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«Onde estão os Monárquicos?»
Sei onde está Um, de grande valor. É no «Interregno» e acaba de sntetizar, com brilho, o Caminho a seguir.
Um abraço, Caro JSM
Paulo Cunha Porto |
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11.23.05 - 8:12 am | #
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è verdade, meu caro amigo, mas sonhar não custa!
O Velho da Montanha |
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11.23.05 - 11:59 am | #
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Neste momento não há, em Portugal, um Movimento Monárquico. Falta um Corpo Doutrinário actualizado, não existe um Escol e de Acção nem se fala...
Talvez surja qualquer coisa a tempo de celebrar - pelo Pensamento e pela Acção - os Cem Anos do Integralismo Lusitano... Mas, por enquanto, tudo é, ainda, nevoeiro.
Mendo Ramires |
11.23.05 - 5:15 pm | #
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Caros amigos,mas digam-me lá - quem é que não se sentiria bem num Portugal assim. Quem é que não se sentiria mobilizado para agir, para construir, para fazer qualquer sacrifício?!
Não sou um optimista, mas não vejo grandes saídas para Portugal (e mesmo para o mundo ocidental) se não redescobrirmos este caminho.
Obrigado pelos vossos incentivos.
JSM |
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11.23.05 - 6:13 pm | #
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Quem não se sentiria bem num Portugal assim? Olhe, por exemplo a imensa quantidade de portugueses que não são nem monárquicos nem católicos.
Rebatet |
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11.23.05 - 6:59 pm | #
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Mas esses sentem-se lindamente com a situação. Esses são os que todos os dias fazem manifestações ao Governo e vão a Belém pôr flores. Nunca os vi protestar, nem reivindicar. Esses são naturalmente os meus adversários. Não estou sozinho em campo, assim o espero. Detesto uniões nacionais. Quando escrevi este projecto constitucional não pus ninguém de fora. Brancos, pretos, pardos , amarelos, d'aquém e d'além mar, têm lugar. Tenho também uma leve desconfiança, que não atribuímos à expressão 'republica' o mesmo significado. Mas isso é o menos.
A terminar, pode , se quiser, acrescentar ao rol dos que se sentiriam mal com o meu projecto, os nossos patrões, os que nos colonizam e sugam todos os dias. Esses ficavam muito chateados.
Obrigado pelo seu comentário.
JSM |
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11.23.05 - 7:17 pm | #
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«Mas esses sentem-se lindamente com a situação.»
Falso, eu não me sinto nada bem com a situação e não me revejo nesse regime teocrático que você pretende.
«Esses são os que todos os dias fazem manifestações ao Governo e vão a Belém pôr flores. Nunca os vi protestar, nem reivindicar»
Anda distraído.
«Quando escrevi este projecto constitucional não pus ninguém de fora. Brancos, pretos, pardos , amarelos, d'aquém e d'além mar, têm lugar»
Pois, estou familiarizado com a sua concepção de nação,não é a minha e nem sequer faz qualquer sentido, é uma nação praticamente sem fronteiras.
«Tenho também uma leve desconfiança, que não atribuímos à expressão 'republica' o mesmo significado.»
Não sei que significado lhe atribui, por isso não comento.
«A terminar, pode , se quiser, acrescentar ao rol dos que se sentiriam mal com o meu projecto, os nossos patrões, os que nos colonizam e sugam todos os dias. Esses ficavam muito chateados.»
Esses também ficariam chateados com outros regimes e outras soluções que não as suas...
Cumprimentos.
Rebatet |
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11.23.05 - 7:48 pm | #
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Até à segunda citação tentei ser irónico, mas, pelos vistos, falhei. Ninguém, que eu saiba faz, ou tem motivos para fazer, manifestações ao Governo ou ao Presidente da Republica.
A minha concepção de Portugal é parecida com a do Fundador, a que presidiu á conquista e reconquista de novas 'adesões'. Afonsos, Sanchos, etc, é construtiva, e tem sentido de serviço. Podemos discutir isso com tempo, se quiser. (Trabalho à noite, vou entrar agora). A terminar, e sobre os 'nossos patrões', escrevi um pequeno texto, a brincar com isso, chamado 'Republicas de exportação', onde exponho as minhas certezas quanto sobre o assunto. Não sei se leu?
