INTERREGNO

Gravatar Grande conclusão de um comentário brilhante, Caríssimo JSM. Quanto ao apaparicanço da rapaziada "scolariesca" até ao exagero, tomei a liberdade de publicar uma aproximação à decorrência dela da sentimentalidade portuguesa, dedicando-a ao Caríssimo Criador do «Interregno».
Forte abraço.


Gravatar Caro Paulo Cunha Porto
Obrigado. Lerei e é assunto terrível se quisermos tirar uma conclusão.
Não fujo à regra, somos os maiores críticos de nós próprios, por alguma razão que me escapa. Vêm à memória as páginas imortais de Pessoa sobre o estado mental da nação.
Mas terá sido sempre assim? Esta inferioridade será congénita! Onde é que encaixam aqui os Albuquerques, os Mouzinhos!?
No café da manhã que frequento e perante a notícia da 'Bola' que exibia uma fotografia dos tablóides ingleses, com a selecção portuguesa a treinar numa piscina de saltos, o dono do café reagiu com categoria e disse: lá estamos nós , porque é que não ridicularizamos também os ingleses? Eles também devem ter os seus'podres'!
Enfim...
Um abraço.


Gravatar Se ainda não leram "The First Global Village" de Martin Page aconselho a fazê-lo. Talvez se encontre aí algumas repostas interessantes...


Gravatar Este blog alterna textos interessante com alguns que... pelo amor de Deus...

O que é a primeira, a segunda ou a terceira República tem a ver com o Mundial da Alemanha?


Gravatar Caro Rui Vasco
Fico contente por saber que aprecia alguns dos textos que aqui publico. Repare, este é um espaço pessoal, o meu espaço, onde escrevo o que entendo, onde não me preocupo em agradar aos eventuais, ou permanentes, visitante e leitores. Podia inclusivamente fechar a caixa de comentários, já que os objectivos a que me propus quando me iniciei nestas andanças, seriam sempre cumpridos. Mas eu também gosto de ser criticado, penso que isso pode valorizar alguns conteúdos, pode corrigir alguns erros que naturalmente vou cometendo, todos os dias.
É por isso que lhe vou responder, com a seriedade possível: a sua reacção indicia de imediato um desconforto quando estabeleci uma ligação que existe indiscutívelmente, entre o desporto e a política. Mas esse desconforto não evita que o futebol seja um assunto político, extraordináriamente politizado. Todos sabemos da utilização do desporto para fins de propaganda de certos regimes, senão de todos. Nalguns casos exagera-se. É infelizmente o nosso caso patente em todos os aspectos do quotidiano.
E embora isso lhe faça confusão existe sim, esse despique, usando o futebol, entre a segunda e a terceira república. Na primeira, a bola ainda não era arma política, o futebol ainda não dava votos, mesmo quando não se vota.
Esta é uma opinião política, a minha.
Obrigado pelo seu comentário.


Gravatar Caro JSM
Não batas mais na república se não ainda pensam que tens problemas com a bola.
Espero que não tenhas responsabilidades na escolha do melhor jogador deste mundial que não tendo por perto um carro para queimar usou a mona não para jogar nem para pensar mas sim para m...
Espero que em França não falem mais dos nossos jogadores.
Viva Portugal


Gravatar JSM:

Se Portugal fosse um pais de regime monárquico, a única diferença na recepção à selecção estaria na cor da espuma: azul e branca.

Sejamos realistas.

Um abraço


Gravatar Uma questão ao JSM: qual deveria então ser o nosso rei?
Acha que so per si a figura do rei tem o dom de aglomerar toda uma nação? olhe que não, tivemos inumeros momentos historicos em que o povo se revoltou contra o rei, por essa mesma razão... o habito não faz o monge, o posto nao faz um lider, um lider tem de desempenhar essa papel... caso contrario, "rei fraco faz fraca a sua gente"...
se a sua resposta for D. Duarte Pio, medite bem se a pessoa, independentemente do cargo consegue reunir a minima simpatia do povo, ou no minimo se consegue reunir a opinião que seria capaz de liderar ou sequer governar, não, nunca estará preparado, é alguém que representa na mais fiel aproximação a decadencia da aristocracia, o alheamento do mundo que o rodeia, o desconhecimento dos problemas "reais" das pessoas...

gostaria de saber então quem teria a competencia para nos liderar enquanto vivo a cujo aos descentes de bom grado seria entregue o poder post mortem...


