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Olah, querida Maria!
Demorei a ter conhecimento de seu trabalho ate ouvir um amigo, Luciano Brandao, falar carinhosamente de vc, apos, com sua esposa "Kenia", compartilhar de uma tarde gostosa onde o cha era apenas uma desculpa para ambos se deleitarem de sua agradavel presenca e prosa. Li o que vc postou sobre esse encontro (Dar e receber) e fiquei respeitosamente encantado. Assim, tomei a liberdade, apos pedir-lhe a permissao, de escrever algo sobre vc e esse gesto tao caro. Espero que perdoe a audacia e a deficiencia das letras. Grande abraco,
Andre Fazello
LETRAS AA POETISA
O dia nasce, a tarde cai, a noite se anuncia e a rotina se apresenta corriqueira, dia-a-dia, tempos e tempos; viciados e previsiveis feito os tictacs do relogio. Ah, louca rotina que se desatina ao enfadar.
Sorte do irrequieto que nao se acomoda, que inventa moda e poe-se a inovar.
Eh assim com aquela poetisa, que acima das rimas, se faz desnudar...
Desnuda-se, revela-se, anuncia-se, relaciona-se, encanta-se de encantos trocados, gestos tao caros do receber e de dar.
Pra Maria Rezende, pessoa de alma incandescente, o dia nasce, a tarde cai, a noite se anuncia, mas o som da rotina eh ela quem faz.
Ja nao ha tictacs previsiveis. O som da lugar aa forma, forma em letras, letras com vida, que alcancam e arrebatam a alma, dao vida, com letras, com forma, com som, o som eloquente do grito silencioso e irrequieto da alma de Maria.
Maria Rezende, Maria de Milton Nascimento e Fernando Blant; porque ela eh o som, eh a cor, eh o suor, eh a dose mais forte e lenta de uma gente que ri quando deve chorar, e nao vive, apenas aguenta; porque com suas ricas poesias arrebata nossa alma com a capacidade de, em letras, misturar dor e alegria.
Ah, Maria, Maria, Maria...
Andre Luiz Martins Fazello
Andre Luiz Martins Fazello |
06.29.09 - 3:53 pm | #
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