Stuck in Sac

Gravatar Esse texto eh afiado mesmo. Eu gostei a beca.


Gravatar O problema dos brasileiros mais brilhantes quererem ir e morar nos EUA é que eles, em geral, passaram quatro, seis, doze, dez anos, estudando em uma universidade pública, com bolsa muitas vezes e,
depois, vão prestar serviços a outros governos e outro país.

Acontece que a gente precisa muito de brasileiros brilhantes e bem preparados aqui.


Gravatar Daniela, não discordo desse argumento. Porém, muitos desses brasileiros tb comeram o pão que o diabo amassou através de baixos salários, politicagem acadêmica, incentivo ínfimo à pesquisa e a falta de estrutura geral em muitas dessas faculdades públicas.

Ninguém vai embora pq acha que as coisas estão boas demais no país de origem, onde quer que seja. Da minha parte, eu nunca recebi bolsa do Brasil, nem tirei diploma em universidade pública brasileira. Mas não condeno quem fica nem quem decide ir embora. Existem milhares de outras razões (pessoais ou não) por trás disso tb.

Abraços.


Gravatar Mas a Bitch PhD é mais que uma feminista raivosa , ela também é da área acadêmica, e essa questão do obscurantismo cultural do governo Bush também é uma coisa que ela tem competência para apontar.

Oi gente!

Fernando, açaí é muito pesadão, prefiro coisas mais leves. Mas em sua homenagem eu tomei um suco de laranja com acerola (tô com uma gripe braba, o negócio tá passando de pessoa pra pessoa aqui... Minha família inteira pegou). Mesmo assim, fui à praia da Barra ontem, ali onde o pessoal faz kytesurfing e windsurfing. O Christopher tá adorando ficar na água, e realizei meu sonho de brincar de fazer castelos e morrinhos na areia molhada junto com ele. Como eu previa, eu era a única não-magra na praia, mas tudo bem. Pelo menos só sou gorda 3 semanas por ano, nos EUA eu sou uma sílfide.

Bjs,


Gravatar Eles não pensam nada. O poder cega!


Gravatar Alexandre, nada de ataques pessoais, por favor. []s


Gravatar Fernando,
Não foi um ataque pessoal + uma tentativa ao humor. Pelo visto falhou se a percepção é que fosse um insulto a bitch phd.
De qualquer forma me inspirei no filme " Ali G in da house" + especificamente na cena em que Ali G esta dando um discuros na liga feminista de staines.
I didn´t mean to offend
Peace dude


Gravatar Um "discurso" quis escrever.


Gravatar Ok, Alexandre. O blog é da Leila e eu achei que alguém poderia ver isso como um ataque pessoal e não como humor. Peace.


Gravatar Concordo com o que vc falou. Principalmente com a parte de que os motivos são variados.

Só queria dizer que vc é uma exceção. A maioria vai pro exterior quando já fez o nome, quando já está consagrado, quando fez n cursos fora com o dinheiro de nossas agencias de incentivo à pesquisa. A imagem que fica pra mim é que são um bando de sanguessugas.

Abraço


Gravatar Daniela, mas acho que essa impressão é, em parte, equivocada. Muita gente vai embora porque não há condições quando chega na hora de sobreviver de pesquisa ou ensino. Não é por comodismo ou sanguessuguice . Sob o risco de estar errado em alguns casos, pode perguntar pra Lucia Malla, pra Liliana, pro Idelber Avelar ou pra própria Ana Lucia.

Em segundo, a grande maioria dos brasileiros que vem pra cá com bolsa do estado são obrigados a voltar (por contrato). E, quem está consagrado não precisa ir embora. Finalmente, vir pra cá (ou Europa) não é o paraíso que muitos pintam no Brasil. Como eu disse, ninguém vem consagrado. E, mesmo que venha, isso não quer dizer sombra e água fresca (tanto no aspecto profissional quanto pessoal).

Infelizmente, fora um que outro caso, muitos dos sanguessugas responsáveis pela sangria intelectual estão em posições confortáveis de comando dentro do próprio governo, enquanto o resto sofre (dentro ou fora do país). Abraços.

