INTERREGNO

Gravatar Meu Caro JSM:
Nunca será demais lembrar a acção contra tudo e contra todos que S.A.R. o Senhor D. Duarte e o Prof. Adriano Moreira desenvolveram em prol do martirizado País. A ideia da fidelidadè à Autoridade Tradicional é a única força que se pode opor ao egoísmo de políticos, que ontem arregimentaram arruaceiros pró-Indonésia e hoje querem fazer outro tanto a favor da Austrália, por muito que o trato de ambas as potências regionais não seja comparável. Veja bem, um ministro (da Defesa) que já confessou ter armado milicianos...
É uma República, Senhor, é a República!
Abraço.


Gravatar Caro Paulo Cunha Porto
E amanhã! E depois de amanhã!? Xanana ainda é, em termos políticos, um referencial de unidade para a maioria dos timorenses, mas não vai conseguir dilatar por muito mais tempo o seu número de ilusionismo.
Os jovens querem futuro, futuro que não se compadece com o permanente saudosismo guerrilheiro. E o saudosismo em Timor é muito perigoso! Eu próprio tenho dúvidas e não confio na reciclagem da Fretilin. Que tem as mãos sujas de sangue, de sangue português, e do melhor que tivemos...
Um abraço, cheio de perplexidades.


Gravatar Amigo JSM,

parabens por mais este excelente blogue que so agora descobri.
Temos em comum um amor dificil - O Belenenses que nos une, no entanto sem ser um monarquico tenho muito respeito por aqueles que o sao e, tenho muito orgulho da nossa historia e da monarquia portuguesa que tantos mundos deu ao mundo.

Um abraco Azul


Gravatar So mais uma coisa , a partir de hoje este blogue esta linkado na coluna de "Blogs de Pastéis e Afins"


Gravatar Caro Luís Lacerda
Obrigado pela referência, e porque não, pela descoberta. Tenho evitado confundir os planos, mas às vezes é impossível. Vivemos num País de grandes promiscuidades entre a política e o desporto, que não beneficia nem uma, nem outro, e por isso não admira que surjam algumas sobreposições.
De qualquer maneira fico contente por se interessar por este desconhecido escriba, e também pelo facto de afinal ter conseguido separar as àguas entre este Interregno e o Belém Integral.
Um abraço.


Gravatar A notícia que li no rodapé de uma TV nacional (não me recordo qual) foi que o Senhor D. Duarte de Bragança foi incomodado pelos militares australianos, e que o seu comentário acerca do sucedido foi - digamos assim - "curto e forte" ...


Gravatar Caro Macmahon
Se isso de facto aconteceu, espero bem que o Duque de Bragança lhes tenha dado a devida resposta. O que é pena é que esteja sozinho, desprotegido, ignorado pelos seus!
Por outro lado, talvez seja da minha vista, mas não descortinei nenhuma notícia sobre as actividades da GNR em Timor. Li muitos depoimentos e muitas reportagens dos nossos enviados especiais à Oceania, mas da GNR, nem uma fotografia!
Coincidência! Havia bola! Um enigma.
Saudações monárquicas.


Gravatar È realmente triste ver o mundo lusófono desmoronar-se desta forma. Mas a culpa não será de Portugal que se desinteressou da questão petrolífera em Timor-Leste tal como o tinha feito anteriormente em S.Tomé e Princípe? E não se esqueçam que a China também já vai manobrando os seus cordelinhos nos bastidores em relação a este território...


Gravatar Caro Pedro Ferreira
Mas a que título é que nos desinteressamos do petróleo de Timor!? Ou de São Tomé!? Ou de Angola!?
Parece que afinal a descolonização exemplar se destinou exclusivamente a entregar de bandeja (lá está o país de serviços!) as matérias primas aos nossos aliados!!!
A troco de quê? De uma mesada da UE para a nomenclatura (leia-se os lacaios do imperialismo!) andarem por aí a pavonear-se de jeep, ou a encharcar-se em democracia!
Bem, uma coisa já eu certifiquei, já escrevi, inclusivamente: Os nossos aliados não quiseram ficar com os habitantes...só com o petróleo! De parvos não têm nada. As despezas são para nós! Bonito serviço!
Não termino sem mencionar o episódio ultrajante para Portugal e para os portugueses, que li na blogosfera, com a força de protecção e ocupação australiana a fazer parar a viatura em que seguia o representante dos Reis de Portugal, na clara intenção de dizer quem manda em Timor e quem é 'intruso'!!! Ao que nós chegámos! Por cá, o silêncio e o barulho ensurdecedor do futebol. Ópio para toda a gente. Tá-se bem, digo eu.
Saudações monárquicas.


Gravatar Adenda a Dom Duarte Pio, seguida de uma bocejada leitura do Protocolo de Estado

Estava eu a ler uma edição, que me ofereceram, aliás, com uma encadernação muito bonita, do Protocolo de Estado, quando verifico, com surpresa, que tinham mesmo tirado de lá o Cardeal-Patriarca.

Ora, já algures, num "post", aí para trás, disse porque discordava disso. Embora não-católico e não-cristão, a figura do Cardeal-Patriarca representa, para muitos portugueses, um determinado valor, que ultrapassa o opinativo. Personalizando -- o que não deveria -- até acho este Cardeal-Patriarca um pândego, e penso, mesmo, que, se não estivéssemos a viver os tempos lúgubres da ascensão de todos os fundamentalismos, ele daria um excelente Papa João XXIV.

Continuando a leitura, verifico que também de lá tiraram o Hermann (!), aliás, suponho que pelos mesmos motivos, embora ignore, ou prefira ignorar, os motivos pelos quais, alguma vez, esse Senhor Krippahl terá entrado para a Lista do Protocolo de Estado...

Por ali fora, por ali fora, de repente, dou de conas com o Duarte Pio, "Herdeiro" (!) do Trono de Portugal... Bom, o Pretendente passava a Herdeiro, e, em contrapartida, tiravam o Patriarca.
Acontece que, ao contrário do "Herdeiro", o Cardeal Patriarca é um título de um tempo em que fomos magníficos, e nos dávamos ao luxo de ter um Patriarca das Índias, do Oriente, de todas as Rotas, da nossa Aldeia Global Lusitana, ou seja, convidar o detentor dessa designação, não era convidar a cabeça de uma confissão religiosa maioritária, mas antes era um sinal heráldico de uma certa grandeza armilar, velhas jóias de família, que não envergonhava ninguém poder continuar a mostrar.

Em seu lugar, temos agora Duarte Pio, do ramo banido e reaccionário da Casa de Bragança, o ramo caceteiro, mera curiosidade de uma má história, representante do tempo em que nos fomos tornando mais pequenos, cada vez mais limitados, e medíocres, ao ponto de, como num filme a preto e branco -- um certo Fritz Lang -- só sobrar uma sala de paredes frias, e uma luz cegante, pendurada no tecto, apontada à face de pessoas, impedidas de dormir, noite atrás de noite, tortura após tortura, na Rua António Maria Cardoso, numa sombria assoalhada, alugada a esse mesmo senhor Dom Duarte Pio, tão-só para ali serem condenadas, pela simples defesa da curta palavra "Liberdade".

No início do séc. XXI, o medíocre Portugal do medíocre Sr. Sócrates deu-se ao luxo de arrancar da Lista do Protocolo de Estado um Patriarca dos Tempos de Glória, para o fazer substituir por outra figura ainda mais medíocre e parda, a figura do Bragança Sénior, Senhorio da P.I.D.E.

Parabéns!




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