Gravatar Sim, já é chegada a hora. Esperemos que as discussões doutrinais com a Santa Sé sejam o passo seguinte, um passo sério, determinado e crucial para que se dê uma machadada fatal na fé conciliar, nos seus arquitectos e nos seus apóstolos.

Agora começa uma nova etapa no caminho longo, sofrido e tortuoso até à restauração da Igreja. Não sei quanto tempo vai demorar, se calhar algumas boas décadas e provavelmente com outro Papa e uma renovada Cúria. Temos de ser prudentes mas ao mesmo tempo estar disponíveis e prontos para a grande batalha que se segue.

Um abraço em Cristo.


Gravatar SÃO PALAVRAS COMOVENTE. VIVA A IGREJA DE CRISTO.


Gravatar De louvar a declaracao de Mons. Fellay a respeito do Sr. Bispo Williamson, que, em 1999, a propósito da magna questao "Can Cardinal Ratzinger be trusted?", concluía:

"Your Eminence, if ideas did not matter, you might be a good Catholic, but since the virtue of faith is seated in the mind and not in the heart, then so long as your mind swings between Tradition and modernity you are, despite yourself, in your position as Guardian of the Faith, a terrible enemy of the Catholic Church.

We might wish to trust you, but we cannot."

Veja-se o texto completo em: http://www.sspx.ca/Documents/Bis...ruary9- 1999.htm


Gravatar Acho que ainda falta um pouco para que esse "pleno direito" seja um fato. Revogadas as excomunhões (graças a Deus), as sagrações episcopais ainda continuam irregulares. Se Deus quiser isso também será acertado, mas os bispos ainda não o são com pleno direito e licitude.



A humildade de vocês não anda em alta. Dito dessa forma, vocês parecem quase eSotéricos. O comum dos fiéis tende a fazer o que manda o catecismo de São Pio X, ou seja, reconhecer que a Santa Madre Igreja é a legisladora e fiél depositária do Magistério. Sendo o Moto Proprio Ecclesia Dei Aflicta um fruto genuíno do Magistério, tanto quanto o é o Summorum Pontificum, o comum dos católicos, o católico verdadeiro, o acolhe como verdade. E aquele Motu Proprio diz claramente que Lefebvre e seus bispos incorreram em pena de excomunhão automática.

O problema de alguns católicos, progressistas ou tradicionalistas, é que eles só enxergam o que é conveniente. Se o Papa excomunga, a excomunhão não vale de nada, se desexcomunga, aí sim vale muito. Se o Papa aprova um instituto tradicionalista, ele é um bom Papa, se o mesmo Papa aprova um instituto carismático, ele é um modernista traidor.

Ora, eu dou Graças a Deus pela suspenção dessas excomunhões. Eu tenho interesse pessoal nisso, pois sou fiél do Rito de São Pio V, mas sou, antes de tudo, católico e, portanto, fiél ao Magistério da Igreja, à todo ele, não apenas ao que me é conveniente.

Aproveito para expressar minha grande admiração pelos atos, entrevistas e pronunciamentos recentes de Dom Bernard Fellay, que demonstra legítimo interesse no diálogo com a Santa Sé.

Abraços,
Carlos


Gravatar Caríssimo Carlos Kramer, registo com gosto a sua intervenção amiga.
Sem prejuízo, permita-me lembrar-lhe que uma excomunhão é um acto disciplinar e não um acto magisterial, ao contrário do que V. supõe. Dito isto, recordo-lhe também que o Papa não é infalível em matéria disciplinar, podendo assim errar neste campo, o que permite que as suas decisões possam ser modificadas por um seu sucessor, o que não ocorreria se porventura estivessemos perante um verdadeiro acto de magistério extraordinário infalível ou ordinário tendencialmente infalível. Ora, no caso da excomunhão de Monsenhor Lefebvre, foi exactamente isso o que o Papa Bento XVI fez em relação a uma infeliz decisão anterior do Papa João Paulo II. Revogou-a.
Quero também deixar bem claro mais dois pontos.
Primeiro, aqui neste espaço nunca ninguém chamou "modernista traidor" a Sua Santidade o Papa Bento XVI, bem pelo contrário.
Segundo,desconheço o que seja magistério conveniente ou inconveniente: apenas destrinço entre aquele que é conforme à tradição e ao que a Igreja sempre ensinou em todas as épocas e lugares, e que obriga a obediência, daquele que não tem tal conformidade, e que não obriga - não pode obrigar - os fiéis a qualquer obediência legítima.

