www.academicacoimbra.com

Caro Nuno Tavares:
"Só com um Projecto consistente será possível inverter o caminho".
Com a devida vénia pego nesta sua frase para tecer algumas considerações, pois, obviamente, há muito mais para dizer do que o Beira-Mar - Académica de que já trocámos impressões.
Concordo com muito(não tudo) do que aqui refere e sobretudo salientaria o texto que serviu de base a este post.
Mas debrucemo-nos sobre esse "Projecto" de que fala:
quando existiu ele e quando existirá?
Quando tivemos, e quando iremos ter, uma figura que nos lidere, que aglutine, absolutamente credível, trabalhadora e organizada rodeada de elementos(pelos menos a maior parte) com iguais características? Quando deixará a própria Instituição de ficar "mal vista" na cidade, e porventura fora dela, por dever e não pagar, por comportamentos impróprios dos atletas, por notícias desabonatórias nos jornais, etc.?
E a selecção que urge fazer, como sugere, no comportamento daqueles que se identificam com o nosso emblema, e que nos seguem e apoiam, não é tarefa fácil. Sabe tão bem como eu que vêm, frequentemente, da boca de adeptos da "causa académica"(acho eu que o são)os maiores e mais violentos ataques.
Tarefa complicada, não?
Por agora fico por aqui na certeza de que este tema,por ser um tema de fundo,dará sempre pano para mangas.
Mas é importante que se debata, que se critique, que se fale e que se ouça. É o presente que está em causa e fundamentalmente o futuro.
Viva a Académica


Pedro! Um enorme abraço!
Certo é que, com mais ou menos calor, se trouxeram à colação assuntos importantes. E com alguns óptimos contributos - além de respirarem a maior paixão pela nossa Briosa!!! Mas, sinceramente, permito-me convidar o AFerrão a ler com atenção e minúcia, todos os textos que subscrevi; e só depois a rebater, ponto por ponto, as opiniões e os juízos que exprimi. Aceito, perfeita e lealmente, quaisquer críticas (sempre aceitei...); mas a linguagem baixa, a insinuação tola, a opinião apressada - isso torna-se, talvez,mais difícil... É que, na Académica, por hábito e por obrigação, deve primar-se por essas coisas simples...
Académica - SEMPRE!!!


Tio Nuno.
Parabéns pela brilhante intervenção.
E que alguém se livre de pôr em causa o seu Amor pela Nossa ACADEMICA.
Não o conhece mesmo!!!


Caro "Ricardo Nuno Africano": Subscrevo inteiramente o seu texto. Parabéns sinceros.

Caro "AFerrão"- com todo o respeito: se quisesse, sobretudo, "ser subversivo", não acha que me esconderia no anonimato? O que tenho para mim, como "antes" e "depois" (do que sabe...), sempre tive - e os que me conhecem sabem que é assim! - é que, sendo firme e intransigente naquilo em que acredito, reconheço a cada um, igual legitimidade. E gosto de debater ideias - tendo por assente a boa educação e as boas maneiras.
Quanto à Académica, essa está para além de tudo quanto possa, nos mesmos termos - com elevação! - dividir-nos. Tem mais força: consegue juntar-nos e unir-nos. Porque é Causa que vale a pena ser vivida e sentida. Eu senti-a noutros termos e noutros tempos, sinceramente com outro encanto - que gostaria de contribuir para fazer renascer! Fui claro???
Viva a ACADÉMICA!!!


(conclui)
Lá me cortaram outra vez a palavra. Ia a acabar: ou "um" Dr. José Sampaio Nora, muito bem; mas por que não "um" Dr. Almeida Santos, ou "um" Dr. José Miguel Júdice, ou "um" Dr. Jaime Dória Cortesão, entre tantos personalidades possíveis???!!! Hoje, torna-se imprescindível uma personalidade respeitada e de projecção indiscutida, na vida universitária, social, desportiva, cultural, empresarial, etc.; além disso, um líder respeitado, tendo a seu lado, nas diferentes áreas indispensáveis a uma Direcção - da Académica!!! - pessoas de grande capacidade, dedicação e competência.
Só assim, com inteligência, com um Projecto consistente, será possível inverter o caminho!...


(continuação)
Ora, o que hoje se vê não tem nada a ver com isto. Daí eu afirmar que a entrada de "gente estranha" na realidade da Académica (designadamente, nas bancadas dos estádios) não pode ser indiscriminada! Sob pena de assistirmos a comportamentos de gente impreparada, deseducada, irresponsável, desprovida do mínimo de maneiras, que dão uma imagem perfeitamente degradante do que é - deve ser, tem de ser! - a Académica! E isto aplica-se também a estudantes e a claques!!! Tem de fazer-se voltar à bancada o incentivo, o aplauso incansável, mesmo a velha graça que fazia sorrir e, quantas vezes, identificar e tornar conhecido, para sempre, o autor. Por isso defendo - intransigentemente, sem qualquer margem de tolerância!!! - uma atitude firme para com os que, afirmando-se da Académica, ou, mesmo, sendo-o, terão de aprender a comportar-se como tal. Não poderão, por nenhuma forma, permanecer na bancada: intimando-os a sair, ou retirando-se-lhes a qualidade de "sócio" - assim, perfeitamente dispensável! Por mim, não me sinto bem ouvindo impropérios de gente sem educação nem maneiras, invectivando as camisolas negras. É gente indesejável, que não pode frequentar os mesmos locais que os verdadeiros Académicos. Porque, como tantos outros, não me sinto bem no meio de tal canalha...
Ora, meu caro Mário - e daqui te mando mais um grande abraço de muita e muita estima! - se a tal "democracia" permite toda esta "envolvência" (como agora se diz...) - e parece que é tristemente verdade - não contem naturalmente comigo para fazer parte dessa praga, pior que a formiga branca... Pior porque, entre continuadas malfeitorias, destruiu uma das coisas mais belas que eu vivi com permanente emoção, em anos e episódios da mais sã e vibrante camaradagem: a aventura "de Coimbra" (da que eu conheci, e não desta amálgama miserável que o primarismo e a corrupção dos autarcas pôs de pé!!!). Que, tendo (praticamente nascido) e crescido em Lisboa - e, vivendo junto às Salésias (campo do Belenenses, onde a Académica ganhou a Taça de Portugal) - já era desde criança da Académica. E só "descansei" quando, "caloiro estrangeiro", vim em 59 estudar para Coimbra...
Importa - repito: em saudável diversidade!!! - encontrar tudo o que nos possa juntar, agregar e estimular a construir uma Académica maior, mais sã e mais singular, por forma a sendo diferente, ser por todos apreciada, acolhida e respeitada. Esse, para mim, é um combate que sempre valeu a pena. Passa por escolher os melhores, mais capazes, mais dedicados? Procuremo-los!!! E porque não, por exemplo, encontrar o presidente, em Lisboa, enquanto pessoa conhecida e prestigiada, disposta e determinada a redignificar uma Instituição sem paralelo? Por que bulas é que o líder - hoje, em que as decisões são transmitidas em simultâneo para qualquer ponto do globo! - há de residir em Coimbra? Se conseguissem convencer "um" Doutor Rui Alarcão, "um" Dr. Fausto Correia, "um" Dr. Mário Mexia, "um" Dr. José Sampai


