www.academicacoimbra.com

Caro AFerrão:

Respondi, na altura, às observações que, com franqueza mas, a meu ver, sem razão, me fez. Para mim, o assunto morreu aí.
Vamos à questão de fundo que coloca. Conheço, porventura não tão bem como o meu amigo (que foi dirigente da nossa Briosa, com Fernando Mendes Silva) os "casos" Álvaro Pereira, Fernando Ferreira e Jaime Soares. Eu diria que todos eles são (muito) diferentes entre si. Mas admito que subjacentes a eles — sobretudo no caso de Álvaro Pereira — tenham estado posições doutorais e elitistas, que reconheço existirem em certos círculos académicos.
Pode crer que tais posições me irritam tanto como a si. E sou dos que pensam que, tendo em conta o mal que têm feito à Académica — assunto que talvez possa ser melhor analisado em futuros "posts" —, é preciso dar-lhe combate sério.
Agora, insisto, os Estatutos não estabelecem qualquer distinção entre licenciados e não licenciados, pelo menos no que respeita à respectiva capacidade eleitoral. De resto, qualquer das direcções que o meu amigo refere (Mendes Silva, Jorge Anjinho e Campos Coroa) incluíram, todas, não licenciados. Com maiores ou menores objecções, Fernando Ferreira e Jaime Soares acabaram por integrar os elencos directivos, não tendo eu nada a ideia de que as suas saídas posteriores (bastante posterior até, no caso de Fernando Ferreira) se ficaram a dever, basicamente, ao facto de não possuírem "canudo". E há vários outros exemplos recentes de não licenciados em direcções da Briosa. De José Maria Cardoso a António Augusto Cerveira, de Paz Olímpio a Fernando Barata. Isto, para só citar alguns casos, de pessoas eventualmente mais conhecidas.
Seja como for, reafirmo a minha concordância consigo, quando afirma que a Académica é património de todos. Ponto é que, simultaneamente, não renegue as suas origens, nem décadas e décadas de história riquíssima. No fundo, que não destrua a sua identidade — aquilo que a distingue dos outros e que levou muitos milhares a apaixonarem-se por ela.

Saudações académicas


Caro Académico

Não ligue, o Miguel Madeira é o Benfiquista dos quintos costados, vai mais depressa ao Estádio da Luz, do que ao Cidade de Coimbra ver a Briosa.

Eles dizem-se mas praticam muito pouco.


^Mais um texto magnifico! está de parabens!
Aqueles que ainda defendem o "enterro" da Briosa, ainda tentaram lançar o seu veneno nestes comentarios... mas como nao ha argumento possivel... optam por frases mal construidas e sem sentido lógico no portugues corrente...
o "poleiro" continua longe, meus caros....


Caro AFerrão: já percebi qual a interpretação que deu ao meu nick...mas, porque não sintetico= aquele que faz a síntese?


Caro "sintetico"

Um comentário tão bem estruturado, merecia (na minha opinião) um nick mais feliz.
Com estima,
VIVA A BRIOSA


Caro João Mesquita,

confesso-lhe que estava convencido da exigência da condição de licenciado para se ser presidente da direcção da AAC-OAF.
Mas se o meu amigo diz que nada o obriga, eu acredito.

Sobre essa matéria comentou, muito bem, logo a seguir o Ferrão.

Eu não tenho ilusões sobre o incómodo que, a falta de "canudo" por parte dum hipotético presidente, causaria a puristas e românticos.

Aceite um brioso abraço


Não será às 6h18 pm, caro Nuno Tavares??


O texto assinado "Anonymous", de 31 de Ag, às 8, 13 h é da minha autoria. Desconheço por que não veio subscrito. Desculpem-me, mas sempre gostei de dar a cara: detesto os covardes....


O Sintético disse tudo.
Está lá tudo, num texto simples e curto. Não é preciso mais nada.
Parabéns!


Caro "Eu":
O comentário que fiz quando você levanta a questão "qual foi o Sr. Fernando que chegou a Presidente da Briosa?" foi "imediato" ao ler os seus considerados e com o intuito de dar um pequeno toque de humor ao post.
Admitindo que possa ter sido mal interpretado ou até ter ofendido alguém apresento publicamente as minhas desculpas pois o nome do Dr. Mendes Silva merece-me todo o respeito.
Obviamente que não pretendi gozar com quer que fosse.
E já agora "caríssimo Eu" aceite também um conselho:
não tenha problemas em dizer quem é identificando-se com o seu nome quando pretender dar conselhos a alguém!
Saudações académicas


As minhas desculpas. O anonimo sou eu.
Antonio Ferrão.
VIVA A BRIOSA


...continuação
É assim no presente, será assim no futuro.
Agora a realidade, e o dado mais objectivo e irrefutável que temos é este.
NUNCA nenhuma Direcção, teve as condições logisticas e materiais que a actual tem.
Desperdiçar esta oportunidade é que será criminoso.
Tenho para mim, que os proximos 5 anos vão ser cruciais para o crescimento e consolidação de uma Briosa mais forte e coerente.
Espero que o Presidente Eduardo Simões já o tenha percebido.
Quanto ao "perfil" do Prof. Manuel Machado, não tenho qualquer ponta de ilusão.
É um Treinador profissional. Habituou-se a ganhar. Prepara as suas equipas objectivamente orientadas para os resultados, foi para isso que foi contratado.
Encerrado este ciclo de trabalho na Académica, partirá para outro qualquer. É assim a vida, nada tenho contra isso.
Quanto à actual Direcção legitimmente eleita, ajustaremos "contas" nas urnas em 2007.
Até lá vamos avaliando o seu trabalho.
VIVA A BRIOSA


A formação não é panaceia nenhuma, Ferrão. É, porém, uma alternativa, que pode existir com o recrutamento extra-muros. E, se é certo que é provável que um bom jogador, oriundo da formação, pouco aqueça o lugar, rumando para onde lhe derem mais, o acautelar dessas situações (ao contrário do que sucedeu com o Zé Castro) pode ser financeiramente proveitoso. Mais, havendo mais jogadores da “cantera”, haverá mais facilmente identificação com a equipa, é mais fácil querer-se bem a um jogador 100% nosso: há dúvidas que, embora o Quaresma seja melhor, os adeptos do Porto “curtem” mais o Vítor Baía?
PS- regozijo-me pelo facto deste post ter mais de 70 comentários, quase todos com qualidade


Sobre o que o Gonçalo Pereira diz:
- a primeira questão, para mim, é uma novidade e, se é assim, trata-se de gangsterismo. Custa-me a crer que um jogador aceite só poder ir para um clube se o empresário "empadeirar" meia dúzia...mas enfim...tem exemplos concretos?
- a segunda pode ser uma falsa questão: obviamente que se não pretende "apontar uma pistola à cabeça" do jogador e obrigá-lo a tirar um curso. Mas, se um jogador vier da formação, ainda estudante, e se se lhe permitir (dando-lhe condições para tal) que concilie as duas coisas, é bom. E se um jogador vier de fora com a 4ª classe e se sentir motivado a que, quando sair, saia com o 12º ano, é melhor. E se vier um jogador bom, mas que se entretenha, nas horas vagas, apenas a jogar Playstation e, quando sair, tenha outras preocupações intelectuais, aqui adquiridas, melhor ainda...


Caro João Mesquita

"Pela boca morre o peixe" diz o ditado e é bem verdade.
Há uns largos meses atrás, "resolvi" considerar a sua escrita normalmente "hermética", fechada, sem grandes possibilidades de discussão.
Disse-o como sempre faço, com educação.Perdi uma boa oportunidade para "estar calado".
Os seus comentários ao meu texto, são não só exemplares no conteúdo, como excelentes contributos para a Académica que TODOS neste espaço estamos a querer desenhar a régua e compasso, para a tornar mais "compatível" com os tempos actuais.
Esta "verdade" enraízada ainda em muitos académicos de que a Briosa ´SÓ pode ter como Presidente um licenciado, é infelizmente uma realidade (mas não é nenhum drama!), que necessita de ser tratada com serenidade.
Na preparação da constituição da lista para os corpos dirigentes da 1ª Direcção do Dr. Mendes Silva, constava o nome do Sr.Alvaro Pereira, que como sabe, é um dos mais bem sucedidos Empresários da nossa cidade.
TODOS os elementos que compunham a referida lista, aceitaram e concordaram com a maior naturalidade com a sua inclusão.
Estou a falar-lhe de:
Paulo Cardoso, Ramos de Carvalho, Nogueira Seréns (era pela sua mão que o referido Empresário vinha)Vitor Campos, Mario Campos, Campos Coroa, Vasco Gervasio, Jose Maria Cardoso,Rebelo de Almeida e eu próprio.
Não imagina as "pressões" os "recados" e até "boicotes" que o Dr. Mendes Silva sofreu para o retirar da lista por parte de ilustrissimos académicos da nossa cidade
Quer os argumentos?
Não licenciado. Industrial que iria tomar de "assalto" a Académica.
Unionista confesso, etc, etc.
Claro que o referido Industrial se retirou discretamente, e tenho a certeza que ficou "vacinado" até ao resto da vida, para outro qualquer convite do mesmo tipo.
Poucos anos antes (como estará recordado) o Engº Anjinho, farto de "remar" sozinho, tambem deitou mão desta formula e levou para a Académica o sr.Fernando Ferreira, empresário, com o intuito claro e objectivo de conseguir "injectar" na Briosa, umas boas garrafas de "oxigenio" que nos permitisse viver mais desafogados financeiramente.
Campos Coroa, como tambem estará recordado, fez o mesmo com o sr. Jaime Soares, ainda que sob a forma (de má memória) de cooptado.
Imagine o meu caro João Mesquita, o que acontecerá no dia em que aparecer um candidato não licenciado à Presidência da nossa Instituição, mesmo que reuna todos os critérios de inclusão que qualquer sócio da Briosa exige para que se possa exercer este tão nobre cargo.
Abana a cidade, com "epicentro" no coração da "doutorice"!
Estamos TODOS convencidos (eu próprio me incluo nela) de que a FORMAÇÃO organica e logisticamente bem preparada, vai ser a "panaceia" que resolverá (quase) todos os nossos problemas.
Não estou tão crente disso.
Qualquer bom jogador que desponte de forma consistente nos nossos escalões de formação, transita rapidamente e em "passo" galopante para um dos 3 grandes.
Foi assim no passado, é


Vou só dar 2 achegas:

- É difícil contratar bons jogadores que não sejam representados por empresários. É muito difícil nos dias de hoje contratar um bom jogador a um empresário sem que este imponha a colocação de outros jogadores seus como contrapartida para esse negócio.

