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André, roubei o post, recomendei-o e fiz uma comparação a um desenho da WB que era a Elmyra Fudd. do you agree?
João Maria Condeixa |
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09.07.06 - 4:08 am | #
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"Em Portugal, a geração dos 30/40 anos, que está no máximo das suas capacidades laborais e empreendedoras, cresceu rodeada de uma rede de segurança e não consegue coragem para arriscar viver. Esta realidade é grave porque, quando aqueles que melhores condições têm para inovar, preferem o amparo, o país atrofia. Há muitas razões que explicam como chegámos ao que chegámos, mas a principal está no Estado Social. Este, ao tomar conta de tudo e de todos, levou as pessoas a transferirem para ele as suas responsabilidades. Elas não são mais que uns contribuintes que pagam impostos, exigem do Estado, mas nunca de si próprios. O Estado anestesiou a sociedade."
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Absolutamente certeira esta análise.
O úncio erro de que ela enferma é que se esquece de referir que a classe empresarial portuguesa se revê inteirinha nela.
A lei do condicionamento industrial de Salazar condicionou também a mentalidade dos empresários portugueses.
Com a provável excepção de Belmiro de Azevedo, o liberalismo de todos esses liberais que por aí andam não é liberalismo nenhum. Eles não querem correr riscos. Querem é que o Estado proteja os seus negócios e lhes assegure lucros portentosos.
Não é por acaso que o imobiliário foi (e continua a ser) o alicerce base do nosso modelo de desenvolvimento. Associado à corrupção autárquica e à manipulação dos PDMs, proporcionou negócios sem risco, de retorno fabuloso.
É a nossa classe empresarial, não aos trabalhadores, que em primeira linha se deve o falhanço da nossa adesão à União Europeia.
Funes, el memorioso |
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09.06.06 - 10:16 pm | #
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Infelizmente foi-me possível, durante o dia de hoje responder aos comentários aqui feitos. O mesmo sucederá amanhã.
Tentarei fazê-lo mais tarde nem que seja através de um 'post'.
André Abrantes Amaral |
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09.06.06 - 10:10 pm | #
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Bom! Quanto a mim eu fui ao blog do indivíduo e que dá pelo nome de "O Avesso do Avesso", através do link. E o que vejo eu? O desabafo de uma pessoa amargurada, de uma pessoa triste com a vida, quiçá ressabiada.
Anonymous |
09.06.06 - 7:45 pm | #
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"...mas o futuro, meu amigo, já não está na esquerda"
Leio muitos blogs, mas nunca tinha lido uma expressão tão certa.
Parabéns!
Daniel Rocha |
09.06.06 - 6:47 pm | #
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Falar de Direita e Esquerda, nos dias de hoje, é demodé!
Existem aqueles que querem a paralisia, e que gostam do status quo, mesmo que isso prejudique os mais novos.
E existem aqueles, que não se acomodam. Que querem mais e diferente.
È esta a grande diferença!
O problema é que esta dicotomia, está muito para além dos chamados "países desenvolvidos", e apareceram aqueles que trabalham 11 horas por dia, por troca de um prato de comida, um par de sapatos e alguma dignidade. Perante isto, os que têm mais, deixaram de aceitar o "jogo", e querem o status quo.
O Homem sempre quis algo de melhor e de diferente, para si e para os seus. E assim continuará, mesmo que os que protegem e exigem o status quo, sejam muitos....nos "países desenvolvidos".
José Sarney |
09.06.06 - 6:46 pm | #
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Ja agora: acha mesmo que somos um estado social?? 100%??? Ou temos algo de estado liberal???
Eu acho que partilhamos um pouco dos dois... mas c/a tendencia de cada vez mais optarmos pelo liberalismo que pelo "socialismo"... e sao voces tb que se queixam que isto anda pior!!!
Imagine la o seu estado liberal, e imagine os valentoes deste pais... a festa que nao seria para eles. Assim se calhar ao menos deixavam o futebol em paz... mas nos estavamos... mesmo de tanga
Anarco-Terrorista |
09.06.06 - 5:50 pm | #
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Em relaçao à esquerda expressa no PSD, no Partido Socialista e num certo CDS, eu nao incluiria todo o PSD. Quero acreditar que dentro do PSD ainda há que acredite no liberalismo.
