Opine aqui, se faxavor.

Gravatar Caro Rezendes:

Queixas-te muito, pelo que vejo.

E de uma situação particular, partes para generalizações inconcebíveis.
Por exemplo, de uma decisão de uma directora qualquer (uma decisão, apesar de tudo, discutível e muito longe de ser pacífica) extrapolas para a consideração generalizada de que vivemos agora numa ditadura onde acabou a liberdade de expressão.
O curioso é que o dizes em liberdade no teu blog, sem qualquer receio de represálias ou de qualquer espécie de consequências...

Sobre a decisão da directora da DREN, deverias esperar que os órgãos disciplinares e jurisdicionais ajam, para depois fazeres os comentários que forem devidos.
Entretanto, aproveita o tempo, pega no Google, e informa-te sobre a lei do Estado em que estás integrado, e vê lá bem se não começaste a defender o incumprimento das leis e se não te transformaste nma espécie de anarquista.

É que, não sei se sabes, a injúria e a difamação são crime. E não deixam de o ser se forem dirigidas ao primeiro-ministro.
Será que o sejeito cometeu esses crimes?
Uns dizem que sim; outros dizem que não.
E tu? Que dizes?
Estavas lá?
Não.
Mas, no entanto, tu já fizeste o teu pré-julgamento, como é teu costume.

O resto, é consequência dessa tua decisão prévia: os socialistas sãotodos uns facínoras e eu não sou excepção, pois não?...

Os únicos que se safam, são os professores, umas autênticas vítimas nas mãos dos socialistas em geral e da ministra em particular.

Vejam lá, que até defendem esse escândalo imoral que é a avaliação do desempenho dos professores?
Onde já se viu uma coisa destas?
Em mais nenhum país do mundo se avalia o desempenho dos professores!!!

Só mesmo «neste país», não é?

Entretanto, vais vivendo no país que «eles» transformaram na desgraça que «As Farpas» descrevem.

E vais-te queixando, chorando e lamuriando e acusando os «eles» de tudo o que há de mal.

O Kennedy dizia: «não perguntes o que é que o teu país pode fazer por ti; pergunta antes o que podes tu fazer pelo teu país».

Ou seja, para além de te lamuriares, de chorares e de te queixares, enquanto os «eles» vão fazendo tudo isso, que fizeste tu da tua parte?...

__________________________________________________ _


Gravatar Pronto, cá tinha que surgir a liçãozita de comportamento democrático. Nem outra coisa seria de esperar.
Obviamente que devo ser anarquista. E lamuriento. E queixinhas. E choramingas. Nem mais, sem tirar nem pôr. Isto para além de desgraçadinho, de vítima, de preconceituoso, de ignorante, de impune, e ainda desperdiçador de tempo (ou seja, preguiçoso), injuriador, difamador. E, acima de tudo isto, professor, que deve ser o crime mais grave de todos.

No entanto, ao contrário de outras pessoas, que o fazem por hábito, nunca aqui referi o nome de alguém (nem a sua respectiva função) com o intuito de insultar. Mas pelos vistos já nem se pode fazer a mínima alusão à discordância, que já nem sequer isso é tolerável. Porque, além de eu ser burro, ou talvez por sê-lo, porque sou professor, não tenho direito a ter razão, nem muito menos uma opinião.

Todos os outros estão com razão, menos eu. Porque sou professor, i.e., devo ser burro.

Ou será porque não me apetece mesmo nada ser delator? Nunca o fui. Nunca o serei. Nem com leis publicadas que a isso incitem.

E por ter sido professor durante mais de vinte anos (bem mais, diga-se), nunca contribuí em absolutamente nada para o meu país. Ou seja, fui um inútil. A juntar a tudo o resto já acima enumerado. O que demonstra bem que uma desgraça nunca vem só: não me bastou ser professor, porque ainda por cima sou tudo isso. Pois claro. E os outros, os tais «eles», são os que fazem alguma coisa de importante. Eu, cá o desgraçadinho, nunca fiz nada. Nadinha de nada. Ao longo de todos estes anos não fui mais do que um mero sorvedouro dos dinheiros públicos. Mais valia, por isso, despachar-me para qualquer asilo, ou até, se calhar – e por que não? – dar-me cabo do canastro, queimar-me numa qualquer fogueira, apertar-me o gasganete, e pronto, lá se acabava com mais um inútil a viver há longos anos a expensas dos contribuintes, coisa que aliás nunca fui, por certo.