- É muito mais complicado hoje convencer um jovem futebolista a tirar um curso superior fundamentalmente por 2 razões: a profissão de futebolista profissional é extremamente bem remunerada e um jovem com cabeça e talento faz facilmente dinheiro e investimentos que o sustentarão no final da carreira e hoje em dia um curso superior deixou de ser sinónimo de emprego devido ao caos laboral em que o nosso país se tornou referido, e muito bem, pelo nosso amigo Ferrão, neste texto.

Gostava de ver comentadas estas duas afirmações que penso serem, também elas, um ponto de partida para uma discussão à volta dos caminhos a seguir quanto à formação de atletas para uma Académica que se quer inserida neste contexto.


(continua)

- Os jogadores trouxerem mais valias económico-desportivas a curto-prazo;
- Não houver interesses empresariais por trás;
- Seja um “mal menor” para que possamos trabalhar de base na criacão de um Projecto para a formacão na AAC-OAF.

Quanto a mim, a sustentabilidade financeira da Instituicão apenas será viável e fiável quando podermos, a longo-prazo, ser auto-suficientes em termos desportivos (boas escolas de formacão, aproveitamento dos jovens na equipa sénior e rentabilizacão dos activos – detesto o termo... – através da venda de alguns deles).
Para tal é necessário um grande investimento, bem sei, cujo retorno demorará a aparecer, mas mais importante que esse investimento, é necessário o aparecimento de um Projecto concreto e fiável, que ainda não vi...
Porjecto esse que inclua a formacão do jogador, mas também do Homem, e do (potencial) estudante – sim, porque Coimbra tem todas as condicões para facultar aos seus atletas níveis superiores de educacão, assim eles queiram (afinal, com tanto tempo livre, bem podem comecar a pensar no futuro); que permita condicões para fixar à AAC-OAF os seus atletas durante bastante tempo (como sabemos, actualmente é só acenar com um carro e um ordenado razoável, que eles desaparecem).

Até lá, compreendo a necessidade de comprarmos (ou outra coisa qualquer...) o passe de jogadores “descartáveis” (dando 10-20% aos empresários). Por mim – e pensando apenas na tão discuti(vel)da “bola-na-rede”- que sejam todos chineses, desde que honrem a camisola e justifiquem o investimento.
Agora, se me perguntarem se gosto de ver a AAC-OAF apenas com 2/3 estudantes no plantel, a resposta é – e pensando agora na História e Tradicão da Instituicão – clara e inequívoca: Não!! Porque a Académica é mais do que isto. Chega a ser um pouco irónico ou cínico (vendo de uma forma crua) gritar ACADÉMICA, quando por vezes só joga um estudante.

Como resolver este imbróglio? A aposta na formacão é, claramente, uma das formas de garantir que (pelo menos eu sinto isto) possam jogar mais estudantes. Outra será, necessariamente, uma aproximacão mais intensa e radical à Academia. Não nos esquecamos que grande parte dos estudantes é adepto de um outro clube qualquer. Por mim, tudo bem. Mas podem simpatizar com a Briosa e, qui cá, passar a ser verdadeiros apaixonados da mesma ou apenas a apoiarem-na 90% dos jogos (reservando os outros 10% para os jogos contra as equipas de que gostam).
Mas apenas esta aproximacão à Academia poderá trazer garantias, assim seja bem feita e apelativa (já vi em outros posts ideias bem interessantes!), de que teremos o estádio composto com estudantes, para além da populacão da cidade.
Muito mais haveria a dizer, mas não há tempo...

Bom, peco desculpa pela extensão do comentário, bem como pela existência de possíveis erros (foi escrito à pressa e o teclado não tem cedilhas).


Saudacões Académicas

Por sermos DIFERENTES!

Forca BRIOSA!!


Sou sócio da AAC-OAF há apenas 10 anos, por opcão própria, dado que apenas quis ser sócio quando fosse estudante Universitário, pois achava que só assim compreenderia a verdadeira essência da Briosa. Contudo, fui ver muitos jogos, ainda mal andava, com os meus pais, indefectíveis da Briosa, tal como grande parte da família. Até à minha adolescência vi bastantes jogos, mas contingências da vida “impediram-me” de continuar com a regularidade que, hoje, o meu coracão me exige.
Cheguei a ser apoiante, então de um dos “3 estarolas” (leia-se FCP-SAD, SCP-SAD e SLB-SAD), embora apenas a Briosa me fizesse despertar verdadeiras emocões. Felizmente, a entrada na Universidade (re)abriu-me os olhos. Aí vivi os melhores anos da minha vida, entre estudos, praxes, cantorias e amizades para uma vida. Muitas divergências tive com futricas, muitas mais tive com estudantes. Nunca por nunca utilizei o termo futrica com a depreciacão que muitos lhe atribuem. Um futrica, não sendo estudante por opcão própria ou contingências da vida, merece todo o meu respeito. Aliás, utilizar o termo em contexto depreciativo quando deve haver mais de 30% de futricas que säo sócios pagantes (da AAC-OAF, obviamente), é perfeitamente descabido e desonesto. Assim, e sendo sócio de pleno direito, um “académico-futrica” pode claramente ser candidato a reger os destinos da AAC-OAF.
Daí concorde com a frase “A Académica é tanto (ou mais) do Sr. Fernando, motorista da Briosa, como é do Magnífico Reitor”. No “State of the Art” actual, obviamente concordo!

Eu, que não vivi os anos 60 (contas feitas, tenho 27 anos), muito ouvi falar e discutir sobre as equipas maravilha da Académica de então. A beleza de se gritar “A-CA-DÉ-MI-CA”, a satisfacão de se gritar “BRIOSA!”, quando fazia realmente sentido.
Obviamente que os tempos mudam.
Para além da malfadada extincão da seccão de futebol em 74, temos de apontar o surgimento de diversas novas Universidades e Politécnicos por esse País fora, com alguns potenciais alunos (e potenciais atletas) da UC a quedarem-se por cidades mais próximas da sua terra.
O futebol tornou-se igualmente cada vez mais uma potência mundial, sendo talvez o desporto que mais dinheiro movimentou ao longo dos últimos 30 anos. A profissionalizacão dos atletas tornou-se uma realidade incontornável, e a necessidade de empresários para os mesmos, um cancro...
Isto, para explicar o porquê do que vou referir a seguir.
Embora não concorde com muitas decisões da actual Direccão (a falta de informacão aos sócios é gritante e desrespeitosa), percebo o porquê de algumas delas terem de ser tomadas.

Muitos se exaltam com o excesso de contratacões de jogadores estrangeiros (que vêm desde o tempo do Dr. Campos Coroa, ou talvez até de anteriormente). A mim não me faz confusão, se:
- Os jogadores trouxerem mais valias económico-desportivas a curto-prazo;
- Não houver interesses empresariais por trás;
- Seja um “mal menor” para que possamos trabalhar de base na criacão de um Project


O Ferrão, não querendo, como ele diz, marcar a agenda, proporcionou um interessante debate sobre a NOSSA Académica. Parece-me que, fora uma ou outra intervenção deslocada, existe, nos comentadores, uma base mínima de consenso que, haja quem se dê ao trabalho, poderia dar origem a uma espécie de manifesto. Já não vou ao ponto de propor o tal "retiro" que outros debates ousaram sugerir, num arrebatamento muito próprio dos entusiasmos dos "amigos de Alex".
A base mínima de consenso seria esta:
- A Académica-OAF é herdeira da antiga Secção de Futebol da AAC e orgulha-se desse património ímpar, enquanto emanação da mais antiga Associação de Estudantes de Portugal;
- A AAC-OAF tem consciência de que as condições do futebol actual não se compadecem já com o romantismo de tempos passados, sendo primordial assegurar que a equipa de futebol possua atletas com qualidade técnica, de forma a garantir a permanência da Académica no escalão principal do futebol, espectáculos de qualidade e "perfomances" competitivas que atraam cada vez mais público ao estádio e cada vez mais sócios e adeptos;
- Todavia, a identidade própria da AAC e do OAF, em particular, exige que as direcções do Organismo efectuem um esforço real e efectivo no reforço da componente formação (i.e., camadas jovens), mas também da disponibilização, aos seus atletas, de condições de melhoria da sua formação social, intelectual, escolar, etc.
- Para tal, deve ser assumido, como meta a médio prazo, a constituição de um plantel com significativo número de atletas oriundos dos escalões de formação, enriquecido com um "núcleo duro" de futebolistas profissionais de inegável valia técnica;
- Como instrumentos para a prossecução desse objectivo, devem as Direcções do OAF garantir a conclusão das estruturas de apoio ao futebol juvenil (como campos de treino e de jogo), a implementação de incentivos à formação intelectual, escolar, etc., dos seus jogadores, bem como implementar os mecanismos jurídicos que permitam a conciliação da actividade futebolística profissional com os estudos, mormente universitários.


Importante contributo do João Mesquita...é o que eu digo da inteligente dicussão nasce por aqui muita luz, salvo seja, .

