INTERREGNO

Gravatar Caríssimo JSM:
Apoio no fundo, faço apenas uma reserva a um pormenor da forma: é perfeitamente possível ver o Primeiro-Ministro Britânico, o simpaticão Tony, não só a comentar a bola, como de cachecol com a bandeira inglesa sobre o colarinho. E se tal não é possível com o P-M japonês, outro galo cantaria se fosse um campeonato de basebol. O mal não é do espaço, é do tempo. A relação entre política e desporto vem desde a Roma antiga. Só que aí os titulares do Poder tentavam não se confundir com a plebe, hoje fazem tudo para se irmanar a ela. E continua a haver mártires. No caso, democratizaram-se, é a população inteira.
Abraço.


Gravatar Caro Paulo Cunha Porto
Eu só pedi decoro e bom senso. Aceito perfeitamente, e até compreendo, que o Sócrates se deite com a camisola da selecção, e ande a marcar golos em casa dele, convencido que é o Figo. Tudo bem.
Agora tenho dúvidas que o Blair fosse o primeiro entrevistado, antes dos técnicos e jogadores, ou que a televisão inglesa estivesse muito preocupada com isso.
Claro que a política e o desporto, sempre andaram de mãos dadas. O pior é quando não se distinguem! Como cá.
Você também sabe, que nos últimos dias de Bizâncio, enquanto se discutia o sexo dos anjos, havia apenas dois partidos políticos: o das quadrigas verdes e o das quadrigas azuis! Os encarnados, à época, não estavam, felizmente, representados.
A seguir, foram devorados.
É o que eu queria evitar, e estou a ser egoísta, estou a pensar em mim.
Um abraço.


Gravatar Caro JSM;

Penso que está com alguma mágoa relativamente à situação do seu clube; e por composição, com o próprio futebol. E eu compreendo-o bem. Oxalá se chegue a uma solução em que as regras sejam respeitadas.

É necessário estar atento ao governo nestes tempos de entusiasmo, mantendo, não obstante, este mesmo entusiasmo. Mais do que o decoro, parece necessária uma atenção da opinião pública nestes tempos: já se ouve falar em campos de Golfe em vez de regadios para o Alqueva. Atenção ao que se faz no plano político nacional por esta altura; mantendo o entusiasmo na selecção.

Mas vamos apoiar fervorosamente a selecção nacional; mais ou menos globalizada - apoiemo-la fervorosamente! Às vezes os adeptos não sócios de clubes(como é o meu caso) assumem mais facilmente uma cultura de torcida de selecção (ainda que com simpatias clubisticas).
Quanto ao equipamento; gosto do actual, que é um compromisso entre o antigo e o novo Portugal.

Gosto de Heráldica e de símbolos, e a cor e a heráldica da nação devem reflectir o Espírito Nacional, sem no entanto misturar o profano com o mundo sagrado(aquele obedece e reza a Este).
Comecemos com a história:
Lembremo-nos da representação de alguns reis, como é o caso de El-Rei D. Manuel I que aparece quase sempre com vestes inteiramente de Vermelho (Côr também da sua bandeira- com o branco). É a côr também do Condestável Nuno Álvares (a crer no que se diz); que era a do seu brasão de família.
O todo vermelho é a côr superior Alquímica; é a Côr Vermelha - o Rubedo (Vermelho, Branco e a Pomba) a côr da Festa mais nacional e mais Portuguesa - a Festa de Pentecostes, do Santo Paracleto.
Lembro Também a Grandiosa e Divina Pessoa, Messiânica e Paraclética, que aparece de Vermelho-Dourado de Luz Divina a investir a Nação na Missão do Espírito Santo nos painéis atribuídos a Nuno Gonçalves.

Aproveito para saudá-lo com um Abraço; pois agora ando mais "afastado"; continuando um leitor sempre que posso.