A conclusao que podemos tirar do seu post é que enquanto nao surgir um novo partido com propostas liberais tudo vai continuar na mesma. Sobre esse novo partido mais importante que ser de direita ou esquerda seria que fosse Liberal. Em Portugal nem a esquerda nem a direita ("a outra esquerda") sao futuro.
Anonymous |
09.06.06 - 5:28 pm | #
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Na direita para ficarmos outra vez atrasados como estávamos antes do 25 de abril.
A população já compreendeu a direita, já conviveu com ela 60 anos.
Ricardo Ferreira | 09.06.06 - 12:12 pm | #
Deixa lá que é o mesmo que os cubanos vão dizer após a morte del comandante, que deus o leve depressa...
Manel |
09.06.06 - 5:19 pm | #
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Caro dr. André,
Se me permite discordar, apesar de concordar com o que escreve, tenho as minhas dúvidas quanto à sustentabilidade desse argumento enquanto justificação dessa história de "Direita" e de "Esquerda".
Porquê? Por uma razão muito simples, porque se está a adaptar conceitos de origem anglo-saxónica com os conceitos de "Direita" e "Esquerda" que pertencem ao léxico da europa continental com origem na época da Revolução Francesa. Por isso, o Sr. Filipe Moura pode ter alguma razão embora, calhando, não desenvolva muito.
Fica a nota.
Anthrax |
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09.06.06 - 5:10 pm | #
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Ora eu não concordo. O problema não está no Estado Social e ainda bem que este existe. Imaginem o liberalismo selvagem em portugal com os empresários que temos (nem quero pensar nisso). O problema está na mentalidade e não na política.
nunocavaco |
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09.06.06 - 5:10 pm | #
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Concordo no essencial com o que está esc5rito sobre a necessidade de uma maior liberddade económica e, consequentemente, maior respeito pela propriedade e estímulo à criatividade que é fundamental para geral riqueza e postos de trabalho. Parece-me no entanto uma total utopia pensar que tal poderá ser feito no contexto jurídico que temos com uma constituição socialista. Só a inevitável queda do regime permitirá a PROFUNDA revisão constituicional, que entre outras reformas, deverá abolir esse cargo inútil que é o presidente da república. Subsidieriadade precisa-se! Como dizia e muito bem o MCB mais Montesquieu e menos Rousseau. O tecido económico português está a ser esmagado pelo "rolo compressor" Estado com a inevitável e sempre crescente pressão fiscal. É o preço do Estado social, isto é, do despostismo democrático como muito bem o definiu Tocqueville. Somos um país em "auto-fagia". Até quando? O futuro o dirá.
António Bastos |
09.06.06 - 3:46 pm | #
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Deixei o meu comentario no Observador.
annie hall |
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09.06.06 - 3:43 pm | #
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E a primeira questão sobre o “Estado Social” é precisamente saber se há algum rigor em utilizar esta terminologia para um modelo que não tem cumprido com o que se propõe. Ou de outra forma, é questionar os seus apoiantes se os seus verdadeiros interesses são atingir uma maior harmonia social, diminuir os conflitos, assegurar que ninguém deixe de ter os cuidados mínimos de saúde e uma educação digna ou, pelo contrário, apenas lhes interessa a defesa cega do actual modelo, apenas porque tem “social” no nome, independentemente dos resultados obtidos. Porque penso que um objectivo de um liberal deverá ser, mais do que mostrar os erros dos seus adversários, fazer com que se discutam os assuntos racionalmente.
Mário |
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09.06.06 - 2:49 pm | #
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Penso também que está implícito, erradamente, que todos estamos a pensar no mesmo quando se fala em Estado Social. Esta ausência de clarificação inicial leva a situações caricatas, em que cheguei a participar, onde se extremaram posições para, esclarecidos alguns pontos, todos estarem na essência de acordo. E para isso parece-me indicado questionar os defensores do Estado Social, o que é para eles? Não apenas deixar que o defendam sem o definirem, na base de boas intenções e largando o espectro do abismo nas propostas daqueles que o criticam.
Mário |
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09.06.06 - 2:38 pm | #
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Não sei se não começa a ser um erro os liberais utilizarem palavras armadilhadas, como esquerda ou direita. Em qualquer discussão em que estes termos apareçam, é inevitavel aparecer alguém que arrasta o assunto para minudências irrelavantes, para jogos de confusão, ataques pessoais, processos de intenção, em suma, um contexto polarizado de luta ideológica, em que o importante é desmoralizar o adversário sem que se debata algo sériamente.