PS = Se eu pudesse sobreviver no Rio de Janeiro fazendo o que eu faço aqui, estaria neste momento tomando suco de laranja com acerola, junto com a Leila.


Gravatar Adorei o texto, e adorei os comentarios, tambem. Peace, dude! He!

Beijao-


Gravatar Eu concordo com a daniela. O problema ao meu ver é que mesmo que se cortasse todas as coisas inuteis e injustas referentas aos gastos com educação como bolsas, faculdade publica e GRATUITA ( existe algo gratuito nessa vida?) mesmo assim não haveria dinheiro suficiente para dar conta do montante necesario para oferecer uma escola de boa qualidade a todos os alunos brasileiros entre 4-18 anos.
Haveria que cortar de outros lugares. Por exemplo um atache comercial de um consulado ou uma embaixada brasileira ganha 3 mil dolares americanos por mes. São desnecesarios e nada fazem alem de dar informações que qualquer pessoa interesado consegue na internet. So pra citar um caso.
Depois ha que consertar as falhas que existem no ensino pois mesmo todo o dinheiro no mundo não qualifica um aluno se os profesores não sejam capacitados. Eu acabaria com a escola publica e investiria maçiçamente nos cursos de pedagogia nos faculdades e ofereceria emprestimos do bndes aos formados desse curso para que abrisem escolas e cursos. Os mesmo então competiriam pelos creditos educacionais ( vouchers) que cada aluno receberia do governo. Um valor de ao menos 6 mil reais ano por aluno. Os pais, discontentes com a escola, apenas escolheriam outra.
So que pra fazer isso é preciso extinguir gastos, cortar impostos para que o setor produtivo possa crescer e absover os ex-empregados que estavam nos cabides de emprego e usar os recursos do bndes apenas para gastos com educação, ou seja nada de torrar milhões salvando as vasps e varigs da vida.
E depois de vencer todos esses obstaculos e o desgaste causandos por eles ter a persistencia de seguir adiante e espera ao menos uns dez anos para colher os frutos.
Dificil né? + sonhar não custa nada.


Gravatar Alexandre, eu não sei se "concordo com a Daniela" é a melhor frase para descrever a sua posição quanto ao ensino público. Mas vou deixar a Daniela falar por si mesma. É uma interessante idéia mesmo assim e concordo que é difícil de implementar, até porque seria um choque no sistema de muita gente (com ou sem cabide). Abraços.


Gravatar Fernando, tenho um amigo que mudou pra Noruega pra fazer um doutorado na área de neurologia por três anos... de lá teve que ir pra Suécia.

Ele detestava viver lá e sonhava voltar pro Brasil, na verdade ele e a esposa... só conseguiram voltar 9 anos depois (ano passado), depois de ralar muito, ir ao Brasil duas vezes por ano pra fazer concurso pras universidades (nos quais era sempre preterido por causa dos esqueminhas formados)...

Acho que o povo quer voltar, sim, mas não tem nenhum apoio, o próprio Governo que oferece as bolsas não cria uma estrutura pra receber esse pessoal de volta.

Entre ficar passando fome no Brasil (e sem usar o que aprendeu) e ficar fora do país sonhando com a volta, me parece que a segunda opção é mais realista.

Claro que, também existem, os que querem ficar por opções pessoaism, mas a maioria dos que conheci vive louca pra voltar e usar no Brasil o que aprendeu fora.


Gravatar 'Acho que o povo quer voltar, sim, mas não tem nenhum apoio, o próprio Governo que oferece as bolsas não cria uma estrutura pra receber esse pessoal de volta.'

Receber uma bolsa e depois ainda achar que o governo ( ou seja os contribuintes e não a iniciativa privada) tem a obrigação de providenciar alguma atividade realmente é o fim da picada.
O governo na verdade deveria cobrar por essas bolsas . Se alguem recebe uma bolsa de 2,100 dolares mensais durante 2,3, 4 anos anos exemplo a depois sai ganhando 3 mil dolares pq essa pessoa não deveria rembolsar o tesouro mesmo que seja num prazo de 20-30 anos?
A classe media brasileira acha que todo mundo esta a disposição dela e que tem o divino direito se for talentosa de receber beneficios de terceiros. Talvez essa mentalidade seja criada durante a infancia quando se acustuma a sempre ter alguem para lavar sua roupa, lavar seu carro, pagar suas saidas e ferias mesmo depois dos 16 anos.


