Opine aqui, se faxavor.

Gravatar Eu passei para cumprimentar e dou de caras com uma discussão aqui em baixo que não vou comentar porque entre amigos não se mete a colher.

Espero que a lata seja de abertura fácil.
Um abraço.


Gravatar Eheh, Trilby.

As minhas discussões com o meu causídico vizinho já vêm de há uns tempos para cá.

Agora que a mão do Deus dos gatos é previdente, porque até fornece abre-latas, lá isso não se pode negar.


Gravatar Sabes, Trilby, o que estão ali a fazer os gatos?

Estão a ver como é que a mão de Deus abre a lata e se o faz convenientemente.

Chama-se a isso "avaliação de desempenho"...


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Gravatar E os avaliadores têm a auréolazita sobre a cabeça porque:
1º são «santinhos», e por isso são os únicos a quem foram reconhecidas competências de avaliação;
2º fazem todos parte do mesmo partido;
3º como «santinhos» que são, formaram uma nova inquisição (a fogueira não está lá, mas não tarda nada);
4º só lhes faltará uma rosa na lapela (se é que os gatos têm lapela...)
Pois claro!


Gravatar E sabes, Trilby, por que motivo a lata ainda não está aberta?

1º- Porque é o dia de folga semanal de Deus: como toda a gente sabe, Deus descansa aos sábados aos domingos e à sexta ou à segunda-feira, conforme o grau das amizades que vai encontrando no Olimpo.

2º- Porque Deus não gosta que avaliem o seu desempenho e está a fazer greve de zelo;

3º- Diz que já é Deus há muito tempo, e isso, só por si, responde pela sua competência;

4º- Não reconhece a ninguém capacidade para o avaliar; afinal não é ele Deus?;

5º- Não reconhece a ninguém capacidade para o avaliar, muito menos quando toda a gente sabe que a alínea da lei que exigia que para se ser avaliador tinha de se ser gato, foi revogada e passou a exigir que fosse um gajo qualquer, desde que fosse do PS;

Entretanto, a lata está por abrir e os gatos estão com fome. Mas é bem feita: ninguém os manda ser todos do PS.

Quando vai ser aberta a lata? Só Deus sabe: provavelmente ainda vai demorar um bocado.

Pois não é verdade que Deus só trabalha em part-time e tem 3 meses de férias por ano?

Os gatos que se lixem!!!

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Gravatar Lá vem este com a mania do PS. Mas que mania!
Que eu saiba, PS é Post-Scriptum, o que toda a gente quer dizer depois do que já está escrito, isto é, aproveita-se tudo muito bem aproveitadinho do que já antes foi escrito e acrescenta-se umas coisitas e pronto: fica-se convencido de que afinal o que foi escrito depois é que manda, que é o que alguém acha, que manda e pronto. Que o resto do povinho que cá anda é tudo uma data de paus-mandados, que aliás não andam por cá a fazer nada a não ser estarem prontos para serem mandados.
Não será isto convencimento excessivo? Eu cá não sei quem é que trabalha em part-time, mas vejo muitos por aí, e com carros de luxo e tudo, e também não sei quem é que tem férias de três meses. Eu gostaria, ai não que não gostaria, que tenho que ir fazer de polícia para os exames, de fazer de júri de provas, da fazer todo o trabalho administrativo que os administrativos não fazem porque são apenas administrativos, para além de matrículas, turmas, horários, estatísticas, inventários, etc. e etc., de andar a telefonar para casa deste e daquele porque afinal de contas houve alguns outros coitadinhos que preencheram mal os papéis, que nisto de preencher papéis os paizinhos acham que é uma «chatice» e não se metem porque não é nada com eles, aliás é uma «chatice» ir à escola saber da vida dos filhos, porque isto e porque aquilo, ou seja, são paizinhos de nome e pouco mais, porque o resto dá uma chatice danada (normalmente empurram para as mãezinhas, que só por serem mulheres devem ter mais tempo do que eles, que estão «reservados» para coisas mais importantes), mas afinal são todos santinhos, só fizeram bem na vida e por isso foram todos parar ao Céu, mesmo que seja dos gatos, ou esperam ainda serem santificados em vida, receberem medalhas porque fizeram coisas importantes, ou seja, um sem-número de coisas importantíssimas que um pequeno grupo de gente faz e que mais ninguém pode fazer, porque só eles é que sabem e mais ninguém, o resto é tudo uma cambada de nabos que anda por aí a receber o resto dos dinheiros que restam do que sobrou das coisas realmente importantes, que não fazem nada, não querem fazer nada, se calhar o melhor era irem para a panela da sopa, só porque são nabos, ou então faz-se um cozidito e mete-se na fogueira, assim como assim são dispensáveis, acaba-se-lhes com a raça (será que já não ouvi isto noutros tempos e noutras longitudes?), extermina-se e pronto, fica a questão resolvida, não são precisos para nada a não ser para gastarem o dinheirito dos impostos que podia ser aproveitado para construir por aí umas pirâmides para glória futura e para se poder subir lá cima e afirmar ufanamente: Do alto destas pirâmides todo o país contempla a nossa ominisciência.
Que bonito! Era, não era?