Só uma nota sobre um ponto por ele aflorado, a maciça aposta em jogadores estrangeiros de qualidade duvidosa, fez-se muito numa época que acima de tudo seria importante mostrar resultados e só isso...
Passada essa fase e agora consolidada a nossa posição na nossa Liga prinicpal, penso estarem reunidas todas algumas condições para se arrepiar caminho e passar da transição para a efectivação daquilo que todos pensamos ser melhor, apostar na formação de jovens e daí rentabilizar até onde for possível a sua valia profissional e académica. A matriz histórica não se deve perder
obviamente, mas não nos podemos apegar a ela como se de uma LEI se tratasse!

Sobre a intervenção do XP, so uma nota também eu concordo que será rídicula a imposição estatutária do "canudo" para a presidência da Académica-OAF, mas essa é acima de tudo uma imposição da Casa-mãe...
Convenhamos no entanto que todo o cuidado é pouco, não nos calhe um Fiúza, .

Um Abraço!


Caro XP:

Aonde é que o meu amigo leu, nos Estautos da AAC-OAF, que é obrigatório ser-se licenciado para se ser presidente da instituição? Pela parte que me toca, não tenho qualquer objecção a que alguém, sem licenciatura alguma, lidere a instituição. Princípios, nessa matéria, só tenho três. O primeiro é o de que o candidato seja pessoa impoluta. O segundo, é que seja mesmo da Académica. O terceiro e último é o de que encare a função como um serviço à Briosa e não a si próprio ou ao seu grupo. O resto, é matéria para avaliar em função do respectivo programa eleitoral.
De algum modo, isto contende com a questão da "alternativa", colocada pelo P.Oliveira. Em minha opinião, as "alternativas" vão-se criando, a partir de ideias apresentadas, discutidas e enriquecidas. Farto de "alternativas" fulanizadas — por mais respeitáveis que as pessoas sejam —, negociadas em bastidores e tiradas à pressa da "cartola", ando eu e,creio, muita gente.
Finalmente, caríssimo Nuno Tavares: o meu amigo sabe que eu estou sempre disponível para uma boa conversa. Sobretudo, em torno da nossa Académica.

Saudações académicas


Caro AFerrão,
Por me encontrar em férias só agora tive oportunidade de ler o seu excelente texto e de acompanhar o interessantíssimo debate que gerou.
É pena que, quando se refere ao texto que publiquei nos "Pardalitos", faça apenas referência ao último parágrafo. O que pretendi com a referência às equipas do final dos anos sessenta, e que, como é óbvio, me marcaram para sempre, foi apenas despertar um pouco as consciências para que a memória não seja só folclore e que a Académica de hoje não seja só comércio puro. Claro que, apesar de ser um sonhador, não quero reeditar em 2006 esse modelo, mas a Académica tem, como abordei nos parágrafos anteriores do referido texto, de ser mais qualquer coisa. A este propósito, penso que os excelentes comentários de João Mesquita dizem tudo.
Quanto ao tema central do seu post, estou totalmente de acordo. A Académica é de todos, não pertence a nenhuma elite.
Um abraço.


Luís Miguel,

Quer um conselho? Aqui está: vá gozar com que você conhece.
Tome lá outro conselho: não brinque com a memória das pessoas.

(Outro ainda: Nunca se deve comentar aquilo que não se entende.)


Caríssimo João (Mesquita),
A sintonia - não só no desejo de pôr as pessoas (capazes...) a pensar - é enorme. E bem gostaria de umas boas horas de discussão aberta, amiga e frontal! As questões que colocas são prementes: identifico-me, à partida (pelo menos...) com o que deixaste (bem) expresso (como é teu hábito!)!...
Grande abraço!!!


Ao que já foi dito em excelentes comentários acrescentaria:

- será que em 2006 ainda faz sentido, a exigência estatutária de os candidatos a presidente da direcção da AAC-OAF serem licenciados?

- não é muito mais pertinente outras exigências como profissionalismo, honestidade e verticalidade?

A mim inquieta-me pensar que, se por absurdo tivessemos que escolher entre uma candidatura do Dr. Tavares de Almeida (Finibanco) e do Sr. Ernesto Vieira (Auto-Sueco), só a primeira poderia, estatutáriamente, ser considerada.

Na generalidade concordo com o Ferrão mas, para mim, hoje em dia a dicotomia continua a existir entre os da Académica e os outros.
Essa sim é salutar.

Um brioso abraço a todos


O Mesquita tem razão, apesar de ser difícil prever agora a actuação de todos esse nomes ilustres, se os pudéssemos teleportar para o futebol de hoje. Julgo que nem eles saberiam responder. De qualquer modo, queremos todos os mesmo, o melhor da Académica. O caminho é, para mim, independentemente de quem o orienta, o que se tenta trilhar, pois sou dos que acham que sobreviveremos tão mais facilmente quanto mais perto estivermos do topo, ÚNICA maneira de congregar mais simpatias e apoios, inclusivamente nos actuais estudantes da UC. E formação, claro. Mas o trilho tem tido demasiados pedregulhos, Kákás, Fávios, Fávalos e Coopers, e não estamos ainda nem perto. Vamos ver este ano. O que não temos visto é alternativa, para além da utilização de algumas palavras gastas.


Minha Muito Cara Drª. Rosmaninho, Fico-lhe muito grato pelo reparo que faz ao meu comentário-resposta ao AFerrão. Óbviamente que escrito atabalhuadamente- não é desculpa - sai incompreensível para quantos o leram ( o AFerrão percebeu-o na integra) mas pior, muito pior para mim que agora o reli ´e o "Portugalêz" aplicado e como foi aplicado! Ai caramba, se tivesse aqui um "buraco" nele me enfiava e lá permaneceria de "quarentena"; por castigo merecido.
Sinceramente agradecido queira aceitar um Abraço Académico do


(continuação — o texto integral não foi publicado)

... assim tão poucas: Maló, Belo, Gervásio, Mário e Vítor Campos, Augusto e Miguel Rocha, Crispim, Wilson, Mário Torres, Bentes... Em todo o caso, não teria sido preferível vê-los "ceder" a eles, com a "bagagem" que a Académica lhes proporcionou e que eles jamais esquecem, do que os Marcel, os Lira, os N'Doye, e tantos e tantos outros que deixaram a Académica mal sabendo pronunciar o nome desta?
AFerrão comprende bem que sucessivas direcções tenham aumentado o passivo a fazerem contratações nestas condições (e noutras bem piores, como as de Zada, Fávaro, Kaká, Flávio Dias, Béaud, Silas, Demétrius, Cooper, etc, etc), em vez de pagarem "as propinas aos jogadores-estudantes" ou fazerem "residências escolares atractivas e funcionais" para estes. Pois é em relação a considerandos como este — e não quanto a quem é "património" da Académica — que nós divergimos. Porque eu não me conformo com isto.
A aposta privilegiada em "jogadores profissionais, competentes e disponíveis" nem sequer tem evitado que passássemos as últimas épocas a lutar, desesperadamente, pela manutenção na Superliga. E não pudemos dizer a ninguém que isso se ficava a dever ao facto de termos um orçamento baixo ou de esse orçamento ser utilizado para pagar propinas, residências, livros, cursos de formação, campos relvados, eu sei lá. Ou à circunstância de, na Académica, a luta pelos melhores resultados ir de par com a procura da formação integral dos seus atletas.
A minha ideia é esta: nós, na Briosa, não somos melhores nem piores do que o Benfica, o Sporting, o Porto, o Guimarães, o Leiria, o Beira-Mar. Somos um Organismo Autónomo de uma Associação Académica com quase 120 anos, cuja história se confunde, em larga medida, com a história da cidade, da região e do país. E essa diferença exibimo-la com orgullho! Todos nós: os que estudaram na Universidade de Coimbra e os que nunca lá puseram os pés; os que vivem em Coimbra e os que mal a conhecem; os que residem na Alta ou na Solum e os que vivem na "Baixinha" ou em Santa Clara; os ricos e os pobres. Todos nós — os que se apaixonaram pela camisola preta e pelo emblema losangular porque neles viam algo de singular, capaz de se transformar numa causa. O que é muito mais do que uma simples equipa de futebol, por melhor que esta seja e por mais "profissionais, competentes e disponíveis" que, como também todos desejamos, sejam os seus atletas.

Saudações académicas


MPS,

Tinha afixado na parede do meu gabinete um documento com o seguinte texto :

Small Minds discuss People
Average Minds discuss Facts
Brilliant Minds discuss Ideas

Cada um é como cada qual, já dizia a minha Avó.

Um abraço.


(continuação)