É interessante, este ponto de vista. Não deixa de sê-lo.

Porque como as coisas estão agora é que estão bem.


Gravatar Não!

As coisas como estão agora não estão bem.
Muito antes pelo contrário.
Muitas, muitas coisas têm de ser mudadas.

Mas repito: o que fizeste tu para as mudares?

E, para além de andares à roda com os raciocínios, a ver se pões na boca dos outros coisas que eles não disseram, o que planeias tu fazer para mudares as «coisas que estão mal»?

Naquilo que escrevi, viste nalgum lado eu dizer que «nunca contribuiste em absolutamente nada para o teu país», que és um «inútil» ou «um desgraçadinho que nunca fez nada»?

Devias procurar ser mais objectivo, que esse teu ódio à ministra anda a toldar-te os sentidos.
E andas a estendê-lo por aí a quem não tem nada a ver com isso, e nada mais fez do que expressar uma opinião, num exercício de um direito que não é inferior ao teu, só porque essa opinião é distinta da tua!!!

O respeito pelas opiniões dos outros mede-se nas opiniões diferentes; porque o respeito pelas opiniões iguais é fácil, não é?

E mais:
Estás muito enganado: não basta desempenhar uma profissão, mesmo que em consciência e com competência para nos sentirmos «descansados» e para pensarmos que já cumprimos o nosso dever para com a sociedade.
E que, assim, já podemos pedir contas «aos outros» por aquilo que entretanto «eles» fizeram do país em que vivemos.

No final dizes-me:
«É interessante, este ponto de vista. Não deixa de sê-lo».

Mas, se é interessante, esse ponto de vista que descreves, ele não é o meu. Nem mo viste escrito em lado nenhu nem explícita nem implicitamente.
Se queres que te diga, parece-me mais... o teu!

O que, de facto, não deixa de ser interessante...


Gravatar Já agora:

Dizes:
«No entanto, ao contrário de outras pessoas, que o fazem por hábito, nunca aqui referi o nome de alguém (nem a sua respectiva função) com o intuito de insultar».

E então fui à procura do que disseste quer na passagem das «Farpas», quer no poema do Leiria, só para ver se há insultos.

E vejo que (citando) disseste:
«a pátria e os mesmos aldrabões recém-chegados à democracia social...».

Não é isto insulto?

E citando (das «Farpas) fazes uma excelente crítica social, de facto, principalmente quando dizes:
«Ninguém crê na honestidade dos homens públicos»;
«A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia»;
«Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente»
«etc.»

Se isto para ti não foi um insulto, ao menos espero que não tenha sido uma... auto-crítica...