Caros Amigos!
Dou, desde já, o tempo por bem empregue. Além de me terem feito feito recordar episódios antigos, pter-nos-á permitido retirar, deste diálogo, uma conclusão, que tenho por ESSENCIAL; e a respeito da qual todos estaremos de acordo: a PRIORIDADE ABSOLUTA de uma preocupação e de um esforço sério, permanente, inteligentemente concebido e executado, no sentido de fazer regressar a Academia (de Coimbra e, depois, quiçá, outras!) à Académica. E de devolver a Académica aos estudantes e aos antigos estudantes; como a todos os que, não o sendo ou não o tendo sido, sentem a Académica tal e qual como os primeiros. Sem qualquer diferença: ao contrário do que pensa quem me conhece mal, sou pelo equilíbrio, pela harmonia, pela integração, pela equidade - desde que aceites e cumpridas regras que asseguram uma convivência solidária, na necessária diversidade.
Porque o exemplo - entre milhares! - do inesquecível e querido Amigo "Albano Alfaiate", vivendo em Portalegre, com naturais limitações materiais, mas que nem por isso deixava de acompanhar a Briosa, Domingo a Domingo, nos anos 50 e 60, com o seu apoio entusiástico, no meio dos estudantes, que o tinham como um igual!, tem de ser um paradigma do sentimento de dedicação Académica!
Só que esses, como o "Albano Alfaiate", ao decidirem aderir ao Ideal Académico, implicitamente aceitavam um quadro de regras, de princípios, que, por se sentirem e por se viverem, dispensam a forma escrita.
(continua - interrompo que a limitação de espaço já me deixou textos a meio, impossível de serem entendidos!...)


Continuação.
Dizia eu, o Dr. Nuno Tavares não quiz falar da Académica.
O "simplesmente Briosa" "pôs-se a jeito" e o Dr. Tavares, resolveu (mais uma vez) dizer mal do 25 de Abril.
Vê meu caro embriolado, o que um blogue irreverente, apaixonado e genuinamente académico tem que suportar?
Mas eu prefiro (e acho que você também) assim.
Sem Censura. Essa, antes da "abrilada" só funcionava para alguns.
"Cheira-me" que o Dr. Nuno estava "imune".
Viva a Briosa


Caro Embriolado
Gosto deste "espaço", (já o disse mais do que uma vez), porque respira académica naquilo que ela tem de melhor,e principalmente naquilo de que eu mais gosto: O ESTADO DE PUREZA!
Eu explico.
Como diriam os meus queridos e saudosos Mendes Silva, Paulo Cardoso e João André Moreno, a Académica não é um clube mas sim uma Instituição.
Eu sinto-a assim desde que me conheço.
Nasci no "coração" da "alta" (na Rua da Matemática nº13 - passem por lá, restauramos a casa, está linda!), desde "colo" acompanhei a nossa Briosa por todo o lado,fui seu (mau atleta) e com muito orgulho seu dirigente.
O meu pai(uma das maiores referencias futricas das tertulias lúdicas e culturais de Coimbra), ajudou a criar, estimular e desenvolver, um dos maiores grupos de apoio à nossa Briosa, que tinha o irreverente nome de "NAVE DOS LOUCOS". Era uma saudável e bem "alimentada" (já agora, melhor "regada")mistura de um grupo de amigos, que "fundiam" as suas diferentes condições sociais,politicas, culturais etc, num ÚNICO objectivo:
Apoiar de Norte a Sul do País, de forma incondicional a nossa "Briosa".
Passado este preambulo, gostaria de lhe dizer que infelizmente (para mim) não poderia ter começado pior a "Hora da Cabra".
Dar à estampa (sinceramente nao sei qual foi o critério que presidiu à sua escolha, nem isso é da minha competência)o texto do Sr. Dr. Nuno Tavares, não é de todo feliz, nem "saudavelmente" académico.
Quero desde já dizer-lhe, que não conheço o referido autor do "post" pessoalmente.

O que aqui leio, é um texto revanchista ( e já agora amargurado) de quem teve que "suportar" o 25 de Abril.
E com os velhos lugares comuns:
Cidade atávica, deixou-se ultrapassar pelos outros, não se desenvolveu, com o 25 de Abril "pôs-se a jeito" para ser degolada, etc, etc.
Conheço o autor do texto (e nada de pessoal me move contra ele, que fique bem claro)das suas intermináveis, inocuas e sentimentalmente arrebatadas intervenções que fez(faz) nas assembleias Gerais da nossa Instituição.
Quando acaba, fico sempre com a sensação de que a todo o momento a sala vai ser inundada por floridas e graciosas "tricanas".

Desconfio (aliás sempre desconfiei) de quem "milita" desportivamente (neste caso futebolisticamente) noutras causas.
Para que se registe, este ex- Vice Presidente (sim, não foi um mero vogal)do Beira-mar, ficou associado a uma das maiores e mais vergonhosas manifestações que vi realizar contra a MINHA Académica:
Depois de um jogo em Aveiro em que fomos miseravelmente espoliados, umas largas centenas de socios, adeptos, e quejandos, organizaram um funeral pelas ruas da cidade, simulando o enterro da Académica.
Convido o Dr. Nuno (não o desafio porque não o conheço pessoalmente) a mostrar um texto onde publicamente se tenha oposto ou verberado esta execravel provocação.

Mas caro Embriolado, fiquei com uma irreversível convicção.
Convido-o a revisitar o texto. O dr Nuno Tavares não quiz falar da Académic


Parabéns pelo brilhante começo desta iniciativa, dada a elevada participação e o interínseco intersse da questão levantada pelo Nuno Tavares.

Parce-me inquestionável que o fenómeno da Académica deve sempre ser entendido como um clube que abranja essencialmente a cultura dos estudantes, mas que seja também um espaço onde intervenham todos os denominados "futricas" como sempre aconteceu!

O que está de facto em questão é o cada vez mais evidente divórcio entre os "estudantes" e a Briosa!

