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O filme é uma super produção épica que tenho certeza, se fosse feito em Hollywood, e não na Europa, certamente estaria no mainstream e poderia até ser um sério candidato ao Oscar. Tem todos os quesitos de uma produção de grande porte, grandes batalhas campais, figurinos de época, detalhes rebuscados, orçamento monstro...
A primeira vez que tomamos conhecimento de Bathory foi num som do Venom (isso lá pros idos de 1984/85), posteriormente num som do Mercyful Fate e depois o próprio Bathory (banda sueca de um homem só). Desde então, já procuramos muita coisa e lemos muito sobre a história da condessa. A maioria do material sobre ela diz mais respeito à lenda e à imagem acerca da pessoa demoníaca e das atrocidades cometidas.
E é aí que está o diferencial do filme. O que ele tem de melhor é que a história não se vincula à lenda, pelo contrário, houve uma preocupação do diretor, que é também o roteirista, em se ater mais à biografia da condessa Bathory como ser humano e, de certa forma, desmistificar a lenda em torno dela.
Claro que não é uma biografia 100% fiel. Foram acrescentados alguns personagens fictícios para “dar liga” à história, como por exemplo, o narrador, Padre Peter. Não existem relatos biográficos dele na história de Erzsebet Bathory, muito menos de seu assistente Cyril que, na minha opinião, é uma figura patética e dispensável do filme que, ao que parece, foi inserido para dar um pouco de leveza e bom humor ao filme, mas que, não sei se pela péssima interpretação do ator, não sei se pelo roteiro dado a ele, ficou irritantemente caricato, principalmente quando ele uiva ao ver mulheres nuas, insinuando remeter ao ataque de lobos sofrido por ele na infância.
No mais, os demais personagens são brilhantemente interpretados e dão consistência ao filme, em especial, os 3 personagens que representam os 3 dentes de dragão presentes no brasão da família Bathory, e nos quais o filme é dividido: Ferenc (o conde Bathory, marido da condessa), Darvulia (a feiticeira) e Thurzo (o braço direito do conde Ferenc), esse último, visto como o responsável por toda a lenda criada em torno da condessa, o que é capciosamente argumentado durante todo o enredo. Vale dizer que Thurzo (Karel Roden) rouba a cena em muitos momentos do filme, deixando a condessa Bathory (Anna Friel, a insossa Chuck de Pushing Daisies) em segundo plano.
Parabéns pelo seu blog! Fizemos a legenda de Bathory para Pt-Br, e quando fomos postar (legendas.tv e alguns outros sites) mencionamos sua crítica feita aqui (claro, com os devidos créditos e citação da fonte). Espero que não se importe e veja nosso post no legendas.
Abraço!
Bianca e Fred |
25.06.09 - 2:44 pm | #
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Adorei sua crítica e compartilho da mesma opinião. O filme vale como curiosidade, tem ótimo figurino e fotografia. Mas sou fã de vampiros, e gostaria de ver esta obra estupenda contando oque sabemos, pois, lógico, nunca saberemos a verdade e oque está registrado é que ela era uma assassina. Não dá para mudar certas lendas, simplesmente não dá. É como mudar a história de Cristo, como se ele fosse um ladrão e tivesse morrido num naufrágio. Mas, é uma outra forma de contar uma história, ela foi uma vítima inocente ou uma assassina cruel, ou um pouco de cada uma...não sei, escolha a sua.
Eu, como fã de terror e vampiros, prefiro a assassina, como prefiro a bruxa satanista, nada de bruxinha boa que usa ervas, blah...eheheheh
Assisti um filme sobre a verdadeira história de Drácula , O Príncipe das Trevas (Dark Prince) . Conta a história do Drácula histórico, mas mantém a lenda do guerreiro que inspirou a obra de Bram Stocker.
Gostei muito de Bathory, vai para minha coleção de filmes de vampiro, mas vou esperar ancioso por The Countess com Julie Delpy. Juntando um com outro acho que dará uma boa conversa sobre Bathory, para fãs do gênero.
PS.: O monge e seu neófito deveriam ser mortos com uma espada Jedi, pra mim...
Anonymous |
10.07.09 - 3:03 am | #
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