Gravatar Ok, Alexandre. Deixa eu ver se entendi direito a visão de como seria a sociedade brasileira, seguindo o seu último comentário:

A classe média que, em geral, é a única que não tem como escapar de pagar imposto e que vive na corda bamba para poder chegar ao fim do mês é a culpada de tudo. A mesma classe média que tem que lidar com a violência do dia-a-dia e que já se desdobra para pagar colégio e sistema de saúde privados (ou seja, que vive mais ou menos nesse esquema sem estado que vc sugere). Essa tem a culpa de tudo.

Por outro lado, temos a classe alta, que vive em condomínios fechados, com seguranças privados e que vê a classe média como gentalha e os pobres como algo a ser evitado. Sabe como ludibriar o imposto de renda, tem conta no exterior, passa férias em NY e manda os filhos estudarem na Inglaterra (os mesmos que, em geral, nunca lavaram roupa nem carro já que vivem como playboys). Estão no poder (afinal de contas, ninguém é louco de dizer que os pobres ou a classe média está no poder no Brasil) e portanto é a beneficiária direta da corrupção, do elitismo e da bagunça generalizada de um estado que precisa ser enxugado. Ou seja, culpados.

Logo vem os pobres, a maioria, que apoiam e ao mesmo tempo são vítimas do coronelismo, do paternalismo à-la-Garotinho e da omissão geral dos políticos. Os mesmos que dependem da máquina do governo (que vc sugere desmontar) e que recebem de graça àgua, eletricidade (através das ligações gato), não pagam impostos nem mensalidade escolar e montam casa em terreno de terceiros. Culpados, certo?

É uma visão um tanto deprimente, diria eu, já que não se salva ninguém, não?

[]s.


Gravatar "A mesma classe média que tem que lidar com a violência do dia-a-dia..."


Ora, por favor, comparada ao brasileiro de verdade a classe média tá bem amparada.

"Por outro lado, temos a classe alta, que vive em condomínios fechados, com seguranças privados e que vê a classe média como gentalha e os pobres como algo a ser evitado"

E a classe média vê os ricos como o alvo a ser alcançado e os pobres como algo a ser evitado.

É a classe média que elege os nossos presidentes. A classe média são os chamados formadores de opinião, a imprensa, os profissionais liberais, etc... Os ricos, apesar de muito ricos, em termos quantitativos são uma parcela ínfima da população. Os pobres, os que não são analfabetos, e portanto votam, são a massa que a classe média manobra.

Esse negócio de mais culpado, menos culpado...não sei, não gosto de seguir essa linha. Mas a classe média não é assim ingenua, oprimida e coitadinha como vc parece crer. Sem contar que a classe média tb passa férias no exterior, né?

Eu acho a visão do Alexandre sobre o ensino superior bem radical..rss. E como cheguei atrasada, espero voltar ao tema em ocasião mais oportuna.