Sente-se a falta das capas e batinas nos estádios, quem disser o contrário estará a mentir!!!

Mas se querem que vos diga, também se sente a falta das "capas e batinas" nas ruas da cidade, se bem que nesse aspecto entendo que existe alguma retoma desses hábitos, muito graças a alguns apaixonados que ressuscitaram algumas velhas tertúlias académicas, uma instituição coimbrã.

Ora, por tudo isto o que é cada vez mais necessário fazer é voltar a encontar modo de trazer para o Estádio esses estudantes e não pensem em soluções românticas numa primeira abordagem, obviamente que isso terá de passar por lhes ser facultada a entrada a preços reduzidos.

Por outro lado, proponho que crie a partir das Faculdades e Institutos uma Claque de Apoio de Estudantes trajados, como sempre foi apanágio da Académica, com os, penso que extintos, Fans e Cowboys...devidamente apoiadas, por quem de direito!

Organizadamente é sempre mais fácil reunir essas massas e cimentar determinados valores.

É essa a minha ideia, se por aqui andar algum estudante actual em Coimbra que pegue nisto e avance! Pelo amor à nossa Académica parece-me que vale a pena!!!!

P.s. Como já foi aqui avançado proponho que este espaço esteja sempre dsponível, para os comentários!!!!


Até porque também quero dar a minha opinião , que por falta de tempo, ainda não consegui fazer.


Caro Paulo:

Vamos tentar que a «Hora da Cabra» tenha um espaço só para si, em destaque no site. Se não for, para já possível, «puxaremos» depois da crónica do jogo (da vitória) ante o Setúbal, o referido post para cima. Fica a promessa.

Um abraço académico!


Parabéns à ideia e ao primeiro "orador" que inaugurou bem o espaço, polémico qb. É esta conversa que interessa e menos bola na trave ou penalty roubado. Resultou dela uma coisa que eu penso há muito: há várias maneiras de sentir a Académica. Deixo a ideia de este espaço ficar aí num qualquer lugar acessível no "site", de modo a que não se perca na voragem de outros "posts" mais imediatos. É que eu não consegui ainda digerir o "post" e a totalidade dos comentários posteriores.


Caro Nuno Tavares, em primeiro lugar um abraço amigo, de quem se conhece há mais de vinte anos.
Concordo, na generalidade, com o que dizes, apesar de, como sabes não comungarmos das mesmas opiniões políticas.
Acho até, e perdoa-me a sinceridade, que exageras um pouco, no ponto de vista, não diria Anti-25 de Abril(apesar de o dizeres claramente, mas sei como és. Frontal, e muito "caloroso", na defesa de uma "dama" que me parece pouco defensável...),mas essencialmente, num sectarismo quase que maniqueísta, em que se dividem os estudantes e os não estudantes.
A Académica precisa de todos. Desde que absorvam uma cultura pré-feita, e secularmente instituída.
Concordarás comigo, que para isso, precisamos de alguém que, ao leme da nossa Instituição, sinta, e se reveja nessa cultura.
O que me parece que efectivamente não acontece.
Mas isso são outros quinhentos...
De todo o modo, um abraço do teu amigo,
Mário José Castro


Caro Nuno Tavares:
Obrigado por me ter respondido.
Ainda quanto a esse jogo com o Beira-Mar, sobre esse tal José Carlos aceito as suas explicações sem contestar. Não me lembro quem é e julguei que se estaria a referir ao Jorge Silvério que, lembro-me bem, nos deu cabo da cabeça (ele marcou mas não sei quantos golos). Quanto ao lateral(continuo a pensar que se chamava Jorge mas não tenho a certeza). Mas, tudo bem. Porém recordo que a opção do "velho capitão" revelou-se desastrosa tendo-o substituído com poucos minutos de jogo.
Agora a jornada, posso-lhe garantir, que não foi a última. Na última, volto a referir, o Águeda venceu em Peniche tendo na altura saltado para a comunicação social uma autêntica bomba de que o jogo estaria viciado com uma reunião havida dias antes na Praia da Areia Branca entre pessoas dos dois clubes. O, na altura, dirigente da Académica, Fernando Ferreira, chegou a dar uma entrevista em que abordou este assunto e se defendeu de acusações que dirigentes aguedenses lhe tinham feito.
Enfim, memória longa.
O mais importante agora é um bom resultado com o Vitória.
E peço desculpa por este assunto "fugir" ao tema que serviu de base a este post.
Aceite as minhas mais cordiais saudações académicas


Caro MPS: inteiramente de acordo. Ainda que neste domínio se não possa ser exaustivo - todas as achegas devem ser analisadas - nem definitivo - qualquer medida pode ser alterada ou reponderada se, a cada momento, tal for indicado. Mas parece da maior utilidade o contributo que possa ser dado; e que a Direcção comece a estar atento a este movimento - que penso e desejo que cresça todos os dias, traduzindo uma das matérias de fundo que deve determinar o trabalho de qualquer Direcção. Que tem de ser muito mais que um mero exercício de contabilidade.
Caro Luís Miguel: alguns detalhes, ainda que só por simples curiosidade.
Confirmo que, do lado do Beira-Mar, o jogador em causa era o José Carlos. Não era, garantidamente, o Jorge Silvério. Este fui eu que o contratei. Aliás, donde ele viera (das escolas do Sporting, em que tinha percorrido todos os escalões, indo depois, salvo erro, para o Olivais e Moscavide), estiveram para vir mais 4 (jogadores de campo), mercê do relacionamento que eu tinha com um dirigente do Sporting, na altura ligado às camadas jovens . A completa ausência de lucidez da Direcção (com a quase única excepção do presidente, uma pessoa excelente, profundamente amiga e de uma dedicação sem limites!) não permitiu que este projecto (o de construir uma equipa em 2/3 anos...) tivesse ido adiante.
O defesa direito da Académica foi, nesse jogo, o José Freixo, de todo inadaptado ao lugar...
Os outros pormenores já não recordo. E suponho poder confirmar reportarem-se os factos à última jornada... Mas não tem qualquer importância...
Vamos a ver, amanhã, em Setúbal. Deus Ajude a Briosa; e que a Briosa mereça!...


Caro Nuno Tavares
Como já referi, em 1982 participei no primeiro cortejo da Queima das Fitas (não da semana académica que tinha sido um balão de ensaio testado no ano anterior) depois do 25 de Abril.

E impressionou-me a adesão imediata da cidade em peso, com saudades de uma festa, de que estivera privada 13 anos (desde 1969).

É por isso que digo que quando os estudantes regressarem ao estádio a cidade segui-los-á.