A questão é: possui ou não a Académica uma identidade própria, que a distingue de todas as outras instituções que praticam desporto? A minha opinião é a de que possui e de que devemos ter orgulho nela, afirmando-a constantemente, perante a grade indústria em que se transformou o futebol, numa sociedade ultra-consumista, em que valores como a lealdade, a solidariedade e a seriedade estão em queda.
O que marca, desde sempre, essa identidade? A emanação da Associação Académica de Coimbra (AAC). Entre 1912 e 1974, o futebol foi uma das muitas secções desportivas da AAC. O Clube Académico de Coimbra (CAC), que sempre se reclamou de herdeiro da secção de futebol, existiu entre 74 e 84 apenas porque uma Assembleia Magna de estudantes extingiu formalmente aquela secção, por considerar que ela se convertera ao profissionalismo. Desde 1984, o OAF é mais um dos vários organismos autónomos da Associação Académica, por via de um protocolo celebrado com esta, actualizado por duas vezes — a última das quais muito recentemente.
Pode contestatar-se a via seguida, defendendo que o CAC ainda hoje devia existir ou que se devia ter criado uma entidade que não tivesse subjacente quaisquer remniscências académicas. Não é a minha posição, mas é legítimo.
O que não é legítimo, do meu ponto de vista, é querer-se manter o actual estauto — de Organismo Autónomo da Associção Académica de Coimbra — sem que daí resultem quaisquer consequências. E é contra isso que eu, adepto da Académica por razões que vão muito para além do facto de ter nascido em Coimbra e vivido na cidade entre 1993 e 2001, me bato.
Não pretendo, como creio que ninguém pretenderá, "reeditar em 22006, o modelo de 1966/69". Mas pretendo — e creio que isso é possível — um "modelo" alicerçado no desenvolvimento e no aproveitamento dos nossos escalões de formação; na qualidade humana, e não apenas desportiva, dos futebolistas; na estabilidade de uma equipa a quem a história e os princípios da Académica sejam explicados.
A existência de jogadores que sejam estudantes — ou que tenham qualquer outro objectivo na vida que não apenas o de jogarem futebol — ajuda à materialização desse modelo? Eu penso que sim. Desde que sejam "profissionais, competentes e disponíveis", claro. Mas quem diz que alguns dos nossos melhores atletas dos últimos três anos (Pedro Roma, Zé Castro, José António, Nuno Piloto, Vítor Vinha, Dário, Miguel Rocha, Paulo Adriano, Eduardo) não o eram? E quem nega essas qualidades a jogadores-estudantes que alinham noutros clubes (alguns dos quais até já estiveram na Briosa ou na sua agenda de contrações), como Beto (guarda-redes, Leixões), Veríssimo (Setúbal), Rui Borges (Amadora), João Coimbra (Benfica), Renato Queirós (Paços de Ferreira)?.
Talvez alguns deles tivessem, pelo caminho, cedido "aos convites" dos grandes. Aconteceu isso no passado, embora nem todos os exemplos citados sejam iguais (como já foi explicado noutro "post"), nem as "excepções" tenham sido a


Nunca cesso de me espantar com o facto, absolutamente extraordinário, de haver pessoas completamente incapazes de discutir IDEIAS!

Enfim!...


Caro "adepto inconformado",
Procuro entendê-lo e compreendê-lo bem: por mim, estou rigorosamente aberto a suportar os custos de ajudar a pensar em "outras opções". Esta, a que foi "trabalhada" e "preparada" para esta época, na sequência das anteriores (e não me refiro só à presidência actual) é que me suscita pena.
A Académica não é - não pode ser!!!- isto! E, tendo relido "em diagonal" a entrevista dada, há um ano (agora republicada), pelo eng. JES, confirmaram-se os meus piores receios (que, logo na altura, manifestei): as metas objectivamente positivas - v.g., terem-se concluído os equipamentos que permitam a formação de atletas e/ou a realização dos jogos das camadas jovens, em campos relvados, e junto de Coimbra (coisa diversa é, hoje, inaceitável) - não se concretizaram. Antes passámos a vergonha de saber que o presidente da AAC era, pela PJ, considerado suspeito, como tal seguido, finalmente apanhado com uma quantidade de dinheiro que não "transportável" por uma pessoa rigorosamente insusceptível de qualquer suposição menos abonatória por violação de qualquer regra ou dever para com a comunidade.
Vamos a um PROJECTO NOVO?


Meus amigos
Escrevi atrás um texto muito longo e por isso posso ter-me perdido aqui ou ali. Por isso queria reforçar dois ou três pontos que me parecem fundamentais:

1º A Académica tem uma história que não pode ser falsificada. Passaram-se de facto ou existiram os seguintes factos:
- jogadores estudantes
- antagonismos futrica/estudante e Académica/Ónião (assim mesmo com O),
- futricas"académicos"
- equipas da Académica fraquinhas e uma equipa muito forte (a dos anos 60)
- um certo elitismo da Académica enquanto clube dos estudantes e dos doutores
- a extinção da secção de futebol pelos comunistas e "compagnons de route"
- a perda de ligação da equipa (ou do clube) à academia.

Tudo isto existiu. E creio que, da mesma maneira que não devemos estar agarrados ao passado, também não podemos desmenti-lo, embora eu aceite que existem várias versões desse passado, tantas quanta diversidade de experiências dos que as contam.

2º O que é fundamental, neste momento, é pensar no futuro a partir do mundo que existe e não do mundo que gostaríamos que existisse. É que, meus amigos:
- A universidade de Coimbra já não é a principal universidade do país.
- Há mais estudantes universitários adeptos do Benfica, Porto e Sporting do que da Académica.
- O futebol (e o desporto em geral) evoluiu de tal forma, que é muito difícil conciliar uma carreira desportiva de alta competição com estudos superiores (que também estão a sofrer uma alteração enorme!)
- A globalização gerou uma sociedade capitalista mundial em que nada se faz sem dinheiro, e , no que aqui nos importa, não é possível ter uma boa equipa de futebol sem o "vil metal" .

3º É neste quadro que temos que pensar (e discutir) o futuro da Académica. Mas com uma pequena "nuance": é que a nossa História dotou-nos de um conjunto de singularidades e sobretudo de uma IMAGEM DE MARCA muito forte que será um grave erro desperdiçar.
Dito de forma mais directa: a Académica de hoje (e do futuro!)TEM DE SER uma equipa profissional, mas a sua IMAGEM DE MARCA deve continuar ligada ao romantismo académico e tradicional de Coimbra. (que pode (ou deve), no entanto, ser reinventado!).

HOC OPUS IC LABOR EST - é aqui que está a dificuldade. Não compreender isto, ou não ter o golpe de asa para o levar a cabo, pode comprometer o futuro da Académica como um dos 5 maiores clubes de Portugal.

Vamos embora Académica!


Para o "Eu" que pelos vistos não conhece a História do Clube:
Dr. Fernando Luís Mendes Silva!


"Aqui está, preto no branco, aquilo que a Académica é em 2006: é muito mais do Sr. Fernando do que do Magnifico Reitor."

Sabem o que isto é?
DEMAGOGIA!

Digam-me lá qual foi o "Sr. Fernando" que chegou a presidente da Briosa.


"Pago religiosamente o meu bilhete de época para ver futebol de qualidade jogado por profissionais a tempo inteiro."

Essa da qualidade é que me confunde.
Com tão baixo grau de exigência, não me surpreende que o País continue a andar para trás.

A verdade é que os profissionalões dos últimos anos nunca conseguiram melhor do que o 14.º lugar.

Como se diz cá por Coimbra, andaram sempre "à rasca", com "as calças na mão".

Concluindo: a opção pelos profissionalões é legítima. Mas como todas as opções tem os seus custos. E aqueles que defendem esta via para o futebol da Briosa devem assumi-los.

Eu estou disponível para assumir os custos... da outra opção.


Meu Caro João Mesquita, querido Amigo: A questão não é "classista", nem "elitista"! Essa é uma visão perfeitamente reaccionária e completamente ultrapassada. Pior: neste momento, perfeitamente deslocada! A distinção só radica, como venho, de há muito, a defender, no domínio dos comportamentos (no sentido mais largo - redijo à pressa, não encontrei outra palavra... Em suma, de uma forma completamente diferente de se viver uma Instituição que, através da presença desportiva, da participação em competição - e em competição de profissionais - todavia "aponta mais longe", visa outros OBJECTIVOS mais elevados e mais exigentes. É preciso é PENSAR QUAIS E COMO!!! Por isso se torna exigível aos que QUEREM sentir a Académica - isto é: que pretendem ser académicos! - comportamentos, linguagens, formas de estar mais elevadas e mais exigentes!!! Os que assim não fizerem, recorrendo, v.g., ao insulto aos atletas, à linguagem obscena - e não ao dito espirituoso, ao comentário com graça... - jamais serão Académicos: por muito que o não queiram não passam de "futricas". Gente "que não mata nem rouba"; mas "futricas". Isto nada tem a ver com doutorices bacocas, nem com classismos inventados à pressa, nem com preconceitos, nem com complexos. Tem a ver apenas com uma coisa muito simples: com EDUCAÇÃO, resultante de bonomia, de inteligência e de respeito pelos outros. O que, afinal, distingue um canalha duma pessoa de bem. Por outras palavras, um "futrica", dum "académico"; não como terão reparado - é essencial! - um "futrica" dum "estudante". Isso, sim, ultrapassado. Ter-me-ei feito entender???...


"A Académica é património de todos!
É da Pedrulha, do Tovim, da Solum. É dos bairros socialmente mais desprotegidos.
É da Universidade, do Politécnico, e dos Estudantes do secundário.", diz AFerrão.
Eu acho que uma aposta que trará mutos dividendos reside, precisamente, nos estudantes do secundário. É nessas idades que, afastadas as influências familiares, se forma a adesão clubista. A comunicação social "arrasta" os jovens para as lutas entre os 3 grandes, cuja visibilidade leva a que seja muito mais fácil criar, como ídolos os Quaresmas, os Simões, os Moutinhos. A Académica tem ali um manancial de potenciais adeptos (e atletas) não negligenciável, cuja captação até não seria difícil. Lembro-me de "acções" junto do meu "ciclo preparatório", com a intervenção dos jogadores da época, mas também me lembro da euforia dos "putos", no fim do ano passado, no Dolce Vita, à caça de autógrafos dos atletas...
É um público-alvo de enorme potencial e que tem vindo a ser algo descurado.


Concordo em absoluto com uma ideia aqui trazida e aliás por mim diversas vezes defendida, de uma vez por todas os nosso dirigentes devem meter na cabeça que só a formação poderá trazer saúde financeira e desportiva à Académica.

Desta forma poderemos ter mais bons jogadores da "casa", mas só se devm aproveitar para o futebol profissional os que de facto forem bons, não sejamos inocentes!

O debbate aqui está fantástico, quem sabe se daqui não poderão sair grandes ideias para o que estará em causa nas próximas eleições, seria óptimo!

Um Abraço Académico a todos os interveinetes pelo magnífico contributo!


O Zandinga tem razão, ou não fosse o dito um adivinho: estamos com eleições para algo breve e podíamos aproveitar para lançar um debate sobre o que queremos para o futuro. In illo tempore, os pardalitos começaram a discutir com seriedade e profundidade alguns temas, mas perdeu-se esse fulgor e, com todo o respeito, não me parece ter, agora, esse blog características muito apropriadas para tal. Há aqui gente que pensa a Briosa com massa cinzenta (gente que até vem dos pardalitos, claro), falta talvez o Avilanes, mas acho que, para começar, chega.
Quem sabe se as futuras listas não pegam nas ideias aqui a lançar?


