INTERREGNO

Oh caro JSM, mas que magnífico texto. Bravo Bravo Bravo!
Se todos os monárquicos tivessem a desenvoltura de discurso que o amigo aqui traduz, teriamos melhor acção real em prol da restauração.
Escreveu aqui o tom a que nos deviamos habituar mais vezes. Aquele tom de revolta com dedo na ferida, apontando para o verdadeiro criminoso, rasgando o nevoeiro que paira sobre Portugal e esclarecendo, simples e eficazmente, este Povo que já não se sabe encontrar.

abraço monárquico


Gravatar O homem tem feito o possível para que a esquerda e as lojas digam bem dele. Uma atitude verdadeiramente... iniciática. As perguntas pertinentes que o amigo JSM faz devem parecer escritas em mandarim para quem pouco ou nada cura dos superiores interesses da Nação.


Gravatar Não pude deixar de destacar este seu notável texto na minha humilde Torre; e, entusiasmado, até alinhei duas ou três ideiazitas.
Bem-haja.

Por Deus, Pátria e Rei — sempre!


Gravatar Meu Caro JSM:
Não votei no homem, como sabe. Duvido de que ele tenha pesado tudo o que implica a ficção da «ética republicana» e que o Meu Amigo tão bem desmascarou. Deve ter pensado: "uma reeleição vale bem uma graxa". Mas nem é Henrique IV quem quer, nem o PS tem fama de ser agradecido. Há-de aprender na própria pele.
Abraço.


Gravatar Caros Amigos e correlegionários
A situação é conhecida: poucos, de entre os portugueses actuais, emprestam a sua inteligência e capacidade a uma ideia que sabem ser útil a Portugal, mas porventura embaraçosa para as suas expectativas de vida. É sempre mais rentável estar com o poder fáctico, que é o mesmo desde há muito. Com pequenas variantes. Salazar, terá tentado enfrentá-lo, mas desistiu rápidamente de o fazer, logo que percebeu que podia arriscar a sua situação nesse lance.
Lembro-me de nunca se ter discutido no Liceu que frequentei, nos idos de sessenta, a questão das vantagens e desvantagens concorrenciais entre os dois regimes! A título meramente académico, ressalve-se!
Prevaleceu sempre o embuste, a desculpa, todos os expedientes serviram para acabar por afastar a juventude da política, e ela afasta-se logo que percebe que não está na aula, mas numa sessão de propaganda. Foi sempre assim. Esta terceira república, os tempos também são outros, parecia mais aberta no que concerne à abordagem deste tema. Pura ilusão, fechou a Constituição a veleidades, e no ensino, optou por embrutecer a população com os dislates de Abril, e muito MFA. É o desastre! Hoje, e como diz o nosso FSantos, falar deste assunto a jovem, de qualquer extracção social, é o mesmo que estar a falar 'mandarim'...sozinho!
Continuo a pensar que fazem falta verdadeiros monárquicos no Parlamento, eleitos com esse estatuto, para partirem a loiça, e prepararem o porvir.
E termino este longo comentário com o porvir: pareceu-me ouvir a família Soares a falar de referendo. Concordo, mas desconfio que querem agora responsabilizar os portugueses pelo descalabro, não vá o diabo tecê-las!
Saudações monárquicas.


Gravatar "Porque se esqueceu da minha representação e porque Portugal não começou em 1910. Mas pode acabar, se continuar assim."
Nem mais meu caro amigo...
A mim não me acusa a consciência porque anulei sempre o meu voto em eleições presidenciais. Limito-me a escrever um "Viva o Rei"!!!
Saudações Monárquicas!


Gravatar Caro Pedro Ferreira
Agradeço o seu comentário que corresponde ao meu sentir, também no que respeita à eleição do Chefe de Estado. Abstenho-me. Não voto, não colaboro na divisão quando era suposto estarmos a celebrar a unidade!
Saudações monárquicas.


Gravatar Por me parecer importante para a compreensão do pensamento monárquico, transcrevo um comentário (ao meu comentário), que recebi por e.mail, e da autoria de "Takitali". Penso que o ilustre comentador não se importará que publicite o referido texto, onde aliás discorda de uma alternativa que propuz:

"Caríssimo
Falar deste assunto hoje é de facto falar 'mandarim sozinho'...
Não entendo o último parágrafo deste seu comentário, já que no actual contexto, que em nada se desviou da constituição da 1ª república, haver no Parlamento deputados monárquicos não é possível, e na minha perspectiva indesejável, já que coloca os dois regimes num mesmo plano antagónico, e como sabe, não o são.
Essa foi a estratégia do Partido Republicano durante o período da Monarquia Constitucional - ao tempo também se apresentaram no mesmo plano antagónico, e, constatando que não levavam a 'carta a Garcia', optaram pela força, não olhando a meios. Mesmo assim e porque a "força (temporal) não é eterna", prometeram um referendo, que ainda não cumpriram, mas é sempre tempo para honrarem a palavra. E aqui não podem haver 'nós' e 'eles', pois somos todos Portugueses, e um erro não justifica outro erro.
Sobre este tema, tem o meu amigo escrito e fundamentado alternativas possíveis..."
(Takitali)


