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Muito bem Martins.


Destas fases sublinho o seguinte:

"Nesse período, a equipa tem o estatuto de “quase grande” e arrasta multidões. A simbiose entre a instituição, a Academia e a cidade é quase total e estende-se a outras modalidades, em especial o basquetebol"

Foi rigorosamente assim! Havia casas cheias no futebol, no basket nos jogos de juniores e até nos de juvenis. Acrescento ainda que no final deste período, com o arranque das piscinais municipais, a Académica tem a 2ª equipa de natação nacional´(só superada pelo Algés e Dafundo) e vários campeões nacionais.

Estes FACTOS são importantes porque permitem ir contra a tese infeliz, actualmente defendida por alguns saudosistas, de que o caminho não passa pela bola na rede. O que a História mostra, e está exemplaramente retratado neste artigo do Martins, é que foi quando a Académica teve sucesso desportivo, que conseguiu ultrapassar as fronteiras da Universidade e congregar TODA a cidade atrás de si! Esse sucesso estendeu-se a outras modalidades e dinamizou a construção de equipamentos e a prática desportiva.

Claro que os pressupostos sociais e económicos se alteraram desde então. Mas ensina a gestão estratégica que cada ameaça é simultaneamente uma oportunidade e todos os conservadores inteligentes sabem que é preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma!

É com esta mentalidade com que temos que enfrentar o futuro.


Jorge, pode nao ser um post que dê muita audiência já (até pelo facto de ser fim de semana) mas daqui a 1 ,2,3,4 anos vai ter o condão de continuar a fazer sentido e de ainda valer a pena comentar. Uma grande mais valia para todos nos que o lemos

Força!


A partir de 50, 60 já cá estão mais que viram tudo. É evidente que foi no período aúreo - 64-70 - que se iniciou a deriva para o profissionalismo, menos ou mais encapotado. Houve um conjunto de condições, naquela altura, e JM refere-os, que propiciaram a situação, que é irrepetível agora naqueles moldes. Há aliás uma frase no livro que saiu ontem que expressa bem aquela Académica, que não poderia existir agora, que é quando Mário Torres explica porque não foi para um clube espanhol.


Agradeço os elogios e o tom elevado da maioria dos comentários. Sei que este tipo de textos não dá a audiência que dão os "posts" onde há "sangue". Mas julgo que o exercício vale a pena, pois temos de ultrapassar a fulanização das questões e as questiúnculas de curto prazo.
Quanto à acusação do reticente do costume, é óbvio que não tem pés nem cabeça. Mas sei que o pobre diabo (que nem um nick consegue arranjar)me quer provocar. Podes falar à vontade que ficas a falar sozinho.
Sobre o livro do João Mesquita e do João Santana, apenas quero dizer que, com muita pena minha, não pude estar presente no seu lançamento, pois tive de estar em Lisboa ontém à noite. Por isso, não conheço o livro. E menos ainda a alegada polémica entre os seus autores e o JES.


Como é que é copiadíssimo se este texto saiu antes do lançamento do livro? Há cada um...


Há frases aqui copiadíssimas do livro do Mesquita e Santana.
É pura e simplesmente vergonhoso o que Martins faz, para esquecer a polémica entre os autores do livro e do arguido Jes.
A memória, essa ficará perene depois das eleições.
Não te vamos esquecer Martins...


devia ser obrigatório todos os atletas da Briosa levarem estes textos para casa e fazer prova de conhecimento do que é a nossa amada instituição.Parabéns!


Simplesmente espectacular. Faz mais pela memória histórica da Académica que muita retórica. E parece-me que coloca o dedo na ferida em algumas questões existenciais da instituição.


Parabens pelo excelente texto.


Melhor que qualquer históra que o meu avô me tenha contado, faço minhas as palavras do P', "um autêntico documentário ao nível de Discovery ou canal História"


Mais um texto de excelente qualidade na linha do anterior.
Chegámos à fase, porventura mais marcante (e que ainda está na retina de muitos) do futebol da Académica: a década de 60. Período de ouro pelos resultados desportivos e também pela marca "social" deixada.
Entre outras coisas adorava ter assistido à final da Taça de 1969, só que nessa altura ainda não tinha completado...quatro anos!
Aguardemos pelo próximo post que, muito provavelmente, vai dar faísca!
No bom sentido, claro...


E já agora, mesmo sem saber o que está para vir, queria deixar a sugestão de enviarem os textos para o site oficial. Quem queria saber o que é a Académica, e a sua história tem aqui uma oportunidade de ouro.


Muitos parabéns Jorge Martins, um autêntico documentário ao nível de Discovery ou canal História.

A verdadeira discussão começa agora, na altura em que quase todos os que aqui comentamos vivemos.

Espero ansiosamente o próximo post!




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