Gravatar Fernando,

eu costumo evitar essa velha discussão sobre a arquitetura ser arte ou ciencia, acho que não leva muito longe não, por isso fico com a sua propria frase: acho a Arquitetura uma Arte. Se bem que já foi mais...
abracos do seu xara.


Gravatar Uma arte a ser "levada" com uma certa ciência ...

Em certos momentos admiro um recurso que pintores, escritores, músicos, fotógrafos, cineastas tem : repintam a tela, rasgam seus textos ou partituras, queimam suas fitas ou negativos, e se não, levam suas obras para um porão esquecido. Para nós só uma impossível opção : a implosão.

abraço


Gravatar ô Xará c acordou chateado com as coisas?
Arquitetura lógico que é arte, mesmo quando hegel(?) a classifica com pertencente as artes menores. Tonto
querer dizer que tem arte maior ou menor.
Penso o seguinte,buscar a visibilidade na arquitetura é despresível, há tanta porcaria, tanta porcaria bastante visível, que até no invisível há porcaria.
Fazer arquitetura necessita uma compreensão muito ampla do objetivo do arquiteto.
V. vê projetos de deixar-nos boquiabertos com tamanha precisão de qualidade. Isso nos dá certeza da possibilidade da arquitetura ser sempre uma arte e das melhores para se deleitar.
Vejo sempre como desculpa de falta de capacidade de encontrar a qualidade, culpar o mercado.


Gravatar desprezível é com Z


Gravatar Oi, Fernando Lara,
na verdade, ou algo parecido,rsrsrsrs, todas as Artes já foram mais Artes.
Mas continuam a ser entendidas, ou suportadas, como tal.
Nossa Arquitetura, também.
E eu acho que devemos continuar a fazer questão disso, mesmo que o entendimento(?!) público não veja assim.
Discussão interminável, mesmo!
abs
fernando cals


Gravatar Pois é, Peri,
esse é o perigo da nossa Arte. Até pra desfazer, ou esconder, vai custar caro.
Ficamos sempre na marca do penalti.
abração
fernando cals


Gravatar Oi, Xará Zanforlin,
qual chateado nada! Apenas levantando a bola pra ver quem vai chuta-la. Pra frente, pra escanteio ou pra dentro do gol.
Claro que eu continuo a acha-la uma Arte, até mesmo, e talvez aí mais ainda, quando conseguimos conquistar o cliente, com uma solução inesperada e surpreendente.
E, como você disse, com tantas obras superlativas, preciosas, uma derrapagem aqui, outra acolá, naõ vai tirar a denominação de Arte, ou desvalorizar co nosso trabalho.
Então, e se não é verdade, é quase, vamos ao mercado para culpar alguém.
Que tal juntar a mídia nisso, também?
abração
fernando cals


Gravatar Fala Fernando!
Sugiro, aos anônimos mortais que nem eu, ir andando devagar para evitar as derrapagens. A longa estrada dessa arte é muito lisa...
Obrigado, mais uma vez, pelas tuas sempre carinhosas observações a respeito das lonas. Do ponto de vista do conforto ambiental térmico, elas têm funcionado muito bem na quente Belém, pois refletem quase 80% da radiação solar que recebem. Em breve, postarei imagens da obra da Assembléia Paraense pronta.
Grande abraço azulino e rubro-negro.


Gravatar Cá entre nós, aqui na internet mesmo, na surdina a mídia é uma bosta.
Ela se liga onde não deve, pois com a preocupação de querer ser alguma coisa que presta, ela troca a cabeça pelo rabo.


Gravatar Fernando, o Cals,

como nem arquiteto sou, não deveria estar dando palpites. Mas é ARTE sim.

Forte abraço.


Gravatar Olá, Fernando. Se você se emocionou com "O Importante É Que Nossa Emoção Sobreviva", ficamos igualmente satisfeitos. Você ao redescobrir o que ficou perdido no tempo, mas não esquecido, e eu por ver meu objetivo cumprido que é - com a música - fazer a emoção aflorar. Um grande abraço.


Gravatar Arquiteto,

é difícil saber opinar, quando o máximo que compreendo, é a minha falta de bom gosto! - rsrsrs.
Mas na verdade, hoje em dia está tudo muito misturado...
Confundem "arte" com "anarquia". "Bom gosto" com "opulência". E onde termina? Em uma grande anarquia...
Nunca entendi bem a similaridade entre arquitetura e arte... Porque o que vejo hj em dia, são anarquistas intitulando-se de artistas e arquitetos...
Mas julgo que a arquitetura existe para tornar um ambiente confortável, convidativo... Isso exige praticidade e beleza, pois como viver em um recinto cheio de bizarrice?
Olhando por este lado, arquitetura é arte...
Por outro lado, pode ser apenas a necessidade de tornar um ambiente claro, espaçoso, objetivo, isso seria mais misturá-la a engenharia...
Mas eu sempre achei lidar com números - no caso dos engenheiros e arquitetos também - uma grande arte... - rs - Mas como eu disse, arte e arquitetura nunca foram meu forte... - rs.