Não, caro Romão, "o problema" que coloca não é só seu. É (também) meu e, presumo, de todos os académicos. Mais: salvo melhor opinião, é o verdadeiro "problema" de fundo com que a Briosa está confrontada nos tempos que correm.
O texto de AFerrão é um excelente contributo para o debate essencial que é preciso fazer e parte de uma premissa com que eu — que, aliás, não sou "doutor" nem sequer estudei em Coimbra — me identifico completamente: "A Académica é património de todos(...). É tanto (ou mais) do sr. Fernando, motorista da Briosa, como é do Magnífico Reitor". Hoje, não faz qualquer sentido a divisão entre estudantes e futricas, por mais que alguns queiram retirar a este último termo o conteúdo classista que inegavelmente teve no passado. Tal como AFerrão, considero mesmo que, nos tempos que correm, ela é reaccionária.

(continua)


O ze silva é mesmo o grande Zé Silva, que alertei para o texto do Ferrão (estava a passar-lhe ao lado...). Compreendo o Romão e gostei muito da síntese de Faustino. Reafirme-se apenas que nada pode haver contra serenatas, FRAs, capas, pirolitos e Carrancas, que fazem parte do nosso património e devem ser acarinhados. Não podem é já ser o motor que nos move, no dia a dia, especialmente dentro das quatro linhas e imediações, porque temos que sobreviver num meio altamente profissionalizado e garantir/criar bases que nos permitam recuperar de algumas das descaracterizações actuais(via formação e, se possível, o tal díficil acordo com Universidade para atletas de alta-competição). Em frente e abraços a todos,


Caro António Ferrão,

Concordo com a sua visão, que se me permite, subscrevo por inteiro, com uma pequena correcção. Pago o bilhete de época, não para ver futebol, mas para ver a Académica.

De resto, acho que a sua visão do que tem de ser a Académica, da evolução dos tempos e naturalmente do negócio futebol, são esclarecidas e abrem as portas a um debate que temos de assumir, porque "amanhã" temos eleições e é bom que a Direcção que vier a ser escolhida pelos sócios, esteja mais focada em realizar uma boa gestão focada na criação de valor, de activos e de uma equipa ganhadora, de acordo com as regras actuais do mercado, do que focada num saudosismo fora de tempo.

Um abraço para todos.


Renovo as deculpas pelo texto anterior, escrito à pressa (como este), sem sequer o ter revisto. Limitei-me a pôr, no meu entendimento, os "pontos nos is"; e um cabresto no futrica (tal como eu o entendo, obviamente: jamais ofenderia um Académico!...).


Cumprimento o autor pela disponibilidade para abrir um dehate interessante e cheio de actualidade. Peço é desculpa de discordar: parte-se de premissas completamente deslocados; reiterando o pedido de desculpas, de preconceitos que atribuo a quem (eventualmente, provavelmente...) terá vivido Coimbra, a vida de estudante de uma forma e com um espírito completamente diferente daquele que, há 47 anos me levou de Lisboa - onde tinha vivido sempre - para a secular Universidade. Acompanhei - à boleia! - (e apoiei vibrantemente!) a Briosa, ao longo de anos (futebol e basquete), por tudo quanto era sítio; cantei (o que sabia e era capaz...) no velhinho e saudoso Orfeon Académico (troupes fiz poucas e, regra geral, acabavam pessimamente...) e participei na digressão de 1962, aos Estados Unidos, participei em "desacatos" pela Baixa velha... eu sei lá! Enfim, não tenho de que "me queixar"... Acabado o Curso, saí da Lusa-Atenas. E, com excepções, o estudante, obtido o "canudo", para sentir Coimbra, para ter saudades, deve vir embora. É bom ter saudades de Coimbra, amá-la de longe... E, meus amigos, ser "futrica" ou ser "académico", não é uma questão semântica. Como ainda no serão passado (embora brevemente) a outro respeito, noutro espaço ("pardalitos do choupal"), para o qual me permito remeter, ser "futrica" ou ser "académico" é uma atitude de espírito, uma forma de estar: por isso mesmo um operário pode, com o mesmíssimo direito que eu, ser um Académico; e, um "doutor", uma valentíssima besta - isto é, um acabado futrica. Há exemplos de ambos, aos milhares... Nada, pois, de complexos, nem de tornar complicadas as coisas simples...


Lucilio estás bebedo ou é a idade?!é que não se consegue perceber uma frase...das duas uma:ou resolveste a falta de argumentos com um texto só ao alcance de um treinador de 3ª Divisão e de um ex-Director de um jornal, ou então anteciparam os jantares de 6ª feira...

Continua a procurar documentos em busca da verdade...mas vai bebendo sempre o teu copo, ajuda-te a viver essa "fábula"!


Não gostaria de ser apelidada novamente pelo Srº Viterbo de professora que vem para aqui dar lições de moral mas, sinceramente, Srº... Engº?(peço desculpa pela minha ignorância) Lucílio Carvalheiro, o seu discurso, se na essência possa ser apelidado de "redondo", na forma é um caos.
Por muito que tente perceber a sua resposta ao autor do post, não consigo delimitar, no texto, as suas ideias... falha, minha possivelmente.
Com um pequeno esforço, mais poder de sintese, mais estruturação... talvez consiga transmitir melhor as suas verdades a fim de que as percebamos e deixem de ser apenas construções na sua mente.


Sr. AFerrão,
Disse no meu comentário que lhe reconhecia a inteligência de falar das coisas sob a sua "visão". Repare que eu não disse que era do meu tempo e deixe que lhe diga que estava convencido (erro meu?) que tinha pertencido à Direcção do Dr. Mendes Silva e o caso do Pav.Jorge Anginho é do tempo do Dr. Campos Coroa primeiro mandato( creio eu)-não falei quem pagou ou deixou de pagar... aqui sim o meu Caro obriga a por reticências, mas a culpa não é minha, foi o Ferrão que vem a falar de "pinças"- dizia, (interposição de "recurso"") e só mais tarde a garantia, também, lido o processo, nunca foi caso a ser tratado com pinças e muito menos agora "transitado em julgado". Discurso "redondo" o meu? Qual o texto que se refere a casos concretos e publicos fui alguma vex menos claro ou indiscreto? Ou refere-se àqueles textos (dois ou tres misto ficção-realidade porque aí sim estava subjacente pessoas bem conhecidas e quando assim é, haverá que "romancear" .
Se entende repor a verdade com argumentos de facto (citando documentos oficiais e publicos) é da minha parte mania de perseguição, pois o seja; sê-lo-ei sempre em nome da verdade.
Não contabilizo os comentários que faço e a quem faço. Aos seus textos, porque assumo as minhas responsabilidades e do que digo, também agora essa das 2ª 4ª e sextas e 3ª e 5ª foi dito quando entre todos trocavamos impressões sobre o pensamento e a forma de estar de cada um no Blog eu disse dos textos até então publicados por si, me pareciam contraditórios na substância; apreciação pessoal discutível.Infelizmente continuo a achar que são, mas com todo o respeito é a minha opinião e vale o que vale.
Essa de tudo fazer para ter comentários seus aos meus desabafos Só lhe posso dizer o seguinte, com todo o respeito, na minha idade já conheci de tudo e já lidei com muita gente, ou seja: conheço o discurso, conheço a "prosápia", conheço o tipo "quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão", conheço a humildade, conheço as minhas limitações para poder conhecer a dos outros, etc,etc,
Ai,Ai,Ai,Ai, este seu comentário - o que lhe está subjacente e o assunto do texto propriamente dito, não sei não mas... tem algo mais profundo.... e cá vão as reticências.


Sinceramente, mais uma vez, gostei do texto. Fez-me regressar a tempos que guardo religiosamente na minha memória.
É que eu apesar de ter já cerca de 40 anos de filiação à nossa Briosa tive as dificuldades inerentes ao tempo (falta de recursos económicos) e com grande pena minha não tive acesso à UC, mas isso não é impeditivo que viva (nos últimos anos leia-se, morra!) com os problemas da nossa Briosa.
Caro Ferrão os seus textos inebriam-me de tal maneira que me sabem sempre a pouco.
Continue por favor, porque a sua escrita é a voz da saudade com está moldada ao tempo presente e na qual eu, indubitavelmente, me revejo.
Viva a Briosa.