Enfim, termino dizendo que partilho da sua admiração pela forma como Monsenhor Fellay está presentemente a dirigir a Fraternidade e a tratar do fim do litígio canónico que a ainda a opõe a Roma.

Um abraço!


Gravatar 1) Disse o Santo Padre hoje:

"Na homilia pronunciada por ocasião da solene inauguração de meu pontificado, eu dizia que é «explícito» dever do pastor «o chamado à unidade», e comentando as palavras evangélicas relativas à pesca milagrosa, eu disse: «ainda que havia tantos peixes, a rede não se rompeu», e prossegui após estas palavras evangélicas: «Ai de mim, amado Senhor, esta – a rede – agora está arrebentada, queríamos dizer com dor». E continuei: «Mas não – não devemos estar tristes! Alegremo-nos por vossa promessa que não decepciona e façamos todo o possível para percorrer o caminho rumo à unidade que vós prometestes... Não permitais, Senhor, que vossa rede se rompa e ajudai-nos a ser servidores da unidade».

Precisamente em cumprimento deste serviço à unidade, que qualifica de modo específico meu ministério de Sucessor de Pedro, decidi há dias conceder a remissão da excomunhão em que haviam incorrido os quatro bispos ordenados em 1988 por Dom Lefebvre sem mandato pontifício. Cumpri este ato de misericórdia paterna, porque repetidamente estes prelados me manifestaram seu vivo sofrimento pela situação na qual se encontravam. Auguro que a este gesto meu siga o solícito empenho por sua parte de levar a cabo ulteriores passos necessários para chegar à plena comunhão com a Igreja, dando testemunho assim de fidelidade verdadeira e verdadeiro reconhecimento do magistério e da autoridade do Papa e do Concílio Vaticano II."
Note-se a ênfase final no CV2.

2) Caro JSarto:
por muitas voltas que dê à cabeca, nao consigo deixar de pensar que poderia ter sido dita por Lutero esta sua frase: "apenas destrinço entre aquele [magistério] que é conforme à tradição e ao que a Igreja sempre ensinou em todas as épocas e lugares, e que obriga a obediência, daquele que não tem tal conformidade, e que não obriga - não pode obrigar - os fiéis a qualquer obediência legítima".


Gravatar Caro JSarto,

Me corrija se eu estiver enganado, mas as excomunhões suspensas foram apenas as dos quatro bispos sagrados por Monsenhor Lefebvre. A do próprio Monsenhor não foi suspensa, correto? Não pergunto isso com prazer em perguntar, pois rezo para que o bem feito por Monsenhor Lefebvre na luta contra os abusos litúrgicos e erros teológicos sobreponha, no futuro, o mal causado por sua desobediência.

É preciso também corrigir um pequeno erro de interepretação sobre o meu primeiro comentário, pois talvez eu não tenha me expressado suficientemente bem: não disse que a excomunhão é ato magisterial, até porque esse ato seria desnecessário considerando que a excomunhão em questão foi automática; eu disse que o Motu Proprio Ecclesia Dei Aflicta é magistério legítimo, mesmo na condição de ordinário, e que esse documento magisterial confirma aquelas excomunhões, felizmente suspensas agora. Agora cabe decidir se o magistério ordinário é ou não é digno de respeito. Eu sustento que é, pois o oposto disso é a livre consciência, é estar a um passo do protestantismo. Não estamos aptos para julgar a Igreja, pois, como bem ensina o Catecismo de São Pio X:



E



Em suma, como diz um ditado brasileiro, "manda quem pode, obedece quem tem juízo".