Abras


Gravatar Fernando,
Acho que vc acabou botando ai coisas que eu não escrevi e com as quais não concordo.
Eu apenas disse que devido a certa circumstancias como a de ter empregada, a de muitas vezes não ser punido por infringir a lei ( coisas como dirigir de jeito que bem quiser e até se embriagar antes ) , de não trabalhar até uns vinte e pouco anos e por tabela não se preocupar em pagar suas proprias contas até essa idade, tudo isso impede que a classe media e as classes que tem um rendimento maior do que ela desenvolva certas caracteristicas de sobrevivencia e de equilibrio.
Por exemplo se um casal esta no exterior e quer voltar ao brasil. Eu acho que esse casal so volta em certa circumstancias como a de se empregar num lugar que da estabilidade de emprego como um faculdade publica em vez de começar seu proprio negocio pois a segunda opção traz um risco muito maior e exige sacrificios maiores como ter um padrão de vida de classe media baixa por algum tempo ja que parte de seu dinheiro esta empregada no novo negocio e até que o negocio começe a render frutos , digamos entre 2 a 4 anos, seu estilo de vida mudara.
Uma pessoa que sai de casa aos 16-18 anos, quando sai da casa dos pais ( como é o caso nos eua) e começa a trabalhar e dividir o aluguel com outra pessoa ( aqui se aprende a conviver e resolver conflitos num novo patamar pois não estas morando com um familiar a tens que desenvolver novas habilidades de relacionamento, o que alias ajuda quando procuras um parceiro para montar um negocio no futuro). Tbm se aprende a mudar de nivel de vida sem que isso seja um trauma, nessa caso para baixo pois moras num lugar que comporta sua nova faixa de renda que é bem menor do que o de seus pais.
O que eu quis dizer é que uma pessoa que passa por tudo isso quando pensa em voltar para um lugar como o brasil não enxerga tantos fantasmas e tantas dificuldades intrasnponiveis em comparação a uma pessoa que não tenha vivido tais situações.
Acho que vc levou o que eu disse como um tentativa ao "class-warfare". Na verdade eu estava falando sobre comportamento e acho que tenho razão no que disse quando aponto que um brasileiro quando recebe uma bolsa E não apenas acha que não tem a minima obrigação de pagar pela mesma mesmo que seja num periodo tão longo como 30 anos como tbm so volta ao brasil se a situação pra ele seja tão diminuta em riscos e espera ainda que o governo garanta um vaga para ele assim o confortando em relação a isso.
Essa pessoa não possui o equilibiro a que me referi pois não teve experiencias que o desenvolvese.

P.S Eu acho que deveria haver um piso unico de impostos no brasil apenas para financiar a segurança e a educação primaria e secundaria e na superior apenas investimento estatal que seja relacionado a profisionais que depois irão trabalhar no ensino primario e secundario. So que pra chegar a isso é preciso cortar gastos , por exemplo fazer com que bolsistas paguem suas bolsas de algu


Gravatar Paguem suas bolsas para que o dinheiro posso ser revertido em novas bolsas assin não onerando investimentos na educação primaria e secundaria.
Tbm não acha errado trabalhar como empregada e nem TER uma empregada pois no fim aqui se cria um emprego e um rendimento. Usei esse exemplo para demonstrar que quando alguem se ocupa dos afazeres da casa os que não se ocupam não estão passando por uma experiencia que prepara e da + segurança quando se chega a vida adulta. E pelo que eu tenho visto poucos pais no brasil tentam achar outro função para seus filhos que possam combrir essa lacuna durante sse periodo da infancia e da adolescencia.


Gravatar Daniela, antes de tudo, o texto que vc leu acima tinha uma boa dose de ironia dentro do que seria uma visão simplória do que a sociedade brasileira é (incluindo aí o argumento culpado ou não). Porém, não preciso ser politicamente correto, os termos tb são esses na realidade. Acho que já discutimos essa idéia revisionista onde só pobre sofre e, portanto, só pobre pode falar sobre o que está errado no Brasil, certo?

Segundo, o chefe de um amigo meu levou um tiro na cara em Julho do ano passado, quando o bandido achou que ele ia reagir à um assalto num sinal do Centro do Rio. Você acha isso pouco? Nem todo mundo na favela leva tiro na cara, o que eu deveria concluir disso? Que eles sofrem mais? Que eles sofrem menos? Acho que as coisas não são tão em preto e branco como vc as coloca às vezes.

Agora, se vc acha que a classe média controla a Globo, as tv evangélicas, a Veja e os restos dos meios de comunicação, eu sugiro que vc dê uma olhada no estilo de vida de quem tem as decisões na mão dentro dessas empresas. Finalmente, interessante essa idéia de que é a classe média que manobra os pobres (seguindo a lógica de que a classe alta está isenta de culpa porque são uma faixa ínfima da população). Os Garotinhos, os Sarneys, os Malufs, os ACMs, vc acha que eles são classe média?!? Ou vc acha que é a classe média que os faz votar neles?!? Ironicamente, nem o Lula é/foi classe média.

[]s


Gravatar Alexandre, já na primeira frase vc diz "classes que tem um rendimento maior do que" a classe média. Ou seja, vc já não está mais culpando exclusivamente a classe média por seu comodismo, certo? Podemos concordar nisso?

