Gravatar Estou bem mais elucidada!

Abraços!


Gravatar Creio que não me expliquei de modo a me fazer entender.

De início, "prostitutas das provas" é um termo muito corrente e bem conhecido entre profissionais do Direito, ironizando o fato de que é possível encontrar "testemunha" para qualquer coisa que você necessite provar.

Assim, os amigos a que me referi, testemunhariam uma suposta separação do casal pelo prazo legal exigido de dois anos, mesmo sabendo que eles acabaram de separar. Fato corriqueiro nos tribunais...

Lógico que se faz isso para abreviar - com o famoso "jeitinho" - o tempo de espera. Por isso disse que esse prazo já era letra morta, ou seja, lei que para nada mais servia.

Tenho inúmeros colegas que fizeram divórcio "direto", como se diz, simplesmente entrando com o pedido e provando a separação de fato de dois anos, através de testemunho de amigos...

Também, há muito tempo que nenhum juiz fica constrangendo casais para que se reconciliem. Fazem somente a pergunta de praxe: "Há possibilidade de conciliação?", por mera formalidade.

Eu mesmo me separei em 1980 (há séculos...), e o juíz nem mesmo perguntou nada...

Há um outro aspecto legal em que essa lei nova perde para a anterior. Durante os dois anos de separação judicial havia um tempo hábil para decidir acerca da partilha dos bens, que não era exigida no momento da separação.

Com o divórcio direto, a decisão sobre os bens, nem sempre pacífica, deve ser decidida de plano...

Ah, e eu não falava de casais felizes e bem adaptados. Falei de casais que se separam por alguma incompatibilidade, e que podem ter um tempo de dois anos durante o qual podem se reconciliar sem maiores formalidades.

Estivessem divorciados, em caso de reconciliação, teriam que casar novamente.

Só à isso me refiro quando disse que "se perde mais que se ganha" com a nova lei.

A meu ver de quando em quando adoram mudar, por mudar, as coisas, na ilusão que caminham para frente, quando tudo já foi aquilatado em um tempo anterior...

Abs

RA


Gravatar A principal vantagem é o custo, material e emocional. O casal quando decide se separar, passando por todas as formalidades (conversas na frente do juiz na tentativa de uma reconciliação etc), fica impossibilitado de casar novamente , caso encontre outra pessoa - ou se já tinha outra pessoa em vista - porque a separação judicial não permite um novo casamento, apenas o divórcio permite.

Juro que não entendi "as prostitutas das provas". Saber de que amigos moram em casa separadas e não tem vinculos emocionais tem alguma gravidade moral?! Não entendi!

E perdem mais do que ganham, quem? Quem é feliz no casamento, não tem com o que se preocupar. É só continuar casado e feliz.


Gravatar Não enxergo vantagem. A separação judicial, em caso de reconciliação, permite ao casar reatar o casamento sem maiores formalidades.

Já em caso de divórcio, só casando de novo...

Ademais, a separação já é letra morta mesmo. O casal "apressado" pode facilmente comprovar "dois anos de separação de fato" e fazer o divócio direto. Só chamar alguns amigos como testemunhas - as prostitutas das provas...

Assim, a meu ver, perde-se mais do que ganha-se com a "novidade"...


Gravatar Pois...
Já vou lá dar uma olhadinha nessa bolinha.
Beijinhos


Gravatar Tardou a entender-se que o que não tem remédio, remediado está...

Tens uma bolinha para ires buscar lá ao meu canto.

Beijinho




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