Opine aqui, se faxavor.

Gravatar que blog bom!

ps: entrei aqui pelo quadradinhos.blogspot, que é melhor ainda.


Gravatar Caro Rezendes:

Concordo tanto contigo com o que dizes no texto, que até estou a achar estranho...

Só queria que me esclarecesses dois pequenitos pontos.
Dizes:
«... havendo assim docentes com uma grande competência na leccionação que serão ultrapassados por outros professores com muito menos experiência...».

E os esclarecimentos são estes:

1ª- É impressão minha ou nesta frase, em que contrapões «professores com uma grande competência», por um lado, a «professores com muito menos experiência», por outro, demonstras que para ti «experiência» é sinónimo automático de «competência»?

2ª- Uma vez que até agora nunca houve em Portugal avaliação ao desempenho dos professores,quando referes «professores com uma grande competência», como é que sabes quais eles são?

Era só.

E só para não pensares que é alguém por mim que está a escrever este comentário ou que, de repetente, fiquei passado da cabeça por estar a perder uma oportunidade tão boa de te provocar, aqui termino com esta singela frase que sei que muito apreciarás:

- Senhora ministra, por favor não desista!!!







Pronto!
Era só a brincar!!!

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Gravatar E o pior é que tens muita razão quando dizes que o panorama negro das escolas estende-se ao resto do país. Nunca senti tanta falta de esperança em dias melhores como agora. E olha que sou uma pessoa optimista.


Luis, Nunca uma avaliação na Função Pública, foi ou será justa. Os critérios são demasiado subjectivos.


Gravatar Portanto, a solução melhor é não haver nenhuma...


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Gravatar Portanto, o melhor é repensar os critérios para minimizar as injustiças. E talvez, quem sabe, cumprir as promessas eleitorais: Que tal os directores-gerais e chefes de departamento passarem a ocupar os cargos através de concurso público e deixarem de ser escolhidos. Não resolvia tudo mas já era qualquer coisa.


Gravatar Caro Luís,

Só quem não anda no ensino saberá que a experiência conta - e muito - para se saber dar aulas e gerir as inúmeras situações complicadas que surgem, muito naturalmente, quando se lida com crianças e adolescentes. Se assim não fosse, creio que o próprio Ministério abriria o concurso para professores titulares a docentes de escalões abaixo do 8º, o que não aconteceu, ou seja, é reconhecida, pela própria tutela, que a competência da gestão pedagógica das escolas, de assistir a aulas de colegas e de os avaliar ficará a cargo dos mais experientes. Por outro lado, quem, até hoje, nas escolas, orientou estágios, numa situação reconhecida pela mesma tutela e pelas universidades? Os professores mais experientes, claro. Ou serão estes os incompetentes, como pareces sugerir? E não se passará exactamente o mesmo também noutras áreas de actividade?

Respondendo agora à tua segunda dúvida, creio poder avliar (a não ser que tenha estado completamente cego ao que me rodeia, como parece ser o caso da obediência partidária que leva algumas pessoas a ver com muitos bons olhos todas as decisões que emanam da mesma «cor» política) o que se passa na escola onde lecciono, já que os quadros de titulares são estabelecidos por estabelecimento de ensino.

Bem sei que há, subitamente, uma cegueira que afectou uma data de gente, ainda mais grave do que a que o Saramago refere no seu romance, porque esta era apenas ficcionada e a outra parece-me bem real. Mas tudo isso tem um custo, e a elaboração de critérios obscuros não será nunca a melhor maneira de avaliar seja quem for. Cria apenas revolta, desmotivação, e nada disso aproveita ao clima das escolas, que acabará por afectar a totalidade do ensino, a qualidade que se pretende alcançar, e a promoção do sucesso. Antes pelo contrário. Só quem não «vive» nas escolas dia após dia desconhecerá como muitos professores (que noutros países, e não neste em que vivemos, foram reconhecidos como essenciais para o desenvolvimento do país) se sentem face à realidade com que se vêem confrontados.


Gravatar Caro Rezendes:

Tenho de admitir que, de facto, foste perfeitamente esclarecedor nas tuas respostas às minhas duas perguntas.

Ou seja:
1ª- Que para ti «experiência» é sinónimo automático de «competência»;

2ª- Que, quando referes «professores com uma grande competência» sabes perfeitamente quem eles são.

Como?
Porque crês «poder avaliar o que se passa na escola onde lecciono, já que os quadros de titulares são estabelecidos por estabelecimento de ensino».

Assim sendo e uma vez que tu, decerto, não tens estado completamente cego ao que te rodeia (como parece ser o caso da obediência partidária que leva algumas pessoas a ver sempre com maus olhos e como erradas todas as decisões, quaisquer que elas sejam, que emanam da mesma «cor» política)já percebo por que motivo és contra a avaliação de desempenho dos professores.

De facto tens razão: se «experiência» é sinónimo de «competência» e se tu crês que podes avaliar o que se passa na escola onde leccionas, então, na verdade a avaliação de desempenho dos professores não é precisa para nada!