"Um lugar que da estabilidade de emprego como um faculdade publica", vc acha que as faculdades públicas estão com essa bola toda? Vc acha que é fácil ser cientista no Brasil (ou no exterior)? Talvez a Daniela possa nos relatar sua experiência. Quanto vc acha que custa um laboratório de alta tecnologia que possa fazer pesquisa de ponta? Se até mesmo os laboratórios americanos são controlados pelo governo, como vc acha que um indivíduo ganhando um salário de 3000 reais por mês no Brasil (uma cifra otimista pra quem começa, por sinal) vai conseguir empréstimo pra fazer isso sozinho?!?

Quanto à sair de casa aos 18 anos, eu acho que isso é certamente beneficiente (eu saí de casa aos 19 e fui morar em outro país sozinho). Porém, vc está trocando as bolas ao achar que um estudante americano, que tem a matrícula paga pelos pais, e vive num ambiente muitas vezes completamente removido da parcela pobre da população vai conseguir viver no Brasil sem sobresaltos e sem ter problemas. Eu lido com eles no dia-a-dia. Se a coisa fica preta, muitos desses estudantes tem pra onde correr (e eu não os culpo por isso). E se a coisa fica preta para quem não tem nada? Pra onde eles correm?

Outra coisa que está se confundindo é bolsa de estudo com bolsa de pesquisa. Se o sistema americano de cobrar matrículas em universidades estaduais te parece mais interessante é uma coisa. Agora, achar que a iniciativa privada vai se interessar por assumir os custos de pesquisas feitas exclusivamente para conhecimento científico que nem sempre dão lucro à curto prazo, então eu te convido a ler o que aconteceu (e continua acontecendo) no mercado farmacêutico americano, onde pesquisas que indicam efeitos negativos são suprimidas por grandes corporações enquanto que os efeitos positivos de certos remédios são magnificados. Não pode ser tão bom assim se até os Republicanos decidiram intervir, não é mesmo?

[]s


Gravatar Fernando,
Eu estou tentando abordar o assunto que se refere a brasileiros que desejam voltar ao brasil e alegam não o poder fazer devido a falta de condições.
Estou argumentando que "falta de condições" é subjetivo entretanto uma pessoa que passou por certas experiencias na vida desenvolve uma versatilidade e um equilibrio que faz com que "falta de condições" seja definida de uma forma que contem + precariedades do que alguem que não tenha passado por tais experiencias.
Eu conheço um casal que morou durante 10 anos na europa e depois de concluir a vida academica la ( sem bolsa) decidiu voltar ao brasil. Esse casal tem um nivel de vida bem inferior ao que tinha na europa e ao que esteve acustumado durante a vida mesmo antes de ir a europa. Entretanto eles exergam isso como algo provisorio que é compensado pelo fato de viverem aqui e pela perspectiva de que daqui a alguns anos terão uma situação financeira melhor. Ora essas pessoas foram educadas de uma forma que a fizeram ter uma persistencia e um equilibrio que a permitem de encarar esse desafio. Estou dizendo apenas isso.
Vc cita casos de cientistas + não são apenas cientistas que saem do brasil e a maior parte das pessoas formadas tanto no brasil quanto fora que eu conheço não trabalham exatamente no campo para o qual estudaram. Se adaptaram.
Eu não acho que uma pessoa deveria ser obrigada a voltar ao brasil apenas acho que alguem que recebe uma bolsa deveria pagar por ela. Se alguem recebeu uma bolsa do cnpq num valor total de 40 mil dolares em nada me importa se ficam no exterior pela razão que seja + não acho certo que essa pessoa não pague por essa bolsa durante sua vida.
Concluindo. Não acho certo dizer a alguem onde deve viver e tbm não acho certo fazer com que um outro pague por seus estudos via impostos sem pagar essa divida. Isso no nivel superior. No primario e secundario acho que existe um consenso que o ensino deveria ser providenciando a todos . Eu apenas acho que a formula dos vouchers é melhor do que a formula atual.
Pq é tão estranho eu concordar com a daniela? Não entendi.