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Gravatar Pois claro. Agora além do mais ainda sou «toldado» dos sentidos, ao ponto de não ser sequer capaz de interpretar uma linha do que escreves. O que deve querer dizer estúpido. Se isto não é insulto, então não sei o que será.
Para além de ser acomodado, e incapaz de mudar seja o que for.
Ora bem, desempenhei funções na minha escola, agora consideradas importantes pela candidatura a professor titular, e tentei mudar alguma coisa. Perlo menos esforcei-me nesse sentido. Não saber o que fiz, ou nem sequer tentar saber, ou recusar saber, ou alegar mesmo que nada fiz, isso é que recusar aos outros ao menos o direito de afirmar a sua existência enquanto cidadão e profissional.
Pergunto: sabes alguma coisa acerca do meu percurso profissional para teres onde basear os teus juízos de valor acerca de mim? Sabes mesmo? Ou será que nem sequer mereço um mero benefício da dúvida? Deve ser por ser professor, por ser «toldado», ou seja, burro, deve ser isso que me impede de ter alguma vez tentado alterar aquilo que estava ao meu alcance tentar mudar, para melhor, ou pelo menos era o que achava, na minha modéstia e de acordo com as fracas possibilidades de mudar. Mas acreditar na mudança apenas pela mudança, isso não acredito. E porque conheço a realidade a que me refiro, por conviver todos os dias com ela, não vejo que muitas das mudanças melhorem alguma coisa; antes pelo contrário. Porque observo as pessoas, porque analiso o que as mudanças têm provocado. Ou será que nem disso tenho o direito, porque sou uma «besta» de um professor?
Às opiniões diferentes, respeito-as, e porventura não necessito de quaisquer lições nesse sentido. Porque o que me parece é que alguém não pretende sequer respeitar a minha. Deve por certo achar que nem tenho direito a merecê-la, ou até mesmo a ter uma opinião.
Onde é que me viste escrever que tenho algum ódio à ministra? Onde? Apenas por não concordar com algumas (muitas) das suas medidas?
Aqui está, mais uma vez, a tendência para colocar na «boca» dos outros palavras que nunca foram pronunciadas ou escritas.
Não percebo de onde virá tal tendência. E chegar mesmo à conclusão que os meus pontos de vista são os que afirmas, estarás, com toda a certeza, bem longe da verdade. Porque os meus pontos de vista não são tão curtos, nem tão limitados.
Se o texto de «As Farpas» insulta alguém, lamento, porque os desgraçados que aí foram visados já nem estarão entre os vivos. E se o barrete cabe na cabeça de alguém de agora, é porque entende que lhe serve. E o mesmo poderá aplicar-se aos restantes textos.
Já não se pode citar livremente as opiniões alheias? Será que já não é permitido? Ou entrámos recentemente numa qualquer ditadura sem que eu disso me tenha apercebido? Porventura tal distracção dever-se-á, mais uma vez, ao facto de ser professor? Quem sabe?
Nunca fui porta-voz de serviços públicos, nem sequer pertenço a tal sindicato, nem me arrogo o direito de sê-lo. Como não sou porta-voz de ninguém, para além de mim mesmo. Não assumo, nunca assumi, a pretensão de ser porta-voz sem poder desempenhar tal função.
Se há algo que assumo todos os dias, é a auto-crítica. Faço-o de todas as vezes que saio de uma aula. Pelo menos, acho que tenho a humildade de reconhecê-lo. Não sou perfeito, longe disso. E erro. Muitas vezes. Mais do que as que gostaria. E todos os dias o reconheço. Todos. Sem excepção. Eis a minha auto-crítica. Ao contrário de outros, que se calhar consideram estar sempre cheios de razão e que nunca erram.
Mas continuo a pensar que tenho o direito a ter uma opinião.
E a achar que agora é que as coisas estão bem. Pois claro.


Gravatar Dizes:
«Pergunto: sabes alguma coisa acerca do meu percurso profissional para teres onde basear os teus juizos de valor acerca de mim?».

Mas tu estás bem?
Eu fiz algum juízo de valor acerca de ti?

À tua afirmação de que «isto não está bem», perguntei-te simplesmente o que tinhas feito e planeavas fazer para mudar esse «estado de coisas».

Só queria (tentando manter uma conversa interessante contigo - o que penso que pode ser feito) saber o que consideras susceptível de constituir ou contribuir para uma mudança nesse tal «estado de coisas».

Não fiz juízo de valor nenhum, pá!
Só te fiz uma pergunta, pá!
Só prefigurei que da tua resposta pudessemos elaborar qualquer conversa interessante sobre o assunto, pá!
Sobre se a iniciativa "X" ou a atitude "Y" podia ou não mudar alguma coisa, pá!

Quem faz juízos de valor és tu!
Quem chamou «aldrabões recém-chegados à democracia social» ou «bufos» e por aí fora, a um determinado grupo político, sem sequer te teres esquecido de quem os apoia (como eu, claro) politicamente foste tu!!!

Talvez por não teres respondido à minha pergunta, não sei.

Mas olha que não é com uma persistente e diária auto-crítica, que é muito bonita, sim, que vais conseguir mudar o tal «estado de coisas».
Nem é por te orgulhares de não pertenceres a "nada", nem sequer ao Sindicato, que vais ter mais "legitimidade" para criticar os outros pelo tal «estado de coisas».

Sabes uma coisa?
Muito antes pelo contrário!!!

Sabes uma coisa?
Todos nós temos o DEVER de mover a nossa palhinha neste mundo.
Principalmente se nos arrogamos o direito de criticar este «estado de coisas».

Sabes uma coisa?
Move a tua palhinha, se quiseres; se não quiseres não movas.