Como era é que estava bem.

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Gravatar Caro Luís,

Mais uma vez cá está nesta tua resposta a eterna tendência para achares que apenas tu tens razão, que a tua opinião é que conta e a dos outros não serve para nada, a não ser para, tão-só, chegares à conclusão de que, por não se concordar com algo, se deveria ter deixado tudo como estava. Não foi isso que afirmei, nunca o disse, e não reconheço que ninguém diga o que nunca afirmei. Mas esse é o frequente mal de quem considera estar pleno de razão e de que os outros nem sequer possuem o direito de tê-la. Deve ser para concordar com as tendências autoritárias que infelizmente se vão verificando nos últimos tempos por este país fora, e que há alguns anos atrás se criticava em personalidades de outra cor política. Como as coisas mudam... Ou melhor, como mudam as pessoas e as práticas regressam revestidas de outras cores. Não deixa de ser interessante...

Nunca afirmei (nunca me ouviste dizê-lo e por isso não podes sequer afirmar aqui que eu alguma vez tenha defendido tal posição) que os professores não deviam ser avaliados. Sempre disse que sim, que era algo óbvio. Mas com uma avaliação o mais objectiva possível, e tendo em consideração aquilo que um professor é: alguém que lecciona, que ensina, que trabalha numa escola com um propósito: ensinar. E não faltar a esse dever. Por isso, não faltar às aulas que dá. E não desempenhar cargos atrás de cargos, e continuar a faltar.

Mas infelizmente é isso que se verifica em muitos casos e que, neste concurso, é valorizado. Não interessa que se dê aulas, que apenas se dê aulas (é para isso que os professores foram formados e receberam formação), e que não se tenha faltado a esse dever e a essa função. E que essas aulas tenham sido bem dadas, com competência e com rigor, que se tenha ensinado quem frequenta a escola para esse fim. E até com bons resultados. Não interessa que, para além das suas aulas, o docente tenha prestado apoio pedagógico aos alunos com mais dificuldades, mesmo que não pertençam às suas turmas. Nada disso interessa. O que importa é que se tenha desempenhado alguns cargos ao longo dos últimos sete anos (os outros não contam para nada, pelos vistos), mesmo mantendo uma assiduidade reduzida, porque é isso que aparece valorizado.

Como está agora é que está bem. Pois claro.


Gravatar E ainda outra coisa: o estatuto que tão veementemente defendes estabelece que sejam os professores «titulares» quem irá avaliar os colegas. Por isso não entendo essa ironia quando referes «se tu crês que podes avaliar o que se passa na escola onde leccionas, então, na verdade a avaliação de desempenho dos professores não é precisa para nada!» Porque o que irá acontecer é que serão os professores de uma mesma escola quem irá avaliar os colegas. É o que refere o novo estatuto. Mesmo que os avaliadores venham a ser dos tais que primam pelo absentismo. Apenas porque desempenharam uns cargos e obtiveram mais pontos (nem que tenha sido apenas mais um).

Como está agora é que está bem. Pois claro.


Gravatar Caro Rezendes:

Reconfirmo, assim, a tua opinião:

1ª- Que para ti «experiência» é sinónimo automático de «competência»;

2ª- Que, quando referes «professores com uma grande competência» já sabes perfeitamente quem eles são e que, portanto, não serão precisos professores titulares para os avaliarem e, assim, os descobrirem.

E constato a curiosidade de seres tu próprio a dizer:
1º- «Mas esse é o frequente mal de quem considera estar pleno de razão e de que os outros nem sequer possuem o direito de tê-la».
2º- «Deve ser para concordar com as tendências autoritárias que infelizmente se vão verificando nos últimos tempos por este país fora, e que há alguns anos atrás se criticava em personalidades de outra cor política».
3º- «Como as coisas mudam... Ou melhor, como mudam as pessoas e as práticas regressam revestidas de outras cores».
4º- «Não deixa de ser interessante...».

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Gravatar Caro Luís,
Mais um comentário que não comenta nada, e que apenas utiliza citações para acabar por não dizer nada. Bonito, sim senhor.

Saberá Vossa Excelência (com maiúscula, que isto agora é preciso mostrar respeitinho por quem ostenta determinadas cores), por acaso, que em algumas escolas há 4 vagas para 6 candidatos e em outras, como a minha, há 3 vagas para 15 candidatos? Há aqui alguma equidade? Ou sequer algum critério? Gostaria de saber qual. Que mo explicassem. Assim como se fosse para «totós», que parece ser o que está na moda. Porque não me parece que passe disso, de um totó. Porque não percebo nada disto. Devo ser burro, se calhar a dobrar, porque sou professor. E, por sê-lo, não mereço nem explicações nem critérios justos. E quem me manda ser burro querendo ser professor? Porque, além de burro, e talvez por isso mesmo, não mereço consideração. A isto chegou esta sociedade. Restar-me-á, quem sabe, ser «bufo».

Repito o que já antes havia afirmado, porventura com mais veemência:

Como está agora é que está bem. Pois claro.


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