Gravatar Ah, este Anónimo aqui em cima era eu. Distracções... O que não é de admirar.


Gravatar Tenho que de dar razão outra vez, pá.

Mais uma vez me fizeste ver a ignomínia do que te andam a obrigar a fazer, e de que não tinha noção antes de mo descreveres.
Agradeço-te por isso.

De facto, não se faz.
Onde já se viu?

E ainda por cima na escola!!!

Só porque têm o mero pretexto de que te pagam um ordenado ao fim do mês, obrigam-te a fazer coisas absolutamente degradantes:
Ele é vigiar exames, ele é fazer de júri de provas, ele é trabalho administrativo, ele é fazer matrículas, ele é fazer turmas, ele é fazer horários, ele é fazer estatísticas, ele é fazer inventários e, suprema ofensa!, ele é telefonar aos os paizinhos, etc., etc...

Pfff!!!

Obrigarem-te a trabalhar!!!

Onde é que isto vai parar???

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Gravatar Pois é, e eu que até hoje pensava que ser professor (profissão para a qual entrei de boa vontade, na altura, e para o que me pagam) era dar aulas e ensinar...

Vê só quão enganado ando...

É que se era para ser funcionário administrativo escusava de ter andado a matar a cabeça uma data de anos e a comprar livros (que não me deixam descontar em impostos nenhuns, ao contrário de outras profissões, que até almoços descontam no IRS, que os almoços são mesmo excelentes momentos de trabalho, sobretudo tendo à frente um belo petisco e uma boa garrafa de vinho, fora as de uísque) e tudo o resto, entrava com o 5º ano do liceu e hoje se calhar já estava reformado, a viver à conta dos poucos que pagam impostos e descontam para a segurança social, e a ganhar tanto como um licenciado que só tem é que dar educação aos meninos cujos pais não lhes dão nenhuma em casa. Porque é nisso que se gasta a maior parte do tempo durante as aulas, sem contar com os momentos em que se é agredido, física ou verbalmente, e tu bem o sabes que, ao que disseste, deste umas aulas (e, segundo sei, num estabelecimento particular, num tempo há muito recuado, em que nada do que se passa agora nas escolas tem qualquer comparação) e juraste para nunca mais...
Bem se vê que não era a tua profissão e que não tinhas feito fé nela e aí colocado todo o teu empenho e esforço.
É que há quem (ainda) consiga dar aulas, apesar de tudo. E gostar - ou pelo menos ter gostado no passado - de fazê-lo.

Eu a pensar que ser professor era isso mesmo: ensinar.

Mas afinal ando enganado. Mais vale porem-me um carimbo na mão e colocarem-me numa qualquer repartição a atar pilhas de papéis com um cordel...

Pois não é isso que é ser professor?

E ainda por cima tenho que fazer isso tudo nos tais três meses de férias a que te referiste. Estou-me mesmo a ver a levar os carimbos de férias...


Gravatar Não percebo a tua agrura...

Então eu não te dei razão?

E essa dos três meses de férias, também, mais uma vez, tens razão: então se tu és professor, se um professor só deve ensinar, e se os alunos têm três meses de férias, que culpa têm os professores que durante esse tempo não haja alunos para esinar?...

Homessa!!!


