E você, o que tem a dizer?

Gravatar Soié,
sou de Guidoval, aqui na Zona da Mata de Minas, moro em Ubá, as coordenadas são só para o senhor ver como seu blog está indo longe.
Meu pai também era juíz de futebol. Tinha 1,93 metros de altura, forte como um touro e com uma presença de espírito que era só dele. Um dia, apitando uma partida entre o Independente de Guiricema e o Cruzeiro de Guidoval (do qual era Presidente), marcou um pênalti a favor do Cruzeiro. O time inteiro do Independente partiu para cima dele. Calmamente mostrou o braço esquerdo e disse:"esse aqui é a enfermaria!", mostrou o braço direito e disse: "esse aqui é o CTI" (naquela época não existia UTI), sem que soubessem de onde, apareceu um revólver em sua mão e ele disse: "aqui está o Necrotério". Não preciso nem dizer que o time inteiro sossegou e o jogo terminou mais tranquilo que coroação.
Em tempo: tal qual o senor, ele também jamais atirou em ninguém, era uma boa alma.


Gravatar Eu era menino e o sr. já me contava essa história, papai. Então, eu admirava o pai valente e herói que tinha. Hoje, sei que seu heroismo foi criar os nove filhos, manter a família e espalhar alegria à sua volta. Tudo isso com "sua eterna namorada", minha mãe.


Gravatar Este causo é um clássico, vô! E o melhor de tudo é ouvi-lo sendo contado ao vivo de você!
Beijos da netinha
Ana Letícia.


Gravatar Puxa.....eu sabia...ou melhor, eu sei que a arma que papai sempre usou é outra, cuja réplica carrego comigo até hoje.
E sei que muitos de vocês também a possuem.
HONESTIDADE.
Simples mas de uma força "ímpar" em todas as nossas ações.
Abração, papai.
Jack




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