Gravatar O comentário acima fica completo com um Post Sriptum, também recebido por e.mail:


"Post Scriptum"

Todos sabemos que é (seria) possível através de um 'partido monárquico' eleger deputados monárquicos. Passados 32 anos nunca aconteceu, e se mais 77x32 anos passarem, o resultado será o mesmo.
Também tem sido possível e o 'sistema' permite, eleger deputados à boleia de outro partido com assento no Parlamento, verdes, azuis, fadistas, etc. etc.... e todos que por uma vantagem qualquer de propaganda, ou de marketing, possam interessar aos compadres para distrairem o eleitorado. Tudo expedientes ínvios para ultrapassar o veredicto popular.
O insucesso do PPM, além de outras causas, deve-se ao erro original da sua constituição. Estou à vontade por me ter manifestado contra, antes da sua fundação. Resta-me a consolação de SAR o Duque de Bragança ter até hoje honrado fidelíssimamente a Fundação do Reino, contra todos os embustes, entre eles o do PPM.
(ps do PS - por questões de marketing p.f.f. desconsidere o embusteiro PPM).

(Takitali)


Gravatar Caríssimo Takitali
Não vou, obviamente, abrir nesta caixa de comentários uma polémica útil sobre as razões da discórdia, relativamente ás opções que restam aos monárquicos para fazerem valer a sua causa. E não o faço porque, em primeiro lugar, seria deselegante usar outro meio que não o e.mail para lhe responder. Mas, sobretudo, porque a doutrina que expôe me parece inatacável do ponto de vista dos princípios. No entanto, a inacção vai desesperando muitos, entre os quais me conto, que não vislumbram o fim desta agonia que consome lentamente o fogo pátrio.
Não mudei o meu conceito que fez bem em lembrar: 'quem fez o nó, terá que o desatar' - mantenho. Entretanto o tempo corre...e a paciência esgota-se.
Mas volto ao princípio - não é este o lugar, nem o modo para analisar esta questão.
Agradeço-lhe o comentário esclarecedor que veio sem dúvida enriquecer este interregno.
E por isso o publiquei.
Um abraço.


Gravatar No dia 5, esperei mais de uma hora pela refeição num restaurante, no Rosário (Moita), porque a gerência optou por satisfazer as exigências do Sr. Duarte de Bragança e do grupo que o acompanhava, numa prova de barcos típicos, descurando o resto do serviço.

Semelhante tratamento fez-me sentir, na carne (neste caso, no estômago), o que seria este país se um grupo de privilegiados transmitisse os seus direitos aos seus descendentes.

Quase cem anos depois, o povo continua a ser tramado pela monarquia.

Escusado será dizer que preenchi o livro de reclamações.


Gravatar Em relação a Cavaco Silva.. Escrevi sobre isso no meu blogue.. E mantenho-o:

"Eu fui um dos grandes derrotados desta noite eleitoral, os votos nulos não foram além de 0.79%."

Um artigo de grande qualidade..

Tomei a liberdade de o referenciar no meu blogue.

Saudações monárquicas!


Gravatar Caro Nuno Capucha
Isso são boas notícias! Então a Moita já foi libertada! Já é uma zona livre da 'cintura'!
Valeu então a pena a sopa fria, valeu a pena o sacrifício da última meia-dose, a Pátria agradece-lhe. Você é que continua com esse mau feitio, com franqueza! Oh homem, afaste esse cálice de amargura, descanse que o Duque de Bragança há-de garantir a sua independência. A Moita já percebeu.
Venha visitar-me para analisarmos melhor essa recaída.
Um abraço.


Gravatar Caro Luís Miguel Costa
Agradeço-lhe a referência e espero apenas que as sementes de esclarecimento que daqui lançamos, refiro-me fundamentalmente aos espaços monárquicos, espero, que essas sementes frutifiquem noutros espíritos que estão ainda alheados da questão do regime.
E não cessam de dar mostras de uma intoxicação ideológica que roça a irracionalidade. Que isso aconteça nos homens que apanharam com a propaganda em cheio, pessoas que devem ter hoje mais de cinquenta anos, ainda é compreensível, mas em jovens...é preocupante!
Num programa chamado 'pastéis de nata', dirigido por um jovem, eram convidados João Soares, João Braga e uma ainda jovem professora de história; o programa versava a dicotomia monarquia-república num tom humorístico, sem qualquer graça e de mau gosto assinalável! No entanto deu para ouvir os convidados a opinarem sobre as vantagens e desvantagens de ambos os regimes. Isto para dizer que a tal professora de história parecia uma atrasada mental, a léguas de distância das mentirinhas dos outros dois convidados.
Com esta juventude, não há futuro que resista.
Saudações monárquicas.


Gravatar Ressalvo: 'a léguas de distância das mentirinhas de João Soares, tentando a todo o transe salvar a sua dama, e a léguas de distância da coerência, sem mentirinhas, de João Braga'.
Peço desculpa pelo lapso.




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