Caros Companheiros
Deixem-me fazer um desabafo sincero. Não estou a querer marcar "agenda" nenhuma,mas há nestes 30 e tal comentários, um "tronco comum".
O sentido de responsabilidade, a educação, e elevação com que estamos a discutir um assunto tão "sensivel".
Caramba, esta é a nossa BRIOSA!
Todos diferentes, todos excelentes.
Depois um ultimo desabafo.
Se este "texto" outro mérito não tenha tido, pelo menos serviu para juntar à volta das "teclas" aqueles que não se têm conseguido sentar à volta da mesa.
Não é "Paulito"? Não é Jorge Faustino? Não é Zé Romão? Não é Ze Silva (serás mesmo tu, o verdadeiro?)
PS - MPS, gosto do seu "estilo" de discussão. A sua opinião é respeitável, mas está desenquadrada nalguns pontos do meu texto. Mas é a sua opinião, e isso é que interessa.
Respeito-a religiosamente, mas discordo dela (e bastante) nalguns pontos. Vamos ter, acredito, oportunidade de aclarar ideias.
VIVA A BRIOSA


Caro Engº Lucilio Carvalheira

Finalmente, vou responder-lhe. Se calhar vou frustrá-lo, mas este seu comentário é pelo menos a 15ª tentativa que o Sr. faz, para que eu reaja aos seus desabafos a meu respeito.
Tenho contudo, uma "reserva" prévia para lhe colocar.
Quer que eu responda com a coerência das 2ªs 4ªs e 6ªs ou com a incoerência das 3ªs e 5ªs?
Deixo ao seu critério, mas como o Sr.Engº passa a vida a dizer que NUNCA foi hipócrita ( o que eu não duvido, saliente-se)preferia ter ouvido da sua própria voz tão fundada e suportada opinião a meu respeito.
A minha sensibilidade se calhar não é igual à sua. Já disse e repito, que o Sr. Dr. Miguel Madeira não me faltou ao respeito.
O problema é que não lhe dou a ele nem a ninguém, autoridade para me "definir" os limites do meu pensamento em relação à Briosa.
Era o que mais faltava.
Confesso que não sou "redondo" como o Sr. Engº, a escrever. Sou mais angular. Gosto da liberdade individual da palavra. Depois, gosto de as juntar e de lhes dar "vida". Gosto que as frases tenham nexo e que sejam percebidas por todos.
Chamei-lhe um dia "encantador de palavras". Pensei que tinha percebido.
Deixe lá, quem sabe se um dia destes, a pretexto de nada, possamos conversar.
Nota última: O sr.Engº tem idade mais que suficiente para já nao ter a mania da perseguição.
A "hasta publica" a que me refiro, não tem nada a ver com a sua Direcção.
Tem a ver com a minha. Mas o assunto foi tão melindroso, que nem com "pinças" deve ser tratado publicamente.
Saudações académicas
Viva a Briosa


Meu caro António Ferrão,

Gostei imenso do seu artigo!
Os meu parabéns e aceite um abraço,
Rui Castro


corrigindo: a retoma era do ponto 1º e não do 2º, obviamente


Vendo vários amigos meus envolvidos, não podia deixar de participar nesta "tertúlia", que faz lembrar muitas outras, noutros ambientes que, por diversas razões, já nenhum de nós frequenta...
Acho o seguinte:
O Zé Romão tem razão: parece estar demonstrado que é mais barato e eficaz (porventura, mais lento e trabalhoso) "gastar" dinheiro na formação, para alicerçar a equipa principal e auferir os rendimentos de futuras transferências.
O Ferrão tem razão: se enveredarmos por uma visão nostáliga do passado, assente em ser "contra os futricas", na ideia quimérica de uma Académica que "já passou", estamos fritos e estaremos a hostilizar a nossa cidade e um grande número da nossa base de apoio sincera, "de todas", idefectível (pois é, Romão, também me lembro).
Tem razão o Paulo Oliveira, o Ildérico (será o "Flor"?), o Petrini e o MPS.
Em que ficamos, então?
Para mim,
1º- chega de ortodoxos (não é piada, Zé Romão) do "academismo", do FRA, dos símbolos anacrónicos (até já chamaram o Carranca à colação), da serenata e do pirolito;
2º- assuma-se que o que a Académica precisa e a cidade quer é uma equipa ganhadora e que, para isso, o que importa é a qualidade futebolística dos jogadores, sejam eles do Ceará ou nascidos debaixo da Torre da Universidade;
3º- Abram-se os olhos dos dirigentes e faça-se perceber que a aposta na formação pode e deve ser i) mais rendível (vide caso do Sporting), ii) mais sã, iii) mais sutentável, iv) um elo mais forte de ligação da Académica com a cidade e com o país;
4º- Ultime-se, de uma vez por todas, o estatuto de atletas de alta competição na UC.
E, retomando um pouco o meu ponto 2º, acabem as "cátedras" dos iluminados, dos "chefes de trupe". Como dizia o Ildérico, os seus argumentos, em 74, levaram à extinção da Secção de Futebol da AAC!
Um abraço a todos, em especial aos meus amigos.


Apesar de desenquadrado o comentário não quero deixar de responder ao Caríssimo D:

Não desgostei do que vi, embora, depois da 1ª parte contra o Boavista esperasse um pouco mais.

De qualquer modo estou de acordo com a maior parte do que foi escrito. Grande jogo do Brum, bom jogo do Litos. O Hélder Barbosa a confirmar-se como um grande jogador.

Não gostei do Nestor Alvarez que me lembra demasiado o Marcel, o Miguel Pedro também me desiludiu. O Pavlovic aos bonés... o que é admissível. O Pedro Roma a falhar por duas vezes.

Tudo somado gostei da equipa e acredito nela e no treinador, que faz exactamente o que eu criticava ao Vingada não fazer: quando o resultado se altera mexe-se na equipa (e o MM mexeu bem!)

É que mexer na equipa pressupõe que existem objectivos e uma estratégia para os alcançar.

Vamos embora Académica!


Eu tambem sou Dr. Alias, hoje qualquer meia-leca é doutor, neste pais. Assim que agora não esqueçam que aquela pessoa que vos atende no cafe e supermercado provavelmente tem uma licenciatura. Espero que a tratem por senhor ou senhora doutora. he, he. So no pais das anedotas se dá tanta importância ao status. Mas não estranha... não lhes resta mais nada!!


Nesta coisa dos Blogs acontece, amiude, retirar-se uma frase do contexto e zás....lá vai "bordoada" e quem a der com "paninhos quentes" é REI. Sinceramente não me pareceu que o texto do Eng. Miguel Madeira tivesse essa carga acintosa, mas...
eu estou à vontade porque nos idos anos 77, 78, 79 andava eu e mais "quatro gatos pingados" - como agora andava toda a gente!!!- lembrast-te Olga, lembras-te Carlos Felipe, lembras-te Alfredo Castanheira Neves, lembras-te Ana Maria?? e destes só o Alfredo José é que era Dr. Os outros todos "futricas" eu incluido (há época, vindo do politécnico ainda não se era Eng.Técnico).
Disto falo para chegar a quê?
Para reconhecer ao AFerrão as qualidades que tem de dar sempre a sua versão das coisas o que me leva a corrigi-lo. O Pavilhão Jorge Anginho nunca foi salvo há última hora da hasta pública. Como sabe foi dado como garantia para se poder contestar, junto do Fisco, a não inclusão do IRC no então chamado "totonegócio"; Assim só há pouco (ano passado?) o Tribunal Administrativo e Fiscal veio dar razão à AAC-OAF, ou seja: mesmo que tal julgamento não nos fosse favorável haveria sempre forma de se pagar esse imposto faseadamente e não iria a hasta pública . Certo?
PS - Por tudo , quem diria? estou muito mais de acordo com a leitura feita pelo MPS sobre a "problemática" que o AFerrão introduziu que não me parece que esteja em "agenda" de discussão.


Caro amigo Zé Romão

Só o simples facto de teres vindo aqui comentar o meu texto me enche de satisfação.
Que fique bem claro. O Dr. Miguel Madeira não me tratou mal.
Tratou-me como cabo arvorado, uma espécie de "apêndice" da Briosa.
Os meus textos têm sempre uma preocupação. Que sejam claros e entendíveis por todos.
Como deves imaginar não posso meter " o rossio na betesga", mas a minha visão do rumo que o futebol está a tomar é tão inconformada quanto a tua.
Em breve falaremos disso.
Há só uma questão que para mim é determinante e que batalharei por ela até à exaustão.
Não contem comigo para alimentar e dar "guarida" a sofriveis jogadores de futebol só porque são estudantes.
Já dei para esse peditório.
Somos uma equipa profissional que precisa urgentemente de levar um "abanão" de alto abaixo nos escalões de Formação.
Tenho muito respeito por todos (e foram muitos) entre tecnicos, directores e seccionistas que desenvolveram trabalho meritório na Formação, mas este "desmazelo" colectivo tem que acabar.
O nosso futuro passa por aí.
Obrigado pelo carinho com que falaste do meu pai. Da minha parte é reciproco em relação ao teu.
Recebe um abraço amigo e
VIVA A BRIOSA


Meu preclaro Amigo Ferrão:
Desconheço se te epitetaram de futrica com algum intuito de te diminuir como pareces fazer supor.Se foi esse o objectivo o alvo é demasiado coriáceo para sofrer danos.De toda a forma teve o mérito de (te) provocar este texto que na parte respeitante à Académica e aos seus indefectíveis(era assim que se dizia,recordas-te?)subscrevo.Trouxeste-me recordações inolvidáveis:o meu Pai mas também o Dr. Raul da Rua da Matemática,O Sr.Armindo Novais da Portagem,o Sr. Hildebrando,o Sr.Sardinha sapateiro,o Sr Alberto"chocolate" e tantos, tantos.E,claro,o muito querido Sr.Ferrão dos Hospitais.Só quem partilhou aquelas inesquecíveis viagens de camioneta - as excursões - por todo o País, com especial predilecção pelo Minho ( era o verde...),é que pode perceber essa fantástica "miscigenação" da/na Briosa.Ricos,remediados e tesos,trabalhadores,estudantes doutores,velhos e novos todos irmanados pela mesma causa.Mas esse, meu querido Amigo, foi e é nosso privilégio.
Quanto ao futebol própriamente dito parece-me,repito,parece-me que te conformas com este estado de coisas que, para que fique claro, não é de agora, mas que tem de ser invertido.Como?Com fortíssima aposta quer na prospecção quer na formação de talentos.Com profissionais sérios e dedicados.Com competência e sem compadrios.Com cabal e efectivo aproveitamento dos mais aptos a atingirem patamares superiores.Com posterior enquadramento com 6/7 profissionais de INEGÁVEL valia desportiva, ao invés de serem empandeirados para outro lado sem qualquer acompanhamento.Mas tudo isto carece de estratégia e de gente capaz.Conformas-te,meu Amigo,com as pazadas de contratações que têm sido feitas nos últimos 10 anos ( digo 10,mas são muitos mais,apenas por ser um número redondo e não querer ferir susceptibilidades)?Os dedos de uma mão devem chegar para contabilizar os que aqui deixaram saudades pela sua qualidade profissional e dimensão humana.E as pipas de massa que têm sido gastas justificam as amarguras que temos vindo sistemáticamente a sofrer? É verdade que o caminho se faz caminhando.Mas este trilho, confesso, não me agrada nem me seduz.
Problema (só) meu?
Um abraço companheiro.

