INTERREGNO

Conseguiu dizer tudo. É assim mesmo, JSM. O problema reside em que a maioria dos portugueses se sente despedido... Não há patrão, ou há?


Gravatar Tem razão o leitor. A boa vontade dos portugueses depende da confiança, confiança em sentido lato, em quem nos governa, mas principalmente no futuro. E essa anda muito por baixo.
Não quis puxar a brasa à minha sardinha, mas faltando o elo perdido, a dinastia, é muito difícil ao eleito transitório, seja primeiro-ministro ou chefe de estado republicano, assegurar a confiança ou garantir o futuro.
Por isso, pensamos melhor e jogamos no euro-milhões!
Saudações monárquicas.


Gravatar Todos sabemos que o estado democrático tem engordado por 3 vias básicas:
- empregos para os que têm cartão do partido;
- pressão dos sindicatos;
- impulsos eleitoralistas que levam ao aumento dos vencimentos bem acima da inflação - e já nem falo da produtividade.
Em nenhum dos casos, obviamente, está presente qualquer vaga noção de bem público, de serviço.
A sua expressão "módulo republicano da guerra civil permanente" é soberba. Só lamento que diga nada a quase todos, de tal forma o país já se habituou à lógica confrontacional dos interesses particulares.


Gravatar Estou no fisco desde Fevereiro de 2000. A minha principal função é analisar declarações de IRS com aspectos "suspeitos". Até hoje, entre centenas de declarações, só encontrei um caso de falsificação clara. O resto foi distracção. ignorância e pequena fuga...

E as pessoas cumpririam muito melhor as suas obrigações fiscais se constatassem que existe um combate persistente aos que têm meios e conhecimentos para fintar o fisco.Que todos pagam, no fundo.

E a questão da pena que alguém incorre por lesar a sociedade não pagando'

Nos EUA, um conhecido actor arrisca-se a cumprir pena de prisão efectiva, por evasão fiscal. Talvez este país melhore quando os políticos começarem a ser julgados por actos cometidos durante a sua governação, lesivos do bem público e quando não pagar impostos der direito a uma temporada na cadeia.

Se não há vergonha, então haja punição. Haja justiça, para um país sustentado pela pequena e média classe.


Gravatar Caro FSantos assim é. Num próximo 'discurso alternativo' gostaria de continuar a 'dissertar' sobre uma nova política de admissões que aqui apenas aflorei. E que, passe o lirismo, poderia reduzir substancialmente a despesa pública inútil. Prende-se com a filosofia que o meu Amigo, e com toda a razão, sente que não diz nada aos portugueses de hoje, completamente intoxicados pela propaganda e por isso desatentos ao que lhes acontece!
Não percebendo, procuram explicações fáceis e estúpidas no sítio errado.
Um abraço e um agradecimento atrasado por um 'aviso' azul radiofónico.


Gravatar Caro Nuno Capucha
A sua experiência profissional já deu naturalmente para constatar que os portugueses não são diferentes dos outros povos mais responsáveis e cumpridores. Simplesmente aqui, em Portugal, falta-lhes o exemplo de cima que acaba por ser o melhor incentivo para os deveres comunitários. Repare que eu evitei a palavra cidadania.
Um abraço e não vale a pena prender ninguém, porque eles não se prendem a si próprios.


Gravatar UMA SOCIEDADE É A IMAGEM DA SUA CLASSE DIRIGENTE


Gravatar Caro Vítor Ramalho
Essa é a verdade que as falsas elites que procriamos não assumem.
Convinha ler-lhes à nascença a homília do Bispo de Lamego aquando das exéquias do Senhor Dom Duarte Nuno. Versava sobre aristocracia, que só se justificava pelo exemplo, menos direitos, mais deveres. Na terra dos direitos, onde se sacraliza o mínimo ético que é o estado de direito, (e é quando é), sei que estou a gastar latim. Até para mim, infelizmente.
Cumprimentos.




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