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Gravatar Olha! Agora serve-se de mim como catalizador!! ? Tá doido!! ...Por acaso acho um bocadinho abichanado...

;P


Gravatar Pois, mas a culpa neste caso não morrer solteira, porque há que aproveitar a mãozinha de obra barata para fazer o que os funcionários não fazem.

É no que dá ter escolhido ser amanuense...

E quem me manda a mim?

E aos outros e às outras todas?

Se calhar o melhor seria mesmo deixar de haver professores e escolas, e andar tudo caladinho, sem educação, como nos tempos da Velha Senhora.

Afinal para que é que servem?

Extermine-se essa canalha! Para a fogueira, e já!

Eu não disse para a Figueira, que isso era nos tempos em que ir ao Festival de Cinema para essas bandas até era interessante. Ou se calhar até sim, já que a praia lá é grandita, aproveita-se para os afogar todos.

E acabe-se de vez com a raça. E pronto! Eis a solução. Final ou não, ei-la.


Gravatar Depende: tu catalizas bem, Trilby?



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Gravatar Olha, olha, agora desconversa com a Trilby...


Gravatar Vê se apareces mais, pá.

Não estás de férias?

Olha que os alunos estão...


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Gravatar Eu bem vejo quem sai de casa às tantas, que os carritos andam lá todos estacionados a ocupar a via pública. Que não é garagem de ninguém!

Eu bem vejo...

Vai lá gozar com o trabalho dos outros e tira o rabito (e o resto) da cama cedinho e vai trabalhar...

Eu gostava era de saber como é que se trabalha a partir das tantas e depois se aparece com descapotáveis e quejandos... Palavra que gostava.

Ai, ai, os sinais exteriores de riqueza...


Gravatar Esqueceste-te das motas, pá!
E principalmente da Harley.

Mas se gostavas de saber «como é que se trabalha a partir das tantas e depois se aparece com descapotáveis e quejandos...», como sou teu amigo eu dou-te a receita.

Vais ver que é tão simples.
Para já, tens de ver não só «a partir das quantas» é que se trabalha.
Tens de ver também «até às quantas se trabalha».

É importante, sabes?

Mas há mais.
Vejamos: tu és professor e eu sou advogado.

Como sabes, e até há pouco já o referiste aqui na caixa de comentários, eu «já dei uma aulitas».

Quer isto dizer que eu, embora seja advogado, já fui capaz de ser professor.

Serás tu, como professor, capaz de ser advogado?...

*

Mas resta ainda um pequeno pormenor: é o que se refere à qualidade dos desempenhos.

Do teu como professor;
E do meu como professor e como advogado.

Ora, quanto ao desempenho como professores, não temos dados para nos pronunciarmos, nem sobre o meu nem sobre o teu.
Como sabes, não existe avaliação do desempenho dos professores.

Mas já existe avaliação do desempenho dos advogados, sabias?
Sabes quem o faz?
É o mais feroz e implacável dos avaliadores!
Chama-se: o mercado!!!

É por isso que dos mais de 600 advogados a exercer na Comarca de Loures, só muito poucos, muito poucos mesmo, têm 2 descapotáveis no parque de estacionamento.

Eu tenho.
E aliás, para os ter ali estacionados, pago imposto de circulação. Vai lá ver se não estão os selos colados no vidro.

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Gravatar Será mesmo que foste «capaz de ser professor», como acima afirmaste? Verdadeiramente? Não me parece. Nem me parece que tenhas qualquer tipo de autoridade para dar aulas. É que eu tive que fazer cadeiras de pedagogia, um estágio, e, tanto quanto sei, nada disto se passou contigo. É que eu fui avaliado para dar aulas. E ainda o fui durante muito mais de vinte anos, pelos meus alunos. E não fugi deles a sete pés. Nem desisti. Porque é isso que é ser professor.

Não é ir «arranjar umas horitas» enquanto não se encontra nada melhor para fazer. Enquanto não se envereda por outra carreira mais compensadora monetariamente, sem se ter qualquer tipo de vontade, de jeito, até, e de vocação. Porque isso não é ser professor.

Deixa-me que te diga uma coisa: nunca foste professor. Podes ter dado umas aulitas. Mas nunca foste professor. Nem fazes a mínima ideia do que é.

