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Boa tarde a todos.

Muito obrigado aos editores do blog por terem escolhido o meu texto como um dos melhores do ano! Para quem me conhece, não foi nada de novo.

Respondendo muito rapidamente aos que comentaram o texto (que isto de misturar férias e internet neste momento não é fácil):

- Acho que no meu texto não faço finca pé de termos uma equipa de estudantes! Dei o exemplo de épocas que acompanhei em que por acaso tinhamos muitos jogadores estudantes, mas não isso que está m causa! O que está em causa é exisitirem jogadores com os quais os sócios/cidade/adeptos e simpatizantes se identifiquem! Desde que Dário nos deixou, voltámos a ter algum ídolo? Acham lógico deixar sair os capitães de equipa todas as épocas? São algumas das minhas questões!

- relativamente ao que o P Oliveira e o preto até aos ossos escreveram, tenho que dizer, que à Académica sempre lhe exigi ganhar! Não sou daqueles que vai aos estádios só para se embebedar com os amigos, ou meter a conversa em dia! E como se tem visto, não é com um contentor de contratações 2 vezes por ano, que a AAC tem ganho mais jogos! É só isso que eu critico!A descaracterização que a equipa sofreu em pouquíssimo tempo, que fez com que muita gente se afastasse do estádio! Penso que esta minha forma de ver a coisa, nada tem a ver com o exigir mais ou menos! Doutra forma jámais me veriam a ficar de burro durante várias horas depois de um jogo em que não ganhamos! Daí a acusar-me de não ser fanático vai uma grande distancia! E o não torcer pela aac, não significa que torça pelo outro! Não me parece que tenha que dar provas de ser ou não fanático, basta ler o texto e adicionar alguns dos sacrificios que já fiz pela aac que não referi e nem vale a pena!

- Caro Luís Veloso, penso que já respondi ao seu comentário. Pena eu não ter consultado o blog há mais porque senão teriamos tido uma bela discussão!

Bem, tenho que me ficar por aqui.

Mais uma vez obrigado

Cumprimentos académicos

Ricardo Carvalho


Caro Jorge:

Cá fico (cá ficamos) à espera dessa ideias. Esse é, do meu ponto de vista, o debate que interessa verdadeiramente e cuja necessidade as notícias dos últimos dias apenas apenas vêm reforçar .

Saudações académicas


Amigo, nem eu percebi a quem se referia (tenho a minha "suspeita", mas esse nome é relativamente vulgar).

Não me melindro, apenas estou saturado deste clima de suspeição que se instaurou nos blogs da Académica.

E quanto a torcermos juntos na bancada contra os lampiões, pode ter a certeza.
Nada me dava mais gozo do que começar o ano com uma vitória sobre o benfica.

Umas boas entradas e um 2007 cheio de vitórias para a nossa Briosa é o que eu desejo.

Um Abraço


Meu Caro "até aos ossos": Vá lá, não se melindre! Nem era uma "denúncia", era um (ligeiro) elogio! E, quanto a "desmascarar", das duas uma: ou me enganei -como o meu Amigo afirma- e ficamos assim, ou acertei e ficámos só os dois a saber. Ou acha que toda a gente percebeu a quem me referi?
Um grande abraço e até 2007 (quanto mais não seja, na bancada, a acudirmos pela Briosa contra o Benfica!)


E já agora caro Andrade Corvo, uma vez que é novo nestas lides (não acredito que tenha criado um nick só para me "desmascarar"), deixe-me dizer-lhe que fica muito mal a um adepto da Académica estas denúncias, tipo carta anónima, estilo bufo.
Essas acções são dignas dos cães de fila da pide. Mas a pide mora no blog aqui ao lado...

Se quer saber quem é que eu sou, pergunte-me.

Um Abraço


Ok, preto até aos ossos, ok....
Vencido mas não convencido...


Eu alinho na discussão, mas parto sem ideias. Isto é, constato o problema, mas não tenho realmente solução. Não obstante, não acredito num regresso ao passado, e o que quer que nos salve terá que vir duma qualquer postura nova, arejada, que limpe o muito bolor que resta e que tenha em conta os tempos que atravessamos, no país, na cidade e na UC. Assente no pilar Formação e, claro, profissional e competente, como tem hoje de ser a própria Universidade, se quer sobreviver.