Gravatar Alexandre, eu retirei o comentário sobre sua concordância com a Daniela porque (além de não ver nada de errado nisso) me pareceu que poderia ser interpretado como sarcástico ou fazendo graça de uma discussão que eu acho amplamente saudável (e civilizada até agora). Espero que vc não ache que foi essa minha intenção. Eu me referia à que, tendo discutido outros assuntos em outros lugares, me parece que vcs estão em espectros diferentes na questão dos serviços públicos. Mas não vou mais falar pelos outros. Isso eu deixo entre vcs.


Gravatar Alexandre, em relação ao seu comentário, "falta de condições" não é algo subjetivo. Você pode me apresentar seu casal como exemplo e eu te pergunto, de que área eles são? Eles continuam trabalhando em pesquisa patrocinada pelo governo? Eles estão no bem, bom? Viviam no bem, bom na Europa?

O fato que me preocupa dessa posição quanto ao comodismo científico é que existe uma certa idéia de que cientista vive de sombra e água fresca. Ou seja, de que estamos falando convenientemente do que os outros deveriam fazer, porque o trabalho deles está tirando seu dinheiro e não te dá nada em troca.

No primeiro aspecto, se fosse tão fácil chegar ao nível de especialização, porque não há mais PhDs no Brasil? Porque não há mais americanos PhDs no próprio EUA? Eu estou pra conseguir um e não posso te dizer que foi moleza. Pra seguir em pesquisa é mais difícil ainda, a competição é cerrada. Segundo que o maior problema não é brasileiros se queixando que não vão poder sair de férias de luxo se voltarem ao Brasil. É de gente que passou a vida ralando e se encontra numa situação onde não podem praticar ou pesquisar aquilo que estudaram por falta de recursos e falta de incentivos. Isso não é uma questão trivial a ser resolvida com simples vouchers.

Terceiro, o CNpQ exige um retorno dos bolsistas (mesmo que, como eu disse, que fique claro que não tenho nem nunca tive patrocínio do governo brasileiro para nada). O cara que tem uma companhia privada recebe pelo serviço que ele presta ao cliente. O bolsista não está lá de brincadeira no centro de pesquisa. Ele tb presta um serviço qualificado ao estado (ou seja, não é o prof. que passa o dia fazendo discurso político no sindicato). Assim como o sistema americano é altamente competitivo (com ampla ajuda do governo) não vejo porque isso não possa ser aplicado no Brasil da mesma forma em todas as áreas.

Finalmente, se o pesquisador está lá desenvolvendo uma vacina para AIDS ou outras doenças/benefícios que eventualmente serão propriedade do estado (ou seja seu), isso não pode ser caracterizado como jogar dinheiro fora através de impostos. Aí é onde reside a maior falha da sociedade sem estado: os que acham que tudo é desperdício se não for aplicado imediatamente em você mesmo.

[]s


Gravatar Fernando,
O casal que usei como exemplo estudou direito.
Vc cita o caso de cientistas relacionados que imagino sejam ligados a medicina, a fisica e a biologia. Ou seja pessoas que precisam se dedicar a sua atividade em tempo integral assim para não perder o bonde.
Acho que o caso dos cientistas diferem da situação de outras atividades. Por exemplo pq uma pessoa que recebeu bolsa para estudar literatura, sociologia ou filosofia não poderia pagar sua bolsa apos o termino de seu curso, durante o precorer de sua vida profisional?

Vc tbm escreveu
"Segundo que o maior problema não é brasileiros se queixando que não vão poder sair de férias de luxo se voltarem ao Brasil. É de gente que passou a vida ralando e se encontra numa situação onde não podem praticar ou pesquisar aquilo que estudaram por falta de recursos e falta de incentivos."

Como disse eu não acho que uma pessoa tem por obrigação voltar a seu país de origem com ou sem condições de trabalhar onde deseja. Apenas acho que as bolsas deveriam ser pagas nem que seja num prazo de trinta anos. Ja se uma pessoa se forma em arquitetura ou filosofia por exemplo e não encontra condições que considera ideais no brasil para exercer sua profisão então que não volte ou que volte e se adapte a realidade ou busque outra atividade. Não deveria ao meu ver ficar esperando que o governo crie uma situação para ela poder voltar usando o dinheiro do contribuinte. A vida é assim, nem sempre se pode ter tudo do jeito que se deseja + isso não e desculpa para criar uma situação de demanda artificilamente para esses profisionais por meio do aparato estatal.
Em relação aos vouchers eu os imagino para o ensino primario e secundario apenas. Não vejo como vouchers possam fazer sentido na faculdade ja que o ideal ali é o aluno pagar suas mensalidades ou receber aplicar para uma bolsa e depois pagar essa bolsa.