Mário |
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09.06.06 - 2:32 pm | #
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"Já o Estado Novo tinha conseguido o feito idêntico de ninguém o questionar. Ninguém? Não. Uns pobres tipos de esquerda, comunistas e não só, quiseram mais. À sua maneira, conseguiram-no com o 25 de Abril."
Se nao fossem estes pobres tipos, talvez o pobre tipo que tu possas ser nao tivesse sequer o direito a exprimir as suas opnioes num funestozinho "pasquim" reaccionario
Anarco-Terrorista |
09.06.06 - 2:22 pm | #
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Quanto a mim,o cerne da questão está bem focado no post:o Estado Social"ao tomar conta de tudo e de todos,levou as pessoas a transferirem para ele as suas responsabilidades".Nenhum dos governos,representativos de vários partidos,que até agora tivemos conseguiu convencer-nos de que confia o suficiente nas pessoas de modo a "libertar"aquelas responsabilidades .É certo que todos os partidos tiveram responsabilidades governativas,uns muitas mais que outros,mas o que nos pode levar a ter esperança de que as coisas se alterem no sentido de liberalizar é o que conseguimos identificar no pensamento desses partidos,a sua capacidade de evolução,de adaptação às necessidades de desenvolvimento do País,de ir de encontro aos anseios dos cidadãos...;ora essa capacidade de regeneração vejo-a eu naquela que Rui Ramos chama de direita "mole".
Cristina Ribeiro |
09.06.06 - 1:43 pm | #
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Ir para a esquerda ou para a direita é apenas uma forma diferente de não se ir em frente. Bem sei que é uma frase fácil e que pouco quer dizer, mas que, por isso mesmo, me parece adequada para comentar este ‘post’, que associa a direita com o dinamismo e a esquerda com a preguiça.
LA-C |
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09.06.06 - 12:44 pm | #
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Na direita para ficarmos outra vez atrasados como estávamos antes do 25 de abril.
A população já compreendeu a direita, já conviveu com ela 60 anos.
Ricardo Ferreira |
09.06.06 - 12:12 pm | #
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Bush podría haber INTENTADO ARREGLAR EL FEMA, el organismo federal para la gestión de emergencias, cuya eficació DESTRUYO MEDIANTE EL AMIGUISMO Y LA PRIVATIZACIÓN. Pero no lo ha hecho. El FEMA sigue siendo una organización desmoralizada e incapaz de volver a llenar sus filas: en la actualidad tiene menos del 84% del personal al que está autorizado. Quizá la ayuda prometida a la región del Golfo llegue de hecho algún día, pero para entonces probablemente SERA DEMASIADO TARDE.
ijjjj |
09.06.06 - 12:02 pm | #
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Muchos ex residentes y propietarios de pequeños negocios, cansados de esperar una ayuda que no llega, se habrán instalado permanentemente en otra parte; los negocios que permanecieron abiertos, o que reabrieron después del huracán, se habrán hundido por falta de clientes.
ijjj |
09.06.06 - 11:59 am | #
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En Estados Unidos, como en Irak, la reconstrucción retrasada es una reconstrucción negada y, una vez más, Bush ha roto una promesa.
Paul Krugman é profesor de Economia na Universidade de Princeton.
alias definitivo: joao Moura.
PS.apelativos de neoliberal, neoconservador, neo-con etc, tao de moda e de tanto significado em USA, como que tem pequenas inconveniencias, as veces incoherencias, as veces barbaridades para que tem nascido em Portugal. De nada.
ij |
09.06.06 - 11:58 am | #
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Concordo com tudo o que diz respeito neste post à maior necessidade de liberalismo. Não entendo, porém, a sua confusão com a "direita" (que não sei o que é). Sinceramente, muito sinceramente, eu não consigo ver tão grandes diferenças (em grau de abertura ao liberalismo) entre os partidos do chamado "arco constitucional" (sobretudo entre PS e PSD) e não entendo que se pense que a luta pelas ideias liberais deva excluir o amplo "mercado" dos militantes e simpatizantes do PS (ou seja, na linguagem equívoca a que este binómio convida, o grosso da "esquerda").
Luís Aguiar Santos |
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09.06.06 - 11:50 am | #
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Commenting by HaloScan
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