Agora como é que se levam os estudantes ao estádio? Isso tem que ser tratado profissionalmente. Mas podem fazer-se algumas sugestões:

- tornando os bilhetes mais baratos para os estudantes (num estádio vazio o espaço não é um factor escasso e por isso pode ser vendido barato ou mesmo dado)

- dando importância à AAC e convidando os seus dirigentes, não só para o estádio de Coimbra mas para acompanharem o presidente aos maiores estádios do país.

- aliciando também em todas as faculdades os líderes de opinião, as raparigas mais bonitas, etc. de forma a levar os outros atrás.

- instituindo bolsas de estudo para atletas de alta competição da AAC

- Transformando os jogos de futebol em dias de festa como fazem os americanos (não não é preciso contratar os Rolling Stones), com classes de ginástica, com grupos musicais, com comediantes ou personalidade do espectáculo.

- Melhorando as relações com a AAC e proporcionando-lhes algumas contrapartidas se a própria DG se empenhar na "angariação" de novos sócios para va AAC-OAF

etc, etc.

É evidente que isto custa dinheiro e acima de tudo implica muito trabalho, que tem de ser levado a cabo por quem compreenda os estudantes actuais e a velha Académica. Acima de tudo implica profissionalismo no campo do marketing e das relações públicas e conhecimento ou mesmo paixão pela Académica.

O principal problema para mim está não nas receitas mas nas pessoas para as aplicarem.


Caro Nuno Tavares:
Só uma chamada de atenção se permite:
Essa época em que lutámos para subir de divisão com o Águeda tem de facto um jogo decisivo para o CAC em Aveiro não na última mas sim na antepenúltima jornada. O Beira-Mar cedo chegou ao 3-0 e o tal rapaz de que fala não era José Carlos mas sim Jorge Silvério. O velho capitão Mário Wilson apostou na adaptação a lateral de um jovem jogador(acho que se chamava Jorge) e essa aposta veio-se a revelar desastrosa. Cedo foi substituído já o caldo estava entornado. Perdemos 3-2, o Águeda veio empatar a Coimbra(0-0)com o União e ficámos quase arrumados. Chegámos à última jornada a precisar de vencer em Viseu o que conseguimos (2-0) mas o Águeda também venceu(5-2)em Peniche e subiu de divisão.
Enfim, memórias...
Não assisti a esse jogo de Aveiro mas ouvi em casa, amargurado, o relato pela RDP-Centro.
Outros tempos.
Saudações académicas


De acordo total com a estratégia, caro MPS! Só que essa é MESMO a perspectiva "tradicionalista". O "segredo" - que é, de facto, difícil de conseguir! - está em compatibilizar essas raízes - sagradas, intocáveis! - com a realidade, com os tempos modernos. Mas persisto em acreditar que a conjugação, doseada, de idealismo e realismo, é possível!!!


(acabo...)
Ia a concluir: Agora que sou intransigente quanto às reservas a colocar à admissão INDISCRIMINADA de futricas, no seio da Académica, isso sou - o dinheiro não pode justificar tudo; ou melhor: há que ser inteligente e independente na sua procura! Como sou intransigente quanto à obrigação, imperativa e prioritária, para a actual Direcção, de saber encontrar, com frontalidade mas com cristã humildade, formas de entendimento com os representantes legítimos da Academia; e de ser capaz de trazer de trazê-la para as bancadas do estádio. É difícil? Pois, com certeza! Mas é para quem é capaz - não para quem quer ou pensa que sabe... E bem gostaria que a actual Direcção fosse capaz: qualquer que seja a posição de cada um, todos teríamos de estar unidos à volta de quem o conseguisse! Por mim, não regatearia o meu aplauso!!!
Um abraço de parabéns para quem teve a paciência de "chegar aqui" - e...
VIVA A ACADÉMICA!!!


(conclusão - espero...)
A Académica lutava, com o Águeda, pelo 1º lugar - o que dava direito à subida à Divisão maior. E, na última jornada, decisiva para a Briosa - que tinha de ganhar! - esta vem a Aveiro. Recordo que, antes do jogo, fui à cabina da Académica: alertei o Mário Wilson (outro velho e querido amigo que vou encontrando nos jantares da Académica...em Lisboa!) para o facto de o melhor ponta de lança do Beira-Mar (um tal José Carlos) haver sido, nessa semana, contratado pelo Águeda - estava em forma, e seria preciso marcá-lo "em cima"; e o Agueda, tanto quanto se sabia, prometera um prémio de 500 contos - que, há mais de 20 anos, era dinheiro... - aos jogadores do Beira-Mar. O que se passou é que, sem marcação especial, o tal Zé Carlos, no primeiro quarto de hora, marcara 2 golos, e dera outro a marcar!!! 3 a zero!!! Teremos reduzido, antes do intervalo; e logo na 2ª parte fizemos 3-2. Estávamos na mó de cima, não obstante a arbitragem de um patife, de Leiria, facies acabado de malfeitor, alcunhado de "chinês"; a certa altura, um dos nossos (não recordo se o Camilo, homem e atleta exemplar, hoje engenheiro, formado na nossa secular Escola!) dribla 2 ou 3, entra na área e leva uma cacetada que...andou no ar!!! Eu (vice-presidente do Beira-Mar) sentara-me, inopinadamente, na bancada central do "Mário Duarte", mesmo no degrau por debaixo dos lugares dos jornalistas... Mal vejo o derrube - e a insultuosa indiferença do bandido mascarado de árbitro, não pude conter-me: dou um salto e um berro enorme, cortante: "penalti"!!!
É evidente que, na semana seguinte, tive de "aguentar" a imprensa aveirense e regional, chamando a atençaõ para uma perigosíssima infiltração na Direcção do Beira-Mar!!! Enfim, nada que, com paciência e caridade cristã, não tivesse podido resolver...
E lembro também, ao ilustre curioso, a polémica faiscante que tive de manter na Assembleia Municipal de Aveiro, face a afirmações tristíssimas - e insultuosas que, na minha ausência haviam sido feitas relativamente à Académica: veio nas primeiras páginas dos jornais - de Aveiro e de Coimbra; nesse fim de semana, sem saber o que na 6º feira, à noite, tinha acontecido, fartei-me de atender telefonemas de radios e jornais.... Ora, ofender a Académica é coisa, para mim, naturalmente, intolerável!
Por isso,na reunião seguinte, após ter ouvido, em detalhe, a gravação da intervenção, respondi, por escrito; por forma a que se algum orador tivesse tido o desplante de dizer o que eu disse - acentuando cada palavra - teria, logo a meio, apanhado duas bofetadas na cara. O actual vice-presidente da Mesa da AG da Académica (e meu queridíssimo amigo Ricardo Castanheira!), cuja estima e curiosidade o fez deslocar, expressamente, a Aveiro, é testemunha presencial desta facécia... Pois é: não será impossível; mas, garantidamente, também não será fácil, alguém - que não atleta ou dirigente, dedicado e sério - dar-me lições de devoção à Causa da Académica. Agora que sou intorant


continua

do que uma equipa apenas da cidade. Como foi referido existem casas da académica espalhadas por esse mundo fora.

