INTERREGNO

Gravatar Ar… ar … ar… Salazar!
Remate poético para esta charla humorística, popular e de estrema actualidade.
A mim me parece, que mais uma vez acertou na mouche!? Mas não poderá depois dizer que estava a treinar tiro instintivo…
Não se esqueça que a acção reformista (?) em curso exige muita fumaça, e outros tantos rebuçados para animar a malta e simultaneamente cativar a actual maioria silenciosa. – “Mas pode acontecer uma surpresa contra curricular …”; - já não há surpresas dessas?!...
Por outro lado a "Fé progressista/taliban", também lançou grandes novidades(?) animando e distraindo outras hostes...

Um abraço


Gravatar Meu Caro JSM:
É bem ridículo comparar o que não tem comparação, como diz; e transformar tudo numa competição. Posto isto, tenho tentado decidir quem é o Maior Português: Em Femininos voto numa Aragonesa de origem, a Rainha Santa Isabel. Nos Masculinos é mais complicado, inclinar-me-ia talvez para um voto isolado num Grande Esquecido: El-Rei D. Duarte. Que me diz?
Abraço Amigo.
PS: a polémica salazarista irritou-me um bocado e fiz um curto "post" sobre ela. Estou com maus fígados, hoje.
Abraço.


Gravatar Caro Takitali
'Melhor português revela quem somos' disse um sociólogo no DN, um dia depois de eu ter revelado a minha 'Dúvida fatal'! Nem de propósito, fiquei então a saber que o concurso se inspirou no formato da BBC - "Great Britons" e que o programa já foi reproduzido noutros países como a França, Alemanha, Estados Unidos, etc.
Para ver como tenho andado nas nuvens!...
Curioso é olhar para os resultados dos 'dez mais', comparando, por exemplo, o Reino Unido com a França!
Enquanto que no top ten do Reino Unido apenas cabem três personalidades do século vinte, em França, personagens anteriores ao século vinte, apenas três mereceram a aprovação dos franceses!!! A saber: Moliére, Victor Hugo e Marie Curie.
Ficamos entretanto a saber que a França não existiu antes da revolução, mas que a tradição jacobina ainda é o que era: Napoleão foi excluído, provávelmente por dúvidas quanto à sua nacionalidade, mas uma democracia que se preza arranja logo substituto, uma bota da tropa substitui outra - De Gaulle foi o escolhido. Ele é o maior! Aqui podemos interrogar-nos se a inteligência francesa não levou o concurso à letra!
Um abraço.


Gravatar Uma correcção: Louis Pasteur também entrou nos dez mais franceses. E para sermos rigorosos, Moliére nasceu e viveu antes da revolução. Fica a correcção e também a prova de que a França já existia antes da tomada da Bastilha!


Gravatar Caro Paulo Cunha Porto
Muito bem escolhida a Rainha Santa! E o marido também cabia no top ten português, mas como sabe os Reis estão proibidos de participar em concursos depois de 1910! Depois de 1820 já era difícil.
Fica assim prejudicada a sua sugestão relativamente ao primogénito da 'ínclita geração', que aqui entre nós, só por si rebentaria com a mesquinha escala nacional.
Mas já que me convida a opinar num hipotético concurso para gente civilizada, direi o seguinte: é sempre bom saír daqui e olhar para o reconhecimento internacional que algumas figuras da nossa história possam ter grangeado, desde que esse reconhecimento seja insuspeito. Nestas condições, não custa admitir que o Condestável, o Principe Perfeito, o Infante, o primeiro Manuel, o Gama, Afonso de Albuquerque, Castelo Melhor, até o Marquez de Pombal, todos eles, deram as suas cartas no mundo. Existiram outros, agora o que não vale a pena é procurá-los na decadência. É ridículo.
Podemos procurar na Mensagem ou nos Poemas Ibéricos, não faltarão exemplos para escolher, e ainda mais para seguir.
Um abraço.


Gravatar Escolher um melhor é atribuir à sua acção um valor acrescido em relação à acção dos outros. Só por isso o "concurso" se torna ridículo. Muitos contribuiram para a Pátria diferentes meneiras, mas de igual valor.
Contudo, ridículo é também se esta visão for tão cega que se chegue a comparar o que não tem comparação possivel. Neste caso, saem em elevado favorecimento os dos costume.

abraço


Gravatar Caro Simão Reis Agostinho
Não tenho dúvidas que este concurso tem várias finalidades para além de mero entretém. Desconfio que já andam a preparar o centenário da república. E para isso, a malta de Abril, (filhos dilectos da primeira republica), vai ter que assumir o Estado Novo! É um palpite.
Quanto á memória colectiva, e para ser optimista, digo que somos um país de contrastes: vamos a Fátima, mas votamos nos ateus! gostamos de pensar que fomos grandes apesar dos Reis! E assim por diante... Enfim, imprevisíveis.
Saudações monárquicas.




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