Gravatar Ah tbm queria te fazer uma pergunta. De onde chegam os recursos para as bolsas de pesquisa nos EUA. Eu imagino que sejam os tais "grants" que são oferecidos por entitades e fundações particulares por meio de doações de pessoas fisicas ou empresas. Estou enganado?


Gravatar Ok, acho que já esclarecemos muito do emaranhado dos comments anteriores. Vou deixar a área de literatura pra quem entende e vive essa realidade no Brasil. Mas é evidente que direito e até mesmo arquitetura são atividades muito mais propícias à iniciativa privada do que à pesquisa em si. Quanto à adaptação, vc pode ver que muitas faculdades de filosofia fecharam no Brasil.

As bolsas de pesquisa vem de uma série de entidades. Há bolsas que vem de entidades como a Rockefeller Foundation (http://www.rockfound.org) que dependem de doações privadas. E há entidades governamentais como a National Science Foundation que são parte do governo americano (http://www.nsf.gov/about/). Ambas funcionam dentro de um estrito controle administrativo e financeiro.

[]s


Gravatar So para esclarecer
Bolsa de estudo = A bolsa que é usada para pagar um curso em qualquer etapa do ensino.
Bolsa de pesquisa= A bolsa que sustenta a pessoa que faz pesquisa em tempo integral.


Gravatar Gente, esse assunto se dividiu em dezenas de tentáculos e não sei se consigo dar conta, mas vamos lá:

Primeiro: eu não acho que só pobre sofre. Mas eu acho que a classe média é quem mais reclama.

Eu acredito que o poder de influencia da classe média é muito maior do que o de um fazendeiro dono de metade do Amapá mas que ninguém sabe o nome.

Concordo com o Alexandre quanto a se devolver os valores das bolsas. O Cnpq exije que a pessoa contemplada pela bolsa fique atrelada à instituição que trabalha por 2 anos. Apenas no caso de ela se recusar, é obrigada a pagar o valor do salário que recebeu durante esse período. Jamais é obrigada a devolver o dinheiro da bolsa. Muito cômodo, não?

Volto depois pra ver se vocês já sacaram as armas...risos

Brincadeirinha guys


Gravatar Daniela,
Eu acho que meu erro nesse corente de mensagens foi o de citar classes. Quando fiz isso acabei inserindo um elemento que apela ao emocional em vez de me ater a defender um ponto de vista que na verdade pouco tem haver com o rendimento financeiro de cada individuo.
Nos eua os cursos superiores são pagos pelos alunos. São pagos a vista ( pagas o seu semestre com antecedencia) ou recebes uma bolsa pelo qual podes pagar a prestações a perder de vista. Esse é o meu ponto principal. Eu acho que deveria ser assim no brasil e pra mim não importa a classe social do aluno pois se o mesmo não tem condicões de pagar por seus estudos durante o periodo de estudo o fara durante sua vida. Acho isso fundamental. Assim se cria, ao meu ver, uma sociedade que da oportunidades a pessoas que fizeram por merecer e não se cria uma mentalidade de tratar certos membros da sociedade como coitadinhos, o que eu acho pessimo para um ser humano, tanto para o que recebe o tratamento quanto ao que da.
Em relação a bolsas de pesquisa tbm creio que tais bolsas podem perfeitamente ser porporcionadas por entidades privadas, por doações de pessoas ou empresas . Apenas posso vislumbrar um exeção para as pesquisas que involvem medicina, fisica e biologia pois são caras e salvam vidas como prolongam vidas assim contribuem de uma forma direta para a sociedade tanto de um forma humana quanto economica. Quem sabe tais bolsas de pesquisa possam receber dinheiro publico , com preferencia tbm recebendo dinheiro de fundações privadas assim ha + prestação de contas sobre a validade da pesquisa sendo desenvolvida ao meu ver.
Então pra mim o X da questão esta nessas bolsas de pesquisa.


