Tentei ler Jorge Amado -"Mar Morto" e "Teresa Batista" - e não fui adiante. Aliás, considero q tendo lido "Seara Vermelha" já li muito.


Gravatar "Anna Karenina" foi um livro o qual me obriguei a ler até o fim, sem jamais considerá-lo realmente prazeroso. Outro exemplo (sacrilégio para alguns) foi "O Leopardo", do Lampedusa.

Sou como vc, Leandro, não tenho a menor hesitação em abandonar um livro do qual não estou gostando.


Gravatar Eu também chuto livros sem dificuldade. Achei "Auto-de-Fé" chatíssimo, mas li todas as suas seiscentas e tantas páginas - quando tinha 16 ou 17 anos. Agora, cinco anos depois, fui dar uma olhada nele. Pretendia ler umas 2 páginas, no máximo - mas deslizei pelas primeiras 40 com a facilidade de um patinador de gelo profissional. Se já não estivesse lendo tantas outras coisas, releria o livro tranquilamente.


Gravatar Jorge Amado a princípio me chamou bastante atenção, mas depois me cansei, parece sempre repetir a mesma história. "Anna Karenina" li apenas a primeira página, mas confesso que tenho curiosidade. Agora Marcio, "Auto-de-fé" eu considero uma obra-prima, um dos livros que mais gosto. Canetti é hilário em certos trechos e seu livro um dos mais completos que já li. Não é estranho isso? Por que certos livros chamam tanto a atenção de alguns e de outros nem tanto?


Gravatar Leandro, também acho uma obra-prima, mas é asfixiante, opressor. Porém, algumas coisas dele ainda estão bem vivas em minha memória, principalmente o Fischerle (não sei por que).


Gravatar Meu mestre, Petrarca, a blogueira (http://www.petrarca.blogspot.com/), tem o teste das 2 linhas: abrir o livro ao acaso e ler 2 linhas. Se não forem boas, fechar o livro.

Se forem boas, testar mais vezes.

Nunca falhou.


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