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Meu Muito Caro JSM:
Claro que o insulto a uma religião inteira me suscita tanta reprovação como a Si. Seja no caso do
dito preservativo, seja no das cacicaturas de Maomé.
O primeiro encarei-o como uma má criação impotente. Deste que está na berra, já falei. Acho que tem base de facto, se entendido como restringido à concepção do Islão pelos radicais que usam o terrorismo, como o creio inadmissível se estendido a todo o Islamismo. Mas, tal como não gosto de generalizações, não aprecio responsabilidades colectivas. A última coisa que gostaria era de ver um governo, ou um Chefe de Estado ocidentais pedindo para serem os Países respectivos desculpados de culpas que lhes não cabem, mas só a um, ou meia-dúzia de súbditos seus.
A culpa é individual, salvo no que enforma a nossa condição desde aq Queda, ensina a Santa Madre Igreja. Mas não é assim entre os maometanos, onde, tradiocionalmente, recai sobre famílias, tribos e países.
Já o perigo invasor de que fala é bem real. Para nós, já se sabe. E também
para a Pobre Mulher do Deserto. Porq
Paulo Cunha Porto |
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03.03.06 - 9:21 am | #
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cont.
ue se os irmãos dela imperarem também por cá, para onde poderá fugir?
Grande abraço e perdoe a bipartição, mas, inadvertidamente, tevo ter publicado o comentário a meio.
Paulo Cunha Porto |
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03.03.06 - 9:23 am | #
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Caro Paulo Cunha Porto
Afinal publiquei de imediato 'a minha resposta'. Custou-me apenas um ligeiro atrazo de cinco minutos, ao trabalho, pois claro.
Mas voltemos ao deserto:
Também não gosto de generalizações, mas a generalização foi dos cartoonistas.
Desculpas colectivas?
Tem a ver com ofensas colectivas, e não gosto nem de umas nem de outras. Costumam gerar as guerras.
No entanto o reconhecimento do erro, o acto de contrição, são profundamente cristãos. E Portugal tem essa simbólica no gesto de Egas Moniz, que redimiu não apenas o Conde, mas também o Condado.
As nossas observações sobre a cultura dos outros povos são legítimas, mas têm limitações. Por exemplo eu não estou empenhado em impor a democracia 'tout court' a nenhuma região do mundo. Nem acho que funcione sem o alicerce da Instituição Real. E neste ponto, não podemos estar mais de acordo.
Agora, Você percebeu decerto, qual era, e é, a chave da correspondência que mantive com a mulher das Arábias - a distinção que sempre tenho presente entre inimigos e adversários. A longa clandestinidade política obriga-nos a nós católicos e monárquicos a não descurarem nunca o 'inimigo principal'.
Um grande abraço deste falso sheik, que se sente melhor na pele de cavaleiro cruzado...contra infiéis, os de hoje.
JSM |
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03.03.06 - 2:55 pm | #
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Meu caro. Acho que este assunto se deve colocar em dois patamares: O primeiro é aquele em que nós devemos respeitar as crenças dos outros, nas quais quais a barbárie Ocidental se está a marimbar.
O segundo ponto tem a ver com desculpas públicas, as quais não aceito, pois não me sinto, nem culpado nem representado por quem apresenta desculpas em meu nome. Aliás, o que temos de ter em vista são os comportamentos, independentemente das suas consequências.
Eu pelo menos, se não roubo não é por medo à prisão.
O Velho da Montanha |
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03.06.06 - 10:29 am | #
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Commenting by HaloScan
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