Também não posso concordar que, com o novo decreto da Congregação para o Bispos, o Papa Bento XVI esteja desautorizando o seu predecessor. Muito pelo contrário, ele não anulou o decreto anterior, como se ele nunca tivesse existido, ele, sim, o tornou sem efeitos a partir da data do novo decreto. Com isso, ele não deu razão ao ato de desobediência de Monsenhor Lefebvre, ele [o Papa] apenas abriu caminho para que as consequências infelizes daque ato pudessem ser remediadas agora. Ver mais do que isso na atitude do Papa é procurar cabelos em casca de ovo.

Por último, perdoe-me por fazer parecer que este blog tenha alguma vez acusado o Papa de "modernista traidor". Isso, de fato, nunca aconteceu. Naquela parte do meu comentário eu não me referia aos senhores autores do Casa de Sarto, mas a uma imensa quantidade de 'tradicionalistas' que andam espalhados por aí e que já chegaram, inclusive, há pouco tempo atrás, a acusar os senhores mesmos de modernistas, em reação a um artigo de 17 de maio de 2008 que demonstrava insatisfação pela demora no acordo entre Fraternidade e Roma.

Que a Santíssima Virgem Maria guie todas as palavras e todos os debates acerca desse tão importante assunto para o bem da Santa Madre Igreja, que não nos deixe faltar com a verdade ou atrapalhar o caminho da união. E que Deus nos perdoe a todos caso cometamos algum engano que cause confusão sobre as boas intenções do Papa e de Dom Bernard Fellay. E que, acima de tudo, seja feita a vontade do Senhor que, na pessoa de Seu Filho Unigênito, garantiu à Igreja, representada visivelmente pelo Papa e por seus bispos, o direito e o dever de ensinar a Verdade aos homens.

Um grande abraço,
Carlos Kramer


Gravatar Para o "anónimo" copistas das 10.40

Boa tentativa de provocação, mas errou: afirmei-a inspirado nos ensinamentos do "Comonitório", de São Vicente de Lerins, escrito no século IV em defesa da tradição e contra as heresias.


Gravatar Caro JSarto,

Os dois trechos do Catesismo de São Pio X citados por mim e que por algum problema técnico não apareceram no comentário foram:

P: Há alguma distinção entre os membros que compõem a Igreja?
R: Entre os membros que compõem a Igreja há distinção muito importante, porque há uns que mandam, outros que obedecem, uns que ensinam[docente], outros que são ensinados[discente].

E

P:De que pessoas se compõe a Igreja docente?
R:A Igreja docente compõe-se de todos os Bispos (quer se encontrem dispersos, quer se encontrem reunidos em Concílio), unidos à sua cabeça, o Romano Pontífice.

O comentário prossegue com "Em suma..."

Grande abraço,
Carlos


Gravatar Caro Carlos Kramer

1º) A lei posterior revoga a lei anterior: ora o Decreto de 21 de Janeiro de 2009 revogou o Decreto de 1 de Julho de 1988 e privou-o para o futuro da produção de quaisquer efeitos jurídicos. Afigura-se-me a excomunhão de Monsenhor Lefebvre estará abrangida por tal revogação, mas é uma questão que os canonistas terão de aprofundar;

2º) Insisto que uma excomunhão é um acto meramente disciplinar, ainda que referida num acto de magistério. Sem prejuízo, obviamente que defendo a obediência ao magistério ordinário que, se conforme à tradição, se presume infalível. Outra coisa não tenho sustentado aqui n'"A Casa de Sarto". E a tradição - o que a Igreja sempre ensinou e defendeu, em todos os tempos e lugares - é um critério perfeitamente objectivo ao alcance de qualquer fiel esclarecido, que nada tem a ver com o livre exame pessoal e subjectivo do heresiarca Lutero.

Um abraço


Gravatar Mas a excomunhão não cessa automaticamente com a morte do excomungado?

Quem legisla sobre D. Marcel Lefebvre e D. Mayer agora é Deus, e não o Papa.

In Iesu et Mariae

Gustavo


Gravatar Rezemos também por aqueles que seguem o Santo Padre e que são perseguidos por tal motivo por padres e bispos. Rezemos muito. Há coisas muito graves a passar-se na nossa amada Igreja.


Gravatar rezemos.ponto


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