatarem aos tiros e aos morteiros uns com os outros? Ou até, que culpa tem, por exemplo, um octogenário, sei lá, de Elvas, acamado, que nem sequer entende o que se passa, de uma guerra que começou na Somália? Parece-me que não tem culpa nenhuma. Para mim, a guerra nem sequer é uma questão de culpa ou de culpados, é uma questão de irracionalidade.
Há, no entanto, um descrédito da humanidade face à guerra, face à fome ou à pobreza e face a tantos outros assuntos desta grandeza. Não vale a pena comentar, argumentar ou sugerir, temos, e ai sim cabe-nos a todos, de AGIR. Essa seria a melhor das soluções para todos os problemas humanitários.

Abraço


Talvez o texto näo seja muito claro. A "culpabilidade" é figurativa. Foi uma forma que utilizei para aflorar a responsabilidade social de cada cidadäo sobre o que se passa no mundo. Sim, todos nós somos responsáveis. E deste modo, somos nós também que temos o poder de resolver e de alterar o que achamos que deve ser alterado.

Obrigado pelo comentário RSantana.
Araço
Margalho, N.




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