Errado amigo Andrade Corvo (nick a estrear, parabéns!).

Parece que não sou quem sua excelência julga que sou.
Se realmente me conhecesse sabia que não tenho nem nunca tive outra "cor".
E logo o benfas... Como eu odeio os lampiões...

António Luis não faço ideia quem seja.

Um abraço


De facto, a quadratura do círculo não é o policlubismo, que existe em todo o lado (os que vão às Antas, tantas vezes são do Ermesinde, ou do Avintes, ou dos pasarinhos da Ribeira), mas a contradição -aparente, dirão uns, real, afirmam outros- entre o profissionalismo exigido pela realidade actual e o ideal de antanho.
Escreveram-se boas prosas sobre isto, no início de 2006, até se pendou em fazer um congresso/retiro...
Mas força, Jorge Martins, estaremos aí para o ler e pensar em conjunto!
Mas uma coisa, para mim, é certa: mais vale sermos profissionais assumidos que profissionais de capa e batina aos ombros. E prefiro um bom profissional a um pé de chumbo matriculado na "vetusta senhora".


Caro João Mesquita:
Plenamente de acordo consigo. Há que levar o debate para as questões estruturais e deixarmos a esquizofrenia de saber quem fez mais ou menos asneiras: se o JES, se o Campos Coroa. Infelizmente, ambos fizeram demasiadas. O ideal seria, porventura, um projecto que casasse o acento tónico colocado pelo primeiro no profissionalismo com a ênfase na ligação à Academia do segudo. Mas teria de ter ao seu serviço dirigentes capazes e competentes. Caso contrário, correríamos o risco de ter os piores vícios de ambos.
Tenho algumas ideias sobre o debate identitário e talvez as lance agora no início do ano.
Votos de Feliz 2007 para si.


Embora, desde que me conheço, seja homem de um só emblema — o da Associação Académica de Coimbra e mais e nenhum —, considero que este "post", não só tem coisas muito bonitas, como fornece preciosos motivos de reflexão. Bem o percebeu, entre outros, o Jorge Martins, que no seu comentário deu o mote para a discussão de fundo que é preciso fazer entre os académicos. Uma discussão que, não devendo (nem podendo) desviar-nos do imediato, é muito mais importante para o futuro do que a avaliação conjuntural dos mandatos de José Eduardo Simões, de José Emílio Campos Coroa, ou de qualquer outro presidente das últimas décadas. E que, segundo a minha convicção, nos levará a concluir que os problemas de que padecemos se foram agravando com o decurso dos anos (creio mesmo que a origem da maior parte deles é anterior ao 25 de Abril de 1974), que alguns são de ordem estrutural e que a sua ultrapassagem implica, não apenas uma profunda ruptura com a filosofia e a mentalidade dominantes, como o surgimento de uma nova geração de dirigentes e de quadros intermédios, capazes de darem corpo a uma outra política, em que a identidade se case bem com a modernidade. Vamos a esse debate, sem nos perdermos em quezílias e noutros assuntos menores?

Saudações académicas


O preto até aos ossos, se é quem eu penso, honra lhe seja feita, sempre acudiu pela AAC, mesmo contra "o seu" Benfica. Não é verdade, António Luís?


Concordo com o preto até aos ossos.
Ser da Briosa é muito mais que ir até ao CC ver futebol. Experimentem ir ver um jogo de rugby e verão a raça e orgulho de vestir negro.
Discordo da bigamia mas compreendo-a, também concordo quando diz que à Briosa se exige tudo, mas tem que ser limpinho, correctinho, tudo bem comportadinho, mas quando se fala no outro clube dos bigamos o que interessa é títulos..p..que os pariu !!!