Gravatar Caro MM
Sei que é um homem de fé, por isso não tenha tanto medo dos infiéis. Atenção que estes infiéis são apesar de tudo melhores que os laicos, pela simples razão que se afirmam com nosso inimigos, inimigos que combatemos ancestralmente. Apresentam-se de frente, não de viés. Nestes é que não tenho confiança nenhuma.
Um abraço e depois a gente conversa melhor. Deves-me um 'esclarecimento': porquê a recaída?
Outro abraço.


Gravatar Caro Nuno Capucha
Se a diferença fosse só essa já valia a pena atendendo ao bom gosto. Mas olhe que não.
Nada como mudar para ver as diferenças, e não se esqueça que a mudança também depende de si.
Não vale a pena dedicar-se a obras de valorização da nossa memória colectiva, quando essa memória contraria, mais, opôe-se, à situação que vivemos.
Se está contente com o que tem, então não mude...mas não o quero ver protestar contra a situação...por uma questão de coerência.
Um abraço.


Gravatar Caro Viegas
Este espaço já tem um ano, e neste espaço já expliquei abundantemente qual é a minha posição sobre a questão que coloca, aliás uma questão recorrente que aflige a imaginação de muitos portugueses. Acrescento ainda que essa pergunta é filha legítima da propaganda republicana que vem embrutecendo o país, ao longo de décadas. Mas como dizia, será suficiente compulsar os arquivos deste blog para encontrar resposta para a sua dúvida.
Mas eu não quero que vá de mãos a abanar e adianto o seguinte: o que distingue essencialmente um monárquico de um republicano, consiste no facto de o monárquico não querer ser escolhido, nem por sua vez, escolher o chefe de estado. Deixa que essa escolha seja feita pela história, através da dinastia.
Como vê, portanto, eu não tenho esse problema de andar a analisar se este ou aquele será melhor ou pior para representar os valores permanentes em que se consubstancia a Pátria portuguesa. Por isso também não faço considerações sobre a figura do Príncipe, que serão sempre inúteis e podem além disso ofender os antepassados, uma enorme maioria que lhe transmitiu uma herança que Você deve respeitar. Seria bom que a acrescentasse! Não podendo ser, não a diminua.
Saudações monárquicas.


Gravatar mas a dinastia não se permite também à deturpação histórica? quantos bastardos não haverá em linha de descendência muito anterior (mais directa) do que o o actual Duque de Bragança?
ou da dinastia apenas devem contar os legitimos?
irei consultar os seus arquivos, de certo que não tem em mim um inimigo à causa, apenas alguém bastante céptico.
cumps


Gravatar Muito bem Caro Viegas
A monarquia e a república são sistemas políticos com as suas virtudes e com os seus defeitos, são obra humana, não são sistemas perfeitos. A perfeição não habita neste mundo. É nas vantagens e inconvenientes de um e outro que devemos ponderar, e escolher aquele que nos pareça melhor para viver o presente e assegurar o futuro de Portugal, como comunidade independente, com destino próprio.
É neste contexto que o meu Caro Viegas deve fazer a sua opção.
Os noventa anos de república foram sempre a perder, as monarquias europeias estão à frente no que verdadeiramente interessa...
A referência de unidade capaz de mobilizar o país para saír da cauda da Europa não existe...
Haveria muito mais a dizer sobre as vantagens comparativas e muito pouco a dizer sobre as desvantagens, mas creio ter respondido à última dúvida que apresentou.
Saudações monárquicas.


Gravatar Símbolo, por definição, é algo que tem o poder de unir um povo. Acabámos de presenciar como a bandeira nacional cumpriu o seu papel simbólico ao unir todos os portugueses quando esteve em causa o prestígio da nação, mesmo tratando-se de um mero evento desportivo. Da mesma forma, a figura Real é simbólica porque, por inerência, une todo um povo, toda uma nação, à sua volta, mesmo que não seja dotada das qualidades mais extremadas. Em contrapartida, a palhaçada a que já nos vamos habituando a assistir por cá de 5 em 5 anos (em que a última ultrapassou todas as marcas) é, pelo contrário, essa sim, deveras diabólica (contrário de símbolo = desunião) mesmo que o eleito tenha o cuidado de vir a público afirmar-se "de todos os portugueses".

Para mim é o suficiente para saber de que lado estou.


Gravatar Nem mais Caminhante que chega onde quer.
Um abraço pela excelente intervenção.




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