Sabes uma coisa?
Eu procuro mover o máximo de palhinhas que consigo.
Dou-te alguns exemplos:
- Milito num partido político, que procuro influenciar de acordo com a minha consciência(com mais ou menos sucesso, mas pelo menos tento);
- Faço parte da Assembleia Municipal;
- Faço parte da Assembleia de Freguesia, de que fui presidente dois mandatos;
- Faço parte da estrutura organizativa de comarca da Ordem dos Advogados;
- Sou sócio do Clube de Santo António dos Cavaleiros, de cujos corpos dirigentes fiz parte, principalmente na ocasião em que fomos campeões nacionais em duas modalidades
- (O Benfica não conta)
- Sou sócio do Odivelas FC
- Sou sócio dos Bombeiros Voluntários de Loures;
- Sou sócio de um Clube Rotário;
- Estou inscrito para efeito de contribuir profissionalmente para o apoio jurídico a pessoas carenciadas, dando consultas gratuitas e fazendo defesas oficiosas;
- Sou sócio da Amnistia Internacional
- Sou membro de um grupo de ajuda da UNICEF

Enfim: cá vou mexendo as minhas palhinhas...

*
Olha:
«toldado» dos sentidos ou não, não sei, pá.

Agora, o que é facto, é que, tal como dizes, não és capaz de interpretar uma só linha do que escrevo!!!

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Gravatar Pois claro: não sou capaz de interpretar, i.e., sou estúpido. É isso, não é?
Ou seja, sou eu quem faz juízos de valor acerca dos outros, sou eu quem insulta.
Ou seja, quando me é perguntado o que fiz para mudar seja o que for, não está implícito na pergunta que não mexi nem uma palha para alterar o que quer que seja. Claro que não. É que, para além de estúpido, sou ainda «tapado», já que nem sei distinguir uma pergunta retórica de uma simples questão. Nem sou sequer capaz de ler nas entrelinhas. Deve ser, mais uma vez, por ser professor. Só pode.
E além do mais sofro de inércia, de acomodação, só porque não sou militante de nenhum partido político, nem membro de assembleias de freguesia, municipais ou outras. Pois, ainda por cima devo ser mau cidadão.
Não será uma questão de opções de vida?
Ou para se tentar mudar as coisas é necessário estar-se inscrito nisto e naquilo, e para se tentar ser boa pessoa não basta preferir a família e os amigos a estranhos, não bastando por isso ser-se o mais profissional possível, e ter-se tempo para preparar aquilo que se faz no dia a dia, para repensar, todos os dias, as estratégias que se vai desenvolvendo para se tentar atingir os objectivos mais altos e ultrapassar os obstáculos que se nos atravessam no caminho? E ainda para se tentar melhorar, pessoal e profissionalmente, e ao mesmo tempo estudar e analisar e propor mudanças na nossa vida profissional?
Pelos vistos não chega. Porque sem um cartãozito de um partido ou de uma qualquer associação não vamos lá. Sem isso, não somos nada. Nem temos a oportunidade de sermos solidários, de contribuirmos de algum modo para a sociedade. Pelos vistos, não. Sem isso, nada feito.
Ainda bem que te dás por satisfeito com os «alguns exemplos» que me dás. Mas a mim não me servem. Cada um é como é, e não me revejo nas tuas opções. Poderão ser imensamente válidas para a tua opção de vida, mas não para a minha. Ou não terei eu o direito de tomar decisões e de fazer as minhas escolhas? Parece que não. Nem parece ser mesmo uma opção legítima alguém (não falo por mim, mas é uma hipótese tão válida como outra qualquer) optar por não participar em nenhum organismo, instituição, ou o que quer que seja. Quem o fizer será decerto um pária. Queime-se. Extermine-se. Não terá sequer direito à vida. Ou a exigir seja o que for. Nem a reclamar. Não poderá, muito menos, mostrar o seu descontentamento, a sua indignação. Não tem direito a opinião. Porque não participa. Porque não se envolve. Não constituirá mais do que um fardo social.
Para já não percebo que citar alguém seja o mesmo que afirmar, pelas suas palavras, o que é dito por quem as escreveu originalmente. Mas isso sou eu, que sou «limitado» no entendimento. Nem afirmei igualmente que um «determinado grupo político» se caracteriza pela bufaria. O que afirmei, e continuo a fazê-lo, é que me parece que se pretende estimular a delação. E com isso eu não concordo. Nem me revejo em quaisquer iniciativas, sejam elas legislativas ou de estímulo a tais práticas, que se tomem para que tal situação venha a tornar-se moeda corrente. E tenho o direito a indignar-me. Ou então estarei enganado. E devo ficar quieto e calado, e resignar-me. Não fazer ondas. Nem sequer tentar. Pois claro.