Posso nunca ter sido advogado, como nunca o fui, mas andei em Direito durante algum tempo. E sei bem o que era, naquela altura, a ambição cega pelo poder, o convencimento, mas também a mediocridade.

E, caro Luís, houve, sim, avaliação de desempenho de professores. Não como devia haver. Mas houve. E ainda há. Em primeiro lugar, se não houvesse, não poderias afirmar, como já o fizeste, que há professores que não deviam desempenhar a profissão. Não é isto avaliação? Se não o é, então de que se trata? Se não é avaliação os alunos poderem afirmar - e sempre o fizeram, durante anos - que este professor é bom e que aquele é mau, então de que se trata?

Porque, quer queiras, quer não, os professores são avaliados. Hora a hora, minuto a minuto. E não é por estarem enfiados dentro de gabinetes. É por lidarem com jovens, muitos de cada vez, que de imediato fazem uma avaliação da pessoa que lhes dá aulas. E o mesmo se passa com os pais e encarregados de educação. Que sabem perfeitamente, pelo menos aqueles que levam a sério a educação que é dada aos seus filhos e educandos.

E não é isto o mercado? Então o que é? Todos sabemos que há bons e maus profissionais em todas as classes. Na minha e na tua e em todas as outras. Como também há maus políticos e maus responsáveis. E para esses não há mercado que lhes valha. Porque se agarram aos lugares e não os abandonam, mesmo quando o «mercado» não lhes dá os votos que acham que mereciam. Podem perder os votos, mas andam por aí na mesma. Porque não os vejo a abandonar o lugar «apenas» pelo facto de o juízo popular ter sido negativo acerca do seu desempenho.

É ver o que recentemente se passou numa reunião com uma Comissária Europeia na AR. Onde é que estavam os deputados para a reunião? Quantos compareceram para desempenhar as funções para que foram eleitos? Quatro? Entre quantos? Uns não foram porque tinham reuniões da direcção do Partido. Outros porque são candidatos à Câmara de Lisboa. Pelo menos a crer no que veio nos jornais, parece-me que se trata de um regabofe. Então é-se eleito para uma função e não se comparece a cumprir o dever dessa mesma função porque se anda a tratar de assuntos que em nada se relacionam com ela? Boa. E onde é que está a avaliação do desempenho para isso? Nos votos? Pois se, como acima afirmei, apesar de eles diminuírem, as pessoas continuam lá...

Será que não sou avaliado, que não o tenho sido, ao longo dos anos? Que as pessoas que foram meus alunos não o fizeram? Que, ao encontrar na rua alguns ex-alunos, eu não teria vergonha se tivesse sido um mau professor? Porque aquilo que fiz foi ensinar. E creio tê-lo conseguido, não em todos os casos, infelizmente, mas pelo menos em muitos deles. Porque é isso que é ser professor.

Quanto à «frota da Carris», ainda bem que ela paga os devidos impostos. Também era melhor se não o fizesse. Mas e a poluição? Claro que não se paga. Mas e a apropriação do espaço público. Claro que também não se paga.
E os sinais exteriores de riqueza? Claro que é algo que ia ser objecto de legislação. E que, de súbito, desapareceu dos projectos futuros.

Mas afinal de contas o interesse público é de quem? Apenas de alguns? E a solidariedade social? Onde está?

Agora essa de trabalhares até às tantas é que não pega. Porque as reuniões disto e daquilo, isso não conta. E eu bem oiço uma certa pessoa a queixar-se... E muito. Ai não que não oiço.


Gravatar Ah, e esse trabalho todo nem deixa tempo para dar os parabéns aos amigos e vizinhos quando lhes é devido... Pois, eu sei... É só trabalho...


Gravatar Foste avaliado pelos teus alunos?
E quanto é que tiveste?...

*

Quanto aos carros, fazes mal em falar na poluição.
É que eu só consigo andar com um carro de cada vez.
Tal como tu.

Vê lá se não te esqueces mas é de pagar o selo do carro, que já está a pagamento!

*

E com essa dos parabéns é que me lixaste!

Fizeste anos, caraças?
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Gravatar Luis,
Digamos que nunca tive reclamações :P

Para os dois, vocês não fariam bem em marcar um almoço?


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