INTERREGNO

Gravatar Meu Caro JSM:
Como calcula, subscrevo a maior parte do que escreve. A minha fidelidade ainda se reporta ao tempo e aos valores da Bandeira integralmente branca com Escudo e Coroa, sem a bipartição maçónica. Mas com a simbologia que adianta para o azul, não hesito: conte-me assinando por baixo.
Abraço.


Gravatar Mas que belo texto, caro JSM!
Um abraço todo azul.


Gravatar Excelente postal!...
Não só subscrevo, como me sustenho a custo de sair à rua em sabe Deus que tumultos!...
Ousaria apenas alvitrar-lhe que me parece, esse Freud, um tanto escasso e obsoleto para explicar condignamente o relambório actual: estes tipos mataram o pai, mataram o padrasto, mataram a mãe, chacinaram a família inteira e agora andam no ataque, a ver se engatam um pederasta rico das estranjas.


Gravatar Caro JMS
Sou o historiador (Que não exerce) e que escrevi os comentários no Post a baixo porque era o mais actual, e, porque o assunto já tinha passado. Não vou, portanto, repetir todas as idéias; remeto-vos, portanto, para o exposto mais abaixo. Confesso que discordo muito respeitosamente de si no que à maçonaria diz respeito. A velha maçonaria (iniciática, cavaleiresca templária e cristâ), tolerante com as outras religiões, é aquela com que simpatizo. A Quinta da Regaleira em Sintra, numa visita que possa fazer, lhe "dirá" o que quero dizer.
A bandeira bipartida azul e branca é de 1821, e todos os que a imposeram eram maçons. D.Pedro IV, que já o era no Brasil, o Duque de saldanha e muitos outros. Os Cabrais também o foram etc. A bandeira da cruz azul é uma hipótese que vêm de 1940 e é um caso a estudar com seriedade histórica. As quinas são indiscutiveis e sagradas, tenham a cor que tiverem na origem. A côr branca do fundo do pavilhão, que sustêm o escudo, é desde sempre a tradição, como diz o amigo primeiro interveniente nestes comentários.
Noto curiosamente que há tradicionalistas, miguelistas e mesmo integralistas em geral (conceito este ultimo diverso e mais abrangente e não sempre coincidente) a defender o verde e vermelho, porque não querem a bandeira liberal (azul e branca), como fundo para o escudo, na tradição da popular cruz de Cristo sob manto verde, popular nos séculos XVI e XVII e na restauração de 1640. Se é para restaurar esta tradição da cruz de Cristo, concordo com eles,no resto sou liberal e nessa perspectiva azul e branco). As Quinas, a cruz de Cristo e a Esfera são símbolos que são preciosos para mim.
Sendo simpatizante da antiga linha iniciática da maçonaria, na linha do Fernando Pessoa, reconheço que houve uma laicisação do Grande Oriente Lusitano (origem de muitas as grandes figuras de 1820 a 1926), no final do século XIX, por influência francesa, com a qual não estou de acordo. De qualquer maneira os símbolos e a influência simbólica são antigos. E neste caso o azul e branco e depois o verde e vermelho foram impostos pelas novas correntes.
Um Abraço e Cumprimentos


Gravatar Pois caros amigos ainda não estou em mim. Saí há pouco do velho sófá ,enterrado até às molas, exausto, mas feliz.Sabem o que lhes digo? Há mais azul para além da bandeira.
Quanto à bandeira própriamente dita, claro que subscrevem tudo o que foi aqui dito. Era só o que faltava, se o não fizessem.
O FG Santos, de certeza que hoje concorda comigo em tudo. Quanto ao problemático adversário da segunda circular, em matéria de bandeiras, faça-se justiça, é muito rigoroso nas cores.
Mas, claro, o Dragão, quer mais.E é capaz de ter razão quando diz que o meu Freud, está velhote e desactualizado. De facto esta malta agarra-se a tudo!
Um abraço para todos e hoje pago eu.
Viva o Rei.


Gravatar Caro Pedro Rodrigues
Já depois de ter respondido de forma amigável aos três primeiros comentadores, ironizando com a vitória do Belenenses, deparei com a sua intervenção, que agradeço.
Também penso ter definido anteriormente qual é, não apenas a minha opinião sobre as cores da bandeira de Portugal, bem como o sentimento que associo a toda esta questão.
Aqui, neste interregno, continuarei a defender os princípios que me parecem os melhores e mais justos, não apenas para mim, mas para todos os que querem ser portugueses. Nas várias trincheiras da história, imagino sempre o lado em que estaria, e é por esse lado que eu vou.
Gosto sempre de recordar o que o Rei D.Miguel disse numa carta escrita depois da derrota, e endereçada ao seu irmão: 'Por mim, esteve a nobreza sem inteligência; por ti, esteve a inteligência sem nobreza. Eu estaria com os primeiros. Que hei-de eu fazer?
Os meus cumprimentos.


