Os desabafos dos outros

Gravatar Penso exactamente assim e ajo como tal. Embora por vezes signifique lutar contra o pai (que diz que gosto de a ouvir chorar sempre que quer algo que não pode ter) e os avós que só mimam e dão chocolates às escondidas. A minha filha dorme no seu quarto desde antes de completar os 6 meses (chamaram-me má e chorei sozinha convicta de que estava a fazer o correcto). É raro adormecer com os pais, só quando está doente ou tristonha. O mimo é bom, bem doseado (para todos nós, aliás). Este caso "Sofia" também me preocupa. Tenho medo de não saber transmitir à minha filha a confiança, a perseverança, a auto estima e a autonomia necessárias para o ser o melhor que possa na sua vida. Que aprenda a construir a felicidade e a serenidade. Ser mãe mudou completamente a minha vida.


Gravatar Desde ke li o seu comentário no iol,ke o adicionei http://mundodasmaes.blogspot.com/ aguardava com espectativa um novo assunto, desde já agradeço,pois todos os ke li no seu blog ensinam e fazem nos reflectir; e ou não sabiamos,ou eskecemos ou simplesmente podemos aconselhar alguem a consultar.Agora ao ler este assunto...relembrei as atitudes das minhas filhas e como eu e kualker mãe/pai não e perfeito e deixa se levar pelas carinhas de anjos ke fazem kuando kerem algo, ou mesmo kuando dizemos não e "amarram o burro".Muito obrigada
carmo


Gravatar obrigado, é sempre bom ouvir alguem que confirma, que o que tentamos fazer no dia a dia é o correcto.


Gravatar Nem mais...


Gravatar Estou de acordo em tudo que disse!
Tenho uns pais, que me ensinaram a crescer com pessoa, e ao que vejo penso que fizeram um bom trabalho! desde cedo percebi que nada se tem sem esforço! quando aos 16 anos quis ir a Londres(por ex.)fui trabalhaar para pagar a viajem, quando finalmente juntei o dinheiro, o meu pai disse-me que o guardasse e pagou-ma! o mesmo aconteceu quando quis ter a mota e por ai fora!
são estes alguns dos valores que tento passar ao meu filho!
Nada cai do céu, e nunca seremos ninguém se ficarmos sentados as espera que as coisas nos caiam do céu!
Muitas vezes me dizem que sou mais teimosa do que ele, mas acho que tem de ser mesmo assim!
Desde cedo teem de percebem que não podem ser o centro do mundo!
Amo o meu filho, mas prefiro que chore hoje por eu o contrariar, do que chore mais tarde com as contrariedades da vida!
espero ter-me feito entender!
Boa tarde


Gravatar Concordo plenamente!


Gravatar Obrigada por estas palavras que me deixam tranquila quanto a estar a fazer a coisa certa, quando digo: Não! Muitas vezes digo: Não porque...
Mas é preciso aprender a dizer Não que é mais difícil do que dizer Sim!Bom texto!


Gravatar A minha filha foi para o quartinho dela ao mês e 15 dias. Ana não tem porque sentir culpada pelo contrário sinta-se orgulhosa, pois sempre ouvi dizer que o quarto deles é o mundo deles...nos primeiros tempos...Tento incutir a independencia(controlada, claro) á minha filha, os meus pais fizeram o mesmo comigo e hoje quase nada me mete medo...Digo não muitas vezes, muitas vezes contrariando os Sim´s constantes dos avós, mas a inteligencia das crianças levam a distinguir perfeitamente os limites de cada um. Muitas vezes questiono-me se estou a ser demasiado dura, ao mesmo tempo acho que só assim eles conseguem lidar com as sus fustrações. Mas reconheço que hoje em dia é muito complicado educar.


Gravatar Pois é nem sempre fazer o mais acertado é o mais facil de se fazer ! Abraço

Pedia-lhe que nos colocasse nos seus links por favor :

Cogitare em saúde
http://cogitare.forumenfermagem.org/


Gravatar E como fazer, quando os pais at é sabem o que fazer e como educar, mas a criança passa cerca de 8 / 9 horas com os avós que fazem tudo "mal", ou seja, como explica no se post?

Uma mãe que não sabe mais o que fazer.