Por outro lado quando nos dirigimos ao mercado (neste caso os adeptos de futebol) temos três grandes tipos de estratégias:

podemos aliciar os "clientes" (os adeptos) porque somos mais baratos (o que no futebol não faz sentido)

podemos aliciá-los porque somos os melhores - o que é impossível tendo em conta a existência de três colossos como o Benfica, o Porto e o Sporting

ou, finalmente podemos aliciá-los porque somos diferentes. É este o único caminho, no nosso caso. E a nossa diferença reside no facto de sermos A equipa dos estudantes.

Isto é marketing puro. É uma abordagem técnica.

Se esta abordagem vos choca então é porque sois tradicionalistas e encarais a Académica como uma "causa".

Mas neste último caso a questão nem sequer se coloca!!!


Pois é!
O Nuno Tavares tem muita razão em muito do que diz.
Mas falemos apenas da Académica.

Infelizmente aqueles que que querem à fina força que a Académica seja, apenas, a equipa da cidade, além de não aduzirem um único argumento nesse sentido não compreendem os argumentos dos outros (entre os quais me conto). Passo por isso a explicar:

Uma Académica como a de antigamente tem um mercado muito mais vasto do


Pois é... Em 82/83, fui vice-presidente da Direcção do Beira-Mar. Com o interregno de 6 anos (1973 a 79) e, depois, de 1980, em que estive, destacado, à frente da Delegação do Funchal, onde havia que resolver problemas graves; e conhecida a velha e boa estima que mantenho, desde Coimbra, com o Alberto João Jardim (por quem, além do mais, tenho admiração grande e sincera), entendeu-se que seria a pessoa indicada para os resolver (fui por um mês, e acabei por lá ficar, "obrigado", quase 1 ano...); tirando tudo isso, estou em Aveiro desde 1 de Maio de 1969. É uma cidade muito agradável, porventura, no Continente, aquela onde - apesar de enormes malfeitorias e monstruosidades urbanísticas e ambientais (da responsabilidade dessas pérolas democráticas que são os "autarcas" - boa parte dos quais devia era estar na cadeia...) - ainda se usufrui uma melhor qualidade de vida...
Aceitei, pois, fazer parte da Direcção do Beira-Mar, porque é (este, sim!) o clube da cidade e da região (relação, pois, completamente diferente do que a que existe - ou devia existir! - entre a Académica e a cidade de Coimbra). Assumi-o como um serviço que prestava à comunidade que, 20 e tantos anos atrás, me havia recebido, e à minha família, com tocante simpatia. Por Aveiro, fui deputado (quando o nosso saudosíssimo Francisco Lucas Pires era presidente do CDS, em 83/85); e membro da Assembleia Municipal, em 3 mandatos sucessivos - sempre na oposição (construtiva, crítica e amiga - mas rigorosamente intransigente em tudo quanto envolvesse dinheiros públicos e/ou Justiça para com os humildes!). Em qualquer espaço, público e/ou privado (há imensas testemunhas!), sempre defendi que: a) Só pode existir rivalidade entre realidades semelhantes - entre realidades diferentes, haverá, antes, complementaridade; b)Aveiro e Coimbra são (ou deviam ser!) cidades radicalmente diferentes: em Aveiro, a pujança económica, o empreendorismo, o trabalho; em Coimbra, o estudo, o ensino, o saber - e uma participação, séria e exigente, na formação das elites de que, a esse e a outros níveis, Portugal carece. Logo, sob pena de graves miopia (diria, antes - grave idiotia!) e irresponsabilidade, haverá que aprofundar e aproveitar todo o potencial que, conjugadas, as duas forças podem fornecer ao País, contribuindo de forma integrada e combinada para o seu enriquecimento. Isto, que me parece razoável e inquestionável, só não é entendido pela onda de analfabetismo que, a coberto da ideia tola da massificação do ensino (mais outra prenda da rapaziada que nos tem (des)governado (verdade seja que este 1º Ministro parece ser bastante diferente - assim o deixem continuar a trabalhar e a pôr os bandos de privilegiados (sempre muito democráticos, está bom de ver...) na ordem...
Ora, tal como Beira-Mar, a Académica estava na 2ª Divisão. Aquele, cedo se quedara pelo 5º/6º lugar (o projecto que imaginara - a subida à 1ª, em 2/3 anos... - fora vetado pelo primarismo habitual, que quer ver resultados imediatos -


Ainda a propósito dos Açores (antes de ir ao "assunto Beira-Mar"...):
Quem conhece os Açores sabe da predisposição natural do açoriano para a prática desportiva. Vou lá amiúde: há uns 4/5 anos, referem-me, com insistência, um atleta (filho de um dos que quisera trazer, em 73/74...): ponta de lança, 18 anos, 1m e 85, forte, com um registo de 2,07m no salto em altura (campeão nacional de juniores - só!...). Falei, escrevi, telefonei, insistentemente para a sede, com dirigentes - sempre desculpas ínvias; resultado prático, nenhum!!! Hoje, o Márcio Lima é ponta de lança do Madalena do Pico, que ajudou a subir à 2ª divisão; e quando, há mês e meio, estive com os Antigos Tunos e o Coro dos Advogados (Grupos magníficos, de ambiente e de camaradagem, com quem pude conviver da forma mais agradável!) "fizeram-me o retrato": o Madalena ganhara 1 a zero ao Benfica B; marcador do golo... o Márcio Lima, que tinha, num canto, sacado, "lá em cima", a bola das mãos do Rui Nereu - que, como se sabe, é "anão"!...
Já este ano, servi como "intermediário", na vinda de um atleta juvenil do Porto (via Padroense) - o que se conseguiu, mercê da compreensão do treinador, de uma simpatia inexcedível. Mas quanto a um júnior do Sporting da Horta, cujo curriculo me foi transmitido, por email, pelo assessor tècnico da Ass. Futebol da Horta (professor de Educação Física, antigo treinador adjunto do Estoril), o caso foi diferente: ainda que ponta de lança, 1m80, no 2º ano de júnior, a jogar já nos seniores, melhor marcador em todas as categorias da A.Futebol da Horta; que assumisse os encargos da viagem dos Açores para Coimbra (eu iria buscá-lo ao aeroporto de Lisboa); que eu tivesse escrito, por email, e telefonado repetidamentre para a Direcçaõ, falado com o meu velho amigo e colega Gervásio - apesar de tudo isso, nada feito!!! Quem parece que manda em tudo é o presidente; e em matéria de aquisições, algo levará a supor que haverá outro tipo de interesses em jogo. Mais claramente: haverá dinheiro a correr para os bolsos de alguém!!! O que, a ser assim, é inqualificável; e justifica a expulsão imediata de quem assim actua, cobrindo de lama o nome sagrado da Académica; e, de vergonha, qualquer antigo estudante de Coimbra (ou adepto da Briosa) que se preze!
(segue)