Beijos (Des)conexos!


Gravatar arquitOrtura ñ é arte,
é um complexo de inferioridade da escultura
uhuahuahuahuahua
pra mim, bastava q fosse competência

queria ver um arquiteto executar com perfeição as seguintes tarefas:
- limpar um pano de vidro a 6m de altura sem deixar marcas de arco-íris;
- catar aranhas e traças nos pés-direitos duplos e triplos;
- trocar lâmpadas de spots embutidos, pendurado numa escada de 5m de altura;
- lavar banheiro, lavar banheiro, lavar banheiro...;
- receber a tchurma p/ um rega-bofe na sua cozinha gourmet, equipada e integrada à sala (sim, integração é o máximo, né?) e depois fungar o cangote da gostosa fedida de gordura (coitada, perdeu o dindim do cabeleireiro)...

por enquanto é só
amanhã trarei mais tarefas cotidianas


Gravatar A IDÉIA DE ARQUITETURA

A arquitetura se renova e modifica a visualidade urbana através de uma mistura de imaginação e realidade, ela é também feita de sonho e de informações armazenadas na história que contribuem para pensar o presente. Mesmo que o discurso da arquitetura moderna negue o passado, tenha a pretensão da funcionalidade e da racionalidade; na concepção formal ou na solução espacial moderna existe algo compreensível somente pela arte ou pelo mundo do sensível.

O acervo arquitetônico conserva para a memória uma imagem do tempo e uma poética, documenta modelos de vida e de conhecimento. Quando deparamos com uma produção arquitetônica que tem como princípio básico a economia do metro quadrado, adequação e construção de espaços por solicitação do mercado imobiliário ou para solucionar problemas de ordem social, é porque estamos vivendo numa cidade onde a carência permeia todas as atividades urbanas. Neste caso, o arquiteto nada mais é do que um artesão da sociedade de massa, ele projeta e constrói abrigos, habitações, fortalezas para alojar o homem e suas máquinas.

É preciso prestar um pouco de atenção ao inútil, à fantasia. Habitar e pensar são atividades do homem. Vivemos em espaços arquitetônicos, mas a arquitetura não se resume a ambientes construídos para acomodar o corpo, ou a fachadas escandalosas ilhadas na totalidade de sua indiferença. Ela marca a cidade, a memória e a psicologia de quem nela vive. Como a fantasia da casa natal que nos fala Barchelard, ela sempre estar de volta nos sonhos. Se a arquitetura não se preocupa com a cidade, com o pensamento, não é uma idéia antes de ser uma construção, não participa do processo cultural, não significa uma época, é um acúmulo de prédios ou monumentos sem identidade, a não ser a de uma sociedade que reduziu tudo ao valor de troca e negou os valores humanos sem cotação no mercado.

A arquitetura sempre foi entendida como a arte de construir espaços, e compete a arte devolver ao homem seu desejo ferido de imortalidade, inventar símbolos e deixar que a imaginação projete neles sentimentos que contornam a monotonia da existência ou do destino. A arquitetura antes de ser um espaço concreto e seguro destinado às funções da vida pública e privada, é um lugar simbólico, um depósito da memória, um problema cultural inscrito na história. As grandes obras de arquitetos consagradas pelo tempo são imagens perseguidas por uma idéia de arquitetura.

Sem dispor de uma teoria e o conhecimento da história fica-se impossibilitados de tomar partido, de fazer avaliação crítica. O discurso da mídia descaracteriza significados, dita modas que encenam o presente, muitas vezes sem participar da rede de conhecimentos e reflexões indispensável ao exercício de um fazer profissional. E tudo vira genial, como certos edifícios chamados de "pós-modernos", mas no sentido pornográfico, que fingem renovar com equívocos indiferentes ao moderno. Uma arquitetura que não leva em conta particularidades da natur


Gravatar Acho que comecei a me dar conta do quanto gostava de arquitetura quando comentava que assistia, junto a meu filho, então um bebezinho, ao castelo ra-tim-bum...quando um amigo me disse que a cosntrução era baseada em Gaudí e quando eu vi, tive um troço.
A emoção foi enorme e os planos de ver as obras de Gaudi, ao vivo e a cores, permanecem.
beijos.




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