"grama aparada
palma áspera
alma macia" (alice ruiz)

desculpe-me pelo improviso,
pelo ligeiro,
por este rabisco sem sabor.
Mas de alma macia
agradeço teu vinho, cais e flor.
Agradeço teu traço que desce, acena e se despede feito navio ao vento. E me deixa à deriva assim, mais humana.


desculpo
o meu coração sinestesiado
pela flor fincada no vento
a flor à deriva
pétala de vinho

desculpo este beijo cais
tão humano e retrô
que esculpes

desculpo


"Desculpe-me"
Palavra tão desumana...


o lee me surpreende a cada poema..........


Lindo.! =)~




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