(continuação)
Logo à chegada, a comitiva - alojada no Hotel Angra, no Largo da Câmara - tinha à sua espera um jantar que, com um núcleo de antigos estudantes e adeptos da Briosa, organizei - juntou mais de 200 pessoas... Deu brado!!! E logo no primeiro jogo, ficou decidido que um defesa-central do Lusitânia e um ponta de lança do Santa Clara (o Teves e o Armando Fontes, respectivamente), "tinham de ir" para a Académica. Era necessário "falar" com ambos!
Na noite aprazada, já para os finais do torneio, o Drs. J. Moreno e Manuel Oliveira, aguardavam no meu Gabinete da Delegação de Trabalho que eu e um dedicado e fervoroso adepto da Briosa, não obstante nunca ter estudado em Coimbra (o José Alberto Moniz Borges, meu colaborador, como inspector do Trabalho, e meu grande amigo - e, depois, afilhado de casamento...), trouxessemos ambos os atletas, escondidos!, no meu carro oficial (mas ao serviço, também, da Académica, é bom de ver! - um "hábito saudável" que conseguira "trazer" do Regime Anterior, no qual, por muito que custe a crer a alguma sensibilidade "mais susceptível", a Académica era efectivamente respeitada e tida em conta!), ao "local de negociações" precisamente, o meu gabinete da Delegação do Min. do Trabalho...
O Teves aceitou, sem dificuldade. Já o A. Fontes, apesar da vontade em integrar a Académica, lhe fazia alguma impressão "ir para a confusão do Continente"... Colocou uma ou outra condição suplementar (que, diga-se, futebolisticamente, mais que se justificava). O certo é que, enquanto decorriam as conversações, um militar da Base das Lages, adepto do Braga, conseguiu que o respectivo secretário-geral (Frederico Passos, antigo atleta do Braga, já falecido)se deslocasse, de imediato, e propositadamente, à Terceira. Ainda fui, de avião - à minha custa! - a S. Miguel: no aeroporto, aguardava-me o carro da Delegação de Trabalho de Ponta Delgada, no qual fui conduzido (na brasa!...) a Vila Franca do Campo, onde me esperavam os pais, irmãos e cunhados do Arm. Fontes, com quem havia marcado previamente um "conselho de família" (antes de sair da Terceira avisara o Fontes para, na reunião com o enviado do Braga nada assinar!). Todos concordaram que o Fontes fosse para Coimbra continuar os estudos. Só que, quando entrei em contacto com ele, confessa-me que, ainda que "sem saber bem como", assinara pelo Braga. Isto é: as hesitações da Académica haviam-nos feito perder um atleta, que chegou a internacional ("conjuntura" que, ao que parece, ainda hoje perdura; e que, ao longo dos anos, nos contactos que com ele fui mantendo, sempre me confessou o arrependimento por não ter vindo para a Académica. Hoje, ele poderia ser algo diferente (e melhor!) do que treinador de uma equipa da sua (lindíssima!) ilha...
(segue - enquanto espero pelo Rio Ave-Porto; e hoje até quero que o Porto ganhe...)


(continuação)
Muito agradeço a todos - quer concordem ou, legitimamente, discordem! - que se têm pronunciado. Na maioria dos casos, com a elevação que devia caracterizar todo o adepto da Briosa!
Uma palavra ao "Anonymous" que interveio hoje, "01.29.06", às "11.47 am"): fui, de facto, vice-presidente da Direcção do Beira-Mar, na época de 1982/83; como em 1965/66, regressado do serviço militar, e prestes a concluir o curso, fizera parte, como vogal às Secções Desportivas, da Comissão Administrativa que geriu a AAC (criou-se, então, o Conselho Desportivo - constituído por (creio) 5 elementos, designados pelas vinte e tantas Secções, a fim de evitar o infindável diálogo com cada uma delas, em separado - Conselho que julgo ainda hoje persistir; como, em 1975/76, fora presidente do Fayal Sport Club da Horta. Esclareço que vivia então nos Açores (na Horta), que tomei, não obstante, em 1979, ter regressado ao Continente (Aveiro), como Terra de adopção (tenho o maior orgulho em me ter como, do coração, açoriano - adoptivo, pois claro!...). É que fora, em 73, colocado no ex-Distrito Autónomo da Horta como Delegado do saudoso INTP (Instituto Nacional do Trabalho e Previdência) - isto é, como uma espécie de "apóstolo" da Estado Corporativo - qualidade que assumo por inteiro, defensor que sou da Doutrina em que formei o meu espírito (mantenho ser o que, do meu ponto de vista, mais de acordo está, quer um conceito correcto de Justiça Social (Valor sagrado, para mim!), quer com a forma de ser e de estar do Povo Português (não do pacóvio, encantado por "votar" de x em x anos, convencido que manda alguma coisa...).
Retomo o fio à meada: logo pelo final de 73, quis trazer para a Académica 2 espantosos atletas. Não tive sucesso - já então, na Briosa, a "bur(r)ocracia" era enorme. Em 1978, já em Angra do Heroismo (a cidade, o "sítio", com melhor qualidade de vida do mundo!...), "levei" a Académica ao Torneio da Páscoa, em que participaram também o Lusitânia, o Santa Clara e o Nacional. Era treinador o Juca (pessoa encantadora!), e chefiava a comitiva o saudosíssimo Dr. João Moreno, acompanhado do Manuel Oliveira e do (também saudosíssimo!) Dr. Chico Soares). Foram 8 dias inesquecíveis!
(segue)