Quero a minha Briosa de volta

Quero ver o calhabé cheio de malta de viseu, stª comba, tondela, figueira, etc..tal como acontecia nos 40, 50, 60 e 70


poligamia. e não são as outras! são todas umas putas!!! e é assim que elas devem ser sempre


Porque aliás, esta discussão do pluriclubismo poderá ser um pouco como a questão monogamia v. plurigamia. Que venha outro alguém e atire uma pedra, que eu não atiro. Mas, já que puxei a analogia, será como que exigir que uma seja pura e que a(s) outra(s) seja(m) puta(s).


"Preto até aos ossos", é mais ou menos isso que eu queria dizer, tirando o juízo de valor sobre o academismo do postador, que não faço nem ponho sequer em dúvida. O texto do Ricardo apenas me sugeriu o que escrevi depois, generalizando e correndo o risco de ser até injusto com ele. Além disso nem me referia propriamente à exigência de vitórias (para isso lá terão os benficas), mas sim à exigência de "virtudes". É como se a Académica tivesse de ser uma espécie de derradeira reserva de puros indígenas, lutando ecológicamente de arcos e flechas num mundo onde impera a guerra tecnológica (futebolística, é claro!).


a primeira foto é minha. onde foram rouba-la? e os direitos de autor?


Assino por baixo P. Oliveira.
Ter dois clubes "do coração" tem essa vantagem:

Temos o SLB, o SCP e o FCP, para lutar pelos títulos nacionais, competições europeias, chamadas de atletas à selecção, etc.
Pouco importa se o presidente é corrupto.
Pouco importa se o clube é beneficiado em todos os jogos que realiza (inclusive contra a Académica).
Queremos é a conquista do campeonato, a presença na liga dos campeões, ter o máximo de atletas na selecção nacional.

E depois temos a Briosa, por quem dizemos ser fanáticos (tal como o autor do texto), e a quem exigimos tudo: jogadores estudantes e portugueses, vitórias em todos os jogos (à excepção dos jogos contra o nosso outro amor fcp, slb ou scp), etc.

Quando se trata da Académica, enchemos-nos de falsos moralismos e exigimos tudo o que não podemos exigir ao "outro" clube do coração.

Tal como o autor do texto, também eu me intitulo fanático pela Académica.

Faço-lhe apenas uma pergunta:

Se o meu amigo é, tal como eu, fanático pela Briosa, como é que consegue, pelo menos duas vezes por ano, NÃO DESEJAR QUE A ACADÉMICA GANHE UM JOGO??!!
Como é que consegue ver um jogo da Académica, SEM TORCER POR UM GOLO DA BRIOSA??!!

Eu respondo.

O autor deste texto não é, nem nunca foi, fanático da Briosa.
Porque se o fosse, como muitos de nós verdadeiramente somos, não conseguiria ver um jogo da Académica sem desejar que esta o ganhasse.

O autor deste texto é, com alguma boa-vontade, sócio-simpatizante da Académica.

E desses também precisamos! ´
Não no estádio (e muito menos com outro cachecol), mas sim na tesouraria a pagarem as cotas.

Mas o que é que se há-de fazer... Por exemplo, aquele que foi em tempos o blog de referência da Académica (o moribundo pardalitos) hoje é gerido por dois confessos sportinguistas.

São os outros adeptos que a Briosa tem.
Mas eu não sou dos outros.
Eu sou dos nossos.

Um Abraço


Adorei o post.


Errata: que nos torna, efectivamente, diferentes dos outros.


Dois excelentes textos, tanto este como o do Francisco. Mostram duas formas distintas (e respeitáveis) de ver a AAC. No fundo, mostram a crise de identidade que temos vivido desde 1974 (quiçá antes ainda) e que se reflecte no debate actual entre apoiantes e opositores da actual Direcção. Embora aí a ideologia me pareça, muitas vezes, instrumental na luta pelo poder. Ou seja, enquanto não resolvermos a verdadeira quadratura de círculo que é a conciliação entre o profissonalismo puro e duro (essencial no futebol actual) e a preservação daquilo que nos torna efectivamente dos outros estaremos sempre a tropeçar nesta questão.


Cada caso é um caso e haverá muitas maneira de sentir a Académica, mas este poste revela uma situação de que há muito tempo desconfio: a situação dos académicos que também são outra coisa e que exigem à Académica aquilo que não exigem à outra. A Académica para as virtudes, pobrezinha mas honrada, e a outra para os grandes eventos. Aceito, mas não é a minha maneira de viver a Académica, de quem sou incondicionalmente, nas virtudes e nos defeitos.


