INTERREGNO

Meu caro JSM:
Não acredita que projectos nacionais estejam dependentes do voto de uns poucos milhares de Lisboetas???
Assim sendo e uma vez que os projectos que refere são bastante mais antigos que a crise da Câmara de Lisboa,já teriam em campanhas anteriores sido focados por todos os partidos. O governo, para bem ou mal estará sempre envolvido nesses projectos.Seja qual for o governo compete-lhe a ele a última palavra ,por serem projectos nacionais, ou não? Mas será que O PSD traíu Carmona Rodrigues quando se apercebeu que teria algum voto na matéria


Caro anónimo/a
As questões que levanta são pertinentes e reconduzem-nos obviamente à pergunta primordial deste interregno - o que fazem os partidos nas autarquias! Foi e é assunto da minha predilecção que já trouxe para o plano do diálogo blogosférico há muito tempo. Pelos vistos os lisboetas que votaram contra este sufrágio responderam com clareza à minha pergunta! Dos 500.000 mil inscritos apenas apenas 1/3 votou em listas partidárias!
Neste conjunto, o comissário do governo recolheu cerca de 58.000 votos e festejou! Abraçado ao primeiro-ministro!
Ninguém quer tirar ilacções?


E o Real Comissário?
Por quantos ficou?
Afonso Costa


Boa pergunta! E traduz a confusão, nalguns casos é ignorância, entre as questões de regime e as questões de governo, central ou autárquico. De facto, aquele pseudo-comissário, estava a utilizar abusivamente um símbolo e uma opção que diz respeito à Chefia de Estado, que pode ser monárquica ou republicana, e dela se valendo para se imiscuir numa luta partidária por uma autarquia! O que é um duplo absurdo!!! E um erro crasso. Outra coisa seria o personagem em causa concorrer a título pessoal à Câmara de Lisboa, e aí estaria no seu pleno direito. A última desgraça que podia acontecer a este país era perder gratuitamente o símbolo da sua identidade e unidade. Unidade histórica, obviamente. Agradeço assim a oportunidade que me deu para esclarecer questões políticas básicas mas que a grande maioria dos portugueses não consegue deslindar face à intoxicação que sofreu nestes quase cem anos de república. Repare que incluí a segunda república, nesse aspecto tão ou mais perniciosa que a primeira e esta terceira que se prepara para se transformar em quarta, refazendo a segunda! Não é charada e é muito simples de perceber.
Saudações monárquicas.




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