ACADÉMICA,ACADÉMICA,ACADÉMICA,VAMOS AO GOLO MALTA


Parabéns

É com enorme regozijo que o vejo, finalmente, responder a quem há alguns dias merecia uma resposta.

Efectivamente, só num blog como aquele poderíamos encontrar tal alarvidade da distinção entre doutores e futricas, pois tudo se pode esperar de quem, 32 anos depois do 25 de Abril de 1974, se digna cercear a liberdade de expressão do seu semelhante. O ataque torpe e mesquinho é apanágio de quem não tem destreza para usar outras armas mais inteligentes, seja doutor ou futrica

O post que deu origem a esta resposta mostra claramente a mentalidade de quem o escreveu e as "teias de aranha" que devem pender dessa mente quiçá jovem, mas tão envelhecida pelos falsos pergaminhos.

Espero que este texto magnífico, onde as verdades podem ferir como espinhos, sirva de catarse para os que, de repente(ou talvez não), se encandearam.

Pela BRIOSA...


Texto magnífico Ferrão, muitos parabéns!

O que mais realço do texto é tocar numa ferida, a maior da Académica e da história da Cidade de Coimbra, alguma sobranceria com que os Universitários tratam os que não o são...EU BEM O SENTI NA PELE, PORQUE ERA SÓ UM ESTUDANTE DO ENSINO POLITÉCNICO. Em pleno Século XXI ainda há disto em Coimbra, cidade adormecida à sombra de uma Torre que não pode ser castardora de evolução e sim potenciadora da mesma.

ACORDEMOS POIS...só podemos pensar em evoluir e não em regredir,

A dicotomia Doutor/Futrica tem uma conotação académica, está patente no Código da Praxe da Academica coimbrã, portanto, será futrica aqule que não esteja a usar o traje académico, vulgo capa e batina.

Respeitemos portanto rodos os que não o usram nunca por opção ou por impossobilidades da vidam, mas que são e serão sempre grandes amantes da Briosa!!! HÁ TANTOS NA HISTÓRIA DA ACADÉMICA!!!


E o que é que o MPS achou do jogo da Briosa? Teve oportunidade de o ver?


ATENÇÃO

o texto das 5.02 pm também é do MPS ( ou seja meu!) e continua no seguinte.


CONTINUANDO...


4º Não tem razão, finalmente o caro Ferrão quando diz que :

“Alguns dos “clubezecos”, a que o Dr. (ou Engº) Miguel Madeira com sobranceria e desdém se refere, deram-nos autênticas lições de vida associativa. Mobilizaram-se em torno dos seus emblemas, das suas regiões, com grande esforço, empenho e muito trabalho. Criaram as suas próprias estruturas desportivas, parques desportivos modernos e funcionais, com infra-estruturas que nos levam 10 ou 15 anos de avanço.”

Entre aqueles que conheço que nos levam 15 anos de avanço:

Um construiu tudo à custa de dinheiro com origem “duvidosa”, proveniente de actividades que não se sabe muito bem o que são, e outro construiu tudo à custa de um herdeiro riquíssimo. Desde que o herdeiro se foi embora a “mobilização” levou-os para a 2ª divisão! Um terceiro clube tem um apoio autárquico como só os da Madeira têm….


Mas, NO ESSENCIAL, o Ferrão tem razão:


A - O que aconteceu na década de 60 é hoje irrepetível (talvez o não seja daqui a alguns anos)!

B- a Académica perdeu público porque deixou de jogar bom futebol. É também evidente: assim que a Académica voltou a ter uma boa equipa de basket e que teve uma boa equipa de andebol o pavilhão encheu. O mesmo vai acontecer com o futebol. Arranje-se uma equipa capaz de se bater de igual para igual com os melhores e, acima de tudo, que jogue bem e ver-se-á, rapidamente o estádio com 20.000 pessoas!

C -Com paciência, dinheiro e capacidade de gestão desportiva, se esta direcção conseguir manter a Académica na 1ª divisão, arranjar uma boa equipa e bons escalões de formação, o estádio vai encher e surgirá uma nova Académica, uma Académica de TODOS, capaz de se bater outra vez, de igual para igual, com os melhores!

Vamos embora Académica!


PS
Ainda não vi ninguém que explicasse bem o que aconteceu em 1974. Quem tentou acabar com a Académica e porquê! É que, meus amigos, foram os estudantes comunistas, sob o pretexto de que a então secção autónoma de futebol era profissional e por isso não se enquadrava na AAC. Hoje em dia diriam que se tratava de uma secção que só pensava na “BOLA NA REDE”. Onde é que eu tenho ouvido isto ultimamente?....

Se calhar eles ainda “andem” aí!!!!!!!!!!


Contra o que é habitual, neste comentador, o post confunde várias coisas.

1ª a dicotomia futrica/doutor não tem forçosamente a ver com o facto de se ser licenciado ou não. Querem um exemplo?
O velho "Pintanas" era futrica? O Rocha (pai) grande jogador da Académica era futrica?
O doutor Ferrugem, “doente Académico”, protagonista de inúmeras histórias engraçadas enquanto corria o país com a Académica era contínuo na escola Brotero!
O Teixeira era futrica? E o Formidável? Também era futrica pelo facto de não se ter licenciado?

2º tem toda a razão o amigo Petrini ao dizer que

“O futrica não foi, longe disso, um "compagnon de route" da Briosa. Havia o clube dos futricas, isso é verdade (o União), objecto de rivalidade acesa connosco. Por vezes, existia mesmo antagonismo entre o estudante e o futrica.
O que o tempo veio alterar foi essa dicotomia…

De facto lembro-me de ouvir várias histórias de cenas de pancadaria entre estudantes e futricas contadas quer pelo meu pai quer por pessoas mais velhas.

Além disso nos poucos anos em que académica e União coexistiram na 2ª divisão, nem sempre as coisas se passaram pacificamente. Toda a gente se lembra da invasão de campo num Académica União depois de o Ribeiro ter sido expulso. E toda a gente se lembra de uma cena de pancadaria protagonizada na baixa protagonizada pelo Melo, o guarda-redes que uma vez pontapeou o Dinis, extremo esquerdo do Soprting.

Eu particularmente lembro-me de o meu pai e um médico amigo irem para o terraço da Maternidade Daniel de Matos(então clínica de Santa Teresa) de binóculos ver os jogos do União na 1ª divisão (nós estávamos na 2ª) e torcer para que o Ónião (era assim que lhe chamavam) perdesse.

O caro Ferrão pode ter as suas memórias, mas eu tenho as minhas. São diferentes presumo que ambas verdadeiras. E se calhar até resultam precisamente do pai do editor não ser licenciado e de o meu ser!

Não é portanto verdadeiro que ao longo dos tempos a Académica fosse de futricas e de licenciados. O que se passava era que havia pessoas que, não sendo licenciadas, eram da Académica, não sendo por isso futricas. É aliás óbvia esta distinção: quando eu andava no liceu eu não era licenciado, nem estudante universitário mas não era futrica!


3º Não tem razão o caro Ferrão quando mistura o Manuel Antóno e o Rui Rodrigues com outros como o Artur Jorge, o Lourenço, o Oliveira Duarte ou o Toni. É que o Manuel António foi para o FC Porto contrariado, porque precisava do dinheiro para ajudar o pai, chorou na festa de despedida, e ,logo que pôde voltou a jogar na Académica muitos anos tendo inclusivamente ganho a Bola de Prata. E o Rui Rodrigues ainda hoje é da Académica! Não se confunda o é inconfundível!

4º Não tem razão, finalmente o caro Ferrão quando diz que :

“Alguns dos “clubezecos”, a que o Dr. (ou Engº) Miguel Madeira com sobranceria e desdém se refere, deram-nos autênticas lições de vida associativa. Mobilizaram-se em torno dos seus emblemas, da


Só dizem disparates! A Académica nem é dos doutores nem dos futricas. A Académica é de um fundo de investimento cuja cara é o senhor dos envelopes!!


"Os guardiões desse templo é que se esquecem que os seus argumentos, em 2006, são praticamente os mesmos que motivaram a extinção da secção de futebol (profissionais! desligados dos estudantes! salários chorudos!, etc.)". Muito bem observado, é isso mesmo.


Este texto está "valente".
E os dois últimos parágrafos, em resumo, são elucidativos.
É pena o autor do texto, permita-me o reparo, não ter há mais tempo enveredado por esta via de escrever textos desta qualidade neste blog.
Ficou, no meu entender, demasiado tempo agarrado, noutro blog, a uma linha de rumo, destrutiva e arcaica, que não nos leva a lado nenhum.
É só o que lamento.
De resto, continue a escrever. Fá-lo de forma superior e favorece o debate construtivo.
Saudações académicas


Vai estudar ou então opinar para o site do teu clube....


Está aqui uma grande "malha" sim senhor. Muito boa nota!
Subsiste uma questãozita para abordar frontalmente: institucionaliza-se a "Nave dos Loucos" como Organismo Autónomo (ou Secção Cultural) da Associação de Estudantes da Universidade de Coimbra?


P.Oliveira: A Académica, não tivesse havido a extinção de Secção de Futebol em 74, não teria seguido o caminho do Olhanense, do Atlético ou do Barreirense, porque, na minha opinião, tudo apontava para uma evolução natural para o profissionalismo. O "exílio" no CAC é que fez alimentar uma visão mítica de uma Académica (guitarra e capa ao ombro, laranjada e FRA) que já deixara de existir. Os guardiões desse templo é que se esquecem que os seus argumentos, em 2006, são praticamente os mesmos que motivaram a extinção da secção de futebol (profissionais! desligados dos estudantes! salários chorudos!, etc.)


