Os desabafos dos outros

Gravatar A SÉRIO QUE NÃO É FILME?...
Caramba... para serem necessários 3 anjos da guarda..
Para a próxima?, 12 apóstolos chegarão?


Gravatar Ainda existem pessoas atentas e com coração...mesmo que isso implique um lábio rachado e ou outra mazela desdenessária...


Gravatar É fantastico que perante reações dessas o nosso comportamento muda e tornamo-nos mais humanos e solidarios. Pq é que não somos sempre assim...


Gravatar Há uns dois anos, de volta para lisboa depois de umas férias no Algarve presenciei uma cena com um final diferente... fui a última pessoa que ela viu. Nunca mais me irei esquecer dos seus olhos, vazios, que se cruzaram com os meus, pararam e se fecharam antes de ela se soltar.


Gravatar Puxa!...
Foram mesmo uns anjinhos da guarda


Gravatar :S
Fico sempre a pensar no que leva as pessoas a tal desespero!
(isto partindo do princ ípio de que não são problemas psicológicos!)


Gravatar Impressionante o seu relato e as surpresas que a vida nos prepara.
Parabéns por terem conseguido evitar esta tragédia.


Gravatar Penso que o que leva uma pessoa a fazer isto é unicamente a vontade que tem em acabar com o sofrimento. Na realidade não querem a morte, só querem o fim da dor que sentem...


Gravatar Concordo com a Su.
Esta história é trágico-comédia e com um final (pelo menos conhecido) feliz! E porque não uma história de amor com um dos seus salvadores? O que tinha vertigens pareceu-me ser um excelente candidato! Vou torcer para que a vida dessa mariamadalena melhore e ela não se sinta no vazio! Pode ser que Amor dê uma ajuda.


Gravatar Horrroooooooor!


Gravatar E é então que entramos nós... (um post que poderá - está prometido - dar outro post...)


Gravatar Bom, banita, a mariamadalena é a minha mulher (lagarto lagarto lagarto), e o rapaz das vertigens estava acompanhado... Infelizmente não é filme ou outra forma de ficção, foi bem real. Felizmente com um desfecho diferente do que a Su presenciou...


Gravatar Parabéns aos três (mesmo que só um leia isto)!
Estou completamente atónita com esta história.


Gravatar Caro colega, sou médica e acabo de vivenciar situação semelhante.Uma funcionária do condominio onde moro desmaiou durante o expediente de trabalho (ou "passou mal", como se diz aqui no Brasil)e os porteiros chamam-me para vê-la. Pergunto se está inconsciente, eles respondem que nâo (provável "chilique",óbvio!). E com toda tranquilidade respondi que eles deveriam chamar o Serviço de Resgate para levá-la ao Pronto-Socorro, pois, tinha certeza de que não se tratava de nada grave. Alguns minutos depois chega a Ambulância na porta do predio. O que vejo? uma tranquila jovem senhora calmamente entrando no veículo e deita-se confortavelmente na maca, cercada de 4 profissionais, entre enfermeiros e médico com caras de tolos, perdendo o seu tempo, assim como todos as outras pessoas envolvidas, das quais eu também estaria...um show, como a moça que você descreveu...Freud iria adorar!


Gravatar Irreal. Esta história toucou-me. Hoje em dia, pensamos que as pessoas já não se preocupam com terceiros, porém é através de atitudes destas que tomamos contacto com a verdadeira realidade. Um acto de coragem para todos os que ajudaram aquela mulher.


Gravatar Pois... eu é que dei uma de romântica incurável... estes livros que ando a ler mexem comigo...
Percebi que chamava à senhora que se queria suicidar mariamadalena por ela chorar (até imaginei que ela estava a chorar...)
Seja como for, ainda bem que apareceram 3 salvadores para mudar o destino daquela srª! Ainda assim, acho que quando uma pessoa tem estas intenções... infelizmente e normalmente consegue. Foi assim com a minha tia, mas com veneno de ratos e em casa sozinha. Quando todos tinham saído para um casamento, ela queixou-se de dores de cabeça, mal estar... "vão vocês que eu preciso de descansar"... e depois... o suicídio tantas vezes adiado, aconteceu...