Sinto-me satisfeito por ter suscitado uma ou outra questão que se torna indispensável debater para se (re)construir um projecto "de Académica", sem o qual a Académica se extinguirá (poderá ser "outra coisa; mas, nela, nenhum antigo estudante de Coimbra se recerá!). Fiel às raízes que, no passado, lhe trouxeram êxitos inesquecíveis, no campo desportivo, e respeito e simpatia generalizados e fundamentados, pelo seu comportamento, em todos os domínios: social, intelectual, moral - no que se queira. Repiso: a Académica não é o "clube de Coimbra". Não é de Coimbra, porque é imprescindível a sua identificação com uma vocação universalista (existem "Casas da Académica" - não "Casas de Coimbra"! - um pouco por todo o mundo; e muito mais que um "clube" -é uma Mística, um estado de espírito, uma atitude, uma forma de estar na vida e na sociedade. Por ser assim não posso conceber nem admitir - e exorto todos os Académicos (não "academistas"...) a tomar posição firme! - as expressões de falta de educação e de civilidade, impróprias da Juventude Coimbrã (não "conimbricense"...), que temos sido forçados a ver e a ouvir durante os jogos. Auplauda-se, apoie-se, vibre-se, discuta-se - mas que se não insultem ou agridam verbalmente os atletas de camisola negra. Se não têm dignidade para a envergarem, dispensem-se - e no dia em que existir como que um "código de honra", então haverá justa causa para assim se proceder.
(segue)


NUNO TAVARES
Chegou a hora de lhe dar os meus parabens
Como noutros tempos estamos do outro lado da barricada
A reacção não passará
já os outros assim diziam
MUITOS E MUITOS PARABENS


Eu ainda me pergunto se «eles» lêem realmente os textos.


O ultimo comentário foi meu. Computador novo...


Oh Anonymous, vai dar uma volta.

Parabéns ao Nuno Tavares pelo excelente texto. Está lançada a discussão positiva...

FORÇA BRIOSA!


Este Nuno Tavares não era dirigente do Beira Mar, quando no ano em que descemos de divisão, nos fizeram o enterro, com caixão e tudo?
Ele há cada um...


Entendo que este texto da autoria de Nuno C. Tavares é oportuno e merecedor de aplausos pela abordagem frontal e profunda que faz ao "interior" da Académica.
Saudações académicas


JF, é isso mesmo, as suas palavras são de louvar.

Quero a minha Briosa de volta...


A Briosa se quiser crescer em adeptos e apoio no estádio, para além de ter que se manter estável na 1ª liga, tem que se virar mais para a cidade, e eu quando digo cidade digo zonas como a pedrulha, s. martinho, taveiro,st.ª clara, etc.. zonas com um potencial de adeptos enorme.
Coimbra, de acordo com os censos de 2001 tem 150.000 habitantes, hoje terá mais, mas nós continuamos com os cornos virados só para a universidade.

Quero a minha Briosa de volta...


Caros Tiago Freitas e JF: quaisquer que possam ser as discosdâncias, comungamos do essencial: o amor à nossa Académica! Parabéns +pelos vossos textos!


Excelente começo para uma iniciativa de louvar. Os meus parabéns por um texto que toca numa das maiores feridas desta cidade e em que, apesar da urgência, poucos têm a coragem de tocar.


Ainda "ontem" deixei Coimbra e já tenho saudades...


Caro JF:
A sua visão sobre a Académica não tem menos ou mais valor do que qualquer outra.
Acho até muito importante que nos diga, nunca tendo estudado ou vivido em Coimbra, o que é que o leva a ser da Académica.
É que para as pessoas que, como eu, têm mais de 40 anos, o carácter nacional (e nessse tempo isso significava que havia adeptos da Académica desde Lourenço Marques, ou Luanda até ao Brasil) da Académica de outros tempos era uma evidência.
Mas hoje esse carácter não é tão claro, nem tão evidente.
É por isso fundamental perceber o que HOJE EM DIA pode levar alguém a torcer pela Académica.


Nunca tendo estudado ou vivdo em Coimbra, vivi toda a minha vida em Lisboa, sou sócio da Académica há 12 dos meus 30 anos.
Não assisti aos tempos aureos da Briosa nem me demorei mais do que um fim-de-semana por Coimbra.
Fiz-me sócio enquanto a Académica ainda penava pela Divisão de Honra (cheguei a assitir a mais de 20 jogos por temporada todos os disputados em casa e mais alguns aqui à volta da Capital).
Para ser muito sincero não sinto falta nenhuma dos Estudantes, a "minha" Académica não é essa visão nostálgica do pré 25 de Abril. É no entanto algo que não consigo exprimir, algo que não é racional, que me faz sofrer todos os fins-d-semana.
Não reclamo esta visão da nossa Briosa, apenas testemunho que é mais uma. E não penso que tenha menos valor!
Académica dos Estudantes, dos Doutores, dos Futricas...pouco me diz, para mim há só uma ACADÉMICA.


É verdade, já agora dou os parabéns ao autor do texto (Nuno C Tavares), não só pelo tema polémico que escreveu, mas também pela sabedoria como o soube fazer.


Na minha opinião, embora eu "infelizmente" não tenha conhecido os tempos áureos da nossa Académica, mas baseio a minha opinião nos relatos que leio e a actualidade que vejo.
O desligar dos estudantes universitários pela Briosa, começou e veio a piorar até à "desgraça" que se verifica hoje devido à introdução das organizações políticas na Associação e vida Académica.
A partir do momento que a eleição para presidente da Associação de Estudantes não passa de mais uma reles batalha entre PS e PSD, onde o eleito apenas procura protagonismo e cumprir ordens do seu partido em vez de manter e fortalecer os principios da organização que preside.
Quando isto voltar a mudar, possivelmente se voltará a ver estudantes no Cidade de Coimbra.


E já agora também um cumprimento especial ao autor do post, Nuno Tavares que me fez voltar a ter vontade de comentar nos blogues da Académica!


Gonçalo:
Reparo aceite!
Por reflexo procurei a identificação do autor no "escrito por". Só depois de publicar o texto é que dei comigo a pensar que de facto não fazia sentido ser o "embriolado" a escrever "num espaço gentilmente concedido aos adeptos" e vi que as letras NCT (que era o que lá estava escrito na altura) deveriam ser a assinatura do autor. Mas como tal facto não alterava em nada o que tinha escrito deixei estar.

Aqui fica a constatação não tanto da minha burrice mas da minha distracção!

Já agora reforço o seguinte: não se pense que a Académica era apenas uma equipa de doutores/estudantes. O Teixeira, o Formidável, o célebre Dr Ferrugem (que era contínuo na escola Brotero), o Serafim Alfaiate, o alfaiate da bancada dos sócios, não eram estudantes. Mas gostavam dos estudantes .

A diferença entre a Académica e o União era essa. As pessoas do União consideravam os estudantes como não sendo da cidade e os da Académica consideravam-nos como sendo de Coimbra, como fazendo parte de Coimbra.