Gravatar Belíssimo texto; completado por 'post-scriptum' fundamental, do Amigo Paulo Cunha Porto.


Gravatar Caro JSM
Ainda acordado, vim à net e vi a sua resposta.
Confesso, que se calhar estaríamos em lados opostos da barricada. Eu acredito que D.Miguel utilizou um duplo sentido à frase.
No mais óbvio, reforça a minha posição constitucionalista e liberal, que talvez tivesse, se lá estivesse estado; ou seja, ao lado dos burgueses populares e dos intelectuaís "estranjeirados" e não só - a inteligência e a razão do tempo; face ao campo contrário - a nobreza de solar e de brasão(e com menos intelectuais e "pensamento" político), que na sua maioria apoiava D. Miguel. Quanto a isto seria liberal.
Mas se D. Miguel, na linha do que depois mais tarde diria Oliveira Martins e outros; falava na fé pura daquele povo miguelista (e aqui já não é tanto a "nobreza" de solar e de brasão, mas a nobreza de "carácter", face aos barões pseudo-intelectuais e cínicos do liberalismo - inteligência sem carácter) até eu,que sou oriundo de uma família pobre - os meus pais só têm a 4ª classe, mas não têm mácula na sua honradez, têm inteligência e daríam lições a muitas elites diletantes actuais do nosso tempo; até eu, dizia; hesitaria em continuar no campo "malhado".
Uma coisa faria, se lá estivesse: Lembrando as "Viagens na minha terra" de Almeida Garrett; diria à personagem principal da história(penso que era o Carlos)- pedir-lhe-ía que metesse uma cunha àquele oficial absolutista porreiraço, em Vale de Santarém (que o deixava passar as linhas miguelistas, para ir ver a Joaninha e a família) que mandasse também fazer uma trégua para mim (não fosse eu levar um balázio dos sentinelas miguelistas); para atravessar o campo, ir ao vosso lado, dár-lhe um abraço a si e mandar outro abraço, por si, ao Senhor D. Miguel, que por aquela altura devía estar no seu quartel general lá para Santarém.
Um Abraço


Gravatar Caro Pedro Rodrigues
Afinal sempre nos entendemos! Arriadas as bandeiras da divisão, bastou-lhe ter içado a bandeira branca, com as armas reais (da nossa Independência real) para atravessar as linhas, ontem desavindas, hoje campo aberto do tamanho do sonho português!
Sigamos pois pela mesma estrada real, porque eu não penso contratar portugueses para hastear de novo a bandeira de Portugal. É trabalho para os que existem hoje, de carne e osso como nós, que do passado apenas podem guardar o exemplo!
Cumprimentos e um abraço.


Gravatar Caro JSM, Com tanta informação interessante sobre cores e símbolos, fiquei um bocado zonzo... Mas não quis deixar de contribuir, enviando-lhe uma Cruz de Cristo mais bonitinha do que a que tem no seu blog... Se quiser aproveitar, aqui está:

http://photos1.blogger.com/ blogg...20Pequena.2.jpg

Um abraço


Gravatar Caro Caminhante
Agradeço-lhe a Cruz. Será mais uma a juntar às que tenho. De um amigo espero sempre alívio e consolação, mas se tem que ser, aceito-a.
Pedirei ao meu 'director de imagem', companheiro de regatas no 'Belém Integral', que substitua a inicial, de facto um bocadinho tremida. Como sabe eu não domino esta maquineta.
Um grande abraço.


Gravatar Este texto só serviu para empedernir a certeza: estamos próximos no âmbito da doutrina. Este post é, em larga escala, semelhante ao que escrevo.

Saudações.


Gravatar Ainda bem, Caro Rodrigues Morgado. Quer dizer que somos mais do que eu pensava. A blogosfera tem potencial ainda desconhecido, e cabe-nos continuar a desmontar e desmascarar o embuste republicano. Todos, ainda somos poucos porque o embuste é grande e já criou raízes práticamente por toda a parte.
Saudações monárquicas.




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