Amanhã, responderei, se for caso disso.
Cumprimentos e obrigado pelo debate.
JSM |
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11.23.05 - 8:12 pm | #
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Caro Rebatet, se o posso tratar assim, gostaria de completar o esclarecimento que ontem, muito pressionado pelo tempo, ficou incompleto.
Antes de mais fica dito: afirmo um 'caminho' face á situação geral de orfandade e desnorte. Haja quem apresente outro.
Respondidas as duas primeiras citações,e a ultima, relativamente aos nossos 'patrões' - foram eles que inventaram as 'republicas democráticas e laicas', para exportar, não para consumo próprio: Inglaterra, Estados Unidos e Israel (não falo da França, porque mete dó, embora continue a ter apaniguados entre nós - vestidos à século XIX e com o Montesquieu debaixo do braço!)
Mas respondida a esta questão, como disse, restam algumas objecções que apontou, que são importantes, a saber:
'regime teocrático', 'concepção de nação''sem fronteiras''não faz qualquer sentido', e 'outros regimes e soluções que não as suas'. Muito bem. Regime teocrático? A Inglaterra ou os Estados Unidos são um regime teocrático? E, no limite, o Japão? Na síntese constitucional proposta, chegou à conclusão que eu queria incluir no articulado o Novo Testamento? O Portugal da 1ª,2ª, incluindo os Filipes, e 3ª até Pombal, era um regime teocrático? E se era, renega-o?
Adiante. Eu não falei em nação, mas povos. Se calhar posso traduzir para nações. Sem fronteiras vivemos nós agora! Fala-me de fronteiras quando nos preparamos para ter fronteira com o Iraque?! Ao contrário, na minha perspectiva existem muitas fronteiras. Cada republica tem a sua,e bem definida. E não só fronteiras terrestres. O projecto é abrangente, não exclui, mas tem fronteiras culturais e espirituais também muito definidas. A rainha de Inglaterra e a Grâ-Bretanha assustam-no? Já não há paciência para o Portugal dos pequeninos.
Voltando ainda á síntese constitucional, Você enganou-se quando disse que havia uma grande maioria que não se revia naquilo! Penso que todos os crentes cabem lá. Os que não são nada não contam - massa amorfa e inerte, sempre pronta para ser colonizada por qualquer um que seja alguma coisa. Restam os inimigos de sempre. E que estão cá dentro, como sempre. Por fim as outras 'soluções' que não agradem também aos 'patrões'! Excluindo as teocracias islâmicas, só estou a ver, Cuba e a Coreia do Norte! Não é concerteza nisso que está a pensar.
Cumprimentos.
JSM |
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11.24.05 - 1:03 pm | #
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Quando falei em regime teocrático fi-lo exagerando, propositadamete confesso, isto não decorreu apenas deste seu texto mas de outras intervenções suas que já li e das quais retirei a impressão que não se importaria de enfiar de facto o Novo Testamento na Constituição ou pelo menos de atribuir à Igreja Católica um poder que eu, pessoalmente, rejeito.
Eu entendo que o que apresenta seja um caminho, o seu, e faz muito bem, eu simplesmente respondi à questão que deixou no seu primeiro comentário: Quem não se sentiria bem nesse país.
Depois confesso que se o modelo alternativo que propõe é uma adaptação do que existe na Inglaterra, então meu caro, não considero isso como solução ou alternativa real a coisa alguma, mas essa é apenas a minha opinião e vale o que vale.
Eu também não quero um Portugal pequenino mas, ao contrário de si, acredito numa outra construção europeia, uma nação forte numa Europa Imperial, identitária, potência.Adaptando Drieu ou Saint-loup aos novos desafios.Divergimos nisto, paciência...
«Penso que todos os crentes cabem lá. Os que não são nada não contam - massa amorfa e inerte, sempre pronta para ser colonizada por qualquer um que seja alguma coisa»
Bom, se por crentes se refere a católicos farei então parte da massa amorfa?Talvez englobe aí todos os cristãos?E os que são crentes mas não em Cristo? Ou o Deus a que se refere não é o revelado por Jesus?