Hoje em dia a Universidade é menos elitista e essa diferença esbateu-se. Há por isso um amplo campo para que a Académica, sendo a equipa dos estudantes, seja definitivamente a equipa da cidade.

Mas sê-lo-á tanto mais quanto continuar a ser a equipa dos estudantes. Isto é que é importante que se perceba... E resulta claro quer analisemos a Académica de um ponto de vista romântico e tradicional, quer a analisemos como um produto de marketing. De facto numa estratégia de marketing assente na diferenciação, é esse facto (ser uma equipa de estudantes e da Universidade) que identifica a "marca" Académica!!!


Excelente texto.
Os meus sinceros parabéns ao seu autor.


De facto,não poderiamos auspiciar melhor começo. Agora é esperar que muitos mais participem, dando a sua contribuição para a discussão académica.

Há por aí umas quantas opiniões que gostaria de ouvir !


Ai Coimbra, ai Coimbra!
Sempre bela!


Recordo bem: Maló, Rui Rodrigues, Os Campos, Artur Jorge, Toni, e muitos outros. Esvoassavam capas, gritava-se, harmonicamente, Académica, Académica, Académica. Era uma festa. Onde quer que fosse, havia o respeito, havia o aplauso, o sorriso à irreverência. Os tempos mudaram. Confesso que dessa Académica tenho saudades. Mas, adaptei-me. Hoje a Académica é muito menos Universidade e muito mais Coimbra. Mas continua a ser a minha Briosa.


Parabéns pelo excelente texto Nuno Tavares.


Está claro que existe uma necessidade óbvia, em não somente a Universidade, mas também o clube se voltar para a Cidade.

Eu quero os bons futricas ao lado da Briosa! Mas quero também os «bons estudantes», disso não tenho qualquer dúvida.

A questão é mesmo, preservar o passado, olhando o futuro!


Como é que podemos ser um clube universitário se a própria AAC levanta problemas à AAC/OAf ? em vez de organizarem manisfestações para não pagar propinas, (se fosse denominado Pack SuperBock 2005/06 já pagavam) não convidam os estudantes para apoiar o dito maior simbolo da Universidade?


MPS:
Só um pequeno reparo, o texto não é do embriolado mas antes do leitor Nuno Tavares.
Saudações


Clube da cidade, meus caros, é o Onião! A Académica é muito mais que um "clube": é uma Mística e um estado de alma, se alarga na sua universalidade. No dia em que assim deixar de ser, acabou a Briosa. A Académica é de Coimbra porque a sua raiz profunda está na Universalidade secular. A ela podem aderir outros, que não estudantes ou antigos estudantes. Aceito-o sem dificuldade. Só que têm a obrigação estrita, imperativa, de aceitar e procurar integrar-se nessas mesmas raízes. E isso é desde logo incompatível com os assobios ou os impropérios miseráveis - a ferver de indignação e de raiva!!! - que uns tantos "associados", Domingo a Domingo, lançam da bancada! Numa atitude de péssima educação que devia ser firmemente reprimida, porque imprópria, desrespeitosa, violadora, da forma de ser e de estar da Académica. É, agora, a infelicíssima "invasão" da mentalidade afutricada...
NCT


Nada terei, de substantivo, a acrescentar. Ambos os escritos traduzem um enorme amor à Académica. Só que a realidade que, hoje, temos perante nós decorre ( e isso, como tantos outros, previmo-lo, desde 62 -ano da primeira "crise/graça" académica...) da introdução (e da confusão) promíscua - deliberada e totalmente inconsciente! - da luta política na vida desportiva da academia. Tudo, depois, agravado - ficou escrito! - com essa parvoeira da abrilada. Que só não pôs, definitivamente, termo à Briosa porque houve gente da qualidade e da têmpera de um Mota Pinto (como de muitos outros Académicos Ilustres!) que teve a coragem, o desassombro e a inteligência de resistir à canalha marxista! E quanta dessa mesma canalha se pavoneia hoje - impune, indiferente às malfeitorias que praticou!! - engravatadíssima, nos corredores do poder político e ou da alta finança! Não passam de uns miseráveis!Enfim, "abril" no seu esplendor!...
NCT


Dos melhores post que li sobre a Académica nos ultimos tempos. A Académica tem de ser cada vez mais um clube da cidade, nunca deixando no entando de esquecer o seu passado. Se ficarmos eternamente presos a memórias, estagnamos. Gostava de saber qual a percentagem de estudantes universitários que se encontra a cada Domingo no Estádio Cidade de Coimbra. Coimbra SEMPRE.


Caro embriolado:
Tens razão em muito do que dizes. Mas falta-te saber uma coisa, que porventura a idade ou quem te contou a história da Académica, te omitiu.

É que em 74 houve uma tentativa de Academicídio, perpetrada por aqueles de quem menos se deveria esperar - os estudantes comunistas e revolucionários, que 5 anos antes a tinham usado para tentarem "virar" o regime.

Foi desse crime, dessa verdadeira facada nas costas, que a Académica nunca recuperou.

Salva in extremis pelos "Antigos Estudantes" (associação sem fins lucrativos que suponho ainda existe)e transformada em CAC, perdeu o carácter universal(era na altura o único clube que, para além do Benfica e Sporting não era apenas regional)e grande parte do carisma que tinha.

E como é óbvio os antigos estudantes nunca têm a energia dos novos (os autênticos) estudantes...

Esperemos que, como dizes, a Universidade acorde, a cidade acorde e a Académica, reinventando-se volte a atingir a grandeza que, mesmo como clube de modestos recursos, tinha!!
Trinta anos depois é triste continuar a ver a Académica dividida, tal como esteve a Academia dividida durante 20 anos.

Coimbra já não tem, sobre aqueles que para aqui vêm estudar, o efeito que tinha há 40 anos. Isso é claro, é evidente e é até necessariamente assim. E a Académica ressente-se disso!

Mas não tenhas a menor dúvida de que ou a vossa geração consegue voltar a levar ao estádio, e a esses estádios pelo país fora, os estudantes (uma parte deles) ou a Académica vai transformar-se num Vitória de Guimarães preto.
E há todo um potencial de grandeza que se perde definitivamente!

Quando em 1980 ou 81 participei como fitado no primeiro cortejo da 1ª queima das fitas depois do 25 de Abril vi a cidade em peso com os estudantes. Foi impressionante!

Quando os estudantes voltarem ao estádio a cidade vai voltar ao estádio, não tenhas a menor dúvida.

E é a vossa geração que tem de ter a vontade, a imaginação e a determinação de reconstruir a Académica.

Vamos começar já na 2ª feira a ganhar em Setúbal. Vamos embora Académica!!!!




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