Gravatar Rute, o que descreve é um problema frequente, e infelizmente nada fácil de gerir... Parece-me a mim que a solução passa por envolver os avós no processo educativo, explicar-lhes o que pode acontecer se as regras continuarem a não existir... Eu costumo pedir aos pais que levem os avós à consulta do Pediatra! A chamada à realidade é importante, mas sempre sublinhando que sabemos que eles não fazem nada com más intenções, antes pelo contrário, mas que precisamos da ajuda deles para fazer dos nossos filhos melhores e maiores...
Boa sorte!


Gravatar JC, subscrevo o post e a resposta. De facto, os avós muitas vezes "boicotam", ainda que inconscientemente e cheios de boa vontade, a maior parte do que os médicos dizem aos filhos. A alimentação é uma das questões mais prementes:

"Só vais dar pôr essa colherzinha de leite em pó no biberão do menino? Isso nem cheio está!"
"Só dás esse leitinho ao menino? Olha que ele fica mal!"

Isto é igualmente notório depois de uma certa idade:

"Só comes isso?" - dizem, quase acusadoramente, depois de o adolescente de 14 anos ter comido 3 bifes, meio frango, um pacote de batatas fritas e 2 taças cheias de mousse de chocolate.

Mas, bem ou mal, uma coisa é certa: fazem tudo com e por amor...

Um abraço!


Gravatar Adorei o post.
Tenho 2 filhos, e sou uma Mãe meio ´durona´, comparada com algumas que vejo. E quanto mais vejo, mais feliz fico por ser assim.
Não consigo entender o porquê de tanta Psicologia exagerada (hoje tudo tem que se explicar, tudo tem que se entender)e porque motivo os pais parecem até ter medo de dizer ´não´ aos meninos!
Falta de tempo, stress..tudo pode ser usado como desculpa..mas não deixa de ser desculpa. É apenas mais fácil dizer ´sim´ e não os ouvir mais. Mas isso, paga-se mais tarde, quando eles se tornam mimados e ninguém sabe mais como os controlar.
A velha regra, de ´fazes porque eu digo´ e mais nada..ainda funciona! Claro que é bom explicar, conversar.. mas..nem tudo eles entendem! Se assim fosse, não precisavam de nós.
Há apenas que ter coragem, de lhes dizer ´não, não te vou comprar os ténis XPTO..nem a playsation último modelo de 2009. E agora, vai brincar lá pra fora.´ Que tal lembrarmo-nos de como é bom, andar de bicicleta, ou pintar..ler?? Existe todo um mundo, álem dos jogos, computadores e afins. Deixem as crianças ser crianças..e por favor, digam ´não´ agora...enquanto eles estão em idade de aprender..e não quando tiverem 16 anos, cheios de mimo e sem limites.
E quanto aos Avós que os super mimam..que tal conversarem com eles, e imporem (delicadamente) regras? Afinal...quem são os pais? Deixemos de medos.... eles até são adultos, e eles sim, podem entender tudo o que dizemos. Há apenas que fazê-lo com tacto, mas firmeza.

Abraço,

Grace


Gravatar Olá Grace...

Se fosse assim tão simples... eu já conversei, já pedi, já exigi e até já "penalizei"... e nada adiantou... os avós ainda são piores que o neto! :s


Gravatar Oi Rute,
realmente, ás vezes não é nada fácil mesmo. Principalmente se ´dependemos´ deles em alguma coisa. Já estive nessa situação, e fiz tudo para sair dela. Agora, ainda há situações que continuam a ser de uma forma que eu não concordo (encher os miudos e doces, por ex) mas, devido ao facto de já não estar dependente dessa situação, cortei com muita coisa. Não tem mesmo hipótese de sair desse ´sufoco´? Seique nem sempre é possivel...se assim fôr, apenas vejo a hipótese de falar, falr e faalr, até os´cansar. Não vejo outra solução... Se precisar de desabafar de vez em quando, aqui fica o meu e-mail: gracevandermolen@gmail.com
Beijinho!


Gravatar Posso fazer link deste post no meu espaço, posso?


Gravatar adorei este post!


Gravatar Assumir a responsabilidade de educar vai muito mais além de dizer "sim", pois onde este mora, mora também o "não"!
Sermos workholics exige de nós muita mais atenção aos filhos, o que não quer dizer, dar tudo.Atenção é acima de tudo tempo, afecto.
Beijinho terno!