Muito bom !!! Claro que sou futrica e foi por causa desses, tipo Eng.Madeira, Mário Castro, etc. que serei sempre União. Mas claro que a Académica não me é indeferente, até porque é da minha cidade. Mais uma vez parabens ao Doutor António Ferrão.


Em cheio. Nota 20! Dispensado da oral.


Caro Pedrosa Oliveira

O texto do António Ferrão é claríssimo e uma resposta adequadíssima ao post de Miguel Madeira. Relei-os as vezes que forem necessárias e ficará esclarecido.


Em primeiro lugar, gostaria de dizer que sou Amigo do Eng. Miguel Madeira, por quem tenho muita admiração e estima.

Em segundo, não quero entrar em polémicas entre editores de blogs, e penso que quer o SB quer os PC, deveriam passar mais tempo a falar da nossa briosa, do que em tricas pessoais que só dão má imagem dos sócios da Acdémica com a vossa responsabilidade, a quem vai aos blogs e quer é saber novas da briosa, muito mais aqueles, que como eu, vivem longe de Coimbra.

Por último, fiz questão de ler os post's do Eng. Miguel Madeira e sinceramente não percebo a resposta que o Sr. Ferrão dá no seu post.

um abraço a todos

P.S - por favor, nós os sócios da Briosa queremos é noticias da nossa Académica e não respostas e contra respostas de editores dos vários blogs.

sócio 5164


O post a que o Ferrão se refere foi publicado em 15/8 nos pardalitos. Se forem a esse blog, acederão ao post através do "histórico" de Agosto, que dará todos os posts publicados neste mês. Já agora, adianto que começa pela transcrição de uma entrevisto do Jorge Costa, sobre a "descaracterização" do FCPorto, aproveitando o autor do post para se atirar aos que defendem a "bola na rede". Estes atacariam os "puros", chamando-lhes passadistas, retrógrados, etc...e também "revanchistas atávicos" (referência ao um post do ferrão), o que, vindo de um futrica (lá está...) até faria rir o autor...
Estou certo na história?


Vinha no Público de domingo passado, na Revista Pública, uma curiosa reportagem sobre os clubes míticos desaparecidos da alta-roda, com reprodução de diversas cadernetas de cromos antigas. Lá se falava dos Barreirenses, Olhanenses, Atléticos, Cufes e Salgueiros. Pois bem, fiquei satisfeito que não estivesse lá a Académica. Teria sido esse o caminho que teriamos levado se a realidade não se tivesse sobreposto ao saudosismo dos "doutores", e o profissionalismo às lutas futricas (que palavra feia)/estudantes de antanho. Trata-se de sobreviver. Que sentido faria (e que apoio teria) uma equipa de estudantes-jogadores a penar na 2ªB?


Passando em revista (mas muito na diagonal, confesso) o que a blogosfera académica tinha escrito nas últimas semanas, deparei-me com um texto, nos “pardalitos do choupal”, assinado pelo Dr. Miguel Madeira, (que não conheço pessoalmente, nem faço a mínima ideia quem seja), que, indignado, entre a exaltação e o sentido de “posse”, me chamava futrica com todas as letras (daí a minha dedução imediata de o autor ser dr ou engº).


Podiam transcrever o texto onde essa referência é feita, por favor...


GRANDE GRANDE GRANDE TEXTO!
OS MEUS PARABÉNS AO SENHOR ANTONIO FERRAO


Este texto esta magnifico!Sou um jovem pertencente a mancha e kem conhece um pouco dakel grande grupo ultra sabe k grande para ou mesmo a maioria dos fieis k vãO a todos os jogos n é estudante!Tenho 20 anos conheço bem as histórias do passado com união onde nas tardes domingo costumava haver de vez em kando algumas festas de garrafas partidas e muitos murros ao pé do café santa cruz!Mas esse tempo já lá vai e julgo k para bem da nossa cidade e instituição se deveria era fazer protocolos com o união em relação as camdas jovens, de certeza k existem lá muitos e bons jogadores, mas kem fala do união fala de outro clube aki na região!E é só uma mera opinião de uma pessoa k vé k os clubes se tem k assuciar para se fortalecerem, pois o futebol actualmente são só €€€€!


Gostava de ler o teste do Dr. ou Eng. Miguel Madeira. Onde está?
Alguém pode mandar link?
Obrigado


Parabéns caro A. Ferrão. Já me enoja a atitude de poltrona dos "Exmºs Srs. Drs."
A "realidade" é quem mais ordena. Uma Briosa de todos os que a quiserem amar.

N. Couto Esp., licenciado e Brioso desde sempre


Mais uma vez parabéns ao A. Ferrão por este texto.

Aqui está, preto no branco (ia sendo dourado), aquilo que a Académica é em 2006 : É muito mais do Sr.Fernando do que do Magnifico Reitor.

A BRIOSA É DE TODOS OS QUE A QUISEREM SENTIR E AMAR COMO TAL!

Viva a Brisoa!


Belo texto, como sempre.
Nele se refere o maior problema de Coimbra e que a fez parar no tempo e perder o comboio que outras cidades e clubes apanharam.
Esta mania de nos agarrarmos ao passado como lapas á rocha, esta mania de que só os Drs. são competentes, empreendedores, e que faz muita gente olhar para o seu umbigo sem querer perceber que o mundo está a avançar.
Nos tempos que correm uma Academica virada apenas para a Universidade e para os estudantes, não tem qualquer viabilidade, e para isso já temos a SF.
A Academica tem que ser da Cidade, DE TODOS e não de alguns pseudo-intelectuais que se acham mais do que os outros apenas porque estudaram uns anitos mais.
Enquanto Coimbra não deixar de ser uma feira de vaidades, dificilmente poderemos competir com outras cidades e clubes e até a Universidade, por este andar, não passará de um museu para turista ver.


A descriminação dos "futricas" é tão inútil e ridícula quanto a ideia de que a Académica é um clube diferente, erudito, do qual toda a gente que se preze (a nata da nossa sociedade) gosta em segundo plano.

A Académica é de todos aqueles que a amam! Sejam eles da côr que forem, façam aquilo que fizerem no seu dia-a-dia e acreditem eles naquilo que acreditarem.

Como acaba o caro António Ferrão, em mais um texto brilhante:

Viva a Briosa!


Viva o Tó Ferrão! Abaixo a reacção!


Tenho uma pequena (?) discordância histórica. O futrica não foi, longe disso, um "compagnon de route" da Briosa. Havia o clube dos futricas, isso é verdade (o União), objecto de rivalidade acesa connosco. Por vezes, existia mesmo antagonismo entre o estudante e o futrica.
O que o tempo veio alterar foi essa dicotomia. Por exemplo, não tenho dúvidas que o "ressurgimento" da Queima das Fitas se deveu, em larga escala, à pressão dos "futricas" comerciantes da cidade...
Concordo que o uso da palavra futrica, nos termos depreciativos em que é normalmente feito, separa a Académica da cidade, o que poderia (não é, porque parte de um sector ínfimo) ser um erro fatal.
Diria mais que o Ferrão: A Académica do presente é muito mais do Sr Fernando do que de um estudante universitário qualquer (ou seja, comum), que, provavelmente, nem vai aos jogos, é do Benfica e do clube da sua terra, etc.
Um abraço.

PS- sou nascido em Coimbra, vivo em Coimbra e sou licenciado pela Universidade de Coimbra.


Este texto enquadra bem aquilo que é a AAC de hoje. Todavia, quem for mais novo,, em relação aos futricas, poderá pensar que afinal nunca existiram. Sem me alongar e sem querer polémica, direi apenas que a AAC também se fez contra os futricas, ou pelo menos em oposição a muitos deles.


Magnífico!

Obrigado prezado António Ferrão!

Saudações Académicas,
AAndrade


Belíssimo texto.

Muito, muito bom.

Para ler e reler.


Sim sr. é esta a minha Académica, de todos... E se não me engano muito, pelas pistas apresentadas, o Miguel Madeira é um jovem (diz ter um irmão médico que presumo ser o meu amigo Pedro). Excelente rapaz, mas pelo que se lê bastante radical, e, repare, se ele é quem eu penso, habituou-se a ir ao estádio ainda catraio (com o Pai e o irmão)- um miúdo não pode ser academista (ou académico) ??
Pois fique sabendo que eu enquanto estudante do Secundário se calhar fui mais académico que muitos dos académicos que se apregoam... Embora jogasse no OFC acompanhava tudo o que era AAC (basquet; Andebol; rugby; hóquei e, sobretudo futebol); frequentava vários espaços da AAC, e se não fui para a universidade foi por opção e não falta de média,e, reconheço hoje, talvez tenha sido opção errada, não porque me desse melhor emprego, mas porque a sociedade talvez me respeitasse mais. Infelizmente tenho muitos amigos que se formaram e ainda hoje vivem com a casa às costas e a pedinchar umas horas para poder dar aulas.
Se sou futrica, não sei, mas fui dirigente associativo no maior liceu de Coimbra com muito orgulho, e lhe garanto que com isso só prejudiquei a minha vida académica, sei que tenho 3 filhos e sou sócio familia; sei que vivi em Alcobaça, em Leiria, e agora na Curia e, salvo se qualquer motivo inadiável me impeça, não perco um jogo em casa. Por época tento ir ver sempre alguns jogos fora, quando há borlas levo novas pessoas ao estádio (e vou ganhando adeptos para a nossa briosa); quase diariamente venho aos Blogs da AAC- ler e raramente comentar- concordo ora com uns ora com outros, fico triste com tanta confusão.
Não queiram o protagonismo pelo protagonismo- Informem, debatam, mas sobretudo, respeitem-se e tenham orgulho de poder ir ao estádio apoiar a Briosa de cabeça levantada, e ver o jogo e não como se comporta o "adversário" de blog... Porque meus amigos às vezes o silencio no estádio revolta...
Força Briosa




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