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Noroeste fresco que se levanta na hora do calor maior inconformado com o Verão.
Não é boletim meteorológico, mas também espanta como ninguém repara nisso.
Mais uma "Galeria da cidade"...
Um abraço.
takitali |
04.27.07 - 10:15 am | #
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Caro:
"A verdadeira festa anuncia a unidade"
Isso nunca existiu em Portugal. Se é assim, você nunca poderá celebrar nenhuma data da história Portuguesa.
O Condato Portucalense era apenas a a Galiza Sul (e com a lingua Galega e o Latim) - Reino da Galiza unido à coroa de Leão.
D. Afonso Henriques indepedentiza o Sul da Galiza (Portugal), apoiado por parte da população e pelos Cavaleiros mais próximos de Portucale - separando o Reino da Galiza em dois - separação que se mantém 900 anos depois. E não só contra o norte da Galiza; - contra o norte, a Mãe, a coroa de Leão e parte de Portucalenses partidários contrários.
Há sempre uma "querra" civil em que uma parte minoritária ou maioritária impõe uma idéia aos seus compatriotas.
1384-1385: Revolução Popular; Guerra civil. Uma minoria revolucionária e urbana, apoiada por alguns fidalgos Segundos, impõe um Pretendente à maioria do Reino e à esmagadora maioria das Casas Nobres, sobretudo do norte, que apoiam D. Beatriz e o Marido Coroado de Castela. As grandes classes e a nobreza de primeira linha estão todas ao lado de D. João de Castela e no campo contrário ao do Condestável e do Mestre em Aljubarrota. Muitos Portugueses estiveram do lado contrário nessa Real Batalha.
Não só contra Castelhanos. Tratou-se de uma guerra civil, em que uma "minoria" Revolucionária e em grande parte Popular impõe uma linha pela "guerra civil" a uma maioria senhorial e nacional contrária.
1636: Revoltas Populares no Alentejo - Ataque e saque aos Nobres ("Manuelinho") - contra a nobreza, os impostos e os Filipes.
Qual foi a atitude da nobreza face ao Povo? é melhor nem falarmos.
1640: A mesma Nobreza perante a Revolta da Catalunha e a revolta anterior, toma conscência. É uma elite minorotária que Impõe a independência - apoiada de seguida pela esmagadora maioria do Povo. Talvez seja a unica data unânime no seu próprio tempo. Mas o antecedente de 1636 não foi bonito.
1832-1834: A Bandeira Azul e Branca, tão querida a tantos Monárquicos é o estandarte de uma maioria de Maçons ("Maçons" sim - não há da minha parte sentido pejurativo neste termo, apenas um facto, respeitável até - todos os grandes vultos o eram no lado bi-color) que impõe na maior de todas as Guerras Civis Portuguesas (2 anos) a Constituição e alguma Liberdade a uma maioria contrária - ao Portugal "Católico" e "realista".
Desde D. Afonso Henriques até hoje, não há "unanimismos" nem datas Pacificas - retire essa ilusão, meu caro. Sobretudo quando se tratou de impor a independência de Portugal (tão querida a Pessoas como você - ou por mim), foi sempre, pela violência - e muitas vezes, pela Guerra civil e contra a maioria. E desde a Fundação.
Não há datas unanimes: Nem o 25 de Abril, nem o 1º de Dezembro, nem a Revolução da Dinastia de Avis, nem a Fundação (sê-lo-ão agora; não o foram de maneira nenhuma no seu tempo, antes pelo contrário - foram sempre uma "guerra civil").
Valeram a pena - algumas delas.
Templário |
04.27.07 - 1:13 pm | #
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Caro takitali
Quando escrevemos não esperamos que nos reconheçam, especialmente quando a lingua em que escrevemos não tem curso legal. Ou então, é latim para gregos.
Um abraço.
JSM |
Homepage |
04.27.07 - 1:31 pm | #
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"valeram a pena - algumas delas" Eu que defendo a independência, digo que sim.
Mesmo os cerca de 20 % de Portugueses que defenden o federalismo Ibérico, não são menos Patriotas por isso. São apenas a parte de "20%" da nossa alma que sabe que a Ibéria é também uma realidade que vai muito além da geografia comum, da geográfica. A Ibéria é uma identidade, assim como as suas diversas Nações (Ibéricas) são também realidade identitárias. E não são só duas como actualmente.
Não há datas unanimes, nem o 25 de Abril nem nenhuma. E todas tiveram uma componente de "guerra civil".
Como dira Fernando Pessoa, "D. Sebastião" pode vir sob a forma de Movimento, Grupo, Idéia Popular, Filosofia, Movimento patriótico.
Podem encarná-lo Reis, Presidentes, Presidentes-Reis, Primeiros Minostros Regimes, Monarquias, Républicas; - mas mais do que "Regimes" ou formas de Estado, sobretudo Idéias e Espirito.