Boa tarde

parabéns ao autor do texto fez-me lembrar os bons velhos tempos da Académica.
Viagens de comboio a aveiro, espinho, ao quintal de ovar, famalicão, alverca. Às viagens de carrinha para o algarve, viagens de autocarro com metade da sua lotação.
As Grandes invasões a Chaves, Marinha Grande, luz, alvalade e antas.

Penso que o estádio novo tambem não favorece o ambiente de festa a não ser quando está cheio, mas mesmo assim sinto falta dos vendedores ambulantes a venderem as pevides e os tremoços, o facto de uma pessoa entrar no estadio e não puder voltar a sair para ir ao tasco ou a outro lado como se fazia antes tira alguma piada.

Acho que faz faltam jogadores referencia como Febras(que era tosco como alguns diziam, mas que sentia a Académica), Mickey(acho que marcou o golo que mais vibrei na minha vida luz) dantes qualquer que fosse o resultado, os jogadores iam agradecer o apoio, lembro-me que o unico a celebrar a manutenção foi o Pedro Roma em cima do carro do sr. Fernando

um abraço


Lembro-me tao bem desses jogos Ricardo, especialmente de campomaior onde acabei com mais 3 ou 4 (ja nao me recordo) a almoçar em casa de um sr da cidade que disse à mulher q éramos colegas do sobrinho dela (apesar dele estudar em Lisboa)
Bons tempos....
1 abraço do muito calor para o muito frio


Parabéns pelo post. Gosto de intervenções assim, de fundo, com pés e cabeça, serenas e bem escritas.
Porém, discordo de algumas coisas: ao contrário de si, nasci, cresci, formei-me e vivo em Coimbra. O meu pai e os meus irmãos eram já da Académica, comecei a ir ao futebol nos meus 5 ou 6 anos. O meu 1º ídolo (e que mantenho) foi o Artur Jorge.
Reconheço que o traço identificativo FOI o contraponto entre os atletas-estudantes e os profissionais dos outros clubes. Mas isso acabou. Por razões várias, que levavam dias a enumerar...mas repare só nisto: é fácil arranjar 100 universitários que gostem de dar uns pontapés na bola; podem-se arranjar 10 que tenham algum jeitinho; mas, quando arranjar 1 que seja "bom de bola", ele rapidamente deixa os estudos (que o podem levar ao desemprego licenciado e a desperdiçar uma carreira de futebolista) e zarpa para...olhe, para Madrid (não era esse que era "estudante"?), onde lhe pagam bem mais que a um professor...
Como dizia o meu ídolo de meninice, era-se profissional treinando-se 2 vezes por semana; agora, para se jogar na 2ª liga, treinam-se duas vezes...por dia!
(retomarei o assunto mais tarde)


Mais um excelente "post", com uma perspectiva diferente do anterior. Ambos devem ser lidos com atenção. Mostram a grande riqueza deste blogue: a diversidade e pluralidade de opiniões, ao contrário do que pretendem alguns tristes. Desde há muito que reparei que aqui "se tocam várias músicas", normalmente, de grande qualidade. É a vantagem de nem todos afinarem pelo mesmo diapasão.


E quem fala assim não vive sob tecto de colmo... Está a Este do colmo ou seja Estocolmo? Não. Está lá onde o frio ( quantos grauzitos Ricardo -10; quando aí estive apanhei -17!Brrrr)agudiza a mente, a faz sensata, onde a lucidez do raciocínio casa com a paixão e a razão não atraiçoa a emoção.
Que melhor comentário ao texto do nosso outro editor, arenga escrita abaixo (a não ler, aconselho eu) tal a diferença entre o SER ACADÉMICA e o ser daquela equipa de Coimbra que está na Super Liga e que se chama Académica como podia ter outro qualquer nome.


Mas que belo post. Que se reflita sobre ele (só com a parte da camaleonice não concordo totalmente). Parabéns.Bom ano a todos.




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