Estou lendo o Ulisses atulamente. E postei uma parte que gostei muito esses dias no meu blog:

É uma parte em que o personagem principal, Bloom, está andando pelas ruas dublinenses e encontra um casal e escuta sua conversa:

"- Do octópode bicéfalo, uma de cujas cabeças é a cabeça em que os confins do mundo se esqueceram de juntar-se, enquanto a outra fala com sotaque escocês. Os tentáculos..."

(Ulisses, James Joyce, pg 187)

Vamos ver agora o que o senhor Bloom pensa sobre isso:

"(...) Essas gentes literárias etéreas são tôdas. Oníricos, nefelibáticos, simbolísticos. Estetas é o que são. Não me surpreenderia se fôsse aquêle tipo de alimento (legumovonada e fruta) que produz essas como ondas do cérebro as poéticas. Por exemplo um daqueles polícias que tresandam a cozido pela roupa tôda; não se poderia expremer dele um verso de poesia. Nem sabe mesmo o que é poesia. Precisa-se de uma certa veia.

Onírica nefelíbata gaivota
Ondula por sôbre os mares sua derrota "

(Ulisses, James Joyce, pg 18

É isso, abraço para todos! e um feliz Bloomsday!!!


Gravatar Bom, eu não li, nem tenho nada pra falar sobre ele, mas é uma obra que me interessa, então pode contar com minha presença como leitor nesse bloom-blogsday. Idéia muito boa essa Leandro.

Abraço,


Gravatar Parabéns pela iniciativa. Confesso que, ainda na década de 90 e logo depois de ter lido Dublinenses, tentei embarcar nesta que é considerada a maior viagem joyceana, mas não passei da página 194. No entanto, hoje, aqui em sua casa, sinto-me estimulada a retomar a ‘empreitada’.
Um abraço.

Lettera


Minha pequena contribuição:

“Achas minhas palavras obscuras. Escuridade está em nossas almas, não achas?”
James Joyce
em Ulisses. Tradução de Antônio Houaiss. São Paulo: Abril Cultural, 1983. p. 61


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