Gravatar Caro Rezendes:

Isto assim perde a piada!

Ninguém te insultou, ninguém te chamou estúpido, ninguém te disse que eras "toldado dos sentidos".

Duas pessoas podem ter opiniões diferentes sobre uma coisa, falarem sobre ela, ainda que com veemência, sem que se insultem ou sem que pensem que estão a ser insultadas.

Vai lá ler outra o meu primeiro comentário a este post.
Aliás ele reflecte e comenta a recorrência dos temas que escolhes nos teus últimos três textos. Vai lá ver.

O meu único ponto foi dizer-te que discordava de ti (isso de alguém discordar de ti é possível, não é?) apontando alguns pontos dessa divergência.

Digo ainda que te queixas (com razão ou sem ela, isso é o tema da tal discordância) e perguntei-te (e somente no último parágrafo) o que tinhas feito para mudar essas coisas que estão mal.

E quando pensava que era possível falarmos com alguma coerência sobre o assunto, tu dizes-me:
«Todos os outros estão com razão, menos eu. Porque sou professor, i.e., devo ser burro».

E, de facto, isto assim fica sem piada.
Nem eu disse isso, nem eu o insinuei, nem nunca te insultei.
NUNCA!
A não ser que consideres insultuoso alguém discordar de ti...

Ao contrário, parece-me que se algum insulto ocorreu, ele veio de ti.

Repara:
Fazes uma citação das «Farpas».
Fazes depois uma citação de um poema com o título «A Minha Querida Pátria».
De cujos conteúdos não te demarcas.
Antes pelo contrário, já que o título do teu post é «De outros tempos como se fosse agora...».

Por outras palavras, subscreves coisas como esta:
«a pátria e os mesmos aldrabões recém-chegados à democracia social...».
Não é preciso fazer mais citações, pois não?

Mas a isto tu dizes:
«Para já não percebo que citar alguém seja o mesmo que afirmar, pelas suas palavras, o que é dito por quem as escreveu originalmente. Mas isso sou eu, que sou «limitado» no entendimento».

Mas olha que não é por te insultares a ti próprio (já que mais ninguém o faz) que ganhas razão.
Já te disse que fazes citações que intitulaste «De outros tempos como se fosse agora...».

Ou seja, parece-me que, de facto, e ao contrário do que dizes, «citar alguém (dizendo antes «De outros tempos como se fosse agora...») é exacta e precisamente O MESMO que «afirmar, pelas suas palavras, o que é dito por quem as escreveu originalmente»!!!

É para isso que se fazem citações de outros tempos como... se fosse agora!

E pronto: lá discordamos outra vez...
O que é pena é que provavelmente lá vais tu pensar que quando duas pessoas discordam é porque uma delas é estúpida, ou "toldada dos sentidos".
Mesmo que tenha de chamar isso a si própria, só porque mais ninguém o faz...

E assim lá perde isto a piada outra vez...


Gravatar Depos dizes:

«O que afirmei, e continuo a fazê-lo, é que me parece que se pretende estimular a delação. E com isso eu não concordo. Nem me revejo em quaisquer iniciativas, sejam elas legislativas ou de estímulo a tais práticas, que se tomem para que tal situação venha a tornar-se moeda corrente».

De facto, se alguma coisa a mim me repugna, é a bufaria.
Mas uma coisa é a bufaria, outra é a gente «pedir o livro de reclamações», seja a um restaurante seja a um Governo!

Lembro-me de uma vez me teres criticado por não ter participado de uma professora de matemática da adolescente, dizendo-me que era isso que tu terias feito no meu lugar, como me lembro de que não concordaste com o meu medo de represálias futuras se o tivesse feito.

Lembro-me também que me disseste que defendias que uma professora da tua escola que faltava recorrentemente e que só ia à escola uns dias para evitar juntas médicas deveria ser denunciada ao Ministério.

Então em que ficamos?
Deve ou não estimular-se «a delação»?

