Obrigado pelo seu comentário... volte sempre!
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A Isabel fez uma boa sugestão de leitura: O artigo da Página constitui um bom ponto de partida para uma conversa [infindável] sobre a educação. São interessantes depoimentos sobre as medidas que cada elemento [entrevistado] do painel julga ser importante implementar no sector educativo em Portugal. São depoimentos que se enquadram nas questões do imediato. São as questões do curto prazo [políticas, sindicais, das associações de pais, dos interesses económicos, das autarquias, etc.] que mobilizam o país mas que nos fazem esquecer dos interesses profundos, dos interesses do longo prazo.
Serão os interesses que sacrificam o mediato aquilo que os meus caros colegas designam de vacas sagradas?
Miguel Pinto |
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28.08.05 - 11:29 pm | #
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Respondi ao Miguel Sousa a pensar que o comentário era do Miguel Pinto, mas só ficou desacertado isso de quem tem andado a falar da avaliação (e meta-avaliação) lol
IC |
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28.08.05 - 1:13 am | #
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Caro Miguel pinto
Vejo que agarrou o desafio e fê-lo tão bem que alguns colegas já lhe deixaram importantes achegas. Por impossibilidade de aceder à net, não poderei, para já, contribuir como gostaria, mas sempre lhes digo que retive dois aspectos que referiram, que se tocam e que me parecem fundamentais - a questão das vacas sagradas: alguém é capaz de inventariar o mal que têm trazido ao sistema? quem tem a coragem de as mandar pastar? e como poderão/deverão ser substituídas?; a submissão da definição da política educativa a oportunismos políticos, ideológico/partidários, económicos, a interesses corporativos e conjunturais vários. Voltarei a estas questões, em amena cavaqueira, como o nosso anfitrião propõe.
Bom fim-de-semana para todos.
crack |
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27.08.05 - 6:10 pm | #
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Miguel, tens razão. Mas, para se ter uma visão estratégica de uma boa política educativa, acho que se devia 1º identificar erros de fundo que foram conduzindo à degradação do sistema educativo. Sempre, na educação, se fizeram reformas e alterações sem avaliação prévia (algumas vezes também ignorando ou deitando fora experiências positivas). Eu tenciono, em Setembro, escrever 2 ou 3 posts sobre erros que (a meu ver)tiveram consequências graves a partir da Lei de Bases da década de 80, nomeadamente a degradação da formação de professores - mas cinjo-me ao 2º Ciclo (só que os males neste refletem-se seriamente nos seguintes). De qualquer modo, tu mesmo tens falado na avaliação do sistema, penso que é por aí que se devia começar, até para se identificarem não só as "vacas sagradas", mas também as vacas loucas.
(Estou em fim de semana de terapia para a serenidade, passei aqui só para ver se a discussão já tinha "pegado", mas se calhar o tema "pensar a educação" deve aguardar o fim das férias)
IC |
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27.08.05 - 5:47 pm | #
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nunca pernso na educação no imediato, pois estava comentendo o erro que os políticos fazem todos os dias (lembro-vos que um relatório da OCDE já previa o desclabro da matemática portuguesa...esse relatório já tem mais de dez anos).
Pensar a educação é, também nos libertarmos de algumas vacas sagradas...tais como deixar de acreditar que a qualidad do ensino depende só do professor..por isso, como dizia uma pessoa...um ferreiro que olha para uma madeira, como se de ferro tratasse.
Miguel Sousa |
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27.08.05 - 2:49 am | #
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Num 1º comentário: Vamos pensar educação, sim, mas talvez começando por pensar no que nos cabe fazer NO IMEDIATO, a nós, professores, no que pessoalmente considero um buraco a contornar - o buraco de medidas que, independentemente de poderem fazer sentido se criadas as condições, para já prevejo geradoras de um clima negativo e pernicioso nas escolas pela precipitação obcessiva da Ministra num momento em que foi preciso fazer horários antes de se poder dar conteúdos válidos aos novos tempos ditos não lectivos. E PENSAR TAMBÉM no que nos cabe contribuir para mudar e melhorar o que reconhecemos ser de facto necessário também da parte dos professores, seja individualmente, seja pela nossa intervenção nas nossas escolas.
Quanto ao artigo 2º da Lei de Bases, não o leio como sendo a educação neutra, mas como uma salvaguarda face às ideologias de Estado ou governos, embora não passe de mero texto, pois bem vemos a impunidade com que é programada a educação segundo directrizes políticas que nada têm a ver com preocupação com a educação, mas sim com preocupações e pressões a que podemos chamar resumida e simplisticamente EUROS.
Finalmente, quanto a "bons exemplos de uma visão estratégica dos responsáveis pelas políticas educativas"... não os vejo por cá em várias décadas. Talvez, para este debate, valha a pena passares por http://www.apagina.pt/arquivo/Ar...igo.asp?
ID=3414
IC |
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26.08.05 - 7:40 pm | #
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Commenting by HaloScan
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