Gravatar Não chorava, não. E isso foi o que me preocupou mais. Gosto mais daquelas tentativas de suicídio em que as pessoas acabam lavadas em lágrimas a contar as suas mágoas. Esta rapariga não verteu uma lágrima, gritava todos os impropérios e reivindicava o seu "livre arbítrio". Tenho mesmo medo que seja difícil ajuda-la.
que te parece Psiquiatradanet?


Gravatar Em agosto passado presenciei uma cena igualmente horrivel!Com o meu marido e os nossos dois filhos menores(17 e 13 anos),decidimos dar um passeio pelas docas e por lá almoçar.Paramos o carro em Belém e fomos a pé.Ao aproximarmo-nos vimos 3 policias um pouco afastados de "algo" caído no chão!Estava tapado,só se viam as mãos!Era homem,novo!Tinha-se atirado.Ficamos incrédulos.Andávamos ali porque não tivemos possibilidades monetárias nesse ano para férias num qualquer sítio do país,mas agradeci a Deus a vida que tenho,o marido,os filhos,toda a familia que tenho!
Porque pior que carteira vazia,é ter vazio,na vida!


Gravatar Estes casos infelizmente são muito reais!. Só é pena sber deste acontecimento aqui, e não directamente.bjs


Gravatar É pena não haver anjos da guarda sempre quando são precisos... Eu não imaginava que perder alguém dessa forma seria tão doloroso. Ouvia falar disso "o não sei quantos matou-se"... "coitado", pensava eu, "devia ter motivos muito fortes para o fazer", eram as ideias que me passavam pela cabeça, até que fui "tocada" mais de perto por um acontecimento desses e percebi que é muito mais do que podemos compreender, está muito mas muito para além da nossa compreensão, está no limite do incompreensivel. Aparentemente não havia motivo, e nunca saberemos o porquê, se é que existe um porquê.

JC quero dar-lhe os parabéns pelo blog que vai construindo, admiro muito o vosso trabalho e a vossa coragem.


Gravatar OLá, já tenho vindo aqui mais vezes, mas ainda não tinha tomado a liberdade de deixar o meu comentário, faço-o hoje.
Os seus relatos são extraordinários e dão muitas vezes q pensar...são relatos reais, vividos na primeira pessoa e talvez por isso, os consiga transmitir com tanta clareza...
Impressionante como tantas vezes somos alheios a algumas destas realidades...não deviamos, mas por vezes vida, a rotina e o stress não nos permitem mais...
Vou voltar...
Celina S.


Gravatar Tenho tentado enviar-lhe e-mail, mas vem sempre devolvido


Gravatar Tem razão, o ponto está a mais... jcblog@netcabo.pt


Gravatar Dá para ficar a pensar, sobretudo a um médico...
Infelizmente, já estive numa situação idêntica, não em Lisboa, mas bem mais a Norte...quando numa tarde de sábado, ía a atravessar uma ponte medieval com uma colega, e impedimos que uma moça, que já estava engalhada nas grades se atirasse ao rio...
Não percebi o motivo, sei apenas que trazia uma carta fechada numa mão, e fez vários km a pé para atingir aquele fim...que felizmente impedimos!


Gravatar Eu não sei se teria parado...
Se já estivessem pessoas com ela, claro!
E se não estivessem?
O que será que faria?
Deixaste-me a pensar....


Gravatar O problema está na falta de recursos sociais de apoio a estas pessoas...Depois do primeiro atendimento num qualquer local, por uma uqalquer assistente social, de uma qualquer instituição, esta mulher em cacos, não passará de um processso...
Lamentavelmente!


Gravatar Por vezes é realmente dramático sermos médicos fora dos nossos hospitais, consultórios ou clínicas.
Nunca mais me vou esquecer daquele miúdo que acabara de ser atropelado, quando eu atravessava Águeda de Coimbra para o Porto.
Estava morto no chão, sem um único sinal externo do traumatismo. Sereno.
Um abraço




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