Deve um funcionário público incompetente ser deixado impune, ou deve a sua incompetência ser tornada consequente, de modo, por exemplo, a que seja demitido para dar lugar a outro, que seja competente, e que esteja desempregado?

Promovemos a incompetência?
Defendes a complacência pela mediocridade?

*
Mas tens razão numa coisa.
É quando dizes:
«Poderão ser imensamente válidas para a tua opção de vida, mas não para a minha. Ou não terei eu o direito de tomar decisões e de fazer as minhas escolhas?».

Pois claro que tens.
E sabes uma coisa?

Eu também!

__________________________________________________ _


Gravatar Caro Luís,
Se não é afirmar que ando «toldado dos sentidos» dizeres «Devias procurar ser mais objectivo, que esse teu ódio à ministra anda a toldar-te os sentidos» então não sei o que seja. E se, porventura, não posso escolher livremente o tema dos meus «posts» sem haver quem disso faça juízos de valor, então já não percebo em que país vivo. Porque até agora pensava que podia efectuar escolhas, que são minhas, e das quais não tenho que dar contas a ninguém. Muito menos a ti. A não ser que cometa alguma ilegalidade, e nesse caso quem se vir visado, pessoalmente, que actue em conformidade.
Não se tratou apenas de discordância; tratou-se de fazer juízos acerca de mim, do que penso, das minhas posições e das minhas opções, e sem delas saber o suficiente para o fazer. E de, a propósito das mesmas, entrar por um caminho que roça o insulto, que insinua alguma acomodação da minha parte, que parte do princípio que defendo coisas que não defendo. Não sei quem anda a tresler. Se calhar sou eu, mais uma vez. Talvez por causa das minhas «fraquezas», a que já aludi o bastante em anteriores comentários.
Pelos vistos agora já não se pode citar um texto, um poema, sem que isso signifique, à força, que o que é citado é o mesmo do que se fôssemos nós mesmos a dizê-lo. Ora, nas aulas de literatura portuguesa, quando leio um poema aos alunos isso então significa que concordo com o que lá vem escrito. Mesmo que não me demarque do que lá está. Não vejo absurdo maior do que este. Se já aqui tomei posições pessoais acerca das coisas, e já o fiz muitas vezes desde que este blogue existe, escrevi-o por palavras minhas e disse-o de maneira clara. Pelo menos acho que sim. Ou estarei a ser «toldado dos sentidos» mais uma vez? Quem sabe?
Mas não necessito de «ganhar razão» quando acho que a tenho. E por certo não serás tu quem ma vai dar. Porque estou no direito de achar que a posso ter, mesmo que as minhas ideias contrariem as tuas. Porque é meu direito achar que não tens razão em muito do que escreves. Ou não será? Terei que concordar obrigatoriamente contigo? Decerto que não. Terei que defender o que defendes? Não me parece.

Quanto à questão da delação, não creio que seja o mesmo apresentar uma reclamação acerca de algo, de uma situação ou até da atitude de alguém e denunciar ou «bufar» uma pessoa. Creio ser capaz de ter ainda discernimento para conseguir distinguir uma coisa de outra. E o direito de um encarregado de educação deve ser exercido, porque esse é também o seu dever. E esse dever passa por recolher informação acerca de qualquer situação que seja por este considerada incorrecta. Primeiro isso, e depois, se for esse o caso, apresentar uma reclamação a quem esta deve ser apresentada. Na situação a que aludes, o Conselho Executivo da escola, que é quem pode e deve tomar uma atitude, fez o que lhe competia, isto é, participou a situação aos órgãos superiores, e as consequências da manutenção da situação a partir daí competem a esse órgão. Não a um simples docente da mesma escola, que não pode, até por razões administrativas e disciplinares, «passar por cima» do órgão de gestão. E se este actuou, nada mais havia a fazer a não ser aguardar que o procedimento tomado levasse a uma resolução da situação. Se algum funcionário público é considerado incompetente, deverá ser o seu superior hierárquico a chamar-lhe a atenção e a tomar uma posição caso seja necessário. Mas não tolero que delatar alguém por uma conversa particular se torne uma prática corrente. Ainda para menos quando a esse funcionário tenha sido reconhecida anteriormente uma grande capacidade de trabalho, traduzida em avaliações excelentes.