Gravatar Bom comentário, Alexandre. O sistema americano pode ou não funcionar no Brasil, mas certamente seria uma alternativa ao que está aí. Quanto as bolsas, sendo privadas ou governamentais, o que importa é que sejam bem administradas (de forma transparente). Ou seja, que haja competição e que seja baseada no mérito e não em política ou esfera de influência. Acho que esse também é um X da questão. []s


Gravatar Daniela, vou sacar as armas.

Enquanto a reclamar, acho que não se reclama o suficiente no Brasil. E não estou falando de fazer passeata pela paz ou vestir camisetas brancas. Acho que ano vem ano vai, temos os mesmos corruptos no poder, as mesmas CPIs que acabam em pizza, as mesmas reportagens sobre turismo sexual com crianças, as mesmas cenas de violência diária e nada muda. Eu gostaria de imaginar que é tudo culpa dos políticos, mas isso seria assumir que nós não somos responsáveis por votar neles e que eles são de outra raça que não faz parte do povo brasileiro. Nesse aspecto, há culpa a ser distribuída entre todas as classes sim.

Eu realmente não acredito que o poder de influência da classe média é muito maior do que o de um fazendeiro dono de metade do Amapá. Primeiro porque o fazendeiro compra o juíz da sua região, depois corrompe o prefeito, planta um deputado corrupto no Congresso, suborna a polícia, faz trafico de drogas, mata a oposição (ou quem aparecer na frente) e trava a reforma agrária. A classe média tem essa influência?!? Será que os sem-terra ou os fazendeiros estão preocupados com o que a classe média diz? Será que o traficante acorda todo dia preocupado com o que a classe média vai dizer dele? Estamos falando de classe média real ou de novela da Globo?

Nada mais justo do que o CNPQ esperar retorno do bolsista. Mas se parte da bolsa paga o salário dessa pessoa por dois anos (que ela completa integralmente) porque é cômodo não devolver? Acho que mais cômodo é pensar que alguém deve trabalhar de graça por dois anos e ainda ter que devolver o dinheiro da bolsa, não? Novamente: estão magnificando as bolsas de pesquisa/estudo. Além de não serem muita coisa, tenho certeza que representam uma parcela ínfima do orçamento público. Num país que já não estimula muito a pesquisa, essas idéias representam achar que o cientista, além de insignificante para o país, tem a culpa de tudo o que está errado no Brasil.

Abraços.


Gravatar Fernando,
Vc escreveu
"Ou seja, que haja competição e que seja baseada no mérito e não em política ou esfera de influência. Acho que esse também é um X da questão. []s"

Acho que isso é o X da historia do brasil, rss ( rindo para não chorar).
Sexta-Feira e aqui no sul do brasil esta chuvendo e começando a fazer frio. Muito bom. Vou ver se encontro uma G Bündechen Look alike ( alias tem muitas aqui) que não seja feminista nem raivosa e saiba fazer um bom minestrone. Estou vendo se aprendo a preparar um clam chowder que parece ser tipico das proximidades de onde vc mora ai nos eua e tbm estou me preparando psicologicamente para + uma derrota do flamengo no campeonato brasileiro.
Ao menos domingo tem Brasil-Mexico. Mark my words vamos ganhar essa copa das confederações e no caminho passaremos apertados pela alemanha e golearemos a argentina. Não é palpite de torcedor apenas acho que a argentina pelo jeito que joga esta + apta a receber uma goleada do que os blumenauenses que moram na europa.
Bom fim de semana.


Gravatar Valeu, Alexandre, bfs. O clam chowder é da parte mais pra cima, Massachussets, Connecticut, ..., enfim a região da Nova Inglaterra. O "grande" lance em Maryland é carangueijo e o famoso prato "torta de carangueijo" (crab cake) que eles fazem. Não barra uma boa lagosta ou um bobó de camarão, mas até que não é ruim. []s


Gravatar Ces escrevem pra caramba. Não consigo acompanhar não

Volto com mais tempo para (tentar) responder...

Bom inicio de noite pra todo mundo.


Gravatar Bom fds.


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