Gravatar Caro Pedro Rodrigues
É capaz de ter razão, estou um bocado irritado e disparo em todas as direcções. Mas a verdade é que o futebol português é uma fraude e eu não gosto de estar sempre a fazer figura de palhaço.
Já quanto ao nosso 'particular' sobre as cores da selecção, não vamos recaír nessa discussão. Repare, eu subscrevo algumas das suas deduções e compreendo a inspiração da cor encarnada, que também associou ao Condestável. Mas tem que convir que essa inspiração não esteve presente na escolha do verde e encarnado, que veste a maior parte das selecções afro-asiáticas ou do antigo bloco de leste! Para não falar das ex-colónias, pois curiosamente, nenhuma adoptou o azul para a sua nova bandeira!
Coincidências? Não acredito.
É aí que eu queria chegar.
Saudações monárquicas.


Gravatar O melhor do dia foi o ex-Presidente da República, Jorge Sampaio a dizer que tinha ido ao McDonalds após o jogo!
Realmente o que esperar de Portugal...


Gravatar Caro JSM;

Só uma adenda: Em África existe a excepção da bandeira toda azul do Congo "Belga" (Ex- Zaire) por oposição à bandeira negra, amarela e Vermelha da ex-colonizadora Bélgica (o que até reforça o seu argumento) -foi excepcionalmente verde na época de Mobutu. E Cabo Verde(Muito azul -parece a comunidade Europeia) por oposição e desvinculamento da Guiné Bissau do PAIGC(o que reforça paradoxalmente também a sua teoria)

Apesar do comunismo lamentável das indepedências africanas(O Vermelho unido ao negro pseudo-africano do MPLA é disso exemplo); a grande maioria desta "esquerda" independentista africana, por questões de orgulho histórico e intelectual - e para se associarem à unica tradição de cultura superior e independência que se tinha mantido coerente e perene na África Sub- Sariana, e buscando uma identidade; foi buscar as cores não ao bloco de Leste(Como se pensa)mas à antiquíssima Monarquia Cristã Sabática da Etiópia; com muito mais de dois mil anos de independência(muitos milhares mesmo) e resistência aos Muçulmanos - desde sempre; e depois aos europeus(Apesar da invasão de Mossulini - que não durou muito); mantendo a sua independência e o seu Cristianismo Copta(e judaísmo) desde à dois mil anos. E esta nação foi sempre um símbolo para a própria Europa(E para tradição europeia, com a qual se identifica); sendo mesmo identificada como o Reino do Preste João(Sem o pensarem, os africanos acabam por buscar símbolos próximos da mundividência europeia). Foram assim buscar as suas três cores: O Verde, o Amarelo e o Vermelho. Por isso a dominância destas cores(salvo as lamentáveis excepções de Angola e outras - que em tudo, incluindo os símbolos, misturaram Estalinismo com pseudo-africanismo). Isto é um facto histórico de movimentos intelectuais africanos e religiosos - utilizando o Nome as cores da Etiópia(que por sua vez os idependentistas haviam de buscar).
Tudo tem uma explicação, que às vezes não nos lembramos ou não esperamos.

Mas deixemos as cores (eu gosto muito do azul Celeste; do branco,do dourado brasileiro; do grená e do vermelho desta selecção), a nossa selecção, no fundo é de todas as cores (por isso é que é uma selecção).
Quanto ao Belenenses, vamos pensar, que se não for este ano; será para o próximo. Concentrece-se agora na selecção; até para se animar. Tudo se levanta nesta vida.

Um Abraço

Um Abraço


Gravatar Caro JSM;

Lembrei-me ainda. Sobre bandeiras, existe uma que gosto muito e que lhe é cara com certeza. A do Reino Unido de Portugal e Brasil.
Força Portugal

Mais uma vez
Um Abraço


Gravatar «Os encarnados, à época, não estavam, felizmente, representados.»
Excelente apreciação do caro JSM, que comungo e à qual só acrescento que o despudor dos políticos democráticos de hoje é tão grande que já nem escondem o desejo de alienar as massas para lhes desviar a atenção do seu desgoverno.
Um abraço.




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