«Excluindo as teocracias islâmicas, só estou a ver, Cuba e a Coreia do Norte! Não é concerteza nisso que está a pensar.»
Não, mas o simples facto de saber à partida que não é a essas que me refiro indica que também sabe que não são essas as únicas alternativas.
Cumprimentos.
Rebatet |
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11.24.05 - 11:03 pm | #
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Aqui estou eu de novo:
Em primeiro lugar, agradeço os seus comentários, sem dúvida clarificadores, a que só agora posso responder.
Esclarecida a questão teocrática, não posso naturalmente excluir do número dos 'crentes', todos os que se reclamam do Livro, todos os que acreditam em Deus.É em nome da revelação Cristã, em que acredito, que o faço.
Passemos então ao 'caminho' que propuz e resumi - 'Portugal,Pátria dos povos que a História uniu, é serviço de Republicas...Graças a Deus (versão mais popular). Tem pouco a ver com a Inglaterra excepto na inteligência política que eles têm e nós ainda não tivemos. O Brasil não é a Austrália ou a Nova Zelândia (para o melhor e para o pior). Mas é decerto o nosso 'seguro de vida'! Se posso citar, o que certamente conhece e talvez subscreva: "...li pela primeira vez numa selecta, o passo célebre de Vieira sobre o Rei Salomão. 'Fabricou Salomão um palácio... E fui lendo até ao fim trémulo, confuso, depois rompi em lágrimas felizes...Aquele movimento hierático da nossa clara língua majestosa, aquele exprimir das ideias nas palavras inevitáveis, correr de água porque há declive...Tenho porém , num sentido, um alto sentimento patriótico. A minha Pátria é a língua portuguesa"
Depois disto pouco haveria a acrescentar , mas há:
Se diz que costuma ler o que escrevo, deve ter reparado que venho afirmando que as Pátrias independentes, justificam-se, se forem estruturas de serviço universal. A História é muito selectiva. Se alguém presta um serviço melhor do que eu, é natural e justo que me integre nesse projecto, nessa outra estrutura mais capaz. Portugal justifica-se. Em minha opinião justifica-se cada vez mais, mas tem que pôr a 'render os seus talentos' (empreguei a parábola), não pode continuar a desperdiçá-los inglóriamente.
Por fim, a ultima questão ainda relacionada com os nossos 'patrões': Você cometeu um erro clássico de movimento, se estivéssemos a jogar xadrês - e sujeita-se ao 'cheque pastor'. As outra alternativas que não lhes agradam, para além das que citei são... as que venho apresentando.
Cumprimentos.
JSM |
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11.25.05 - 2:19 pm | #
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Boa tarde JSM, eu não leio sempre o que escreve mas de vez em quando passo por aqui ou vejo alguns comentários seus noutros blogs, enfim, digamos que não acompanho tudo o que escreve mas sei, até porque já levo bastante tempo nestas andanças, qual a sua posição.
Em face disto não me alongarei muito mais porque não chegaremos a consenso algum, não significa que não respeite o que escreve ou que não considere as suas ideias, significa apenas que não partilhamos propriamente a mesma causa.
Obviamente que a minha Pátria não é a língua portuguesa, e já expliquei porquê noutros locais várias vezes, de tal modo que, conhecendo razoavelmente as suas posições, não creio que valha a pena voltar a encetar aqui este velho debate.
Quanto às alternativas você está enganado, obviamente que não se reduzem às que apresentou, que para mim nem são alternativas, mas se as quiser cingir a isso está no seu direito. Se me permite uma brincadeira de enxadrista, eu não cometo erros clássicos de movimento, afinal tenho 3 dezenas de livros de Xadrez, perdi anos a estudar entradas, meio-jogo e finais e durante o período em que joguei só era batido com regularidade por quem tivesse um ELO superior a 2200. A não ser que o JSM seja um bom IM ou use o Fritz duvido que me visse cometer algum erro.
Cumprimentos, despeço-me por agora.
Rebatet |
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11.26.05 - 5:04 pm | #
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