INTERREGNO

Gravatar Tudo isto não passa de uma guerra colonial do sec.XXI! Aconselho vivamente a leitura do último livro de John Le Carré a propósito...


Gravatar Caro Pedro Ferreira
São muitas guerras na mesma guerra. As guerras coloniais são sempre guerras civilizacionais, neste caso, com uma vertente religiosa muito forte. O nosso Afonso de Albuquerque consta que também sentiu 'ganas'de atacar e destruir a Cidade Santa de Meca, no que foi dissuadido, e bem, pelo preclaro Rei D. Manuel.
Estes americanos são perigosos, não têm a sabedoria nem a confiança dos povos. São pura e simplesmente detestados por todos. Só se conseguem fazer ouvir pela força dos canhões!Não foi sempre assim com os verdadeiros Impérios que trouxeram, por períodos relativamente longos, alguma paz e prosperidade aos povos que sentiram o seu jugo.
E depois existe aqui um pormenor que eu gostava de salientar e que nunca é considerado pelos analistas: os mais directamente envolvidos nesta 'guerra' interminável, que se acusam mutuamente de terroristas e fundamentalistas, são todos eles países em que não existe a separação entre a Igreja e o Estado! Falo dos Estados Unidos, Inglaterra, Israel e naturalmente, os países muçulmanos!
Não estou contra isso, mas é preciso tirar algumas ilações desse facto bastante curioso.
Por fim, claro, o petróleo, a dívida externa americana, o terrorismo, etc. compôem o ramalhete.
Mas atenção, esta guerra a continuar assim está perdida para o Ocidente...e no Ocidente.
Um abraço.


Gravatar Gostava ainda de acescentar mais algumas curiosidades entre os beligerantes: O judeu que espera a redenção; o muçulmano que desconhece a segunda revelação ( o perdão, a misericórdia); e o protestante que a não cumpre, desobedecendo ao Sumo Pontífice, a "Pedra sobre qual edificarei a Minha Igreja".
Os Católicos condenam naturalmente esta 'guerra' interminável, condenando assim todos os beligerantes. E propôem outro caminho para solucionar a questão.
Falta dizer algo sobre a posição dos laicos: estes, distribuem o seu apoio consoante a sua anterior filiação na guerra fria, são pró ou anti-americanos.


Gravatar O anónimo sou eu.


Gravatar Caro JSM:

Ler o seu post recordou-me um filme que vi há alguns anos, intitulado “Kandahar”. Foi produzido antes da cidade afegã se tornar presença diária nas notícias e passou em Portugal em 2001/2002. No filme, uma jornalista afegã refugiada no Canadá recebe uma carta da irmã que, desesperada com a sua condição, lhe comunica que se vai suicidar antes de um eclipse. Ela entra secretamente no Afeganistão para a tentar salvar.

Uma das cenas inesquecíveis passa-se nas escolas das mesquitas. As mães tentavam desesperadamente colocar os seus filhos na escola do Corão, não por fé em Alá, mas porque na mesquita os alunos recebiam um grande pedaço de pão. A imagem de uma longa lista de crianças a recitar o Corão para não morrer de fome e a associação feita pelo professor entre a definição de espada no Corão e as características técnicas de uma Kalashnikov nunca mais me sairam da cabeça.

Nós, Ocidente, somos culpados, creio, de mantermos na miséria muitas nações. Se nessas nações há loucos que associam política e religião, a nossa culpa aumenta. Os atentados de Londres, feitos por gente que não encaixa neste perfil, não diminuiem a responsabilidade. Porque é a partir dessas nações que os movimentos radicais crescem. Contudo, apesar de a dupla BB também me repugnar, penso que Israel tem direito a defender-se. As tácticas que usar são das sua responsabilidade. Ou vamos deixar que os radicais islâmicos e seus associados com interesses políticos façam o que querem?

Vamos ficar reféns de caricaturas e coisa do género?
Um abraço


Gravatar Caro JSM

Recomendo a todos os que por aqui passam o visionamento do filme "Kandahar". As cenas na madrassa, a escola da mesquita, em que as crianças se debatem para permanecer, para receber mais pão, são inesqueciveis. A associação entre a definição de espada no Corão e as características técnicas de uma Kalashnikov também não se apaga da memória.

B e B são repugnantes. Como o comportamento do Ocidente rico, que permite a miséria e a ignorância em muitas nações, abrindo caminho para os radicais Contudo... alguém negará a Israel o direito a defender-se? Ficaram eles e nós reféns do politicamente correcto? "Ah e tal temos de respeitar os arábes" Ok, sejamos justos e humanos no trato com eles. Mas temos o direito a exgir direito à diferença e ao respeito, como Israel tem direito a exigir que reconheçam a nação judaica.
Quero viver num mundo onde qualquer estúpida caricatura pode ser publicada.
Um abraço


Gravatar Caro JSM

Peço desculpa por lançar dois textos. Pensei que o primeiro, mais longo, não tinha entrado no blog e e "encurtei" a opinião.

Abraço
Nuno Capucha


Gravatar Caro Nuno Capucha
Respeito os sentimentos que deixa entrever na sua análise. Mas não veja filmes, são propaganda. Os afegãos não fazem filmes e ainda que os fizessem Você pura e simplesmente ninca os veria, poir não os conseguiria ver


Gravatar Caro Nuno capucha
Respeito os sentimentos que deixa entrever na sua análise. Mas não veja filmes, são propaganda. Os afegãos não fazem filmes e mesmo que os fizessem, Você nunca os veria, nunca seriam passados nas televisões ocidentais. A miséria afegã que ressuma da sua exposição foi sucessivamente criada pelos colonizadores sucessivos, nomeadamente depois de apearem o Rei Zaer Sha, apeado pelos americanos, pela CIA, no jogo da guerra fria. Foram aliás os americanos, como sabe, quem levou ao poder os talibans!
Encerrado o assunto da propaganda, da exploração, que continua (agora já não se fala no Afeganistão!) e da miséria, estamos em condições de olhar para o conflito no médio oriente.
Israel tem o direito de existir em segurança, quanto mais não seja porque 'aquilo' foi uma invenção dos ocidentais. Mas Israel não pode continuar a ser a ponta de lança do imperialismo anglo-americano, ao serviço dos interesses dos 'clans presidenciais' eventualmente residentes na Casa Branca!
Só isso.

Um abraço.


Gravatar Caro Nuno Capucha
Já depois de refeito o comentário verifiquei que não respondi a uma questão de grande importãncia que resume:'quero viver num mundo onde seja possível publicar uma caricatura por mais estúpida que seja',!
Esse mundo, lamento informar, não existe e não existirá certamente neste mundo e é também isso que faz de nós crentes na vida eterna, noutro Reino.
Só para lhe dizer que a questão das caricaturas é uma escalada onde Você vai aguentar até onde der, sabendo de antemão que 'eles', sejam eles quais forem, não vão desistir. Imagine qual seria a sua reacção se começassem a afixar 'outdoors' cada vez mais ultrajantes em relação ás suas convicções mais profundas e mais sagradas! A imaginação aqui não tem limite.
Até quando aguentaria? Aguentaríamos!
Para lhe dizer que há um limite. Claro que não estou a fazer considerações sobre o caso concreto das 'caricaturas de Maomé', nem faço.
Um abraço.




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