INTERREGNO

Excelente análise!
O Costa venceu, mas não ganhou para o susto. Se houvesse jogo limpo, perdia.
Um abraço,
fq


Esyá na hora dum monárquico concorrer a Belém.
sr


Caro JSM

Obrigada por nos proporcionar a leitura de um tão bom artigo.
Mas o problema mantem-se onde mora a direita?
Gostei da sua sugestão "Rui Rio".
Não tarda e alguns pensarão:
Porque não Isaltino Morais?
Nãi desista por favor...


Gravatar Em primeiro lugar agradeço os vossos comentários mas se me permitem gostaria de acrescentar o seguinte: só agora é que Rui Rio se assumiu como de direita, porque só agora é que a palavra 'direita' começa a deixar de ser um insulto. Neste país, obviamente. O passo seguinte deverá ser a clarificação do espectro político. No caso do PSD, por exemplo, os que pensam que são sociais democratas devem inscrever-se no partido socialista, onde encontrarão a respectiva família ideológica. Os outros devem juntar-se ao PP fundando (ou refundando) um grande partido conservador. É claro que o actual PP terá de expurgar-se préviamente dos liberais, deixando-os seguir para o centro de que tanto gostam. Mas isto não é uma questão de geometria no espaço ou de decoração de interiores, com cadeiras à esquerda, ao centro e à direita. Tem a ver com os princípios que distinguem claramente as várias opções políticas. Temas como a vida, a desvirtuação do casamento, a eutanásia, são questões que marcam fronteiras políticas. Não vamos na conversa do 'transversal', conversa essa que já define um relativismo em que a direita não embarca. E depois temos 'a empresa da nacionalidade', coisa que a direita não quer ver subestimada, pulverizada, ou simplesmente anulada por decreto de Bruxelas. Porque a direita não está preparada para abrir as portas da cidade a outro Napoleão. A direita por fim, gosta de respeitar e representar a cultura portuguesa, não quer, por isso, retirar crucifixos das salas de aula para lá colocar as fotografias dos que perseguiram (ou perseguem) a Igreja Católica. Sob a capa de outro relativismo.
Como se vê anda muita gente trocada nos partidos, anda muita gente mascarada, anda muita gente a enganar o povo eleitor.
E sem necessidade. está na hora de sair dos abrigos e mostrar a cara.

Em relação a uma candidatura de um monárquico a Belém (e espero que não esteja a referir-se à presidência do Belenenses!) só em situação de grave crise de valores e seria sempre para encabeçar uma regência que nos livrasse de tão longo interregno.




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