Ontem Monarquia, o tempo do "Pai", hoge Républica, o tempo dos "Filhos" e do Povo. Amanhã outro regime Novo ou uma nova forma de Mundo num Planeta tecnológico e Espacial. Deixemos com DEUS a Vida e o Destino. Deus quer que o Homem e no caso a Pátria Portuguesa viva tudo: o "Rei", o "Pai"; a Républica, os "Filhos" -o "Nós", a servidão, a anexação, a libertação, a Liberdade e a Glória da Independência; - para que aprendemos todas as formas diferentes e vivermos todos os Regimes e todas as diferenças e todas as Bandeiras, seja qual for a côr - para que cresçamos.
Deixe lá o regime, seja ele qual for, pelo menos temos a Independência, nem que seja só simbólica (o que, ao contrário do que se pensa não é pouco) despreocupe-se, saia, ame, flua a vida, vá ao Futebol e á Feira, respire o ar puro, sinta o Sol, a Serra e o mar. Deixe lá o Regime, se é República ou Monarquia, que importa - Uma existe sempre (não existe uma sem a outra).
Esqueça os regimes, seja Feliz.
Este Conselho é também para mim e para todos. Está aí a Primavera.
D. Sebastião pode vir Reencarnado em um Presidente-Rei, mas é sobretudo NÓS todos.
Templário |
04.27.07 - 1:37 pm | #
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"hoje" e demais correcções ortográficas subentendidas.
Templário |
04.27.07 - 1:39 pm | #
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Caro Templário
Não deixa de ter razão mas enquanto lia o seu comentário lembrei-me do Santo António, de algumas romarias que a população insiste em celebrar.
O sentido da unidade tem de procurar-se no sagrado, porque fora dele é o mesmo que procurar o céu na terra.
E se for preciso deixar correr o tempo para encontrar alguma verdade histórica, pois que o tempo passe. O que não vale a pena é fazermos festas em que metade dos convidados estão amuados!
Aliás o discurso de Cavaco Silva queria no fundo significar isso mesmo. Salazar também percebeu o filme e tentou eliminar muitos dos rituais republicanos. Mas não conseguiu eliminar todos, nem eles consentiam nisso, porque sabem da sua importância. Foi curioso ver a reacção dos partidos políticos à proposta de esvaziamento da data! O BE, o PCP e parte do PS, reagiram fortemente, fora todos aqueles que se escondem noutros disfarces.
Termino com a seguinte proposta: procuremos então aquilo que hoje nos une e a partir daí talvez se possa atingir algum consenso festivo. O único risco que corremos é chegarmos â triste conclusão que a única coisa que nos resta é a selecção de futebol...de emigrantes!
Obrigado pelo seu excelente comentário.
JSM |
Homepage |
04.27.07 - 1:50 pm | #
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Entretanto não reparei que estávamos práticamente 'on line' e as minhas considerações têm a ver com a primeira parte do comentário templário.
A segunda parte já segue uma linha mais modernista, Álvaro de Campos, talvez, vagamente esotérica, que é interessante mas não responde à questão central, uma certa forma civilizada de viver, e também não corresponde ao meu perfil, a puxar ao conservador. Não conservo tudo, conservo aquilo que em meu entender vale a pena. Como vê dou preferência à minha opinião. E de que outro modo poderia ser!
Também sofro dessas explosões de vida, de vez em quando, mas domino-me.
Saudações monárquicas.
JSM |
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04.27.07 - 2:17 pm | #
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Caro JSM
Eu é que agradeço a sua luminosa resposa.
Abraço
Templário |
04.27.07 - 2:23 pm | #
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Caro JSM
Eu percebi que se referia mais à primeira parte do meu comentário. Acredito que a segunda parte ainda cai pesadamente num temperamento mais finamente conservador.
Não lhe pedi para abdicar dos seus principios, como é óbvio - nem o faria a ninguém. O meu comentário também não é um apelo ao "conformismo" ou ao "deixa andar" ou à "indeferença" - jamais - é apenas um apelo ao fluir da vida. Não sou Republicano (nem deixo de o ser). Neste momento, a República existe pela vontade de DEUS. Tudo faz parte dos ciclos da Vida e da História.
O Futuro a DEUS Pertence.
Jamais apelaria ao indeferentismo ou deixaria de reconhecer que o 25 de Abril(para nos atermos a esta data política como exemplo, que nem é das mais sanguinárias felizmente) é apenas a Festa de Alguns e não de todos. De facto, não nos representa a todos. Neste sentido, não é, com efeito, uma data nacional (ainda que o seja para o Regime).
O Conselho é humilde - porque é para todos nós: Flue e despreocupe-se. Nesse sentido, espiritualmente(ou esotéricamente como referiu e se quiser)reafirmo o que disse - e o conselho.
Cumprimentos e um Abraço
Templário |
04.27.07 - 4:28 pm | #
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Commenting by HaloScan
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