Rodin não esculpiu "O beijo" por mero acaso. "O grito", também não. O "ostensivo" e o "ostentavivo" de uma e outra resolvem-se na subtil diferença do olhar.


Gravatar Seja o beijo (ponto final)
Mas seja o beijo porque beijo é e não para que visto seja.


Gravatar Descendentes das estrelas, no olhar de uma criança o universo toma consciência de si mesmo. Sem ele as estátuas seriam cegas e o de Foucault, mesmo que sinóptico, apenas menos míopes.
Aqui não há "pontos finais". Só reticências ...


Gravatar Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantámo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.(Álvaro de Campos)


Neste Mar dos Sargaços para onde me querem levar, não há barco vela ou leme que me salvem de não saber comer chocolates, beijos ou o raio-que-vos-estorrique-a-todos, com a mesma convicção com que muitos o fazem. Estou como outro. Não sei o que sou, não sei para onde vou. Mas, suprema ironia, já não sei se sei que não vou por aí.


Gravatar As palavras são o que são. Mas digo aos seus “ecos” que podemos ser tudo menos o discurso com que falamos. Como bem sabe, e por isso, penso, a propósito do "beijo", refere Foucault, não é relevante saber o que somos e, muito menos, que mudemos.
Por isso, enquanto Cuco e de Arribação, apetece-me às vezes quebrar ovos alheios.




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