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Entretanto - hoje estou com pedalada! - estive a fazer outras contas com os números. Em Coimbra e arredores há, digamos, 200.000 pessoas? Talvez nem tanto. E na Grande Lisboa, 1.000.000? Cálculo muito por baixo. Então, os nossos 94.000 representam bem mais do que os 345.000 da Luz. Passo a comprovar, pegando nos valores médios: 43.000 X 100 / 1.000.000 = 4,3; 11.000 X 100 / 200.000 = 5,5. Eheh!, a média do nosso Estádio é melhor, e nós jogámos para não descer e eles para (não) serem campeões.


Sem radicalismos, off course. Já os vi a todos actuar em provas europeias, sem complexos de os apoiar nessas alturas (sem cachecóis, entenda-se, nem outros sinais exteriores, que estão reservados para a Briosa), tal como faria com o Freamunde.


Anónimo, isso é mais fácil de dizer do que fazer, e eu estou à vontade porque a minha descendência é da Briosa, apesar de bem longe de Coimbra. Porque os putos olham em volta e o que é que vêem? E de que é que ouvem falar? Mas concordo, claro. Isso também está na nossa mão. Para mim, ser da Académica, sempre foi também ser contra os grandes.


Comecem por mentalizar os v/filhos, os v/ netos e vão ver que dentro de alguns anos os tres "cancros" do futebol português tem menos adeptos!!!
Agora se obrigam as criancinhas logo de pequeninas a vestirem umas camisolas horrorosas, estão há espera de quê?


Eu nem falo em serem campeões, mas ao menos que se desse mais luta, para já. Este fenómeno de acantonamento em torno dos três emblemas, só se verifica aqui. Em Espanha, para não ir longe, ganham também quase sempre os mesmos, mas o Real ou o Barça não esmagam como aqui. Quando vão jogar fora, jogam fora, não jogam em casa. Os tipos do Saragoça não ganham nada, mas são do Saragoça. Em Portugal, o fenómeno de bipolarização (tri) começa logo dentro das cabeças e vai ser difícil dar a volta a isto. Se Leiria fosse uma grande urbe, mais sportinguistas seriam. É estranho!


Plenamente de acordo consigo, caro P. Oliveira. Enquanto os três "grandes" não tiverem mais concorrência dificilmente o futebol português sai da "cepa torta" a nível interno. No fundo, esta realidade do nosso futebol reflecte a debilidade do nosso sistema urbano, traduzido numa forte bipolarização entre Lisboa e Porto (com a AML a ter o dobro da população da AMP) e, a partir daí, um enorme fosso para as outras cidades. Como não temos verdadeiras cidades médias, será muito difícil a um clube de fora das duas maiores cidades ser campeão. Isto para além da dificuldade que Belenenses e Boavista têm para angariar adeptos em Lisboa e Porto, respectivamente.


Estive a olhar para os números, e espelham bem a realidade do nosso futebol: os três primeiros têm mais espectadores que todos os outros juntos. São três eucaliptos que secam tudo em volta, com a ajuda dos media. É este o grande mal do nosso futebol, que induz a maior parte dos Bracarenses, Conimbricense, Leirienses e etc, a pôr em segundo lugar os clubes das suas terras, retirando-lhes os meios para serem mais competitivos. E só a emergência de clubes médios, do Belenenses para cima, poderia contrabalançar este quadro negativo. Talvez numa época de globalização não faça já grande sentido ter que se ser do clube da sua terra, mas esta concentração em três únicas cores é também, ela própria, um fenómeno contrário a essa globalização.


Meus amigos se ao menos ganharmos uns jogos em casa, algo que este ano ainda nao acoonteceu... apanhamos o Braga na boa... e merecemos..


Por exemplo, o Estádio da Luz teve 3,6 vezes mais espectadores que o nosso. Dada a dimensão dos clubes, número de sócios e cidades em confronto, não me parece assim tão mau. Mas muita coisa pode fazer-se a este nível, para aumentar o número de espectadores e passarmos, na próxima época, dos 100.000.


Contrariamente ao que alguns papagaios apregoam nos poleiros do costume, as assistencias no ECC não diminuiram, até porque no ano anterior houve pelo menos tres jogos com bilhetes gratis e este ano isso só aconteceu num jogo.
Agora que isto pode melhorar, lá isso pode.
Mas não é com fados e baladas ao inervalo que melhora.
Ainda não peceberam que os estudantes de agora querem é cervejas, shots e discotecas?
Querem lá eles saber da bola, só se fôr quando vierem os três "cancros" do futebol português.


Com uma equipa competitiva e a fazer pontos a assistência no ECC aumentará e poderemos discutir o 4º lugar pelo menos em assistências.......




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