Gravatar Olá Grace.

Eu não dependo dos meus sogros para nada... aliás, eles é que dependem de nós em certos aspectos, contúdo eu não consigo fazer valer a minha opinião em termos de regras porque o meu marido caha que a mãe é perfeita, logo não existe a necessidade de lhe dizer o que fazer quando está com o nosso filho.
São coisas como dar-lhe TUDO o que ele quer... dar-lhe um presente SEMPRE que ele lá está... dizer-lhe que sim a tudo e nunca o contrariar... dar-lhe alimentos que eu não quero que sejam dados e muito menos numa base diária (doces, fritos, etc...)

Enfim...

Beijinhos, Rute


Gravatar Querida Rute,

acho que acabou de descrever a minha sogra.
No meu caso, há uns anos atrás, por circunstâncias da vida, dependi dela, pra tomar conta do meu mais velho, quando ainda era bebé, por uns meses. Digamos que foi uma experiência enriquecedora..tanto, que emigrei. ahahahah! Infelizmente, tive que voltar, mas desta vez, não mais dependente de ninguém. Agora...doces a toda a hora (enfiados nos bolsos dele ás escondidas), fazer as vontades TODAS (inclusivé deixá-lo gritar com ela) e outras coisas, que me parecem iguais ao que passa... nem sempre consigo controlar. Ela criou 4 filhos..e como tal, isso de alguma forma a santificou e certificou como ´Mãe perfeita que sabe tudo, ou deve saber, porque criou 4 filhos e são todos normais´. As coisas que uma pessoa tem que ouvir, ás vezes parecem saídas de algum filme surrealista. Sou bem exigente e SEMPRE repito e repito, que não quero. Umas vezes, funciona, outras não. Resultado: evito o contato. Em vez de visitar 10 vezes, visito 2, e sempre me chateio menos. Se ela me ouvisse mais, não seria assim, mas como esse não é o caso, foi esta a única solução que encontrei, para ter alguma Paz. Não é a solução ideal, mas a única que encontrei. Quando não há diálogo (de verdade) e respeito pelo que nós, Mães, queremos... não vejo outro jeito.

Um beijinho!

Grace


Gravatar Tudo é relativo. Os meus pais raramente me deram o que pedi. N por carencia economica mas por causa de principios. Os mesmos que advoga aqui neste post. Fui sempre incentivado a lutar pela vida e pelas minhas coisas. No entanto, aos 30 anos ainda n me formei, passo a vida em festas na praia, pois escolhi o algarve pra estudar, n tenho trabalho certo. inseguro desde que a minha namorada me deixou devido á falta de maturidade e desleixo perante as coisas importantes da vida. claro que n podia faltar muito fumo de marrocos pra compor o ramalhete deste inutil que sou para a sociedade. Acho que fiquei assim pq n quero ter o mesmo esforço e dedicaçao ao trabalho como os meus pais tiveram para ter um melhor carro, melhor casa, mulher mais loira. A educação foi boa, mas nada é certo. o caminho poderá ser e por vezes é completamente oposto.


Gravatar Concordo inteiramente com este post e é assim que educo os meus filhos, no entanto conheço pais que actuam do modo que descreveu e não percebem o quão errados estão. É uma questão de educar os pais - simplesmente!


Gravatar Concordo plenamente! Tenho 24 anos e estou vendo agora o que aconteceu com a geração dos que acabaram de sair da adolescência, nesses tempos em que os pais ficam menos tempo com os filhos, tentando compensar isso atendendo aos desejos dos mesmos. São pessoas arrogantes e inseguras, que não sabem lidar com as frustrações e, muitas vezes, não aprendem a se levantar da queda.


Gravatar Ainda não tenho filhos, mas meu maior medo em ter filhos é se vou ser capaz de educar, dar atenção e limite a eles.
Achei muito bom o texto!
Também sou médico e com experiência em pediatria. Vivêncio alguns problemas de saúde mental gerados pela desestruturação das famílias.
Irei seguir seu blog, muito bom!
Deixo aqui os meus:
http://blogdopsf.blogspot.com (temas relacionados a medicina de família e comunidade)
htt://acrusso.blogspot.com (fotografias)

Abraços




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