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Gravatar A Isabel fez uma boa sugestão de leitura: O artigo da Página constitui um bom ponto de partida para uma conversa [infindável] sobre a educação. São interessantes depoimentos sobre as medidas que cada elemento [entrevistado] do painel julga ser importante implementar no sector educativo em Portugal. São depoimentos que se enquadram nas questões do imediato. São as questões do curto prazo [políticas, sindicais, das associações de pais, dos interesses económicos, das autarquias, etc.] que mobilizam o país mas que nos fazem esquecer dos interesses profundos, dos interesses do longo prazo.
Serão os interesses que sacrificam o mediato aquilo que os meus caros colegas designam de vacas sagradas?


Gravatar Respondi ao Miguel Sousa a pensar que o comentário era do Miguel Pinto, mas só ficou desacertado isso de quem tem andado a falar da avaliação (e meta-avaliação) lol


Gravatar Caro Miguel pinto
Vejo que agarrou o desafio e fê-lo tão bem que alguns colegas já lhe deixaram importantes achegas. Por impossibilidade de aceder à net, não poderei, para já, contribuir como gostaria, mas sempre lhes digo que retive dois aspectos que referiram, que se tocam e que me parecem fundamentais - a questão das vacas sagradas: alguém é capaz de inventariar o mal que têm trazido ao sistema? quem tem a coragem de as mandar pastar? e como poderão/deverão ser substituídas?; a submissão da definição da política educativa a oportunismos políticos, ideológico/partidários, económicos, a interesses corporativos e conjunturais vários. Voltarei a estas questões, em amena cavaqueira, como o nosso anfitrião propõe.
Bom fim-de-semana para todos.


Gravatar Miguel, tens razão. Mas, para se ter uma visão estratégica de uma boa política educativa, acho que se devia 1º identificar erros de fundo que foram conduzindo à degradação do sistema educativo. Sempre, na educação, se fizeram reformas e alterações sem avaliação prévia (algumas vezes também ignorando ou deitando fora experiências positivas). Eu tenciono, em Setembro, escrever 2 ou 3 posts sobre erros que (a meu ver)tiveram consequências graves a partir da Lei de Bases da década de 80, nomeadamente a degradação da formação de professores - mas cinjo-me ao 2º Ciclo (só que os males neste refletem-se seriamente nos seguintes). De qualquer modo, tu mesmo tens falado na avaliação do sistema, penso que é por aí que se devia começar, até para se identificarem não só as "vacas sagradas", mas também as vacas loucas.
(Estou em fim de semana de terapia para a serenidade, passei aqui só para ver se a discussão já tinha "pegado", mas se calhar o tema "pensar a educação" deve aguardar o fim das férias)


Gravatar nunca pernso na educação no imediato, pois estava comentendo o erro que os políticos fazem todos os dias (lembro-vos que um relatório da OCDE já previa o desclabro da matemática portuguesa...esse relatório já tem mais de dez anos).

Pensar a educação é, também nos libertarmos de algumas vacas sagradas...tais como deixar de acreditar que a qualidad do ensino depende só do professor..por isso, como dizia uma pessoa...um ferreiro que olha para uma madeira, como se de ferro tratasse.


Gravatar Num 1º comentário: Vamos pensar educação, sim, mas talvez começando por pensar no que nos cabe fazer NO IMEDIATO, a nós, professores, no que pessoalmente considero um buraco a contornar - o buraco de medidas que, independentemente de poderem fazer sentido se criadas as condições, para já prevejo geradoras de um clima negativo e pernicioso nas escolas pela precipitação obcessiva da Ministra num momento em que foi preciso fazer horários antes de se poder dar conteúdos válidos aos novos tempos ditos não lectivos. E PENSAR TAMBÉM no que nos cabe contribuir para mudar e melhorar o que reconhecemos ser de facto necessário também da parte dos professores, seja individualmente, seja pela nossa intervenção nas nossas escolas.
Quanto ao artigo 2º da Lei de Bases, não o leio como sendo a educação neutra, mas como uma salvaguarda face às ideologias de Estado ou governos, embora não passe de mero texto, pois bem vemos a impunidade com que é programada a educação segundo directrizes políticas que nada têm a ver com preocupação com a educação, mas sim com preocupações e pressões a que podemos chamar resumida e simplisticamente EUROS.
Finalmente, quanto a "bons exemplos de uma visão estratégica dos responsáveis pelas políticas educativas"... não os vejo por cá em várias décadas. Talvez, para este debate, valha a pena passares por http://www.apagina.pt/arquivo/Ar...igo.asp? ID=3414




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