Não sou eu quem aqui critica as tuas escolhas, ao contrário do que fazes em relação às minhas, só porque não são idênticas. Nem têm que sê-lo. Pelo menos é o que eu acho. Nem me considero nenhum «coitadinho» por fazê-las de maneira diferente de ti. São as minhas e assumo-as. E não me coloco numa situação de superioridade face a quem quer que seja. Nem acho que tenho sempre toda a razão e que os outros não têm nenhuma. Seria uma enorme estultícia da minha parte. E pelos vistos já me basta ser professor, i.e. ser «burro», acomodado, e tudo o resto. Só porque sou professor e não concordo com muitas das decisões que têm sido tomadas em relação à educação neste país. Nem pelos responsáveis por elas, nem pelos sindicatos. Porque tanto a uns como a outros creio faltar algum conhecimento da realidade no «terreno», fora dos gabinetes, para tomar medidas concretas que de facto melhorem o actual estado das coisas.


Gravatar E pronto: isto ficou redondo. O que teria para te dizer já, disse. Vai lá ler tudo outra vez, sempre me poupas a uns exercícios de copy/paste.

Mas olha:
Com excepção de dizeres que fiz juízos de valor sobre ti (que não fiz), ou de dizeres que entrei (que não tu) num caminho que roça o insulto (que não entrei), tens razão em tudo o resto que dizes.

__________________________________________________ _


Gravatar Pois é, muito obrigado pelo conselho (ou pelo tom peremptório do «Vai lá ler tudo outra vez»), mas agradeço e «passo».

E para além de continuar a achar (ou não estarei nesse direito?) que de facto os juízos existem e estão lá para quem os quiser ver, tal como os insultos, não acho que isto «perca a piada», porque na verdade não consigo descortinar humor nenhum em assuntos que, para mim, são bastante sérios, como o é a minha prática profissional. Que levo bastante a sério.


Gravatar Tens toda a razão em tudo o que dizes.

E por isso, de facto, não é preciso ires ver outra vez tudo o que eu disse.
Fazes bem, por isso, e tens razão em «passar».

Tens também razão para continuar a achar (e, na verdade, tens também esse direito) que de facto os juízos existem e estão lá para quem os quiser ver, tal como os insultos.

Tens ainda razão em não achar que isto «perca a piada», porque fazes bem em não conseguir descortinar humor nenhum em assuntos que, para ti, são bastante sérios, como o é a tua prática profissional.

O que posso fazer eu?
Tens, de facto, razão em tudo o que dizes. Reconheço-o.
Nada mais posso dizer que não seja reconhecê-lo aqui expressamente.

Mas (digo eu, que procuro fazer o mesmo) fazes muito bem, e tens aí especial razão, em levar a tua prática profissional muito a sério.

E tens ainda razão numa outra coisa, apesar de não a referires.
Mas refiro-a eu, porque sabes que é a minha opinião sincera, até por que já ta disse pessoalmente variadíssimas vezes: é que para além de levares a tua prática profissional muito a sério, o que fazes muito bem, ainda o fazes, estou persuadido, de forma muito competente.

Tu em especial, mas também, e em geral, a esmagadora maioria (se não praticamente a totalidade) dos professores deste país.

Tens toda a razão.

__________________________________________________ _


Gravatar Agradeço a ironia, e retribuo.

E como não costumo fazer ironia acerca da tua prática profissional, ficaria igualmente agradecido que tal gentileza fosse retribuída, até por desconheceres como é o meu desempenho profissional, que, segundo dizes, conheces bem, ou pelo menos disso estás persuadido, se bem que não tenho conhecimento que alguma vez tenhas falado com algum aluno ou ex-aluno meu, nem tenho memória que tenhas assistido a alguma das minhas aulas.

Desde já fica aqui expresso o meu reconhecimento. Nem que seja por antecipação.


Gravatar Não agradeças uma ironia à tua prática profissional, que não existiu.

Podes, por isso, retirar a retribuição.

__________________________________________________ _


Gravatar Ah, mas eu gosto de ser bem educado e retribuir sempre.

Pelo menos foi o que me ensinaram desde que era bem pequenino. E como achei que essas regras de comportamento eram positivas, mantenho-as até aos dias de hoje.

Por isso mantenho a retribuição.


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