INTERREGNO

Não gostei. É verdade que os actuais "valores" do ocidente não são dignos da sua história, é verdade que (quase) tudo o que por aqui tem sido escrito é muito valioso e há que gritá-lo bem alto.

Aí estamos de acordo e aí dou os parabéns ao autor.

Agora, pôr os mártires cristãos em pé de igualdade com os terroristas islâmicos é que estragou tudo!... A "resistência de um punhado de ... cristãos"...!?!? Santo Deus! Será que o autor acredita que este punhado andava para aí a pôr bombas!...

É que assim não vamos lá! Há que haver mais rigor, há que ter mais cuidado com aquilo que se diz. Porque eu acredito que o autor sabe que aquilo que distingue os cristãos de Roma dos Osamas deste mundo é exactamente o facto de terem sido inocentes mártires que morriam e não matavam.

É verdade, também os há, os fanáticos que se dizem cristãos. Mas os que morreram no circo!?... Comparáveis ao Bin Laden!... Santo Deus!...

Peço ao autor que comente.

Obrigado


Gravatar O interregno sabe porque é que está no Interregno.
Se as convicções que exponho não fossem “peregrinas” (o bom e o mau sentido fica com o leitor), nós não estaríamos “nesta apagada e vil tristeza”!
Você não compreendeu o que escrevi! O meu texto é cristão e católico. É sobre a arrogância e a humilhação.
E eu não tenho a arrogância de usar algumas palavras.
O cronista romano, no seu tempo, também não compreendeu e também apelidou os Cristãos de “fanáticos”! Surpreendeu-se pelo seu pacifismo, mas não deixou de os crucificar...
Tal como o cronista “vitoriano” se exasperou com os “fanáticos da não-violência” que seguiam Ghandi! E o exército Inglês não deixou também de os massacrar...
O essencial, não é o método de afirmação da crença – é a disponibilidade total para o sacrifício, em nome da crença. Eles suicidam-se pela crença.
O método de cada uma das afirmações é que é diferente. Tem a ver, por um lado, com a respectiva “revelação” ou “credo”, e por outro, com a dialéctica da violência.
Sobre as “revelações” tenho que afirmar alguma humildade (por causa da minha) e não vou por isso ajuizar sobre a Tora ou o Corão. Nem sobre a interpretação que os “Baptistas” fazem do Evangelho.
Em relação à dialéctica da violência, nessa escalada não vale a pena subirmos muito... Todos compreendem, no entanto, que os terroristas islâmicos gostariam mais que as vítimas fossem americanos e judeus...
Estamos a falar de horror e violência que tem que parar imediatamente, como afirmou o Papa.
Claro que temos que nos defender... mas melhor!
E isto envolve uma crítica ao Mundo que construímos e aos seus principais responsáveis.
Claro que envolve também alguma tristeza pela ausência de Portugal e dos portugueses na construção de um Mundo melhor, terreno em que temos um Know-how inigualável graças à nossa vocação ecuménica!
E é em nome dessa vocação que lhe agradeço o comentário e a crítica.


Gravatar Errado! O "método de afirmação da" fé (que é diferente de "crença") cristã é realmente decisivo. Não pode ser um qualquer. Tem "regras" bem claras. É incompatível com a violência. Tem por base o amor.

Ou seja, o "sacrifício, em nome da" fé não pode nunca justificar a violência. O cristão sacrifica-se em nome da fé mas é manso e promove a paz...

Percebe-se onde o autor quer chegar e espanta-me que se aproxime tanto dos conhecidos métodos da esquerda: ou seja, é preciso atacar os americanos em todas as frentes e sem quartel, mesmo se para tal seja necessário justificar os actos ignominiosos dos terroristas.




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